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Livro: Guente desvenda os subterrâneos da indústria petrolífera

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Num país onde os recursos naturais teimam em escorrer entre os dedos dos moçambicanos como areia em ampulheta quebrada, foi lançado esta semana, em Maputo, o livro “Introdução à Indústria de Petróleo”, da autoria do professor e advogado Filipe Caetano Guente. O evento decorreu no auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), que abriu as suas portas, e simbolicamente as suas páginas, ao conhecimento técnico-científico.

O livro, com mais de 175 páginas, é uma tentativa ousada (e rara) de sistematizar, a partir de mãos moçambicanas, o funcionamento de uma das indústrias mais complexas e opacas do mundo: a petrolífera. Em tempos em que a transparência no sector extractivo ainda é um bicho-papão para muitos gestores públicos e privados, Filipe Guente opta por iluminar os corredores escuros com rigor académico e linguagem acessível.

“Publicar uma obra com um conteúdo técnico-científico, como esta, constitui um desafio grande e, ao mesmo tempo, um tremendo alívio”, disse o autor, perante uma audiência composta por académicos, estudantes, profissionais do sector energético e curiosos — uns interessados, outros intrigados. “Esta obra é como se fosse uma ode às reservas de petróleo há muito existentes no país”, afirmou Guente, como quem lança um aviso, os nossos recursos exigem mais estudo e menos slogans.

A apresentação da obra coube ao poeta e escritor Juvenal Bucuane, que, entre metáforas e elogios técnicos, descreveu as páginas do livro como “suculentas” e cheias de “labirintos deste fóssil que tanto se pode encontrar repousado milenarmente nas profundezas, tanto do subsolo quanto dos oceanos”. Bucuane sublinhou ainda a importância da publicação, num contexto em que o défice de material técnico local é tão visível quanto o vazio nas prateleiras de bibliotecas universitárias.

Pela parte do BCI, anfitrião do evento, Aires Mourão, Director Comercial da Área de Grandes Empresas fez questão de afirmar que o apoio à iniciativa não é apenas institucional, mas estratégico. “Promover o conhecimento tornou-se uma missão que nos define. Acreditamos que o conhecimento é ferramenta essencial para a transformação individual e colectiva”, frisou, sublinhando o compromisso do banco com o desenvolvimento económico sustentável.

Editado pela Escolar Editora, o livro navega por temas que vão da história do petróleo às técnicas modernas de prospecção onshore e offshore, passando pelos processos de refinação, tipos de jazigos, transporte, segurança e até acidentes industriais  num retrato abrangente de uma indústria que, embora poderosa, permanece pouco compreendida pelo cidadão comum.

Frelimo inicia novo ciclo político com reestruturação e novos quadros à frente do secretariado

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O Partido FRELIMO inicia um novo ciclo político com a reestruturação do seu Secretariado do Comité Central. A cerimónia de orientação da 71ª Sessão do Secretariado, realizada nesta semana foi presidida pelo Secretário-Geral do partido, Chakil Aboobacar, que liderou a reunião com membros recentemente eleitos na IV Sessão Ordinária do Comité Central, que teve lugar de 3 a 5 de Abril.

A reestruturação foi apresentada como uma resposta às necessidades de dinamizar o funcionamento do Partido, com a aposta em novos nomes para diferentes áreas, refletindo a contínua transformação da FRELIMO, de acordo com as dinâmicas sociais e políticas do momento, refere um comunicado recebido na nossa redacção.

A nova composição do Secretariado inclui líderes de áreas chave, como Sónia Macuvel na Administração e Finanças, João Muchine Mudema à frente da Organização, e Ludmila Maguni para Relações Exteriores. Outras nomeações de destaque incluem Yazalde Hussen, que assume Assuntos Parlamentares e Descentralização, Gonçalves Gemusse na Mobilização, Trabalho Ideológico e Organizações Sociais, e Pedro Madeira Guiliche, que será o responsável pela Comunicação, Imagem e Porta-Voz do Partido.

Na cerimónia, Chakil Aboobacar sublinhou que a eleição dos novos membros do Secretariado representa a confiança que o Comité Central da FRELIMO deposita nesses quadros, um reconhecimento à sua competência e capacidade para implementar os planos do Partido de forma eficaz.

