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Moçambique prepara nova geração para a COSAFA

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) deu esta semana um passo estratégico na consolidação do futebol feminino ao anunciar a pré-convocatória da Seleção Nacional Sub-20. A medida, inscrita no Comunicado Oficial N.º 076/FMFD/2025, evidencia a crescente aposta na formação de base, alinhada aos objectivos de médio e longo prazo da FMF e às dinâmicas regionais da COSAFA.

Sob chancela do Secretário-Geral Hilário Madeira, o documento convoca 52 atletas de todas as regiões do país, realçando o esforço da descentralização e captação de talentos emergentes.

A chamada à observação inclui jogadoras de clubes que se têm destacado pelo compromisso com o futebol feminino. O Clube dos Amigos de Maputo lidera em número de convocadas (9), seguido do Black Bulls (5), Costa do Sol (4), Ferroviário da Beira (4), Desportivo da Matola, União Desportiva de Lichinga, entre outros. Esta representatividade ilustra a maturação gradual da modalidade no país, hoje menos concentrada nos grandes centros urbanos e mais disseminada pelo território nacional.

A fase de observação incidirá sobre treinos e jogos de preparação, com o objectivo de definir o elenco que participará na próxima edição da Taça COSAFA. Trata-se de um processo determinante, não apenas para os resultados competitivos imediatos, mas sobretudo para a edificação de uma geração que possa servir a selecção sénior nos anos vindouros com maior robustez técnica, táctica e mental.

Chapo encerra curso de Operações Especiais em Nacala

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O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Francisco Chapo, presidiu nesta sexta-feira, na cidade portuária de Nacala, à cerimónia de encerramento do curso de Operações Especiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), numa demonstração simbólica da aposta governamental na componente militar como eixo central da segurança interna.

De acordo com um comunicado da Presidência da República, a presença do Chefe de Estado “sublinha o compromisso do governo com o contínuo fortalecimento das Forças Armadas”, valorizando a formação de elite das Forças Especiais como instrumento essencial na salvaguarda da paz, da integridade territorial e da ordem constitucional.

“O evento marca a conclusão de um processo de formação destinado ao fortalecimento da capacidade operativa das Forças Especiais moçambicanas, no quadro do reforço da prontidão combativa e da defesa da soberania nacional”, lê-se ainda no documento oficial, que evita, no entanto, fornecer dados concretos sobre o conteúdo da formação, número de formandos ou custos associados ao curso.

Chapo promulga alterações ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, promulgou esta sexta-feira a lei que introduz alterações ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), numa decisão com impacto directo na estrutura fiscal do país e que poderá afectar consumidores, empresas e investidores.

A promulgação, anunciada através de um lacónico comunicado do Gabinete de Imprensa da Presidência, ocorre após a aprovação da proposta de lei pela Assembleia da República, onde o partido no poder garantiu a maioria necessária para o avanço da medida, apesar das vozes críticas da oposição e do sector empresarial.

Sem apresentar detalhes sobre o conteúdo das alterações, o comunicado indica apenas que o Chefe de Estado exerceu a sua prerrogativa constitucional ao abrigo do nº 1 do artigo 162 da Constituição, e que a nova legislação “não contraria a Lei Fundamental”.

O risco de um golpe de Estado travestido de confusão – Uma teoria de conspiração que faz sentido, Zito Ossumane

Desta vez, a capital política de Moçambique está a ser testada por um novo fenómeno que, para muitos, parecia enterrado nos escombros da Guerra Civil, homens de guerra, antigos guerrilheiros da Renamo, altamente treinados, organizados, mobilizados e furiosos, acampam na sede nacional do partido, e exigem a cabeça de Ossufo Momade.

Parece apenas mais um episódio de insatisfação interna, comum em formações políticas com historial militar. Mas como jornalista e activista político, e recorrendo a ferramentas da análise política, da ciência militar e da contra-inteligência, lanço aqui uma provocação reflexiva: E se isto for uma manobra deliberada de Ossufo Momade para criar o pretexto perfeito para avançar para a Ponta Vermelha?

