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Primeira-Dama anuncia apoio às mulheres viúvas e seus filhos durante a sua visita a Gaza

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A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, iniciou ontem uma visita de trabalho à província de Gaza, com particular destaque para um encontro com mulheres viúvas no distrito de Limpopo. Durante a reunião, Gueta Chapo revelou várias iniciativas de apoio, com o objectivo de promover a autonomia e garantir a dignidade das viúvas e os seus filhos.

No seu discurso, a Primeira-Dama sublinhou o empenho do seu Gabinete em apoiar as mulheres viúvas, especialmente na área jurídica. Gueta Chapo frisou que muitas dessas mulheres enfrentam desafios após a morte de seus maridos, particularmente com o roubo de bens pelos familiares do falecido.

A esposa do Presidente da República também sublinhou a iniciativa de conceder bolsas de estudo para os filhos das viúvas, com o intuito de garantir que as crianças possam continuar os seus estudos e alcançar a independência no futuro.

Além de apoiar as mulheres viúvas, Gueta Chapo disse que o seu Gabinete vai lançar projectos para apoiar outros grupos vulneráveis, como idosos, pessoas com deficiência e portadores de albinismo.

A Primeira-Dama também incentivou as mulheres a desenvolverem projectos de rendimento, os quais serão analisados para possível apoio.

O diálogo da pilhagem: quando a oposição também rouba

Por: Zito do Rosário Ossumane*

Em Moçambique, a corrupção já não é um exclusivo do partido no poder. Os partidos da oposição, que se vendem como defensores do povo, assinaram um cheque em branco para um assalto aos bolsos dos moçambicanos, sob o disfarce de um “compromisso político para um diálogo nacional e inclusivo”. Um nome pomposo para um esquema bem orquestrado de pilhagem.

O documento, já submetido à Assembleia da República para ser transformado em lei, prevê nada menos que 101 encontros ordinários e extraordinários para um punhado de políticos e burocratas que dizem estar a “construir consensos” para o futuro do país. Mas, na verdade, estão a garantir um esquema milionário de ajudas de custo e benesses.

Cada membro da Comissão Técnica, formada por representantes dos partidos que assinaram este pacto, vai embolsar 18 mil meticais por reunião – um cálculo modesto, já retirando despesas colectivas. Esse montante cobre senhas de presença, comunicações, alimentação e outros luxos que a maioria dos moçambicanos nem sonha em ter num mês inteiro de trabalho árduo. E para quê? Para discutir o quê?

O orçamento total desta farsa atinge 91 milhões, 471 mil e 200 meticais. Um valor astronómico num país onde hospitais públicos não têm medicamentos, escolas não têm carteiras e a maioria da população sobrevive com menos de um dólar por dia.

A tragédia não está apenas no roubo descarado, mas na cumplicidade da oposição, que sempre acusou a Frelimo de pilhar o Estado, mas que agora se senta confortavelmente à mesa do banquete. Não há diálogo nacional que justifique tal desperdício. Este “compromisso político” é, na verdade, um pacto da elite para continuar a viver à custa dos moçambicanos.

O povo deve recusar esta palhaçada. Porque, no fim do dia, os políticos – sejam do governo ou da oposição – acabam sempre a concordar numa coisa: engordar as suas contas enquanto os moçambicanos continuam pobres. *  Jornalista &  Activista politico

Quelimane: Polícia Municipal em ofensiva contra moto-taxistas informais

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Numa cidade onde o caos rodoviário se tornou uma norma e a informalidade uma regra, a Polícia Municipal de Quelimane lançou uma campanha de sensibilização dirigida aos moto-taxistas. A iniciativa, apresentada como uma medida de regularização, percorreu pontos estratégicos como a paragem do Cemitério da Saudade, a Igreja de Coalane e o Hospital Central de Quelimane, num esforço para disciplinar uma classe frequentemente acusada de desordem nas vias públicas.

