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Medidas de Trump afectam Rádios Comunitárias na Zambézia

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Quelimane, 10 de fevereiro de 2025 – As rádios comunitárias na Zambézia sofreram um novo revés, após as recentes decisões do governo norte-americano, de encerrar as actividades da USAID em todo o mundo. Essa medida, que abrange projectos de cooperação internacional, e impactou directamente o Projecto CORAGEM, financiado pela USAID, e, consequentemente, veículos de comunicação locais.

De acordo com um comunicado enviado as Rádios pela Associação TV Surdo Moçambique, em conformidade com as diretrizes da USAID Moçambique, foi determinada a suspensão imediata de todas as actividades e acordos de subvenção vinculados ao referido projecto.

A decisão tem gerado apreensão entre os gestores e profissionais das rádios comunitárias na Zambezia, que já enfrentam desafios históricos para manter a comunicação e a mobilização social. “Esta suspensão abrupta coloca em risco a continuidade de projectos que fortalecem a voz das comunidades locais, especialmente em áreas onde a informação é um recurso vital para o desenvolvimento e a cidadania,” afirmou o Presidente do Nucleo Provincial da Zambezia do Misa Moçambique, Zito Ossumane em entrevista.

A medida, que reflete uma reestruturação das políticas de cooperação internacional promovida pelo governo norte-americano sob a liderança de Trump, deverá ter efeitos de longo alcance. Enquanto as orientações oficiais prometem novas instruções ao término do período de 90 dias, o sector de comunicação comunitária teme que a interrupção prolongada dos projectos possa prejudicar iniciativas essenciais de difusão de informação e engajamento social em toda a Zambézia.

Cerca de 32 mil famílias em insegurança alimentar no centro de Moçambique

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Cerca de 32 mil famílias no distrito de Chibabava, província de Sofala, no centro de Moçambique, enfrentam insegurança alimentar devido aos impactos do fenómeno climático El Niño, disse fonte oficial.
“Neste momento temos cerca de 32 mil famílias em situação de insegurança alimentar que vivem através de remessas e venda de pequenos animais. A zona mais afetada é o posto administrativo de Goonda que é o nosso celeiro em termos de produção de cereais”, disse Hélder Alberto, diretor dos serviços distritais das atividades económicas do distrito de Chibabava, em Sofala, em declarações citado hoje pela comunicação social.

Segundo o responsável, o Governo local já começou a assistir cerca de 4.100 famílias afetadas pela seca e estiagem, sobretudo as do posto administrativo de Goonda, no distrito de Chibabava.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estimou recentemente que cerca de 4,8 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária em Moçambique, sendo necessários 64 milhões de dólares (60,6 milhões de euros) para responder às necessidades.

“As múltiplas crises afetando atualmente Moçambique – conflito, seca e emergências de saúde pública – estão a sobrecarregar os recursos humanitários. Cerca de 4,8 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária (10% de pessoas com deficiência), incluindo 3,4 milhões de crianças”, lê-se num comunicado da Unicef.

Em setembro do ano passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) avançou que perto de dois milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária no país.

“Neste ano, Moçambique foi afetado pela seca induzida pelo fenómeno El Niño, durante a época 2023-2024. Estima-se que cerca de 1,8 milhões de pessoas possam enfrentar insegurança alimentar entre outubro próximo e março de 2025. Face a esta situação, a necessidade de assistência humanitária para as comunidades afetadas tem estado a aumentar, sobretudo nas regiões centro e sul de Moçambique”, explicou a organização.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas globais, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O El Niño é uma alteração da dinâmica atmosférica causada por um aumento da temperatura oceânica. Este fenómeno meteorológico está também a provocar chuvas torrenciais na África oriental, que já causaram centenas de mortos em vários países, como Quénia, Burundi, Tanzânia, Somália e Etiópia. LUSA

Município de Quelimane reconhece o papel da imprensa na campanha de limpeza

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O Conselho Municipal de Quelimane endereçou, recentemente, uma mensagem de agradecimento aos jornalistas em exercicio na cidade de Quelimane pelo seu envolvimento na campanha de limpeza das valas de drenagem na cidade. O reconhecimento foi feito através de um comunicado oficial assinado pelo presidente do município, Manuel de Araújo, dirigido ao Núcleo Provincial do MISA Moçambique – Instituto de Comunicação Social da África Austral e o Sindicato Provincial de Jornalistas.

