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Mais de 4.500 turistas escalam Sofala durante a semana da Páscoa

 

Enquanto o país reflectia sobre os últimos dias de vida de Jesus Cristo, milhares de visitantes escalaram a província de Sofala para uma celebração pascal marcada pelo turismo cultural e religioso.

Dados avançados pela Direcção Provincial de Cultura e Turismo de Sofala indicam que mais de 4.500 visitantes, entre nacionais e estrangeiros, desembarcaram no Aeroporto Internacional da Beira durante a Semana Santa, muitos deles atraídos não só pela simbologia cristã da Páscoa, mas também pelas paisagens, cultura e hospitalidade locais.

Em resposta ao fluxo crescente, as autoridades provinciais organizaram uma campanha de boas-vindas no terminal aeroportuário, proporcionando aos turistas momentos de recepção com batuques, danças tradicionais e degustação de iguarias locais. A estratégia incluiu ainda a distribuição de folhetos, cartões de visita e outros materiais promocionais, com o objectivo de divulgar as potencialidades turístico-culturais de Sofala.

A iniciativa envolveu operadores turísticos e agentes culturais, num esforço conjunto para valorizar a província como destino turístico durante o período pascal. Segundo a Direcção Provincial, trata-se de uma aposta estratégica no turismo religioso e cultural, com impacto directo na economia local e nas comunidades envolventes.

Contudo, a efeméride levanta também reflexões sobre a sustentabilidade do turismo na província, particularmente no que diz respeito à preservação do património cultural e à qualidade dos serviços oferecidos. Com o aumento do número de visitantes, cresce a pressão sobre as infraestruturas e a necessidade de garantir padrões elevados de hospitalidade e segurança.

Zambézia: 8 malawianos retidos por imigração ilegal

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Oito cidadãos de nacionalidade malawiana encontram-se retidos na Direção Provincial de Migração  da  Zambézia,  acusados de entrada ilegal no território moçambicano. Junto a eles, foram retidos dois moçambicanos por facilitar a entrada irregular dos estrangeiros em causa.

Segundo Reginaldo Massorongo,  porta-voz da Migração na Zambézia, os imigrantes usaram  o Permit,  documento  que  admite a circulação até 7 km da fronteira, para justificar a entrada no país. No entanto, desviaram-se do percurso autorizado e foram interceptados no posto de controle em Nicoadala, a caminho da cidade de Quelimane, a bordo de uma viatura carregada de bicicletas e sacos.

“Como a lei prevê, o permit possibilita uma distancia máxima de 7 km para circular no território nacional. Eles quando  entraram disseram que iam à vila mais próxima para exercer algumas trocas comerciais, mas quando chegaram à vila tomaram deste carro até serem encontrados no posto de Nicoadala e o destino deles era chegar a cidade de Quelimane”, disse Massorongo.

Os retidos alegam ter informado, na fronteira, que pretendiam escalar a cidade de Quelimane para fins  comerciais, mas  o destino  foi erroneamente registado como Gurúè pelas autoridades e  que só se aperceberam no momento da retenção pelas autoridades.

“lá na fronteira de  Malawi  apresentamos  os documentos e dissemos que pretendíamos vender pipoca na cidade de Quelimane e de lá, iriamos levar garrafa para Malawi. Mas não sabemos o que aconteceu de concreto, os agentes de migração trocaram o destino da nossa viagem, tendo carimbado como se estivéssemos a ir para Gurúè” relatou um dos retidos.

Caso Zarina: SERNIC lava as mãos e atira responsabilidade para o tribunal

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Quelimane — O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, esta quinta-feira, dois jovens como sendo os presumíveis autores do assassinato da jovem Zarina, cujo corpo foi abandonado, no mês passado, à beira da Avenida Marginal, em Quelimane. Contudo, em vez de trazer clareza e respostas à opinião pública, a instituição de investigação optou por uma postura evasiva, lançando a “batata quente” para o colo do tribunal.

Os dois acusados negam categoricamente envolvimento no crime, alegando inocência e afirmando terem sido detidos arbitrariamente. A parca explicação apresentada pelo SERNIC, limitada a dizer que “os elementos necessários já foram colhidos”, não convenceu e deixou mais dúvidas do que certezas sobre a condução do processo.

