Sintonize a Rádio Chuabo – 103.0 FM

Início Site Página 96

Carta Aberta a Joel Amaral, o Mc Trufafá

Uma saudação, caro abalaga:

 Como sabe não nos conhecemos pessoalmente, mas já ouvi falar de si. De mim, ao contrário, nunca o sr. ouviu falar de mim. Mas eu sou um simples cidadão, enquanto o sr. é político e cantor, foi autarca e é assessor de uma figura do social-política moçambicana. Gostava de lhe dizer que sou um estudioso e pesquiso, faz muitos anos, sobre os caminhos tresmalhados de Moçambique.

 Passo a deixar claro que repudio, com toda a veemência, o atentado de que foi alvo. Mas, olhos nos olhos, deixe-me que lhe diga:

 1 – deram-lhe alguns tiros para se livrarem de si, talvez cabendo a responsabilidade à mesma organização de sempre, a que, já faz 50 anos, a Frelimo, tem conduzido, com artes de malvadez e de malfeitorias o seu País à miséria, introduzindo convulsões e actos de toda a ordem, para humilhar e vergar o povo;

 2 – teve o sr. muita sorte porque uma das balas que o podia ter matado só lhe raspou o crânio;

 3 – é preciso apurar quem estará interessado em “limpar-lhe a vida”.

 Posto isto, e seguindo uma nota que produziu e colocou a circular, o sr. atribui a Deus o facto de não ter morrido, rotulando-o de um milagre.

 Quero saudar essa sua postura pública de agradecimento a Deus por lhe ter poupado a vida.

 Entretanto, li – não sei se o sr. saberá disso e se são declarações suas ou falseadas – que teria escrito (uso, por isso, o condicional) o seguinte, em termos genéricos e resumidos: que o colonialismo, a religião e a democracia são “produtos” do capitalismo e do Ocidente. Não posso acreditar.

 Quando o sr. atribui a Deus o milagre de não ter morrido é porque é crente, logo religioso. O sr., por outro lado, tem lutado pela democracia para banir a opressão. Ora, isso não está no seu crédulo de ser oposição à ditadura mascarada de democracia da frelimo…

 Espero que o Amalala, um novo partido criado por V. Mondlane de quem o sr. é, aliás, assessor, depois de o MC Trufafá ter estado no CAD, possa fazer-lhe prosseguir os seus desígnios partidários e políticos. Será que V. Mondlane ficará pelo Amalala, pós ter passado pelo MDM, Renamo e CAD e, ainda, se ter apresentado como candidato a PR pelo “Podemos”? Saltitar mostra pouca “espinha dorsal”.

 Deixo-o com duas notas: 1 – não misture Deus com partidos e política, porque Ele é do Reino dos Céus e do Espiritual; enquanto que os segundos são mundanos…; 2 – estabeleçam-se, de uma vez por todas, Planos e Programas credíveis para Moçambique, com estrado no Ensino e na Instrução, para mudar mentalidades, mas sem o recurso ao slogan marxisto-agnóstico “o povo ao poder”. Uma última observação: sabe de que precisa, urgentemente, Moçambique? Permita-me a sugestão: de um Plano de Salvação Nacional e de se Refundar…

 Com uma saudação do Abalaga, António Barreiros/Jornalista

Procurador-Geral da República presta contas amanhã na AR

 

O Procurador-Geral da República, Américo Julião Letela, vai prestar, nos dias 29 e 30 de Abril, a tradicional informação anual à Assembleia da República sobre as actividades do Ministério Público no controlo da legalidade. Como manda o ritual republicano, serão apresentados relatórios, estatísticas e declarações de boas intenções.

No entanto, para lá da formalidade da ocasião e dos flashes televisivos, a verdadeira questão é até que ponto o Ministério Público está efectivamente a exercer o seu mandato de garante da legalidade, num país onde a corrupção se enraizou como prática quotidiana das elites políticas e económicas?

Ano após ano, ouvimos diagnósticos repetidos sobre desvios de fundos públicos, tráfico de influências e crimes de colarinho branco. Raras são, porém, as consequências visíveis para os poderosos que capturaram o Estado e que continuam a actuar com a certeza da impunidade.