No documento, a edilidade sublinha o papel dos profissionais de comunicação social não apenas na informação e fiscalização da gestão urbana, mas também como actores activos na resolução dos problemas que afligem a cidade, como é o caso do saneamento e da drenagem.

A campanha de limpeza das valas de drenagem, que contou com a participação de diversos sectores da sociedade civil, surge num contexto em que Quelimane enfrenta desafios ambientais agravados pelas. O envolvimento da imprensa, além de garantir a cobertura mediática, teve uma dimensão simbólica ao reforçar a ideia de que a responsabilidade pela cidade não cabe apenas às autoridades municipais, mas é um compromisso de todos.

“Por tudo isto, elevamos bem alto a nossa gratidão pela vossa participação nesta nobre tarefa”, sublinha o comunicado assinado por Manuel de Araújo.

Num contexto em que os desafios ambientais se acumulam e os serviços municipais mostram limitações, o envolvimento de mídia, sociedade civil e cidadãos surge como uma alternativa viável para mitigar os impactos negativos da falta de saneamento adequado em Quelimane.

Estômago que mata o povo

Frelimo usa estômago dos líderes políticos da oposição como arma para matar a vontade do povo
Logo após as eleições de 11 de outubro de 2024, um cenário previsível e revoltante se repetiu: os líderes da oposição, em uníssono, lamentaram, gritando que foram “roubados”, tal como tem acontecido nos últimos 30 anos de multipartidarismo. Enquanto isso, o povo, já cansado de ser manipulado, saiu às ruas para exigir o respeito ao seu voto. Porém, esta luta pela verdade eleitoral tem um preço alto – vidas humanas. Homens e mulheres tombam todos os dias, vítimas da repressão e do descaso, porque ousam sonhar com uma democracia verdadeira.
Mas, enquanto o povo clama por justiça e verdade eleitoral, os líderes políticos da oposição estão à mesa e no quarto em namoros com a Frelimo. Nesta mesa, o prato principal são as almas do povo que vão tombando todos os dias, e a bebida é o sangue dos mártires que tombaram pela verdade. As negociações não têm como objetivo trazer a justiça eleitoral que o povo exige, mas, sim, satisfazer os interesses pessoais e partidários.
A oposição justifica sua postura com argumentos batidos: “vamos lutar dentro das instituições”. A pergunta que não quer calar é: o que farão de diferente dentro dessas instituições corrompidas, que não fizeram em três décadas de lamentações e acordos de bastidores? Por 30 anos, o povo viu as mesmas promessas vazias serem repetidas, enquanto os líderes políticos enchem os seus estômagos à custa da miséria da nação.
Chegou o momento de quebrar esse ciclo vicioso! Este é o momento único de fazer tudo diferente. Deixar a Frelimo tomar posse sozinha, legislar sozinha e governar sozinha. E então, veremos: a quem a Frelimo governará se o povo continuar nas ruas, exigindo a verdade eleitoral?
Se a oposição não encurralar a Frelimo agora, a Frelimo encurralará a oposição por muito tempo. A perpetuação no poder, apoiada pela pobreza e ignorância do povo, garantirá mais 50 anos de desgraça. Não há mais espaço para desculpas ou para argumentos que mascaram a fraqueza de caráter e a falta de compromisso com a luta do povo.
Se os líderes da oposição aceitam sentar-se à mesa com um regime corrupto enquanto o povo morre nas ruas, então são tão cúmplices quanto os próprios opressores (talvez são insensíveis porque dentre os mortos não existe seus familiares). A resistência deve ser clara, contundente e sem concessões. É hora de abandonar o conforto do banquete político e enfrentar a realidade: ou estão com o povo, ou estão contra ele.
A história não será generosa com os líderes políticos que traíram o seu povo em troca de migalhas. Este é o momento de fazer escolhas corajosas e históricas. Se a oposição fraquejar, será lembrada como o estômago que matou a vontade do povo.

