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Conspiração para assassinar opositores em Quelimane: Populares “visitam” casa amarela

Quelimane está sob o olhar atento da opinião pública após uma grave denúncia feita por Zito do Rosário Ossumane, jornalista e activista político, através das suas redes sociais. Segundo Zito, três indivíduos considerados de alta perigosidade estão acampados numa dependência amarela localizada na Avenida Francisco Manyanga, em frente ao conhecido Bar “ do chão não se desce”. A proximidade da casa com a residência do presidente da Autarquia de Quelimane, Manuel de Araújo, levanta suspeitas sobre possíveis intenções nefastas.

Na publicação que ganhou ampla repercussão, Zito alerta para os riscos da inação diante do que ele classifica como uma ameaça iminente. “Já os denunciei anteriormente pelos seus planos sinistros nesta cidade. Não quero que amanhã estejamos a fazer homenagens ou publicações de luto. A informação está dada. Cabe às autoridades e cidadãos agirem”, escreveu.

A denúncia não parou por aí. Segundo o jornalista, os três homens fariam parte de uma suposta rede de conspiração que teria, como alvo, a sua vida, a de Manuel de Araújo e de outras figuras públicas da cidade.

A revelação de Zito desencadeou reações imediatas entre os munícipes, muitos dos quais se dirigiram à Avenida Francisco Manyanga para observar o local apontado como ponto estratégico dessa suposta conspiração. A casa, até então discreta, tornou-se o centro das atenções em Quelimane. Contudo, até o momento, as autoridades ainda não emitiram nenhum pronunciamento oficial sobre o caso.

Resta agora saber se os órgãos de segurança irão investigar as informações apresentadas ou se o silêncio continuará a ser a resposta para mais uma denúncia de peso num cenário político cada vez mais tenso.

Consórcio Mais Integridade dá “chapada sem mão” ao Conselho Constitucional: pedido de actas tratado como brincadeira de mau gosto

O Conselho Constitucional (CC) tentou novamente ensaiar um espetáculo de “moralidade” eleitoral ao solicitar actas e editais ao Consórcio Mais Integridade. Mas desta vez, a resposta foi dura, clara e cheia de ironia: o Consórcio mandou o pedido “passear” com a elegância de quem já não tem paciência para o teatro eleitoral de Moçambique.

Em uma resposta oficial datada de 9 de Dezembro, Edson Cortez, presidente do Consórcio, desmontou a encenação do CC, recordando que o órgão havia ignorado os mesmos documentos após as eleições autárquicas de 2023. Na época, o Mais Integridade entregou uma pen drive recheada com provas de irregularidades em 94% das mesas de Maputo e 88% da Matola – números que gritam fraude. Mas, como era de se esperar, o CC fechou os olhos, os ouvidos e, ao que parece, também a consciência.

“Agora querem os documentos que rejeitaram no ano passado? Isso é para rir ou para chorar?” – parece ser a tradução não oficial da resposta do Consórcio, que acusou o CC de contradição descarada. Para muitos analistas, esta troca de correspondência apenas confirma o que todos já sabiam: o CC não é um árbitro eleitoral, mas sim um jogador de linha do partido no poder.

A indignação do Consórcio não está isolada. Nos corredores da sociedade civil e nas redes sociais, a actitude do CC é vista como uma tentativa de “lavar a cara” depois do desastre de credibilidade das eleições de Outubro de 2024. Observadores apontam que a solicitação não passa de mais uma manobra para legitimar um processo eleitoral viciado e amplamente contestado.

Entretanto, a pergunta que fica no ar é: se o CC ignorou provas claras de fraude em 2023, por que agora demonstra súbito interesse? Para os cínicos, a resposta é óbvia: talvez o verdadeiro objectivo não seja corrigir o passado, mas sim criar uma cortina de fumo para as irregularidades do presente.

Margarida Talapa “foge” de Quelimane após fiasco retumbante da Mega Marcha da Frelimo

Depois do embaraço de sabado em Quelimane, onde a tão anunciada “Mega Marcha” da Frelimo não passou de um fracasso humilhante, Margarida Talapa, comandante da operação, protagonizou uma saída digna de um filme de espionagem. Sem alarde, sem despedidas e – dizem as más línguas – com a cabeça baixa, Talapa abandonou a cidade como quem foge de um crime, usando uma técnica de fuga que até o mais habilidoso ninja japonês invejaria.

A “Mega Marcha”, que prometia encher as ruas de Quelimane com demonstrações de apoio ao partido no poder, revelou-se um espetáculo vazio, com militantes desmotivados e, outros perseguidos pelos manifestantes nas ruas e avenidas. Drone do Jornal Txopela captaram um cenário de ruas desertas, enquanto os poucos participantes aglomeravam-se no salao de jogos do Benfica.