A sociedade moçambicana deve exigir mais do que relatórios. Precisa de acções firmes, de processos judiciais sérios e de resultados concretos que rompam com o ciclo vicioso de promessas não cumpridas. Um Ministério Público forte e independente é pilar fundamental para restaurar a confiança no Estado de Direito, hoje profundamente corroído.

Assim, a prestação de contas do Procurador Letela não pode ser apenas mais um acto de coreografia institucional. Deve ser, acima de tudo, uma oportunidade para mostrar com factos, e não apenas palavras que ainda é possível sonhar com uma justiça que não se ajoelha perante o poder.

 

Chapo rende-se aos avanços alheios enquanto Moçambique afunda-se nos mesmos dilemas

0

No melhor estilo dos governantes moçambicanos de sempre, o Presidente da República, Daniel Chapo, preferiu encantar-se com os avanços do Zimbabwe do que enfrentar a dura realidade de um Moçambique atolado em problemas estruturais antigos e mal resolvidos. Em visita à Feira Internacional do Zimbabwe (ZIFT 2025), onde participou como Convidado de Honra, Chapo expressou uma “impressão muito boa” com o que viu: agricultura pujante, criação de gado robusta, turismo bem organizado e, pasme-se, avanços tecnológicos de fazer inveja a qualquer país da SADC.

Falando à imprensa, o Chefe de Estado não poupou elogios ao vizinho do oeste, exaltando a sua experiência em áreas onde Moçambique, ironicamente, continua a patinar apesar dos slogans optimistas e dos milhões de dólares canalizados (e frequentemente mal geridos) em programas governamentais.

O Presidente esqueceu, convenientemente, que a agricultura moçambicana continua vulnerável, com milhões de camponeses dependentes das chuvas, sem assistência técnica, sem infraestruturas de comercialização e entregues ao Deus-dará. Enquanto isso, as fábricas continuam a encerrar, os campos agrícolas arrefecem e os projectos de diversificação económica permanecem nos discursos e nos documentos de gabinete.

A admiração quase reverencial pelo Zimbabwe, expressa por Chapo,parece uma confissão pública da incapacidade de sucessivos governos da Frelimo  do qual ele é herdeiro directo  de erguer uma estrutura económica minimamente funcional no seu próprio quintal. É mais cómodo maravilhar-se com o progresso dos outros do que enfrentar os fantasmas internos como a corrupção institucionalizada, investimentos públicos improdutivos e políticas económicas desenhadas mais para agradar financiadores externos do que para resolver os problemas do povo.

A promessa de enviar equipas moçambicanas para aprender com os zimbabweanos na área de tecnologia e digitalização é outro sinal preocupante, como pode Moçambique, que ostenta títulos de “país emergente” em tantas plataformas internacionais, não ter construído até hoje uma base tecnológica minimamente sólida, necessitando agora de se socorrer de vizinhos que há pouco tempo eram caricaturados pela própria elite moçambicana?

Pior ainda, a visita serviu para repetir os velhos chavões sobre “integração regional” e “esquecimento de fronteiras administrativas”, discursos usados há décadas para mascarar a total ausência de políticas económicas internas sérias e eficazes.

Chapo, tal como os seus antecessores, parece mais interessado em eventos protocolares e em replicar fórmulas externas do que em fazer o que se impõe com urgência: reestruturar a economia nacional a partir das suas raízes, enfrentar os interesses instalados e garantir que o potencial de Moçambique não continue a ser apenas uma frase bonita em discursos de ocasião.

Em vez de olhar para fora com olhos deslumbrados, seria mais sensato que o Presidente olhasse para dentro e se perguntasse: por que razão, com tanto potencial natural e humano, Moçambique continua a ser um gigante adormecido, enquanto outros países, com menos recursos, dão passos largos?

Se Daniel Chapo quiser mesmo deixar uma marca diferente, terá que quebrar este ciclo de rendição, auto-complacência e inércia que define a governação em Moçambique desde a primeira república. O país já não pode sobreviver apenas de “impressões boas”.