Oposição ou Submissão: O Ciclo Vergonhoso das Tomadas de Posse em Moçambique

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É revoltante assistir, mais uma vez, à submissão descarada dos deputados eleitos da oposição, que juram lutar pelo povo, mas não hesitam em tomar posse sob os escombros de eleições fraudulentas. Pior ainda é ver “acadêmicos” e “intelectuais” – figuras que deveriam ser a consciência crítica da sociedade – como Elisio De Sousa e Rodrigo Rocha, …. aplaudindo esse ciclo de vergonha, como verdadeiros cúmplices da perpetuação da podridão eleitoral.
Há 30 anos, ouvimos o mesmo discurso: “Vamos tomar posse para lutar dentro das instituições!” Que instituições? Aquelas que a FRELIMO controla? Só para ser como uma marionete da FRELIMO, que nessas instituições vivem manipulando as regras do jogo em seu benefício? Quantas vezes já se reviu a lei eleitoral com promessas de eleições justas, apenas para ver o mesmo espetáculo grotesco de urnas recheadas, votos adulterados, fiscais agredidos e instituições cúmplices? Lembramos como ontem quando incluíram membros de sociedade civil na CNE, o saudoso Presidente Dlakhama ficou satisfeito e chamou a imprensa I disse: “agora teremos eleições livres, justas e transparente”, chegado o dia de eleições a expectativa sucumbiu e iniciou a reclamar fraude!
Afinal, o que resultou da transformação da CNE? Nada. E o que fez o Conselho Constitucional (CC) diante das incontáveis denúncias de fraude? Absolutamente nada. Contestamos as eleições, confiamos nas “instituições”, e o que recebemos em troca? Uma bofetada institucional que legitima as fraudes, porque sabem que a decisão permite ser recorrida, com o povo a continuar refém do cinismo e bandidagem político.
Este ciclo vergonhoso precisa ser quebrado! Se o PODEMOS quiser provar que é, de fato, um partido para e com o povo, deve agir diferente. Não deve se curvar aos interesses do estômago, mas sim priorizar o bem-estar do povo. Não tomem posse! Tomar posse diante de uma fraude galopante não é resistência, é conivência.
O PODEMOS deve perceber que a submissão dos partidos da oposição não é apenas um insulto à democracia, mas também uma traição às esperanças de milhões de moçambicanos, as famílias que continuam a perder membros como vimos ontem na cidade de Maputo. É hora de acabar com essa dança macabra entre a oposição e o regime. E quanto aos “acadêmicos politicamente imorais”, como Sousa e Rocha, que defendem esse teatro vergonhoso, cabe-nos denunciá-los como cúmplices de um sistema que condena o povo à miséria e perpetua o poder da FRELIMO que perdura as custa da pobreza do povo a mais de 40 anos.
Se o PODEMOS quiser ser diferente, que demonstre. Se não, será apenas mais um capítulo do ciclo de vergonha que precisa ser enterrado. É tempo de resistir, e não de se ajoelhar aos tiranos africanos.