É apenas uma teoria de conspiração. Mas, como diria um velho oficial de inteligência: não ignoramos conspirações que fazem sentido, ignoramos apenas as que são mal feitas.

Porque esta mobilização é suspeita?

A narrativa é sedutora: veteranos da Renamo, esquecidos e abandonados pelo seu próprio partido, marcham para exigir justiça e mudanças na liderança. Mas há buracos nesta história.

  1. Quem financiou a viagem nacional de homens pobres, oriundos do Niassa, Cabo Delgado, Zambézia, Sofala, Gaza e Inhambane até Maputo? Não se move uma estrutura assim sem financiamento, logística e permissividade institucional. Com o habitual controlo governamental sobre transportes interprovinciais, nenhuma movimentação desta magnitude acontece sem que seja notada ou permitida.
  2. Porque escolher a sede da Renamo, num momento em que o partido está fragilizado e o seu líder politicamente encurralado? Ossufo não enfrenta apenas críticas internas, mas também pressão da opinião pública nacional pela sua inércia, especialmente após os resultados eleitorais de 2024. Nada melhor do que uma ameaça fantasma para unir a base e justificar uma resposta musculada.

Do ponto de vista do Realismo Político, crises internas podem ser capitalizadas por líderes autoritários para reforçar o seu poder. Criar uma ameaça à liderança e, em seguida, apresentar-se como a única solução para neutralizá-la é uma manobra clássica. Se Momade conseguir desmobilizar ou conter estes veteranos “rebeldes”, poderá reaparecer como herói, pacificador, “o único que ainda consegue falar com os comandos”.

Mas este país tem instituições frágeis, lideranças partidárias centralizadas e uma memória colectiva marcada por traumas armados, a manipulação simbólica da guerra e da paz continua a ser moeda de alto valor político.

O risco de um golpe travestido de confusão

A presença de homens treinados em combate irregular, concentrados num só ponto da capital, sem supervisão estatal adequada, configura um risco operacional crítico para a segurança nacional. Estes homens conhecem estratégias de emboscada, controle territorial e desestabilização urbana. São veteranos de embates diretos com as FADM, conhecem as fraquezas da máquina militar moçambicana e os atalhos dos seus medos.

Uma acção armada mal contida, mesmo espontânea, pode criar o caos necessário para um estado de emergência que pode ser usado por qualquer facção política ou militar para justificar medidas de força. E se Ossufo estiver apenas a preparar o terreno para exigir o controlo da narrativa nacional?

Onde estão os serviços de inteligência do Estado? Estão a acompanhar esta mobilização com a devida seriedade? Ou estão, como tantas vezes, presos na teia da complacência partidária?

Se há risco iminente de acção subversiva ou mesmo de uma operação psicológica de grandes proporções, a omissão dos serviços estratégicos do país é em si um acto de negligência.

Teoria, sim. Mas não estúpida.

Ninguém aqui está a afirmar que Ossufo Momade vai marchar para a presidência da República ou que estes desmobilizados estão armados até os dentes. Mas os factos colocados em sequência desenham um cenário que merece atenção profunda.

Se for uma jogada do líder da Renamo, é ousada, perigosa e provavelmente suicida. Se for espontânea, é ainda mais alarmante. O país não pode continuar a tratar sinais de alarme como ruídos de fundo.

Como jornalista e cidadão, deixo aqui o apelo, o Estado moçambicano precisa agir com sabedoria e vigilância. E os que amam a paz, devem lembrar: quem não escuta os veteranos, pode acordar com seus fantasmas armados.

RENAMO convoca conferência nacional da ACOLD para conter veteranos revoltados

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Sob intensa pressão interna e com a sede nacional cercada por dezenas de antigos guerrilheiros que exigem a sua saída imediata, Ossufo Momade viu-se forçado a avançar com mais uma medida que analistas políticos consideram ser de natureza paliativa, a convocação da Conferência Nacional da ACOLD, estrutura interna que congrega os desmobilizados do partido.