Presidente Chapo homenageia Papa Francisco: “Um amigo de Moçambique e da humanidade”

0

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou esta sexta-feira (25) nas exéquias do Papa Francisco, realizadas na imponente Praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma. Em declarações à imprensa, o Chefe de Estado enalteceu o legado do Sumo Pontífice, destacando a sua amizade com Moçambique e a sua mensagem universal de paz, reconciliação e amor ao próximo.

“Ao ser amigo de Moçambique, não podíamos deixar de estar presentes para prestar esta última homenagem”, afirmou Chapo, ladeado pela Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo, e pelo Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, que integraram a delegação moçambicana.

O estadista moçambicano evocou a visita histórica do Papa a Maputo, em Setembro de 2019, num momento delicado da reconstrução nacional após ciclos de conflitos políticos e desastres naturais. “Francisco trouxe uma palavra de esperança, de paz e de reconciliação que ainda hoje ressoa entre nós”, sublinhou.

A cerimónia fúnebre teve início às 10 horas locais, com a Missa das Exéquias presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, seguindo-se o sepultamento no átrio da Basílica de Santa Maria Maior — um gesto simbólico para aquele que procurou sempre uma Igreja de portas abertas e próxima dos pobres.

A morte de Francisco, aos 88 anos, na Casa Santa Marta — onde optou por viver em simplicidade desde o início do seu pontificado — encerra uma era marcada pelo apelo incessante à misericórdia, ao diálogo inter-religioso e à justiça social. Num tempo de fragmentações, Francisco tentou ser uma âncora ética, não apenas para católicos, mas para toda a humanidade.

“O Papa transcendeu a sua condição de líder católico; foi um verdadeiro embaixador do entendimento entre religiões, um artesão da convivência e da fraternidade mundial”, disse Daniel Chapo, apelando a que o seu exemplo inspire a construção de “um mundo mais justo, solidário e reconciliado.”

Com a sua partida, inicia-se o tradicional Novendiali — nove dias de luto e oração — enquanto a Igreja Católica, e o mundo, refletem sobre o testemunho de um Papa que fez da misericórdia e da compaixão o centro do seu ministério.

 

Moçambique defende mais cooperação económica na CPLP para combater desigualdades

0

A deputada moçambicana Anchia Formiga defendeu esta sexta-feira (25), em Dili, Timor-Leste, a necessidade urgente de reforçar a cooperação económica entre os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), considerando que o aprofundamento das relações comerciais pode contribuir para a redução das persistentes desigualdades entre os países do bloco.

Falando durante a reunião da Comissão de Economia, Ambiente e Cooperação, subordinada ao tema “Barreiras Comerciais e Oportunidades de Cooperação Económica nos Países da CPLP”, a parlamentar apontou que, apesar dos avanços no domínio político e social, os entraves comerciais continuam a limitar seriamente o potencial económico da Comunidade, num contexto já fragilizado pelas influências externas de grandes potências e organizações regionais.

“Existe diversidade económica dentro da CPLP, de países altamente desenvolvidos a economias emergentes, o que, longe de ser um obstáculo, representa uma oportunidade única para dinamizar uma cooperação mais robusta e equilibrada”, sustentou Formiga, acrescentando que é preciso reforçar a coordenação interna e diversificar parcerias, incluindo através da criação de uma Zona Livre da CPLP.

Anchia Formiga sublinhou que Moçambique, com os seus projectos de gás natural na Bacia do Rovuma, possui um potencial inexplorado para impulsionar o comércio e os investimentos no espaço lusófono, mas continua travado por barreiras tarifárias, infraestruturais e logísticas.

“Há espaço para diversificar a nossa economia e reduzir a dependência dos mercados tradicionais, especialmente se reforçarmos os laços de comércio e investimento com outros países da CPLP”, defendeu a deputada.

Integrado no Plano Estratégico de Cooperação da CPLP, Moçambique tem apostado em projectos conjuntos nos sectores da agricultura, energia e infraestrutura, tentando alinhar as suas políticas económicas às linhas traçadas pela Comunidade.

No domínio das infraestruturas, Formiga destacou a aposta em projectos de transporte e logística para melhorar a conectividade regional, sobretudo com Angola e Portugal. Em paralelo, referiu a importância do estímulo à internacionalização das Pequenas e Médias Empresas (PME), com a participação moçambicana em feiras económicas da CPLP, como a FEMACPLP.