Chapo muda comando nas FADM: Júlio dos Santos Jane é Chefe do Estado-Maior-General

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, anunciou, através de um despacho presidencial, a exoneração de Joaquim Rivas Mangrasse do cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Em um despacho separado, Chapo nomeou o Major-General Júlio dos Santos Jane, promovido ao posto de General de Exército, para assumir o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das FADM. O novo comandante tomará posse amanhã, dia 11 de Abril de 2025, em uma cerimónia presidida pelo próprio Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique. A cerimónia ocorrerá no Estado-Maior-General, às 13:30 horas.

O Perfil do novo Chefe do Estado-Maior-General das FADM

Júlio dos Santos Jane é um militar moçambicano com uma carreira multifacetada nas áreas de segurança e defesa. Ocupou diversos cargos de relevo

na Polícia da República de Moçambique (PRM) onde em março de 2016, o ex-Presidente Filipe Nyusi nomeou-o para o cargo de Comandante-Geral da PRM, sucedendo Jorge Khalau. Antes desta nomeação, Jane liderava o Serviço Cívico de Moçambique.

Foi em 2017, que foi nomeado Diretor-Geral do SISE, substituindo Lagos Lidimo. Esta nomeação ocorreu após o seu período como Comandante-Geral da PRM. Hoje 10 de abril de 2025, o Presidente Daniel Francisco Chapo exonerou Joaquim Rivas Mangrasse do cargo de Chefe do Estado-Maior-General das FADM e nomeou o Major-General Júlio dos Santos Jane para o posto de General de Exército e para o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das FADM.

Governo promete tudo, de novo. Mas sem mudar o essencial

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O Governo moçambicano apresentou esta quarta-feira (9), na Assembleia da República, um novo pacote de promessas para o próximo ciclo de governação (2025–2029), jurando, mais uma vez, combater a pobreza, corrigir desigualdades e lançar as bases para a tão almejada “independência económica”. O anúncio foi feito pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Crípton Valá, durante a sessão de Informações do Governo.

Com um discurso a roçar o déjà vu, Valá anunciou uma série de intenções que têm marcado os discursos de sucessivos executivos há décadas: mais produção, mais emprego, melhor infraestrutura, diversificação da economia e gestão racional dos recursos. No papel, uma revolução. Na prática, um ciclo de repetições onde os culpados pelos fracassos nunca são encontrados, mas os slogans são reciclados com entusiasmo.

“Vamos acelerar o crescimento económico inclusivo, diversificar a economia, criar empregos e modernizar infraestruturas”, prometeu Valá, ignorando que tais metas já foram repetidamente falhadas mesmo com programas anteriores como o PARPA, o PEDSA, os “sete milhões”, os distritos autossustentáveis e o quinquenal findo.

Segundo o governante, a prioridade do programa recai sobre sectores que, ironicamente, são hoje os mais degradados sob responsabilidade directa do Estado como a Agricultura, Pescas, Indústria, Educação, Saúde, Habitação, Recursos Minerais e Energia, entre outros. Curiosamente, estes são também os sectores onde, há décadas, o Governo promete “dar prioridade”.

No mesmo tom de promessa sem lastro, Valá explicou que os dois primeiros anos serão usados para “estabilizar social e economicamente o país”. Mas sem dizer de forma concreta o que será feito de diferente do que já falhou. “Vamos apostar na inovação tecnológica, paz e segurança, capital humano e infraestruturas resilientes”, afirmou, como se a mera enunciação fosse garantia de execução.

Sobre o custo de vida, o Executivo diz que pretende combatê-lo com “mais produção e produtividade”. Para isso, promete “capacitar pequenos produtores”, prover insumos e acesso ao mercado. No entanto, não explicou como fará isso num contexto onde programas como o Sustenta são acusados de exclusão, clientelismo e falta de transparência.

Ainda segundo Valá, haverá aposta em incubadoras, parques industriais e extensão agrária. Mas o Ministro ignorou deliberadamente o facto de que boa parte das zonas com maior potencial agrícola do país continuam sem estradas transitáveis, energia ou acesso a financiamento.

A oposição acusa o Governo de continuar a apresentar promessas sem sustentação, enquanto mantém uma arquitectura de governação centralizada, extractivista e clientelista que trava qualquer impulso de desenvolvimento autêntico.