A decisão foi tomada esta semana pela Comissão Política Nacional da RENAMO e visa, oficialmente, discutir a situação política interna do partido. No entanto, fontes próximas à liderança admitem que a medida tem como principal objectivo neutralizar a contestação crescente por parte dos veteranos de guerra, muitos dos quais continuam acampados na sede em Maputo, exigindo “reformas” na liderança do partido.

A realização da conferência é vista nos corredores da oposição como uma tentativa de ganhar tempo e diluir o ímpeto dos desmobilizados que, segundo os próprios porta-vozes, são oriundos de todas as províncias do país. O ambiente interno continua tenso, e cresce a especulação sobre a real capacidade de Momade manter a unidade de um partido historicamente dividido entre as alas política e militar.

Desde o início do cerco à sede, a direcção da RENAMO tem adoptado uma postura de contenção discursiva, optando por evitar confrontos directos com os manifestantes, numa clara tentativa de evitar a eclosão de episódios de instabilidade que possam repercutir negativamente no cenário político nacional.

Contudo, a escolha de uma solução de cúpula, sem diálogo efectivo com os desmobilizados e ignorando os apelos de vários quadros seniores, está a ser interpretada como um sinal de fragilidade política. “É uma fuga para frente. A conferência da ACOLD é uma cortina de fumo, não resolve o problema central, a falta de legitimidade de Ossufo dentro da estrutura que o sustenta”, comentou um analista político contactado pelo Txopela.

A liderança da RENAMO ainda não avançou a data nem o local para a conferência, mas fontes internas admitem que as condições para a sua realização estão longe de estar reunidas, tendo em conta o ambiente de desconfiança que reina entre a base militar do partido e a sua direcção política.

Van Oord encerra projecto com entrega de bicicletas em Icidua

A multinacional Van Oord procedeu, esta quinta-feira (23), à entrega de 16 bicicletas no bairro de Icidua, cidade de Quelimane, num acto coordenado com o Conselho Autárquico local. A acção marcou o encerramento oficial do projecto de restauração do mangal naquela comunidade, alvo de pressão ambiental e exclusão social.

Os beneficiários seleccionados receberam os meios de transporte como parte de uma iniciativa que, segundo os promotores, visa melhorar as condições de mobilidade e garantir meios de subsistência sustentáveis. A entrega teve lugar numa cerimónia presenciada por representantes da empresa Van Oord, do Conselho Autárquico de Quelimane, incluindo o vereador de Fiscalização, Transportes e Frota Municipal, a chefe do posto administrativo urbano número 06 e o secretário do bairro.

Enquanto os discursos destacavam a “importância da sustentabilidade”, fontes locais apontam que os impactos práticos do projecto no quotidiano dos moradores de Icidua ainda estão por aferir. “Vieram, plantaram umas árvores, agora entregam bicicletas. Mas os problemas do bairro continuam”, comentou um residente que pediu anonimato.

A Van Oord, envolvida em várias intervenções ambientais tem sido apontada como parceira estratégica do município em acções de mitigação dos efeitos das alterações climáticas.

No encerramento da cerimónia, não foram apresentadas garantias sobre a continuidade do apoio às comunidades do mangal, nem sobre a manutenção das bicicletas entregues. Para já, os moradores de Icidua ficam com as duas rodas e a esperança de que não se trate apenas de mais um projecto para inglês ver.

Três agentes da PRM a julgamento por morte de seminarista em Quelimane

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Sentença será conhecida a 29 de Maio; jovem foi baleado em Lusaka e corpo ocultado

Decorreu no dia 22 de Maio, na 4ª Secção Criminal do Tribunal Provincial da Zambézia, a audiência de julgamento do caso que envolve três agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), acusados de envolvimento na morte de Lobrino João Pereira, jovem seminarista baleado em 2024, por volta das 5 horas da manhã, no bairro de Acordo, em Lusaka, cidade de Quelimane.