A principal exigência passa pela apresentação da documentação da motorizada e da licença para o exercício da actividade. Segundo as autoridades, a medida visa organizar o sector, minimizar conflitos e evitar apreensões e multas. Para suavizar o impacto financeiro, foi introduzida a possibilidade de pagamento da licença em duas prestações, uma tentativa de tornar o processo mais acessível.

Mas por trás da narrativa de organização e segurança, paira a questão do real impacto desta medida sobre os moto-taxistas, muitos dos quais operam à margem da formalidade por falta de alternativas. Para alguns, trata-se de um esforço necessário para impor ordem nas estradas. Para outros, mais uma acção de repressão institucional que ignora as dificuldades económicas enfrentadas por esta classe trabalhadora.

Com o prazo para a regularização a aproximar-se do fim, a questão entre a necessidade de cumprir a lei e a realidade de quem sobrevive do transporte informal promete novos episódios.

Quelimane lamenta a morte do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman

A cidade de Quelimane uniu-se ao luto de Belo Horizonte pela morte do seu prefeito, Fuad Noman, ocorrida na noite de terça-feira, no Hospital Mater Dei, onde se encontrava internado desde 3 de janeiro devido a um quadro de insuficiência respiratória aguda.

O edil de Quelimane, Manuel de Araújo, expressou as suas condolências através das redes sociais, sublinhando a perda de um líder municipal que, segundo ele, dedicou-se à causa pública com um espírito de serviço raro nos tempos que correm.

Em nota enviada à Associação dos Municípios Brasileiros (AMB), Araújo escreveu: “Em meu nome, no da minha família e em nome dos munícipes da cidade de Quelimane, apresento os sentidos pêsames pelo desaparecimento físico do Prefeito Fuad Noman de Belo Horizonte. Neste momento de dor e consternação, apresentamos a nossa solidariedade e estamos ao lado da AMB, da família, dos filhos, da esposa e dos munícipes de Belo Horizonte”.

A morte de Fuad Noman encerra um ciclo de luta contra problemas de saúde que já o haviam levado a sucessivas internações desde o final do ano passado. Na noite de terça-feira, o prefeito sofreu uma paragem cardiorrespiratória e, apesar dos esforços da equipa médica, não resistiu.

Em Belo Horizonte, vozes do meio político e da sociedade civil manifestaram-se em pesar, advogando a trajetória de um homem que marcou a cidade com a sua visão de desenvolvimento e inclusão.

Em Quelimane, onde a gestão municipal de Araújo tem apostado em fortalecer laços internacionais, a notícia foi recebida com consternação. “As cidades têm desafios comuns, e quando se perde um bom gestor, perdem-se também ideias, projectos e sonhos partilhados”, comentou um vereador local.

O funeral de Fuad Noman deverá contar com a presença de diversas figuras do cenário político brasileiro, num momento de despedida a um homem que fez da administração pública um espaço de compromisso e serviço.

Feira de partilha de conhecimento destaca impacto do projecto que beneficiou milhares de mulheres e raparigas

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Com uma plateia repleta de activistas, decisores políticos e representantes da sociedade civil, a Feira Internacional de Partilha de Conhecimento sobre Mulheres, Paz e Segurança arrancou esta manhã no Hotel VIP, em Maputo. O evento, organizado pela ONU Mulheres em coordenação com o Governo de Moçambique e parceiros estratégicos, visa evidenciar as boas práticas e lições colhidas ao longo da implementação do projecto “Promovendo a participação e liderança das mulheres e raparigas nos processos de paz, segurança e recuperação em Moçambique”.

Financiado pelo Governo da Noruega, o projecto teve um impacto significativo na vida de milhares de mulheres e raparigas em regiões afectadas por conflitos no Norte e Centro do país. Os números não deixam margem para dúvidas: mais de 12 mil pessoas beneficiadas directamente, campanhas de sensibilização que alcançaram 5,6 milhões de cidadãos, e a criação de 55 espaços seguros onde 2.600 mulheres puderam partilhar experiências e receber apoio.