Governo atira prejuízos da LAM para empresas públicas — e diz que “todos” devem pagar a factura

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O Governo quer manter a LAM nas mãos do Estado, apesar da companhia acumular prejuízos bilionários e mostrar-se incapaz de sair do buraco onde tem estado enterrada há anos. A estratégia é injectar capital das mesmas empresas públicas que, em tese, deveriam estar focadas nas suas próprias áreas e não a tapar buracos de má gestão.

Na Assembleia da República, esta quarta-feira (09), o Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, confirmou o plano: HCB, CFM e EMOSE — três das poucas empresas públicas ainda com alguma saúde financeira — foram convidadas a entrar no capital social da falida LAM, naquilo que é apresentado como “solução técnica”.

Segundo Matlombe, os prejuízos da transportadora aérea nacional ascendem a mais de 8 mil milhões de meticais entre 2021 e 2024. Só no último ano, a LAM perdeu cerca de 2,2 mil milhões de meticais — e mesmo assim o Executivo insiste na manutenção do controlo estatal, agora repartido com outras estatais. Um ciclo fechado, onde o Estado subsidia o Estado para continuar a falhar.

“A análise técnica recomendou manter a LAM pública”, disse Matlombe, ignorando que as mesmas análises vêm falhando há décadas. A proposta de parceria com um investidor privado estratégico foi descartada, embora pareça ser, para muitos analistas, a única via com alguma esperança de cortar com os vícios e a promiscuidade político-partidária instalada na empresa.

Como se não bastasse, o Ministro atirou a culpa para os utentes: “todos devem honrar o pagamento das passagens”, disse, como se a falência da LAM fosse responsabilidade dos passageiros, e não de décadas de má gestão, clientelismo e uso abusivo de voos sem compensação financeira, muitas vezes por parte de altos dirigentes do Estado.

“O Governo está empenhado em fazer melhor, com mais rigor”, prometeu o ministro, repetindo o mesmo refrão que sucessivos titulares da pasta têm entoado sem resultados. A novidade agora é que outras empresas públicas, como a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, serão obrigadas a entrar no jogo — possivelmente, arrastando consigo os riscos de contaminação financeira.

Unidade anti-rapto só em 2026, promete Chachine

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Ministro do Interior foi ao Parlamento defender resultados tímidos e promessas velhas com roupa nova

O Ministro do Interior, Paulo Chachine, anunciou esta semana, no Parlamento, que o Governo tenciona criar até 2026 uma unidade especializada de prevenção e combate aos raptos e outros crimes organizados, no quadro do novo Programa Quinquenal 2025–2029. A promessa chega num contexto em que os raptos continuam a semear o terror, sobretudo entre empresários e profissionais liberais, sem que se veja um plano concreto com resultados robustos.

Chachine informou que o ante-projecto operacional da unidade já está em elaboração, mas não avançou datas, valores envolvidos ou garantias de execução — o que alimenta o cepticismo em torno da proposta, dada a longa tradição dos Governos da Frelimo em anunciar estratégias “em estudo” que nunca saem do papel.

“O crime organizado exige tecnologia de ponta, actualização de recursos humanos e especialização”, disse o ministro, justificando a lentidão nas acções com a “complexidade” do fenómeno, embora este já tenha mais de uma década a devastar famílias e negócios, principalmente nas cidades de Maputo, Matola, Beira e Nampula.

De acordo com os dados apresentados, entre Janeiro de 2024 e Março de 2025 foram registados 19 raptos consumados e dois frustrados, sendo que apenas 15 casos foram esclarecidos. Desses, oito vítimas foram devolvidas às famílias, um número que representa uma fracção preocupante do universo de casos.

O Governo vangloria-se da detenção de 33 indivíduos e da apreensão de 12 armas, 12 viaturas, 28 telemóveis, dois computadores e quatro casas que serviam de cativeiro. No entanto, a lista continua a ser insuficiente para convencer uma população que já normalizou o medo como parte da vida quotidiana.

Apesar de falar em formações de agentes do SERNIC em combate ao rapto, branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e narcotráfico, Paulo Chachine não mencionou nenhum nome entre os chamados “mandantes” dos raptos que tenha sido levado à barra da justiça, o que reforça a percepção pública de que os grandes peixes continuam intocáveis.