Segundo consta dos autos, após o disparo fatal, o corpo do jovem foi levado e depositado na morgue do Hospital Central de Quelimane, sem conhecimento da família, e os seus documentos pessoais foram ocultados, numa tentativa de apagar os vestígios do crime.

A família da vítima, após dias de buscas e sem respostas claras das autoridades, conseguiu localizar o corpo, mas a 3ª Esquadra da PRM de Quelimane recusou-se a assumir qualquer responsabilidade pelo sucedido.

Perante a omissão institucional, Marchal Manufredo, defensor dos direitos humanos, desencadeou uma acção legal que resultou na abertura de um processo-crime contra os três agentes implicados.

O julgamento entrou agora na fase conclusiva, com a leitura da sentença agendada para o próximo dia 29 de Maio. A decisão é aguardada com expectativa, numa altura em que sectores da sociedade civil clamam pela justiça e responsabilização dos agentes estatais.

Lobrino João Pereira era seminarista dos Frades Capuchinhos e preparava-se para viajar a Angola, onde daria continuidade aos seus estudos religiosos.

Uma barragem deslocou o eixo da Terra

 “O Homem sonha e a Obra nasce”. A frase, do renomado escritor português Fernando Pessoa, vai ilustrar, e de forma pujante, o meu texto de hoje, a propósito do efeito de uma barragem no nosso Planeta.

 Os chineses construíram a chamada Barragem das 3 gargantas, tendo o seu arranque sido registado em 2012. Ela situa-se no rio Yangtze, na zona da cidade de Sandouping.

 O eixo da Terra, por via dessa obra, deslocou-se, o que fez aumentar a duração do dia em 0,06 microssegundos, segundo cálculos da NASA. Este efeito é causado pelo grande volume de água armazenado na barragem, que altera o movimento de inércia do planeta.

  Curioso ter noção do gigantismo dessa estrutura hidro-eléctrica: com 2.335 metros de comprimento e 185 de altura, essa barragem é capaz de reter até 40 quilómetros cúbicos de água, ou 40 trilhões de litros. Uma massa gigantesca que, como a NASA alertou em 2005, quando cheia poderia ter uma influência calculável na rotação do nosso planeta, o que aconteceu.

  Só para se ter uma ideia, passo a deixar referidas as características da Barragem de Cahora Bassa, em Moçambique, uma das mais emblemáticas “peças” de engenharia, concebidas por Portugal, com a supervisão de grandes peritos desse País: é uma barragem abobadada com uma altura máxima de 170 metros e um arco de cerca de 303 metros. Possui uma capacidade de armazenamento de água de 63 mil milhões de metros cúbicos, ou seja, 6 trilhões e 300 mil milhões de litros.

  Uma nota que se torna importante assinalar: a barragem das 3 gargantas, na China, foi projetada para fornecer água para irrigação dos campos vizinhos agrícolas e, também, para garantir um fluxo constante de água para uso industrial e residencial, a jusante da barragem.

  A de Cahora Bassa foi, também, edificada para não só gerar energia hídrica mas, ainda, para contribuir para o regadio a jusante dela, isto é, em toda a plenitude do Vale do Zambeze, além de a água poder ser aproveitada para redes de abastecimento a populações e essa estrutura modelar suster o volume de águas, controlando cheias…

  Quanto me informam as duas vertentes que anunciei – regadio e abastecimento – têm pouco significado porque nunca se tirou partido dessas valências, o que não deixa de ser mais um entrave ao desenvolvimento de toda essa Província moçambicana.

  Outro pormenor que pode assustar – recebi informações que Cahora Bassa não tem recebido a necessária monotorização/fiscalização da vertente da engenharia, a que deve salvaguardar toda a estrutura, do ponto de vista de “vida saudável”, isto é, garantia que a Barragem está em perfeitas condições de manutenção – é o que tem sido feito para “observar” ou não a longevidade da 2.a maior represa de África para produção de energia eléctrica que se instalou em Moçambique.