Além das estatísticas, a Feira serve como espaço de reflexão sobre o caminho a percorrer. “A liderança feminina na construção da paz não é um favor, é uma necessidade urgente. Quando as mulheres assumem um papel activo, as soluções são mais inclusivas e sustentáveis”, afirmou na sessão de abertura uma representante da ONU Mulheres.

Um dos destaques do evento é o trabalho desenvolvido pelas chamadas ‘sentinelas da paz’ – uma rede de 240 mulheres que, aliadas a 17 ‘campeões da paz’, têm dinamizado iniciativas comunitárias para pacificação de conflitos locais. Este esforço já beneficiou cerca de 8.000 pessoas através de diálogos comunitários, campanhas porta-a-porta e formações sobre mediação de conflitos.

A componente económica também não foi negligenciada. A formação profissional de 1.020 mulheres em áreas como avicultura, apicultura, construção civil e culinária resultou numa taxa de inserção no mercado de trabalho de 80%. Além disso, 6.365 mulheres participaram em programas de literacia financeira e grupos de poupança, acumulando um montante total de 1.750.815,00 meticais num período de nove meses.

A Feira acontece num momento emblemático, coincidindo com os 30 anos da Declaração de Beijing, documento histórico que reforça a importância da protecção, empoderamento e participação das mulheres na construção de sociedades mais justas. Com a presença de representantes governamentais, agências das Nações Unidas e líderes comunitários, o evento promete consolidar estratégias para garantir que os avanços alcançados não sejam apenas estatísticas passageiras, mas um legado sustentável para as gerações futuras.

Access Bank promove sessões de literacia financeira no âmbito da Global Money Week 2025

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O Access Bank Moçambique voltou a associar-se à Global Money Week (GMW), uma iniciativa internacional promovida pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, que visa sensibilizar crianças, jovens e comunidades para a importância da literacia financeira. O objectivo é incentivar hábitos saudáveis de poupança, planeamento e decisões financeiras responsáveis.

Com um compromisso contínuo com a educação financeira, o Access Bank Moçambique realiza, todos os anos, diversas acções no âmbito da GMW. Este ano, a iniciativa contou com a realização de sessões em Maputo e em Tete.

A Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Pedagógica (Maputo) recebeu, no dia 19 de Março, uma palestra sobre literacia financeira dirigidas a três turmas daquela instituição de ensino superior. As sessões foram conduzidas por Bento Mário, Gestor de Clientes da Banca Corporativa, e tiveram como tema central o mote definido para a GMW 2025: “Think before you follow, wise money tomorrow”, que em português significa “Reflecte antes de avançar, para um futuro financeiro mais sábio”. “O entusiasmo e a participação activa dos estudantes são reveladores da pertinência do tema”, considerou Bento Mário. Segundo o orador, o sucesso da iniciativa mostra que o Banco está “no caminho certo ao reforçar o compromisso de continuar a promover iniciativas desta natureza que estimulam momentos de aprendizagem e de maior inclusão financeira”.

Durante a sessão, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre a importância da gestão financeira sustentável, contando ainda com o testemunho de 20 estudantes que participaram em edições anteriores e adoptaram novas abordagens na administração do seu dinheiro. O evento registou uma forte adesão, com uma audiência estimada de 150 jovens.

Em Tete, a iniciativa teve lugar no recinto da Cidadela Académica, que alberga várias instituições de ensino técnico-médio e superior. Durante o evento, que foi dirigido pelo Banco de Moçambique com foco na educação financeira, o Access Bank participou, promovendo a sua Conta Menor, reforçando assim a importância da poupança e da gestão financeira. A iniciativa abrangeu cerca de 150 pessoas.

“No Access Bank assumimos o nosso papel enquanto agentes de transformação social e a educação financeira é uma das formas mais eficazes de capacitar a próxima geração”, afirmou Chiwetalu Obikwelu, Administrador Delegado Interino do Access Bank Mozambique. Segundo o mesmo responsável, o Access Bank quer “contribuir activamente para uma cultura financeira mais consciente em Moçambique, onde cada jovem tenha confiança para tomar decisões informadas”.