A saída silenciosa contrasta com o alarde da sua chegada à cidade com escoltas e um aparato digno de chefe de Estado que anunciaram a sua entrada. A sua saida, não houve sirenes– apenas um carro discreto que teria levado a “comandante” para fora de Quelimane, rumo a Maputo.

4X4: Zambézia Bloqueada! Populares em Namacurra impõem regras e desafiam o sistema

Namacurra, 08 de Dezembro de 2024 (Jornal Txopela) As manifestações populares baptizadas como 4×4 continuam neste quinto dia com a Estrada Nacional bloqueada por populares que estabelecem novas regras de trânsito, desafiando abertamente a autoridade. A via fecha as 8h, só reabre às 16h, mas não é apenas o tráfego que está interrompido — é a paciência de um povo que chegou ao limite. As manifestações ganharam força desde a divulgação dos controversos resultados eleitorais de 9 de outubro pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), que muitos consideram fraudulentos.

A Estrada Nacional Nº1 (EN1), principal artéria de ligação do país, é o palco de uma resistência organizada. Em Namacurra, um dos três principais pontos de bloqueio, a transitabilidade foi condicionada nas primeiras horas do dia, dois camiões transportando madeira não processada foram retidos pelos manifestantes. Segundo fontes do Jornal Txopela, havia planos de incendiar os veículos como forma de protesto contra a exploração florestal, que muitos consideram da pilhagem dos recursos naturais.

“A madeira da Zambézia enriquece uns poucos, enquanto as nossas crianças estudam debaixo de árvores e sentadas no chão”, gritava uma das líderes das barricadas. De facto, a realidade da educação na província continua alarmante: escolas sem carteiras, sem telhados, e professores que trabalham em condições precárias. Para os manifestantes, a madeira que sai da Zambézia em direcção a portos internacionais deveria ser usada para beneficiar as comunidades locais.

 

Centenas de passageiros vindos de outras províncias encontram-se retidos em Namacurra, aguardando a abertura da estrada. Famílias inteiras, comerciantes e estudantes improvisaram acampamentos à beira da estrada, transformando o que era para ser uma viagem rotineira em um momento de reflexão e patriotismo.

Os retidos tambem cantam o hino nacional, em uma demonstração de unidade que contrasta com a tensão do momento. “Estamos aqui porque acreditamos que Moçambique pode ser um país melhor. Esta luta não é só da Zambézia, mas de todos nós”, afirmou Augusto, um passageiro vindo de Nampula.

Pio Matos e a crucificação dos povos da Zambézia

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Por Zito do Rosário Ossumane, Jornalista e Activista Político

Prometeram uma embarcação que resolveria os problemas de transitabilidade marítima, mas entregaram mentiras, desvios de fundos e um barco de segunda mão que nem sequer respeita as especificações necessárias. A população de Inhassunge, que foi a mais prejudicada, viu seus sonhos afundarem enquanto os recursos públicos foram desviados para servir interesses políticos e econômicos obscuros.

Hoje, a “Chacuma” navega entre Chinde e Marromeu, longe das necessidades críticas de transporte da Zambézia. E, como se isso não bastasse, os preços são inacessíveis para a maioria da população. Pio Matos teve todas as oportunidades de corrigir o rumo, mas optou por perpetuar um sistema onde poucos lucram enquanto muitos sofrem.

O governador não pode continuar a ignorar que a sua má gestão tem consequências devastadoras. Pessoas estão a ser privadas do acesso a um transporte digno, seguro e acessível. E tudo isso, enquanto os fundos públicos são manipulados em esquemas que só beneficiam os seus aliados. A população não merece pagar este preço tão alto por causa da ganância de uma minoria.

“Chacuma” não é apenas um barco; é o reflexo de um governo que perdeu o rumo. Pio Matos tem de ser responsabilizado. É hora de dizer basta. A crucificação do povo da Zambézia não pode continuar.

 

Barco de luxo para uns, desespero para outros: População de Chinde sufocada

Quelimane, 08 de Dezembro de 2024 (Jornal Txopela) ― A Zambézia está a testemunhar o desdobramento de um dos maiores escândalos de gestão pública da última década. Desta vez e novamente, o centro das atenções é a aquisição de uma embarcação para a travessia Inhassunge-Quelimane, um caso que envolve directamente Marla Matos, filha do governador da província, Pio Matos.

A sua empresa é acusada de ter recebido 10 milhões de meticais sem concurso público para fornecer uma embarcação para a travessia entre Inhassunge e Quelimane, jamais entregou o barco prometido.