                                             António Barreiros, jornalista

 

Governo e CTA definem linhas estratégicas para diálogo público-privado

O Ministério da Economia e a nova direcção da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reuniram-se ontem (22), em Maputo, para definir as linhas mestres que irão nortear o diálogo público-privado.

O ministro da Economia, Basílio Muhate, manifestou a vontade e disponibilidade para resolver as preocupações que afligem o sector privado, bem como a identificação dos sectores económicos chaves, citando exemplo a indústria, comércio, serviços, agricultura, agro-processamento e outros.

A disponibilidade foi expressa durante uma reunião mantida entre Muhate e os novos Órgãos Sociais da CTA, liderados pelo recém-eleito Presidente Álvaro Massingue.

Importa referir que, o ministro da Economia é o ponto focal do Governo para os assuntos do sector privado, no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP).

Segundo o vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Onorio Manuel, o encontro com o governo serviu para lançar a semente.

“Nós já temos a matriz identificando aquilo que são prioridades, o que nós vamos fazer como nova direcção e ver qual é a melhor estratégia para abordar os problemas”, disse Manuel.

Frisou que o facto de a CTA ter uma nova direcção, não significa que serão esquecidos os velhos problemas.

“O facto de existir nova direcção não significa esquecer os velhos problemas, o que nós vamos fazer e ver qual é melhor estratégia de abordar os problemas”, disse.

A CTA, afirma que continuará a discutir assuntos que afectam os empresários, incluindo escassez de divisas, bem com assuntos e âmbito político, monetário e fiscal.

Sobre a escassez de divisas, Muhate tranquilizou o sector privado, reiterando que o Governo está ciente e os esforços continuam junto do Banco de Moçambique em busca de soluções.

Por seu turno, o director nacional do comércio externo no Ministério da Economia, Claire Zimba, sublinhou que o novo presidente da CTA, Álvaro Massingue fez saber que o ministro enaltece o modelo de interacção governo-CTA.

(AIM)

Terrorismo força encerramento de 21 escolas em Mocímboa da Praia

O recrudescimento dos ataques terroristas, nos últimos meses, forçou o encerramento de 21 escolas no distrito de Mocímboa da Praia,  província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Os dados foram avançados a Rádio Moçambique, emissora nacional pelo administrador do distrito da Mocímboa da Praia, Sérgio Cipriano no âmbito da IX Sessão Ordinária do Conselho Executivo Provincial de Cabo Delgado.

Cipriano disse que além do encerramento de escolas, outro problema que está a comprometer o sector da Educação na província, é a deslocação da população de algumas aldeias a busca de locais mais seguros.

“A rede escolar do distrito é composta por 60 escolas, destas 39 estão em funcionamento. As 21 escolas paralisadas deve-se a movimentação constante dos insurgentes nestes locais tendo provocado o deslocamento da população para a Vila de Mocímboa da Praia, Localidade de Nango e Aldeias de Chinda e Mangono”, disse Cipriano.

Acrescentou que, “os alunos das comunidades deslocadas foram integrados nas escolas por onde foram acolhidos”.

Nos últimos cinco anos a província de Cabo Delgado perdeu cerca de 2.323 salas de aulas devido ao terrorismo e ciclones.

Muitas dessas infra-estruturas ainda não foram reconstruídas devido à falta de fundos, mas o Governo da província tem feito campanhas para pedir ajuda aos parceiros de cooperação.

A destruição de mais da metade das salas de aulas naquela região nortenha devido ao ciclone “Chido”, que deixou a província parcialmente em ruínas.

Para acelerar o processo de reconstrução da rede escolar destruída pelo terrorismo e pelos sucessivos ciclones que passam por Cabo Delgado, o governo da província reuniu-se com parceiros de cooperação do sector de Educação para mais uma vez pedir ajuda financeira.

(AIM)