Semana do Livro de Quelimane homenageia escritora Josina Viegas

Quelimane prepara-se para acolher, de 18 a 23 de Abril, a 3ª Edição da Semana do Livro, uma iniciativa do Clube de Leitura de Quelimane, que este ano presta homenagem à escritora Josina Costa Viegas ,  um dos nomes marcantes da literatura moçambicana feita por mulheres, mas ainda pouco celebrada nos circuitos institucionais.

Com um programa descentralizado e assumidamente alternativo, o evento terá como palco principal o átrio da Rádio Chuabo FM, espaço comunitário que se tem afirmado como casa da cultura livre e das vozes marginalizadas na cidade. Ao invés dos tradicionais palcos oficiais, a organização aposta na ocupação de espaços vivos da sociedade civil.

Os lançamentos de livros, mesas redondas e sessões de leitura decorrerão também no Centro de Língua Portuguesa – Instituto Camões, Universidade Licungo, e no Instituto Superior de Humanidades Ciências e Tecnologias, num esforço claro de aproximar a juventude académica da produção literária nacional.

Chapo tenta conquistar juventude com promessas recicladas de casas, empregos e computadores

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O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta semana com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e organizações juvenis filiadas, num encontro que, à primeira vista, pretendeu demonstrar sensibilidade e escuta, mas que, na prática, serviu para relançar promessas requentadas de habitação, empreendedorismo e emprego para jovens.

No centro da retórica presidencial esteve o Projecto Habitacional Phoenix, apresentado como uma “iniciativa real” – ao contrário dos anteriores, que, segundo o próprio Chapo, falharam por dependerem do “dinheiro dos jovens”. Desta vez, diz o Chefe de Estado, o projecto conta com financiamento de uma empresa de Hong Kong, que teria experiência em Angola, embora não se conheçam os termos do contracto, os montantes envolvidos nem o grau de responsabilidade fiscal que recai sobre o Estado moçambicano.

Chapo garantiu que as obras já arrancaram e que o modelo prevê prestações de pagamento até 25 anos, mas deixou em aberto aspectos como os critérios de acesso às casas, a localização dos projectos-piloto e os mecanismos de controlo para evitar os desvios habituais.

O outro pilar da conversa foi o Fundo de Desenvolvimento Local (FDEL), cuja narrativa oficial tenta vender como uma solução para o bloqueio ao crédito bancário que aflige os jovens. Chapo afirma que 60% do fundo está reservado para empreendedores jovens, mas nada disse sobre como serão atribuídos esses fundos, quais os critérios objectivos de selecção ou que tipo de fiscalização pública será feita. O histórico da gestão de fundos públicos em Moçambique, marcado por opacidade, clientelismo e desvios, deixa pouca margem para optimismo.

O Presidente aproveitou o palco para ligar o discurso juvenil à agenda extractivista do regime, mencionando os cinco mil milhões de dólares financiados pelo Exim Bank dos EUA para o projecto de gás na Bacia do Rovuma. A promessa: 40 mil postos de trabalho. A realidade: vagas altamente especializadas, maioritariamente fora do alcance da juventude moçambicana, com empresas estrangeiras e elites locais a ditarem as regras do jogo.

No campo da educação e digitalização, Chapo falou da distribuição de cinco mil computadores para estudantes do ensino superior sem recursos e do programa “Internet para Todos”. Contudo, omitiu que escolas continuam sem carteiras, professores com salários em atraso e comunidades sem energia eléctrica para sequer carregar os dispositivos.

A presidente em exercício do CNJ, Sónia Bila, preferiu alinhar-se com o tom triunfalista do discurso oficial, afirmando que o encontro foi sinal de que o Presidente está “a responder aos anseios da juventude”. Afirmou ainda que os jovens pretendem mais autonomia e “poder construir as suas famílias”, como se tal fosse possível sem empregos formais, salários dignos ou um sistema de ensino funcional.

Bila elogiou ainda a suposta abertura do Presidente ao diálogo político com os partidos da oposição, uma afirmação que contrasta com o ambiente cada vez mais hostil à crítica e à liberdade de expressão, sobretudo nas vésperas de processos eleitorais.