“Compete agora ao tribunal decidir”, declarou o porta-voz da corporação, sem avançar detalhes sobre o suposto envolvimento dos arguidos, nem esclarecer os contornos que levaram à sua detenção. O silêncio do SERNIC em relação às motivações, provas concretas ou testemunhos credíveis está a alimentar desconfiança entre os cidadãos e familiares da vítima, que exigem justiça, sim, mas com transparência e responsabilidade institucional.

No seio da sociedade civil cresce a preocupação com aquilo que parece ser um padrão, a pressa em apresentar “culpados” sem fundamentação robusta, enquanto os reais mandantes de crimes hediondos continuam a circular impunes.

O caso Zarina, que chocou a cidade de Quelimane e gerou manifestações espontâneas exigindo justiça, arrisca cair no mesmo fosso de outros processos inconclusivos, onde o esclarecimento dá lugar à impunidade.

Para já, o tribunal terá a palavra. Mas a sociedade não se cala, exige respostas, justiça e o fim da banalização da vida em Moçambique.

MDM à procura de reencontro com as bases?

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Lutero Simango reúne quadros nacionais residentes na Beira num contexto de reconfiguração partidária

No meio de sinais claros de desgaste interno e do desafio permanente de se reaproximar do seu eleitorado tradicional, o Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, reuniu-se esta terça-feira, 15 de Abril, com quadros nacionais do partido residentes na cidade da Beira, num encontro que se inscreve no quadro da chamada “dinamização da actividade política”.

A reunião teve lugar num momento em que o partido atravessa uma fase de redefinição da sua identidade política e da sua base de apoio, especialmente após os resultados eleitorais pouco entusiasmantes e o crescente ceticismo das bases quanto à capacidade da actual direcção em galvanizar um verdadeiro movimento de oposição consistente.

Fontes internas do partido avançaram ao Txopela que o encontro visava, formalmente, “avaliar os desafios organizacionais e políticos do partido na região centro do país”, mas nos bastidores o que se discute é a necessidade urgente de conter a desmobilização dos militantes e estancar as fissuras internas que ameaçam a já frágil unidade da terceira força política do país.

Lutero Simango, numa intervenção comedida, apelou à “coesão e renovação do compromisso com os ideais do MDM”, sublinhando a importância do envolvimento activo dos quadros na reconstrução da confiança junto das comunidades. Contudo, permanece a dúvida se o discurso vai além do mero formalismo político e se conseguirá traduzir-se em acções concretas de revitalização partidária.

A cidade da Beira, berço histórico do MDM e outrora bastião da sua força política sob a liderança de Daviz Simango, permanece hoje como uma sombra do que já foi, com militantes cada vez mais descrentes e estruturas que carecem de oxigenação política.

A pergunta que paira no ar é se esta tentativa de “dinamização” não chega tarde demais — e se o MDM, na actual configuração, ainda tem fôlego para continuar a ser uma alternativa relevante no xadrez político nacional.

Sofala: Chamutota expressa preocupação com acções de homens armados ao Ministro do Interior

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Beira, Sofala – Num ambiente marcado por crescentes inquietações em torno da segurança pública, a Secretária de Estado em Sofala, Cecília Francisco Chamutota, recebeu esta quarta-feira, 16 de Abril, o Ministro do Interior, Paulo Chachine, a quem expressou preocupações face à actuação de homens armados na província.

Durante a audiência, Chamutota partilhou com o governante os esforços em curso ao nível local para a preservação da ordem e tranquilidade públicas, mas sublinhou a necessidade de apoio reforçado das estruturas centrais para estancar a ameaça crescente.

“A nossa maior preocupação reside na actuação de grupos armados em algumas zonas da província. Temos trabalhado para garantir a segurança das populações, mas é imperioso o apoio do nível central para responder a esta ameaça com eficácia”, frisou a dirigente provincial.

Em resposta, o Ministro do Interior assegurou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão empenhadas na reposição da ordem e segurança públicas, apelando à colaboração activa de todos os segmentos da sociedade.

“Estamos cientes dos desafios em Sofala. As nossas forças estão no terreno, e contamos com a colaboração da população para garantir que a paz e a segurança sejam restauradas”, disse Chachine.

O governante encontra-se em visita oficial à província de Sofala, onde dirigiu, na manhã desta quarta-feira, a cerimónia de abertura do ano académico 2025 e do VIII Curso de Formação de Sargentos da Polícia da República de Moçambique (PRM).