Por JN

Albino Forquilha e a vergonha do círculo vicioso da política moçambicana

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O Presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, protagonizou uma das declarações mais absurdas, vergonhosas e indignas da recente história política de Moçambique. Ao justificar a aceitação dos resultados altamente fraudulentos das eleições gerais de 2024, alegando que “desde 1994 as eleições são contestadas, mas as pessoas sempre tomaram posse”, ele demonstrou não apenas uma ausência completa de princípios, mas também a confirmação de que muitos políticos em Moçambique não lutam pelo POVO, mas sim pelo próprio estômago.
A declaração de Forquilha escancara o caráter oportunista que alimenta grande parte da classe política do país. Ao admitir que não concorda com os resultados eleitorais, mas mesmo assim decidir “comer a parte dele”, o Presidente do PODEMOS vira as costas ao POVO moçambicano, que há décadas clama por justiça e transparência no processo eleitoral. A sua atitude não é apenas vergonhosa, mas também um insulto àqueles que, muitas vezes, arriscam as suas vidas, saíram às ruas, foram cravado por bala, gás lacrimogéneo, vidas perdidas para exigir mudanças e justiça e verdade eleitoral. Será que Albino Forquilha tem em mente que crianças, adolescentes, jovens, adultos e até idosos, morreram nesta luta pela verdadeira democracia e verdade eleitoral? Para hoje falar que aqueles deputados devem tomar posse porque represento o povo que lhes elegeu? E aqueles que estão na lista mas que os seus votos foram roubados?
Albino Forquilha reforça a ideia de que o PODEMOS, partido apesar de que era uma lata sonante vazia e sem relevância, depois de ser transformado em um actor relevante, muitos acreditavam ser a luz no fim do túnel. Lamentavelmente, este Partido (PODEMOS) não passa de mais uma engrenagem do círculo vicioso de traição e subserviência não só do regime, mas também dos políticos orientados por umbigos. O que o povo esperava era um rompimento deste ciclo; uma atitude firme que sinalizasse que Moçambique não mais toleraria eleições fraudulentas, manipuladas e recheadas de irregularidades. Mas, em vez disso, recebemos mais uma vez posicionamento macabro de um político disposto a ignorar a vontade popular, as mortes do POVO, as limitações das liberdades, para assegurar um lugar à mesa do banquete do poder.
É preciso é temos que ser contundentes; O senhor Forquilha está a trair a confiança do. Ele não está a representar os interesses dos moçambicanos; representa apenas os seus próprios interesses, interesse da sua família, (como é sabido que um dos filho vai a assembleia) e de um pequeno grupo que se beneficia do sistema corrupto e desigual que domina o país. Com as suas declarações, ficou claro e evidente de que Ele está as costas à luta por uma democracia verdadeira, justiça e verdade eleitoral assim como abandona aqueles que confiaram que o PODEMOS seria diferente. Que ilusão!
Para Forquilha e outros como ele, é importante lembrar, o povo moçambicano não é tolo nem mais dorme. As máscaras caem, e as atitudes como essa serão lembradas e cobradas. O momento em que vivemos, me refiro ao do pós- eleitoral exigia coragem, dignidade e uma postura firme contra a fraude e a injustiça eleitoral. Em vez disso, Albino Forquilha escolheu o caminho mais fácil: calar-se, engolir a fraude e juntar-se ao clube dos que viraram as costas ao POVO.
Que esta declaração repulsiva sirva de alerta para todos os que ainda têm esperança na mudança. A luta pela democracia em Moçambique não será travada por políticos acomodados e vendidos. Ela será conquistada por aqueles que verdadeiramente representam os interesses do povo, aqueles que estão dispostos a sacrificar seus próprios benefícios pelo bem maior. E, infelizmente, Albino Forquilha provou que ele e o PODEMOS não estão à altura dessa luta.
O povo moçambicano continuará a lutar, com ou sem aqueles que se dizem seus representantes.
Este País é Nosso!
Por JN

ESTÔMAGOS ACIMA DA CONSTITUIÇÃO

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A oposição submissa, a Frelimo triunfante e a traição à vontade popular!