O contracto, que deveria resolver o problema crônico de transporte marítimo entre as duas circunscrições, resultou em nada além de barulho público e revolta. Após anos de silêncio e cobrança popular, uma embarcação de segunda mão – e de qualidade duvidosa – foi apresentada durante a campanha eleitoral, numa tentativa clara de silenciar os críticos. Contudo, o barco não atendia às especificações técnicas inicialmente previstas, nem sequer era adequado para o trajecto original.

Sem qualquer satisfação aos cidadãos de Inhassunge, o governador optou por desviar a embarcação para outro trajecto: Quelimane-Chinde. Contudo, o barco jamais chegou a operar nesta nova rota. Recentemente, descobriu-se que a embarcação foi enviada para Chinde-Marromeu, na província de Sofala, ignorando por completo as necessidades de transporte maritimo na Zambézia.

Como se não bastassem os desvios sucessivos, a gestão da embarcação foi entregue, sem concurso público ou transparência, a Valdemar Nicolas Jessen, presidente do Conselho Empresarial Distrital de Chinde e uma figura próxima ao partido Frelimo. Jessen, que já mantém negócios lucrativos com o governo, como fornecimento de combustível e outros serviços, agora está à frente de um transporte que deveria beneficiar a população, mas se transformou num luxo para poucos.

A indignação é palpável. Os cidadãos de Chinde, entrevistados pelo Jornal Txopela, denunciaram o preço exorbitante das viagens na embarcação “Chacuma”. Enquanto os barcos tradicionais cobram cerca de 400 meticais para o trajecto até Marromeu, o “Chacuma” exige entre 750 e 1.000 meticais – um custo inatingível para o cidadão comum.

“Os barcos tradicionais demoram, mas custam 400 meticais. Esta nova embarcação demora menos, mas está muito cara. Só pessoas com posse conseguem viajar nela. O resto do povo ainda é obrigado a usar os barcos antigos, mesmo sendo desconfortáveis e demorados”, queixou-se um dos utente dos serviços.

 

Confrontado pelo Jornal Txopela sobre as circunstâncias da sua nomeação para gerir a embarcação, Valdemar Jessen recusou-se a comentar, remetendo as perguntas ao governo distrital. No entanto, justificou os preços altos alegando os elevados custos operacionais. Segundo Jessen, enquanto os barcos tradicionais consomem cerca de 60 litros de gasóleo no trajeto Chinde-Marromeu, o “Chacuma” consome impressionantes 440 litros – um custo total de 44 mil meticais apenas em combustível, sem contar outros custos de operação que ele estima em 50 mil meticais.

A capacidade do “Chacuma”, que é de apenas 26 passageiros e não permite transporte de carga, também foi apontada como uma limitação grave para atender às reais necessidades dos moradores. Apesar das desculpas e justificativas, a realidade é clara: os cidadãos da Zambézia continuam sem um transporte marítimo funcional e acessível. O barco que deveria aliviar as dificuldades de mobilidade entre Inhassunge e Quelimane virou uma peça de luxo, desviada para outras províncias e para fins que parecem atender a interesses privados mais do que ao bem público.

70% NO PAPEL, 7% NA RUA: Camaradas da Frelimo em fuga histórica em Quelimane

Quelimane (Jornal Txopela) – Em um episódio que desafia qualquer lógica política, a Cidade de Quelimane foi hoje palco de um espetáculo inesperado e inusitado: membros do partido Frelimo, devidamente trajados para uma marcha anunciada como o grande “acto de reafirmação popular”, acabaram sendo obrigados a bater em retirada diante da revolta massiva de munícipes indignados, conhecidos por “30%”.

A marcha, que tinha como objectivo “reparar a imagem beliscada” do partido Frelimo, foi abruptamente cancelada, com os organizadores a se refugiarem no mítico Salão do Benfica. Do outro lado, entre 6 a 12 mil cidadãos, em números que oscilam conforme dados dos organizadores, marcharam pelas ruas e avenidas da cidade, desafiando directamente o “70%” proclamado pela CNE (Comissão Nacional de Eleições).

O que se seguiu foi digno de um filme de acção: enquanto os munícipes manifestantes serpenteavam pelos arredores do local onde os “camaradas” tentavam se reunir, a reação foi de puro desespero. Vídeos enviados à redacção do Jornal Txopela mostram membros da Frelimo em fuga desenfreada, alguns chegando ao ponto de despir as suas camisetas para evitar serem identificados como participantes do evento da Frelimo.

Quelimane é uma cidade que, há 14 anos, mantém-se fiel ao martelo de Manuel de Araújo e aos partidos da oposição, em clara resistência ao domínio do partido Frelimo. “Eles dizem que têm 70%, mas aqui não têm nem 7%,” disparou um dos manifestantes.

O incidente é resultado da gestão eleitoral danosa da CNE, cuja declaração dos 70% de vitória da Frelimo continua a ser alvo de críticas e acusações de fraude massiva.