Presidente Chapo homenageia João dos Santos Ferreira: “Um combatente da primeira linha”

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O Presidente da República, DANIEL FRANCISCO CHAPO, enalteceu o contributo de João dos Santos Ferreira para a Luta de libertação nacional e o desenvolvimento do país, durante as cerimónias fúnebres do veterano, realizadas hoje. O estadista descreveu o veterano como “um combatente da primeira linha” e destacou o seu papel na defesa da soberania e na promoção da sustentabilidade ambiental.

João dos Santos Ferreira, um dos destacados membros da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLIN), faleceu no último domingo, na cidade de Maputo, vítima de doença. Durante a sua trajectória, desempenhou várias funções de relevo, incluindo os cargos de Ministro da Agricultura e Deputado da Assembleia da República por duas décadas.

Na sua intervenção, o Presidente da República recordou a coragem de Ferreira desde jovem, ao fugir da tropa colonial a partir do aeródromo de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, rumo a Dar es Salaam, na Tanzânia, acompanhado pelo general Jacinto Veloso.

“Já jovem esteve na tropa colonial, mas jovens muito corajosos, dois, um deles está aqui dentro desta sala, o general Jacinto Veloso. E ele [João dos Santos Ferreira, junto do general], através de um avião da tropa colonial, fugiram a partir do aeródromo de Mocímboa da Praia para Dar es Salaam, na Tanzânia, porque estavam como jovens imbuídos dos ideais da luta de libertação nacional”, explicou.

A fuga levou Ferreira a percorrer um longo caminho até integrar as fileiras da luta armada. Inicialmente não reconhecido como exilado político na Tanzânia, recebeu apoio do Egipto, deslocando-se depois para a Argélia, onde se juntou a outros combatentes. Posteriormente, seguiu para a França e para Cuba, onde se formou em engenharia, regressando à Tanzânia antes da proclamação da independência de Moçambique.

Após a independência nacional, Ferreira teve um papel determinante no desenvolvimento do sector agrícola, assumindo cargos como ministro da Agricultura e Secretário de Estado do Algodão. “Mesmo reformado, nunca deixou de contribuir para a sua pátria”, sublinhou o Chefe de Estado, ressaltando ainda o compromisso ambiental do veterano.

O Chefe de Estado destacou o papel de Ferreira na promoção da exploração sustentável da madeira e na criação de associações voltadas à protecção ambiental. “Era um conservador ambiental de excelência, por isso lutou bastante para a criação de várias associações ligadas à protecção ambiental”, afirmou. No final da sua intervenção, o Presidente da República sugeriu aos jornalistas que entrevistassem o general Jacinto Veloso, amigo de infância e companheiro de fuga de Ferreira. “Quem estava a pilotar o avião de Mocímboa da Praia para Dar es Salaam é o general Jacinto Veloso. Portanto, é testemunha que pode realmente transmitir o valor real e o coração deste grande homem que Moçambique perdeu”, concluiu o Presidente Daniel Chapo.

Árbitros moçambicanos receberão insígnias da FIFA para a temporada internacional 2025

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A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) prepara-se para realizar, hoje dia 27 de Março de 2025, a cerimónia de entrega de insígnias da FIFA aos árbitros moçambicanos que farão parte do quadro internacional deste ano. O evento terá lugar no Auditório Ferdinand Wilson, na sede da FMF, em Maputo, a partir das 14h30, reunirá diversas figuras do futebol nacional.

A cerimónia representa um momento de grande importância para a arbitragem moçambicana, uma vez que as insígnias da FIFA são um reconhecimento ao mérito e desempenho dos árbitros seleccionados, o que lhes permite actuar em competições de alto nível a nível continental e mundial. O evento contará com a presença do Presidente da FMF, do Presidente da Comissão Nacional de Árbitros e de outras individualidades ligadas ao desporto moçambicano.

