Diplomata destaca frutos da cooperação e defende mais investimento
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta quarta-feira, no seu gabinete, o embaixador da República Popular da China, Wang Hejun, que termina o seu mandato diplomático iniciado em 2020. A audiência serviu para uma despedida formal e para fazer o balanço dos avanços alcançados nas relações entre os dois países.
Em declarações à imprensa, Wang Hejun fez questão de sublinhar o clima de cordialidade e confiança mútua que marcou o período em que esteve colocado em Maputo. “Estou muito feliz de terminar o meu mandato, e eu já volto para a China na próxima semana. Eu estou muito honrado por ter contribuído para o desenvolvimento das relações de amizade entre os dois países”, declarou.
O diplomata destacou a solidez da cooperação sino-moçambicana, considerando que os dois países têm beneficiado de uma relação de longa data, com resultados cada vez mais visíveis. “A nossa amizade entre os dois países tem uma longa história e está a ter cada vez mais frutos. E nos últimos anos temos profundos avanços nas cooperações nas várias áreas”, referiu.
De acordo com Wang Hejun, o volume de comércio bilateral entre China e Moçambique atingiu 5,6 mil milhões de dólares norte-americanos em 2024, ao passo que os investimentos chineses acumulados ultrapassam os 9,5 mil milhões de dólares. “Tem muitos mais frutos tangíveis. Por exemplo, a ponte Maputo-KaTembe, e também os edifícios da Presidência e do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação são os frutos concretos das nossas cooperações”, recordou o diplomata.
Wang sublinhou ainda o papel de Moçambique nos palcos internacionais como parceiro estratégico da China. “Claro que nas questões relacionadas aos interesses substanciais da China a China também tem obtido frequentemente o apoio do amigo Moçambique”.
Quanto ao futuro das relações entre os dois países, Wang Hejun mostrou-se optimista e apontou novas áreas de possível expansão da cooperação bilateral. “Por isso temos ainda muita potencialidade nas cooperações bilaterais. Por exemplo, nas áreas da agricultura, indústria e construção das infra-estruturas ainda podemos discutir mais possibilidades de cooperação”.
O diplomata reconheceu o potencial de desenvolvimento económico de Moçambique e as vantagens comparativas do país na região. “Eu acho que Moçambique tem muitos avanços e muitas potencialidades de desenvolvimento. Por exemplo, Moçambique tem uma localização muito vantajosa, e porque vários países vizinhos têm usado os portos aqui de Moçambique”.
E concluiu com um tom esperançoso: “Moçambique também tem muitas terras aráveis para desenvolver ainda. Moçambique também é um país rico em minerais, sobretudo o stock de gás natural, pois Moçambique está entre os maiores países do mundo. E o stock de titânio, carvão e outros minerais também são abundantes. Isto constitui uma base sólida para o futuro desenvolvimento de Moçambique. Acredito que com uma situação política estável Moçambique sempre vai ter uma boa perspectiva de desenvolvimento no futuro”.