Durante a sua estada em Dili, a parlamentar moçambicana participou ainda numa sessão solene da Assembleia Nacional timorense em homenagem ao Papa Francisco, e visitou o Museu da Revolução Timorense e o Mercado Arsenal.

Apesar do discurso optimista, a concretização de uma real zona de livre comércio na CPLP permanece, até hoje, mais como um desiderato político do que uma realidade tangível — num espaço onde interesses nacionais, assimetrias económicas e falta de mecanismos vinculativos continuam a travar a integração efectiva.

 

Assembleia aprova Programa Quinquenal com promessas de crescimento inclusivo e diversificação económica

0

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira (25) o Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029, num exercício de votação que revelou o controlo confortável da maioria parlamentar: dos 216 deputados presentes, 190 votaram a favor, 26 contra e não houve registos de abstenções.

O novo plano de governação, que vinha sendo discutido desde quinta-feira, promete acelerar o crescimento económico inclusivo e sustentável, impulsionar a diversificação produtiva, a modernização de infraestruturas, a criação de empregos e a gestão racional dos recursos naturais — ambições que, de resto, não são inéditas nos discursos de sucessivos executivos.

Sustentado nos pilares de paz, estabilidade, boa governação, transformação digital e resiliência infraestrutural, o Governo pretende concentrar esforços no desenvolvimento dos sectores agrícola, industrial, turístico, mineiro, de hidrocarbonetos e energia, com especial atenção à promoção do emprego, particularmente entre mulheres e jovens.

O PQG propõe-se ainda atacar áreas sensíveis como a educação, saúde, abastecimento de água, habitação e protecção social, através de investimentos direccionados à expansão do acesso e melhoria da qualidade dos serviços públicos. No sector agrário, a meta é a modernização e fortalecimento das cadeias de valor, capacitação de pequenos produtores, e criação de condições para facilitar o acesso a insumos e financiamento agrícola.

No domínio da governação, o documento destaca o combate à corrupção, raptos, crimes cibernéticos e tráfico de seres humanos, prometendo reforçar a segurança pública e a prestação de serviços com maior transparência e responsabilidade — desafios antigos que continuam a testar a capacidade institucional do Estado.

O turismo aparece como outra grande aposta, visando-se o estímulo ao ecoturismo, à gastronomia, ao turismo marítimo e costeiro, com incentivos para a criação de empreendedores locais e a dinamização do turismo interno.

Quanto aos recursos minerais e hidrocarbonetos, o Governo anuncia a intenção de promover uma exploração mais sustentável e transparente, impondo maior alinhamento dos investimentos privados às prioridades de desenvolvimento nacional — uma promessa que, no passado recente, tem esbarrado na opacidade dos grandes projectos extractivos.

Na frente do emprego, está prevista a criação de um Banco de Desenvolvimento e de uma caixa económica destinados a facilitar o crédito às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), assim como startups, através de medidas que incluem incentivos fiscais e redução da burocracia.

O reforço dos corredores logísticos e de transporte, bem como a interligação entre centros produtivos e mercados, é apontado como peça-chave para dinamizar a economia e integrar melhor as regiões do país.

No sector social, a proposta prevê investimentos em educação técnica e profissional, expansão da rede de saúde, melhoria do abastecimento de água e facilitação de acesso à habitação a preços acessíveis, numa tentativa de responder às necessidades dos grupos mais vulneráveis.

Embora recheado de boas intenções, o PQG 2025-2029 não foge à tradição dos documentos que dependem, em última instância, da vontade política efectiva, da qualidade da governação e da capacidade de execução, variáveis que a história recente do país aconselha a encarar com uma saudável dose de cepticismo.

Alemanha injeta 30 milhões de Euros em Nampula para reforçar resiliência social e económica

0

O Embaixador da República Federal da Alemanha em Moçambique, Ronald Muench, inicia hoje, 28 de Abril, uma visita de trabalho de três dias à província de Nampula, uma das regiões mais dinâmicas e afectadas pelas crises políticas e naturais do país.