A lista dos nomeados inclui árbitros centrais e assistentes que, através da sua competência e dedicação, foram escolhidos para representar Moçambique no cenário internacional.

A entrega das insígnias simboliza também um desafio acrescido para os árbitros distinguidos, que terão de manter um elevado nível de preparação física, técnica e mental para corresponder às exigências das competições internacionais. A cerimónia servirá ainda como um espaço de reflexão sobre os avanços e desafios da arbitragem moçambicana, num contexto em que o país busca maior reconhecimento e profissionalização na área.

Lília Momplé homenageada na edição de Março do evento ‘Escritor do Mês’

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Aos 90 anos de idade, a escritora moçambicana Lília Momplé será homenageada na edição de Março do evento “Escritor do Mês”, promovido pela Biblioteca do Centro Cultural Português, em Maputo. A cerimónia está marcada para o dia 28 de Março, às 17h30, e contará com a participação do escritor e jornalista cultural Nelson Saúte.

A iniciativa, que ocorre mensalmente, visa divulgar e debater a obra de autores de língua portuguesa, incentivando a leitura e o diálogo literário. Momplé, uma das vozes mais marcantes da literatura moçambicana, é autora de obras como Ninguém Matou Suhura e Neighbours, nas quais explora temas como identidade, género e memória colonial com uma narrativa poética e humanista.

Nelson Saúte, curador do evento, fará uma apresentação sobre a vida e a obra da homenageada, seguida de um debate aberto ao público. O evento inclui ainda a leitura de trechos das suas obras, proporcionando um espaço de reflexão sobre o impacto e a relevância da sua escrita.

Natural da Ilha de Moçambique, Lília Momplé licenciou-se em Serviço Social em Lisboa e viveu em Inglaterra e no Brasil antes de regressar definitivamente ao seu país em 1971. Ao longo da sua carreira, representou Moçambique em diversos eventos internacionais e integrou o Conselho Executivo da UNESCO, entre 2001 e 2005. Foi também presidente e secretária-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos. A sua obra, traduzida para várias línguas, integra diversas antologias nacionais e estrangeiras.

Com entrada livre, o evento promete ser um momento de celebração da literatura moçambicana e do legado de Lília Momplé. A organização reforça o convite a todos os amantes da literatura e da cultura moçambicana para participarem nesta homenagem, que reafirma o compromisso do Centro Cultural Português em promover a literatura em língua portuguesa e criar espaços de encontro para a comunidade leitora.

Cornelder de Moçambique e Associação Kulemba lançam 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto

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De 11 de Abril a 12 de Maio de 2025, estarão abertas as inscrições para a 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto, uma iniciativa promovida pela Cornelder de Moçambique (CdM), em parceria com a Associação Kulemba. O prémio tem como objectivo reconhecer e incentivar a produção literária moçambicana, distinguindo as melhores obras publicadas no país.

Nesta edição, serão aceites obras na categoria de romance, publicadas entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024. As candidaturas serão avaliadas por um júri idóneo e especializado, com base em critérios como originalidade, qualidade literária e relevância cultural. Uma das novidades deste ano é a digitalização do processo de inscrição, que será realizado exclusivamente online através do site da Associação Kulemba.

Desde a sua criação, o Prémio Literário Mia Couto já distinguiu três escritores moçambicanos: Bento Baloi, com No verso da cicatriz; Belmiro Mouzinho, com Pétalas negras ou a sombra do inanimado; e Adelino Albano Luís, com Estórias trazidas pela ventania. Cada um dos vencedores recebeu um prémio monetário de 400.000 MZN, consolidando a premiação como uma das mais importantes do cenário literário nacional.

Ao incentivar a criação e difusão da literatura moçambicana, a Cornelder de Moçambique e a Associação Kulemba reafirmam o seu compromisso com o desenvolvimento cultural do país, promovendo novas vozes e fortalecendo o panorama literário nacional. O prémio é uma homenagem a Mia Couto, um dos maiores expoentes da literatura moçambicana, e busca perpetuar o seu legado inspirador para as futuras gerações de escritores.