No artigo “Partidos Políticos da Oposição: Esfomeados e Marionetes da Frelimo no Processo Eleitoral”, publicado no Jornal Txopela, já alertávamos para a subordinação vergonhosa e a falta de acção eficaz dos partidos da oposição face às flagrantes irregularidades eleitorais. Infelizmente, o que prevíamos não só se concretizou, como se aprofundou de forma ainda mais lamentável. O que estamos a assistir é a confirmação de uma oposição desorganizada, refém de interesses estomacais, que esqueceu a verdadeira razão da sua existência: a defesa da soberania popular e a luta pela verdade e justiça eleitoral.
As eleições gerais de 2024 entraram para a história não por um processo eleitoral digno, mas por se tratarem das mais fraudulentas desde a introdução do multipartidarismo. A Frelimo, como é seu costume, não poupou esforços para consolidar sua “hegemonia”. Usaram de todos os métodos possíveis: desde o enchimento de urnas, a reprodução fraudulenta de cartões de eleitores, a falsificação descarada de editais e actas, até ao assassinato de manifestantes pacíficos. E o que fizeram os partidos da oposição? Em vez de unirem forças contra esta fraude monstruosa para expulsar o regime sanguinário da Frelimo, preferiram dispersar-se em discursos vazios, defendendo interesses particulares e mesquinhos. Essa desunião enfraqueceu qualquer tentativa de contestação eficaz ou produtiva.
O Conselho Constitucional, como era de se esperar, agiu como uma extensão da Frelimo, validando os resultados fraudulentos e estabelecendo a data de tomada de posse. Esta tomada de posse pode bem ser chamada de “Hipocrisia da Posse Parlamentar, Presidencial e Provincial”. O mais grave neste quadro de desolação é que, apesar de terem criticado de forma veemente os resultados fraudulentos, os deputados da RENAMO, MDM e PODEMOS já demonstraram a intenção de tomar posse, isto é, de segurar o tacho, como quem diz “que se dane os manifestante. Este acto, é a prova viva de que o discurso de oposição não passa de palavras vazias, e que, no final, o que realmente importa é o “estômago” político. A vontade popular, os princípios constitucionais, e até mesmo a moralidade, foram deixados para trás.
A postura de Forquilha é a pior, é a personificação dessa traição sem escrúpulos. Movido pelas suas ambições pessoais, está a trair não só o Venâncio Mondlane, mas todo o povo que acreditou no PODEMOS, que antes era apenas uma casca vazia e agora foi transformada num veículo político para interesses pessoais. A sua atitude é uma representação clara de uma oposição mais preocupada com cargos e benefícios pessoais do que com o bem-estar do povo que “juraram” representar.
O povo moçambicano é, neste momento, chamado a não permitir a usurpação da sua vontade. Este é o momento de entender que a luta pela democracia não pode depender de uma oposição submissa, corrompida por interesses estomacais. O momento exige união, coragem e determinação para impedir que os interesses pessoais de políticos oportunistas e sanguessugas abafem a vontade genuína do POVO. Este ciclo de submissão e traição que se repete há mais de 30 anos precisa ser rompido. Ele só se encerrará quando o POVO decidir tomar nas próprias mãos o destino de Moçambique.
A soberania não pertence a um Conselho Constitucional corrupto e desonesto, nem a políticos comprometidos com interesses escusos. Ela reside no povo moçambicano, e este processo eleitoral não pode terminar nas mãos de uma instituição que validou decisões ambíguas e ilegais. A luta pela democracia é, antes de mais nada, a luta pelo direito de sermos livres e respeitados como Nação, como POVO. O poder deve ser devolvido àqueles que verdadeiramente escolhem o seu destino, e é hora de exigirmos a devolução da nossa soberania.
A democracia não é apenas uma palavra, é um direito fundamental que deve ser respeitado e protegido. Que o POVO moçambicano não permita mais que o seu destino seja decidido por políticos que traem o seu compromisso com a verdade, a justiça e a vontade popular.
Por JN

Medo de vandalismo: CFM suspende comboios na linha Machipanda

A partir de amanhã, terça-feira (10), a circulação de todos os comboios de carga e passageiros da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) será suspensa nos troços Beira-Machipanda, Beira-Chimoio e vice-versa. Num comunicado divulgado hoje, a direcção executiva da empresa pediu desculpas pelos “transtornos que esta acção poderá causar”, justificando a medida como sendo por “motivos operacionais”.

Conquanto, o Jornal Txopela apurou que a suspensão tem como principal razão o receio de vandalização dos comboios por parte dos manifestantes que têm intensificado os protestos ao longo destes troços.