Frelimo desiste de marchar e é encurralada pelos manifestantes em Quelimane

O Partido Frelimo na Zambézia foi forçado a recuar nos seus planos de realizar uma marcha pelas ruas de Quelimane, reduto da oposição há cerca de 14 anos, sob a liderança de Manuel de Araújo. A decisão de avançar com a marcha, mesmo sem cumprir as formalidades legais exigidas pela Lei das Manifestações e Reuniões Públicas, foi vista nos círculos políticos como um acto de arrogância e desafio às autoridades locais.

A ausência de um pedido formal submetido ao Conselho Autárquico de Quelimane levou o gabinete do presidente Manuel de Araújo a emitir um ofício aos órgãos de justiça e à polícia, alertando para a ilegalidade do evento. Ainda assim, a Frelimo tentou levar a cabo a sua marcha, mas acabou por desistir devido ao risco evidente de confrontos com a população, que diariamente organiza manifestações às 13 horas em protesto contra os resultados eleitorais de 9 de outubro.

Sem alternativa, os membros da Frelimo reuniram-se no salão de jogos do Benfica, em Quelimane, mas nem mesmo ali escaparam à pressão popular. Centenas de munícipes cercaram repetidamente o local, elevando a tensão e forçando a intervenção da polícia para evitar confrontos directos.

Frelimo paga táxi-ciclistas para inflar marchas em Quelimane: estratégia de manipulação da opinião pública

Jornal Txopela ― O Partido Frelimo voltou a recorrer a uma prática já conhecida: o recrutamento de táxi-ciclistas mediante pagamentos entre 200 e 250 meticais para participarem nas suas marchas na cidade de Quelimane. Este sábado, a operação está em curso na zona do Jardim dos Namorados, numa tentativa de demonstrar adesão pública que, na verdade, é fabricada com dinheiro.

@zito.ossumane

Frelimo suborna taxistas em Quelimane

♬ som original – Zito do Rosário Ossumane

Fontes locais relatam que, após receberem o pagamento e as camisetes, muitos táxi-ciclistas abandonam as marchas para retornar às suas actividades quotidianas. A maioria desses jovens, com o 12.º ano concluído, enfrenta dificuldades de acesso ao emprego formal, sobrevivendo exclusivamente da actividade de transporte em bicicletas-táxi. Este sector, isento de taxas e impostos pela autarquia de Quelimane, tem sido um alívio para as classes mais baixas, graças à política de não sufocar economicamente os trabalhadores informais, implementada pela actual governação local.

A marcha organizada pelo partido acontece num contexto de confrontos. Segundo o Conselho Autárquico de Quelimane, o evento é considerado ilegal por não ter cumprido as formalidades previstas na legislação. A manifestação acontece no mesmo horário das marchas populares lideradas por Manuel de Araújo, o que eleva o risco de confrontos.

Analistas ouvidos pelo Jornal Txopela alertam para a possibilidade de uma escalada de tensões entre a elite frelimista e a população local, já saturada com as políticas do partido no poder. A estratégia da Frelimo de “lavagem de imagem”, ao mobilizar táxi-ciclistas sem condições dignas, é vista como mais uma tentativa de mascarar a sua perda de popularidade na Zambézia.

Pio Matos é forçado a usar ambulância para escapar de bloqueio na EN1

Os protestos na província da Zambézia ganharam um novo contorno na tarde de ontem, quando o governador provincial, Pio Augusto Matos, e parte da sua equipa foram obrigados a recorrer a uma ambulância do Serviço Nacional de Saúde para atravessar a barreira instalada pelos manifestantes na Estrada Nacional Número 1, em Namacurra.

Segundo informações obtidas pelo Jornal Txopela, a viatura teve de buzinar repetidas vezes para que os manifestantes permitissem a sua passagem. O incidente ocorreu por volta das 14 horas, quando o dirigente regressava de Mocuba, onde cumpria uma missão de trabalho.

Os protestos, que seguem um rígido controlo denominado “4X4”, têm imposto restrições severas à circulação na EN1, com barreiras operacionais desde as 8 às 16 horas. Esta fase faz parte de um plano de sete dias de manifestações nacionais contra os resultados eleitorais de 9 de outubro, que continuam a ser amplamente contestados.

A Zambézia entrou com força na mobilização após o sinal verde de Manuel de Araújo, candidato a governador da província pela oposição. Araújo apelou, em comunicado de imprensa, à realização de marchas em todos os distritos, localidades e bairros da Zambézia, em protesto contra aquilo que descreveu como “um atentado à vontade do povo”.

A duração e os próximos passos desta onda de protestos permanecem incertos, mas o impacto no cotidiano e na dinâmica política e economica da província já é evidente.