No âmbito do sector que dirige, o Ministro reuniu-se com o colectivo de direcção do Comando Provincial da PRM, num encontro alargado aos responsáveis das diversas áreas do Ministério do Interior e comandantes distritais. Durante a jornada, Chachine dirigiu ainda uma parada com a força policial e demais funcionários, momento que serviu para saudar e motivar os agentes pelo seu compromisso com a segurança interna da província.

A visita decorre num contexto delicado, em que relatos de acções armadas e instabilidade em zonas rurais de Sofala colocam novamente o foco sobre a necessidade de respostas eficazes do Estado para a protecção dos cidadãos.

Beira acolhe debate sobre alternativas à prisão para mulheres em conflito com a lei

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Beira, Sofala – Numa iniciativa que visa promover uma justiça mais inclusiva e sensível ao género, agentes do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) da Zona Centro reuniram-se esta quarta-feira, 16 de Abril, na cidade da Beira, para debater as Medidas Não Privativas de Liberdade para Mulheres em Conflito com a Lei.

O evento, promovido pelo SERNAP em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), juntou figuras do sistema judicial e governativo, entre elas a Secretária de Estado da Província de Sofala, Cecília Francisco Chamutota, que presidiu à cerimónia de abertura.

No seu discurso, Chamutota destacou que o encontro se reveste de “extrema importância”, por se propor a “promover uma justiça mais humana, equitativa e sensível às especificidades das mulheres”. Segundo a dirigente, muitas mulheres que entram em conflito com a lei são vítimas de contextos sociais adversos, como a pobreza, violência doméstica e abandono familiar, sendo, por isso, necessário um olhar mais atento e humanizado por parte do sistema de justiça.

“Estas mulheres não precisam apenas de punição, mas sobretudo de apoio social. É essencial investir em programas de capacitação, assistência psicológica e apoio familiar para garantir uma reinserção digna e sustentável”, defendeu.

O encontro, que decorreu sob forte participação institucional, contou com a presença da Directora do Serviço Provincial da Justiça e Trabalho, do Administrador da Beira, bem como de magistrados judiciais e do Ministério Público, representantes da PRM e do SERNIC.

A realização deste workshop surge num momento em que se multiplicam os apelos para a humanização das penas, sobretudo quando estão em causa mulheres que, frequentemente, reproduzem trajetórias de vulnerabilidade e exclusão.

O debate de Beira inscreve-se num movimento crescente de reforma penal em Moçambique, em linha com as recomendações internacionais sobre justiça de género, e pretende abrir caminho para modelos alternativos de responsabilização criminal, que respeitem os direitos humanos e contribuam para a coesão social.

Primeira-ministra promete retoma das propostas de lei de Comunicação Social e Radiodifusão

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Maputo – A Primeira-ministra de Moçambique, Benvinda Levi, anunciou esta quarta-feira (16), em Maputo, que o Governo irá submeter novamente à Assembleia da República (AR) as propostas de Lei de Comunicação Social e de Radiodifusão, depois de um processo de actualização e harmonização com os diferentes intervenientes do sector.

Falando na abertura da XI Reunião Anual da Sociedade de Notícias, que decorre sob o lema “Cem anos de compromisso com cidadania e desenvolvimento”, a governante sublinhou que as referidas propostas já haviam sido depositadas na IX legislatura, mas não chegaram a ser apreciadas.

“As associações sócio-profissionais da comunicação social precisam engajar os jornalistas a assumirem a necessidade de se adoptar o Estatuto e introduzir a carteira profissional do jornalista ou afins, valorizando deste modo a própria classe”, defendeu Levi.

Para a dirigente, a garantia das liberdades nas democracias modernas não se resume à existência de leis e regulamentos. Há, segundo ela, necessidade de autorregulação dentro da própria comunicação social, a fim de preservar a sua integridade e relevância.

“Achamos oportuna a reflexão sobre o papel da comunicação social na defesa das liberdades, não apenas por ser um tema da actualidade, mas também porque tal se mostra premente nos tempos que correm e no contexto da construção da nossa jovem democracia”, observou.

A Primeira-ministra apontou ainda a urgência de melhorar os mecanismos de licenciamento dos órgãos de comunicação social, para que o exercício da profissão não se confunda com meros interesses comerciais, pondo em causa os valores mais nobres da actividade jornalística.

Nesse contexto, Benvinda Levi destacou o papel do Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), considerando que cabe a este órgão delimitar as balizas das liberdades no exercício da actividade mediática, alertando para eventuais excessos ou desvios dos parâmetros legalmente estabelecidos.