Com uma carteira robusta de investimentos na ordem dos 30 milhões de Euros, aplicados em sectores estratégicos como deslocação interna, descentralização, acesso à energia limpa, formação técnico-profissional e desenvolvimento do sector privado, a Alemanha reafirma a sua aposta no potencial de Nampula como motor de transformação económica e social.

Durante a sua estadia, Muench irá manter encontros de alto nível com o novo elenco governativo provincial, nomeadamente o Governador Eduardo Abdula, o Secretário de Estado Plácido Pereira e o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nampula, Luís Giquira. Uma reunião com o presidente da Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM), João Ferreira, também consta da agenda, numa altura em que a descentralização das autarquias volta a estar sob os holofotes.

Segundo o diplomata, esta deslocação pretende escutar as vozes da população e avaliar no terreno o impacto dos projectos de cooperação germânica. “Nampula é uma província de imenso potencial económico e cultural. Volto para testemunhar como a nossa cooperação está a mudar vidas e reafirmar que a Alemanha permanece ao lado do povo de Nampula”, sublinhou Muench antes de embarcar para o norte do país.

Outro eixo sensível da visita será a crise humanitária. O Embaixador visitará o Centro de Refugiados de Maratane, onde se reunirá com famílias deslocadas e estudantes refugiados, testemunhando a dura realidade das populações que fogem da violência e das calamidades. Em Rapale, irá interagir com jovens deslocados beneficiários de programas de formação técnica implementados pela Cooperação Alemã (GIZ) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

SOFALA: Lourenço Bulha quer mais camponeses de Mafambisse no sistema de Segurança Social

0

O governador  da  província de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, apelou a uma integração mais activa dos camponeses  da  localidade de Mafambisse, no sistema de Segurança Social, no âmbito do regime de trabalhadores por conta própria (TCP). A ideia visa reforçar a política de inclusão que o  Governo tem vindo a implementar, com o objectivo de garantir a proteção social e efectiva dos camponeses.

O apelo foi feito há dias durante a visita de Bulha à feira que marcou a apresentação de uma nova unidade de processamento de arroz e entrega de insumos agrícolas, no posto administrativo de Mafambisse,  distrito de Dondo.

Na ocasião,  o governante  destacou  os avanços tecnológicos e legislativos do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), com realce para os métodos de pagamento electrónico, através de plataformas bancárias e de telefonia móvel, o que representa um passo importante rumo à modernização e acessibilidade do sistema.

Até ao primeiro trimestre de 2025, o INSS no distrito de Dondo já contabilizou 35.597 beneficiários, 941 contribuintes e 884 trabalhadores por conta própria registados, números que o governo espera continuar a aumentar.

 

Milhares de crianças beneficiam de alimentação escolar em Nampula

0

Nos últimos cinco  anos,  mais  de 22 milhões de refeições escolares (22.667.173) foram servidas diariamente a cerca de 93 mil alunos do ensino primário nos  distritos de  Muecate e Nacarôa,  província de Nampula.

A iniciativa surge  no  âmbito  do  projecto “(Juntos Educando as Crianças – Fase III)”, levado a cabo pela World Vision-Moçambique  em  parceria  com o Governo, com o objectivo de incentivar a frequência escolar, combater a fome e reduzir os índices de desnutrição infantil.

Durante o  seminário  de  encerramento  do projecto, realizado de 23 a 24 de Abril na cidade de Nampula, os intervenientes destacaram os resultados positivos da intervenção, que abrangeu 160 escolas primárias entre Outubro de 2019 e Setembro de 2024.

A alimentação escolar foi uma das principais estratégias do programa, complementada por ações de promoção de leitura, saúde e nutrição.

Anabela Munarapa, Chefe do Departamento de Assuntos Transversais na Direção Provincial da Educação, destacou na ocasião, o empenho do Governo em garantir a sustentabilidade das ações daquela organização não governamental.

“A continuidade é fundamental. Algumas escolas já produzem localmente os alimentos para  o lanche escolar. Além disso, os promotores dos campos de leitura serão contratados como alfabetizadores e os professores capacitados farão a réplica aos colegas”, referiu.

O encontro reuniu representantes governamentais, comunitários e parceiros, que reforçaram o apelo à inovação e à sustentabilidade dos  programas  de alimentação escolar, apontando a educação como um pilar para o desenvolvimento humano e social da província.