Moza Banco leva prémio internacional por engajamento social dos colaboradores

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Reconhecimento britânico distingue acções do Clube Moza na promoção de responsabilidade social corporativa

O Clube Moza, estrutura social interna do Moza Banco, acaba de ser galardoado com o prémio Best CSR Program for Employee Engagement Mozambique 2025, atribuído pela influente revista britânica Global Banking & Finance Review. A distinção, entregue em Londres, reconhece o trabalho de mobilização dos colaboradores do banco para acções de voluntariado e impacto social em Moçambique.

A distinção, segundo a entidade promotora, é sustentada por uma análise criteriosa de indicadores que demonstram o comprometimento efectivo dos membros do Clube Moza em causas sociais, com destaque para áreas como educação, inclusão social e preservação ambiental.

Entre os projectos emblemáticos está o programa “Vamos Plantar Árvores”, que ambiciona plantar um milhão de árvores ao longo da costa moçambicana, com o objectivo de travar a erosão e fomentar uma cultura de responsabilidade ambiental. Outro exemplo de intervenção é o “Ciclo Solidário”, focado na promoção da dignidade menstrual e igualdade de oportunidades para raparigas em zonas recônditas, particularmente nas escolas públicas.

Para além do impacto social externo, o Clube Moza também se posiciona como dinamizador da coesão interna no Banco. Incentiva os colaboradores a envolverem-se em actividades desportivas, culturais e de entretenimento, promovendo a empatia e o espírito de equipa.

Em declarações ao SAVANA, o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, sublinha que o Clube Moza “capitaliza os valores do Banco, promovendo o sentido de pertença, renovando a resiliência em tempos desafiadores e reforçando o espírito de união, numa lógica em que ninguém caminha sozinho”.

Já o presidente do Clube Moza, Inácio Fernando, interpreta a distinção como “um marco importante na trajectória da instituição”, acrescentando que o prémio “pertence a todos os colaboradores e voluntários que acreditam no poder transformador do voluntariado”.

O reconhecimento internacional coloca o Moza Banco na linha da frente das instituições financeiras africanas que fazem da responsabilidade social corporativa uma extensão estratégica da sua identidade institucional. Numa altura em que o sector bancário se vê desafiado a ir além dos lucros e dos números, o prémio recebido pelo Clube Moza assume-se como um exemplo de como a humanização da banca pode ser feita com compromisso e resultados mensuráveis.

SNJ celebra 47 anos com apelo à ética e profissionalismo jornalístico

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O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) celebra esta sexta-feira, 11 de Abril, o seu 47.º aniversário, data que coincide com o Dia do Jornalista Moçambicano, este ano sob o lema “SNJ: 47 anos celebrando a coragem, compromisso e profissionalismo dos jornalistas”.

As cerimónias centrais terão lugar na cidade de Inhambane, onde jornalistas de todo o país se reunirão para refletir sobre os actuais desafios da classe, com destaque para uma mesa-redonda dedicada ao tema “Os desafios da ética e deontologia jornalística nos tempos actuais”. A iniciativa visa promover o debate em torno da prática jornalística num contexto marcado por pressões políticas, económicas e tecnológicas.

O programa da efeméride inclui ainda um desfile de profissionais da comunicação social, visitas a locais de interesse histórico e cultural, bem como a apresentação de mensagens institucionais alusivas à data. A celebração contará com a presença de representantes do governo, da sociedade civil e do Secretário-Geral do SNJ.

De acordo com o comunicado enviado à nossa redacção, actividades similares serão realizadas em todas as capitais provinciais, incluindo visitas a campas de jornalistas falecidos, eventos desportivos e momentos de confraternização entre os membros do sindicato.

O SNJ, criado em 1978, tem sido um dos pilares na defesa dos direitos dos jornalistas moçambicanos, assumindo um papel activo nas lutas pela liberdade de imprensa, melhoria das condições laborais e valorização do exercício jornalístico.

No ano passado, as comemorações centrais do 11 de Abril tiveram lugar na cidade de Tete. A escolha rotativa das sedes das celebrações visa, segundo o SNJ, promover a descentralização e a inclusão dos jornalistas das diversas regiões do país nas actividades sindicais e comemorativas.