Durante o seu discurso, a dirigente não deixou de tocar nas transformações que afectam o sector, referindo que o desenvolvimento tecnológico e a propagação da Internet impõem novas exigências ao jornalismo, sobretudo no campo da literacia digital, que deverá começar “desde a infância”.

“Precisamos de cidadãos que compreendam o impacto das suas publicações nas redes sociais. A literacia digital não pode ser um luxo, é uma urgência”, vincou.

A Primeira-ministra lançou também um desafio às instituições de formação de jornalistas, para que ajustem os seus currículos às novas dinâmicas trazidas pela era digital e pela inteligência artificial, garantindo profissionais preparados para os desafios contemporâneos da comunicação.

Novos investimentos na Sociedade de Notícias

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Notícias, Júlio Manjate, revelou que a empresa irá inaugurar em breve um novo estúdio multimédia, com foco na produção de podcasts para rádio e televisão, como forma de diversificar os seus conteúdos e fortalecer a presença no mercado mediático nacional.

“A ideia é discutir assuntos transversais da vida da empresa. Sendo esta uma empresa de comunicação social, a produção de conteúdos e a nova realidade tecnológica, com ênfase no multimédia, vão dominar as discussões”, afirmou Manjate.

O encontro reúne, até ao final da semana, gestores, directores, editores, delegados provinciais e membros do Conselho de Administração da Sociedade de Notícias, num exercício de reflexão e reposicionamento estratégico numa época de profundas transformações no ecossistema da comunicação em Moçambique.

Quelimane já não precisa de mim: O povo está graduado!, escreve Manuel de Araújo

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Muito obrigado, munícipes da Cidade de Quelimane!

Apesar da distância, senti o calor da vossa marcha! Ouvi cada uma das vossas vozes — roucas de tanto gritar, mas firmes: Chega! Chega! Chega!

Chega de pobreza absoluta, quando eles vivem em mansões, andam em carros de luxo, comem e bebem do melhor!

Chega da péssima educação para os nossos filhos, quando os filhos deles estudam na Suazilândia, África do Sul, Portugal e Brasil!

Chega das mortes dos nossos entes queridos nos hospitais públicos, enquanto os filhos deles são atendidos em clínicas privadas que montaram até dentro dos próprios hospitais públicos — e no exterior!

Chega da falta de transportes! Enquanto nós andamos a pé e em chapas, eles circulam em viaturas 4×4 e Mercedes pagos com os nossos impostos. Enquanto nós viajamos a pé, de bicicleta ou em carros de caixa aberta, como cabritos, eles desfrutam de luxo e conforto.

Ouvi o vosso grito! E não vamos parar enquanto o regime não confessar os seus pecados e se redimir ao verdadeiro dono do poder: nós, o povo!

Quero agradecer aos meus irmãos de luta, Venâncio Mondlane e Dinis, por terem vindo à capital da democracia e marchado connosco!

Esperava — e ainda espero — a presença do mano Forquilha, do tio Lutero, do Samolaô Muchanga, do Quivela, do Mabote, do Ossufo Momade… para, partindo de Quelimane, lançarmos a verdadeira chama da unidade: aquela que vai incendiar os resquícios de 50 anos de comunismo em Moçambique! Juntos, somos mais fortes!

Dinoutamaalelani abaalaga…!

Irmãos, caíram-me lágrimas de emoção porque cheguei à conclusão de que os munícipes de Quelimane estão prontos. Não precisam de mim! Se eu partir, ou se me fizerem partir, sabem o que têm de fazer! Vocês não passaram no exame… Vocês dispensaram o exame! Estão graduados!

Poderíamos ter ordenado a destruição dos bens, das casas, dos carros e das sedes da Frelimo. Temos tudo alistado. Em menos de trinta minutos, não haveria uma única sede de pé. Não haveria uma única casa de membro da Frelimo de pé, nem um único carro.

Não nos menosprezem!
Amamos a paz, mas não tememos a violência nem a guerra!
Se nos obrigarem, comerão — e saborearão — o sabor da vossa própria violência!

Mas não foi essa a nossa decisão. Decidimos marchar de forma pacífica, para demonstrar o nosso repúdio à vossa forma de ser e de estar. Não nos menosprezem!

Abaalaga! Elabo edgi djaani? Djeewu! Ontonga baaani? Diiyoooo!
Dinoutamaalelani abaalaga…!