A linha Machipanda, que representa uma via estratégica para o transporte de mercadorias e passageiros na região centro do país, atravessa áreas que recentemente têm sido palco de tensão social e descontentamento popular, especialmente em torno de questões políticas e económicas. Segundo as fontes, a empresa teme que os manifestantes possam atacar os comboios como forma de expressar a sua insatisfação com a actual conjuntura.

 

Mineradora de capitais ingleses sofre ataque em Mulevala; prejuízos ultrapassam 100 milhões de meticais

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A mineradora HAMC, que opera com um investimento britânico de cerca de 100 milhões de dólares, foi alvo de um violento ataque na localidade de Marropino, distrito de Mulevala, província da Zambézia. Populares, cuja identidade ainda é desconhecida, invadiram as instalações da empresa, vandalizaram equipamentos e saquearam bens, causando prejuízos estimados em milhões de dólares.

De acordo com informações avançadas pelo jornal O País, o ataque teve contornos de extrema destruição. O acampamento da empresa foi reduzido a escombros, com a perda de documentos, bens pessoais dos colaboradores e maquinaria recentemente adquirida, incluindo uma grua avaliada em milhões de dólares. “Partiram vidros, vandalizaram aparelhos de ar condicionado e até atearam fogo nas proximidades”, descreveu Anita Januário, colaboradora da HAMC.

O ataque não se limitou ao acampamento. Após destruir as instalações, os populares dirigiram-se à planta de extração de tantalite, principal recurso explorado pela mineradora. Ali, além de vandalizarem o local, iniciaram uma actividade de garimpo descontrolada, com adultos, crianças e até mães com bebés ao colo retirando minério e vendendo-o de forma clandestina a compradores que frequentam a região.

Segundo O País, a cena de desolação e pilhagem em Marropino é visível. Equipamentos destruídos e rastros de violência expõem a gravidade do ataque. Os prejuízos só na planta de exploração estão avaliados em cerca de 8 milhões de dólares.

A administradora distrital de Mulevala, Guilhermina Machica, afirmou que as autoridades estão a acompanhar a situação com preocupação. “Estamos a trabalhar para evitar que este tipo de casos se repita no futuro”, garantiu.

A HAMC, por sua vez, notificou formalmente o Ministério dos Recursos Minerais sobre a intenção de suspender as suas operações na concessão mineira, justificando a decisão como decorrente de força maior.

Manifestantes identificam membro do SISE infiltrado na marcha pacífica em Quelimane

Na noite de ontem, Pedro Augusto Conloce, identificado como membro dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), foi reconhecido e interpelado pelos manifestantes durante a marcha pacífica que ocorre diariamente em Quelimane. As manifestações contestam os resultados das eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, cuja credibilidade tem sido amplamente questionada pelos diversos sectores da sociedade.

Segundo a organização, Pedro Augusto estaria infiltrado entre os participantes e enviava informações sobre os organizadores e pontos estratégicos da marcha para uma base operacional. De acordo com fontes ligadas à organização das manifestações, as informações teriam como objetivo planear acções contra os líderes do movimento.

A identificação do agente do SISE causou indignação entre os manifestantes, e o clima rapidamente se tornou tenso, com os populares a exigir explicações e ameaçavam agir por conta própria. No meio à confusão, Pedro Augusto conseguiu, enviar uma mensagem de emergência para seus superiores. Minutos depois, o chefe das operações do comando provincial da polícia chegou ao local, facto que piorou os animos já exaltados com suspeitas de que o incidente poderia estar relacionado a uma estratégia coordenada entre o SISE e a polícia.

Para evitar que a situação escalasse, o presidente da Autarquia de Quelimane, Manuel de Araújo, interveio por meio de uma chamada telefônica, apelando à calma e à contenção por parte dos manifestantes. A organização da marcha assumiu o controlo da situação, escoltando Pedro Augusto até uma viatura policial. O desfecho evitou um confronto mais grave.