Baleado mas não quebrado, escreve Joel Amaral (MC-Trufafã)

3
Amado Povo de Deus;
Distintos Profissionais de Saúde do Hospital Central de Quelimane e do Centro de Saúde de Coalane;
Ilustres Funcionários do Conselho Municipal de Quelimane;
Companheiros e Compatriotas, do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico;
Respeitável Professor Doutor Manuel de Araújo, Edil de Quelimane;
Nobre Engenheiro Venâncio Mondlane, Presidente do Povo;
Estimado Doutor Dinis Tivane;
Queridos Munícipes da nossa amada Quelimane;
Distintos Órgãos de Comunicação Social, nacionais e internacionais;
Eternos Amigos e Irmãos de Portugal, Suécia, França, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Brasil, EUA, Itália, África do Sul, Malawi e tantos outros pontos do mundo.
No dia 13 de Abril de 2025, pelas 16h20, a minha vida foi tocada pela sombra da violência. Um acto brutal e covarde, levado a cabo por indivíduos ainda desconhecidos, tentou silenciar a minha voz e o meu ser. Na zona do Benedito Mussa, no bairro Residencial de Coalane, fui atingido por balas disparadas em plena luz do dia.
Contudo, no exacto momento em que a escuridão ameaçava tomar conta, Deus – o nosso Senhor dos Milagres – estendeu a Sua mão misericordiosa. Pessoas de bem, anjos em forma humana, correram em meu auxílio, levaram-me ao Centro de Saúde de Coalane e de seguida, ao Hospital Central de Quelimane. Lá, encontrei mãos firmes, corações compassivos e mentes sábias que não mediram esforços para salvar-me a vida.
A notícia do atentado espalhou-se como rastilho de pólvora, gerou ondas de indignação, protestos, solidariedade e amor. A todos vós que rezaram, choraram, marcharam, escreveram, cantaram ou simplesmente pensaram em mim – o meu coração diz: obrigado. O vosso gesto não tem preço, não tem medida. Só posso dizer, com humildade profunda: muito obrigado.
No leito do hospital, fui cuidado com dedicação por médicos, enfermeiros e agentes de serviço que, com vocação e coragem, colocaram o dom da medicina ao serviço da vida. Vocês são os verdadeiros heróis de jaleco branco. O vosso maior valor é, de facto, a vida.
Às confissões religiosas, às igrejas e aos seus líderes espirituais, o meu sincero reconhecimento pelas orações que subiram aos céus, pedindo pela minha cura.
Ao Professor Doutor Manuel de Araújo, a minha eterna gratidão pela nobreza do gesto de decretar três dias de luto solidário. Mesmo internado, ouvi as marchas, senti os passos do povo nas ruas, ouvi os cânticos e os gritos de revolta contra a intolerância política. Senti-me vivo, protegido, amado pelo povo. Ndhinotamalela Mbalaga, meu Pai Politico, companheiro de grandes batalha que enfrentamos para juntos tornar a Cidade de Quelimane uma marca Internacional.
Aos meus colegas do Conselho Municipal de Quelimane, obrigado pela força, pelas preces e pelo carinho constante.
Ao Engenheiro Venâncio Mondlane, irmão e líder do povo, o meu profundo apreço. A tua solidariedade ultrapassou o discurso político. Tu paraste a cidade e caminhaste com o povo por justiça. Mostraste que a política também pode ser feita com o coração.
Aos meus irmãos espalhados pelo mundo – em África, Europa, América e além – recebei este abraço que atravessa oceanos. O vosso carinho chegou até mim, e aqueceu o meu espírito.
Hoje, 25 de Abril, já em parte incerta, em companhia da  minha família, não poderia deixar este dia passar sem deixar-vos esta mensagem. Uma mensagem de esperança, de fé e de profundo agradecimento pois,  DEUS OPEROU MILAGRE EM MIM.
O meu coração está em paz. A luta pela vida continua. Mas sei que não caminho sozinho.
Estamos juntos, sempre.
ANAMALALA.
Com emoção, respeito e gratidão,
Do vosso irmão e amigo,
Joel Amaral – MC-TRUFAFÃ