 

Governo entrega insumos agrícolas em Nicoadala no âmbito dos 100 dias de Daniel Chapo

Nicoadala, Zambézia – Num gesto que se inscreve no plano de acções prioritárias dos 100 dias do Presidente da República, Daniel Chapo, o Governo da Província da Zambézia procedeu, esta quinta-feira, no distrito de Nicoadala, à entrega de um lote de equipamentos e insumos agrícolas, numa tentativa de mitigar os efeitos das alterações climáticas e impulsionar a retoma da produção agrária.

A cerimónia foi presidida por Pio Matos, governador da província, que destacou o investimento de cerca de 53 milhões de meticais, disponibilizados pela Agência do Zambeze, como um marco para o reforço da resiliência no sector agrário.

Entre os meios entregues contam-se tractores e seus implementos, uma máquina autocombinada para colheita de arroz, kits de produção de batata reno e de feno, sistemas de rega, mais de 40 toneladas de sementes diversas, além de fertilizantes e pesticidas. Os insumos serão distribuídos pelos distritos de Nicoadala, Mopeia, Luabo, Morrumbala, Derre, Namacurra, Mocuba, Maganja da Costa, Gúruè e Mocubela.

Pio Matos sublinhou que estas acções representam um “sinal de esperança” para os camponeses, num contexto de forte impacto do fenómeno El Niño, que comprometeu a primeira época da campanha agrícola 2024/2025.

“Moçambique é dos países mais afectados pelas mudanças climáticas. Estamos a perder a nossa regularidade agrícola. Só podemos combater esta nova realidade com sistemas de rega, que nos permitam irrigar os campos e garantir culturas como o arroz em regadios”, afirmou o governante.

As autoridades estimam que, com a operacionalização destes meios, seja possível alcançar uma produção próxima de 4,3 mil toneladas de produtos agrícolas diversos, reforçando não apenas a segurança alimentar, mas também a disponibilidade de produtos no mercado nacional.

Num país onde a agricultura continua a ser o principal sustento de milhões, estas iniciativas surgem como parte de uma estratégia mais ampla do Executivo de Chapo para revitalizar o sector agrário, num contexto global cada vez mais adverso para os produtores familiares.

O gesto, embora pontual, levanta também questões sobre a sustentabilidade das intervenções, a transparência na alocação dos meios e a necessidade de políticas mais estruturadas que garantam continuidade e impacto duradouro no campo moçambicano.

🛑 Txopela Verifica | É FALSO! Não, o Presidente da CNE não foi preso na África do Sul por desvio de fundos eleitorais

Nos últimos dias, circularam nas redes sociais, grupos de WhatsApp e perfis no Facebook, informações que davam conta da alegada detenção do Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Dom Carlos Simão Matsinhe, na República da África do Sul. Segundo as publicações virais, ele estaria envolvido em crimes de lavagem de dinheiro e desvio de fundos ligados ao processo eleitoral.

👉 Isto é falso. Repetimos: É totalmente falso.

📌 O que é verdade?

  • Dom Carlos Matsinhe não foi detido nem está sob investigação por qualquer autoridade sul-africana.
  • A Comissão Nacional de Eleições (CNE) já reagiu oficialmente, desmentindo a informação e classificando-a como uma tentativa deliberada de manipular a opinião pública.
  • O comunicado da CNE, datado de 16 de Abril de 2025, reforça que essa notícia “não tem qualquer fundamento” e que “visa apenas denegrir a honra, o bom nome e a reputação do Presidente da Comissão, bem como fragilizar a imagem da instituição”.

🤔 Então por que esta mentira se espalhou?

As fake news com conteúdo sensacionalista ganham atração em momentos de tensão política. Este tipo de narrativa busca:

  • Criar desconfiança nas instituições eleitorais
  • Provocar desinformação e instabilidade
  • Alimentar teorias de conspiração infundadas

🧭 O que o leitor deve fazer?

  • Desconfie de conteúdos que não citam fontes oficiais.
  • Não partilhe mensagens de áudio, vídeos ou textos cuja origem não é clara.
  • Consulte os canais oficiais da CNE e os meios de comunicação credíveis.

O Jornal Txopela reitera o seu compromisso com a verdade, a responsabilidade editorial e o combate à desinformação. “Txopela Verifica” existe para garantir que o leitor não seja vítima de manipulações — porque a democracia também se constrói com informação verdadeira.