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SuperSport garante direitos do Mundial de Clubes FIFA 2025 para Moçambique

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A SuperSport, através das plataformas DStv e GOtv, anunciou que transmitirá todos os 63 jogos do Campeonato do Mundo de Clubes da FIFA 2025 em directo para a África Subsaariana, incluindo Moçambique. O torneio, com novo formato expandido, decorre de 14 de Junho a 13 de Julho de 2025, nos Estados Unidos da América.

Nesta 21ª edição, que marca a maior alteração estrutural da competição, participam 32 clubes, entre os quais doze representantes europeus. O destaque nacional vai para Reinildo Mandava, que fará história ao tornar-se o primeiro moçambicano a disputar o Mundial de Clubes, representando o Atlético de Madrid.

Gigantes como o Manchester City, detentor do título, Real Madrid, Bayern de Munique, Chelsea, Paris Saint-Germain, Inter de Milão e FC Porto estarão igualmente em acção. Do lado africano, a presença do Mamelodi Sundowns, do Al Ahly, do Wydad AC e do Espérance de Tunis reforça a dimensão continental do torneio.

“Estamos orgulhosos por levar aos adeptos o melhor da acção desportiva mundial, e particularmente por colaborar com a FIFA na estreia do novo formato do Mundial de Clubes”, afirmou Jónia Presado, directora de Marketing, Comunicação e Relações Públicas da MultiChoice Moçambique.

A competição, vista por muitos como ensaio para o Campeonato do Mundo de 2026, promete uma nova dinâmica, replicando as recentes mudanças no formato das competições de clubes da UEFA. Para os adeptos, a expansão de sete para 32 equipas é recebida como uma oportunidade de maior espectáculo, embora críticos apontem riscos de saturação do calendário desportivo.

No que diz respeito à organização dos grupos, o Inter Miami CF, de Lionel Messi, integra um agrupamento competitivo com Al Ahly, Palmeiras e FC Porto. O Mamelodi Sundowns enfrenta o Fluminense FC, o Borussia Dortmund e o Ulsan HD, enquanto o Wydad AC terá pela frente adversários de peso como Manchester City e Juventus FC.

A SuperSport comprometeu-se a divulgar nos próximos dias todos os detalhes da programação para a transmissão do evento, prometendo cobertura completa para os assinantes da DStv e GOtv.

 

Quelimane endurece medidas contra lavagem de viaturas na via pública

A partir da próxima segunda-feira, 5 de Maio, a cidade de Quelimane irá proibir e penalizar todos os utentes que realizarem actividades de lavagem de veículos nas vias públicas, anunciou esta manhã o Comando da Polícia Municipal.

A decisão, sustentada nas alíneas a) e h) dos números 1 e 2 do artigo 121 do Código de Posturas Municipais, visa, segundo as autoridades, salvaguardar o uso adequado dos espaços públicos, tradicionalmente sobrecarregados por práticas desordenadas e ocupações informais.

Melo Gonçalves, porta-voz da Polícia Municipal, justificou a medida sublinhando que “os passeios e vias de acesso são destinados à circulação de pessoas e bens. Portanto, não podemos permitir que actividades como a lavagem de carros obstruam esses espaços, pois isso constitui uma violação da postura municipal”.

A medida, embora vista como necessária por alguns sectores, deverá encontrar resistência de parte dos operadores informais, para quem a lavagem de viaturas constitui uma fonte vital de rendimento num ambiente económico adverso.

Por enquanto, o Comando da Polícia Municipal promete uma fiscalização “inflexível”, mas ainda não detalhou que alternativas, se é que existem, serão oferecidas aos pequenos operadores impactados pela nova imposição.

 

Governo reforça aquacultura em Ribáuè com entrega simbólica de equipamentos

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O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, presidiu esta segunda-feira (28) à cerimónia de entrega simbólica de equipamentos e cheques gigantes no Distrito de Ribáuè, no âmbito do Projecto de Desenvolvimento da Aquacultura de Pequena Escala (PRODAPE).

O montante global entregue ascende a 979.775,49 meticais, destinados a beneficiar pescadores e pequenos produtores locais. A iniciativa visa apoiar a modernização da produção aquícola, promover o aumento da produtividade e reduzir os custos operacionais num sector ainda marcado por práticas tradicionais e limitada capacidade técnica.

Financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o PRODAPE arrancou em 2021 com um horizonte de execução de cinco anos. Em Nampula, beneficia mais de 3.500 famílias, das quais 1.200 pertencem ao distrito de Ribáuè — representando cerca de 34% do universo de beneficiários a nível provincial.

Durante o acto, Eduardo Abdula instou os beneficiários a utilizarem de forma criteriosa os meios e os recursos recebidos, alertando para a necessidade de assegurar a durabilidade dos equipamentos e a sua contribuição efectiva para o incremento da produção.

Apesar dos objectivos ambiciosos do PRODAPE — nomeadamente a redução da pobreza, o reforço da segurança alimentar e a geração de rendimento para as famílias rurais — o sucesso da iniciativa dependerá, em grande medida, da capacidade de organização das comunidades beneficiárias e do acompanhamento efectivo por parte das autoridades locais.

Actualmente implementado em sete províncias, o PRODAPE é apontado como um dos esforços para diversificar a economia rural moçambicana e reduzir a dependência de sectores mais vulneráveis às alterações climáticas e flutuações dos mercados internacionais.

Daniel Chapo defende revisão da Lei de Terra para garantir soberania e justiça social

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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, durante a abertura da X Sessão do  Fórum  de  Consulta sobre  Terras, à urgência de uma revisão abrangente da actual legislação, reforçando que “a terra é de todos nós como cidadãos moçambicanos, e pertence ao povo moçambicano”.

Sob o lema “Por um acesso equitativo,  posse segura,  uso sustentável da terra e outros recursos naturais, ao serviço da sociedade moçambicana”, o Chefe de Estado apelou à participação activa de todos os segmentos da sociedade, especialmente mulheres, jovens e líderes comunitários, na consolidação de uma nova visão de uso e gestão da terra.

O Presidente enalteceu os avanços recentes, como a aprovação da nova Política de Terras em 2022, e revelou aspectos  inovadores do Anteprojecto de Lei de Terras, que propõe a elevação do Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) a direito humano básico e patrimonial.

No seu discurso, Chapo f oi  categórico ao condenar  práticas ilícitas no sector fundiário, como a corrupção e a venda ilegal de terrenos. “Devemos, como nação, erradicar estas práticas nocivas que minam o desenvolvimento das nossas comunidades e do país”, alertou.

 

 

Apagão afecta Portugal e Espanha

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Um apagão de grandes proporções atingiu esta segunda-feira Portugal e Espanha, deixando milhões  de  pessoas sem  eletricidade.  Segundo informações avançadas pelo Euronews, ainda não são claras as reais causas do apagão.

Em território português, fontes oficiais  confirmaram que o corte foi de âmbito nacional, afectando serviços essenciais, transportes e  comunicações. Em Espanha, a situação foi igualmente crítica, com destaque para o aeroporto internacional de Barajas, em Madrid, que ficou temporariamente paralisado devido à falta de energia. Outros aeroportos e infraestruturas foram também impactados.

Relatos indicam que o apagão se  estendeu  para além  da Península Ibérica. Cidadãos em Andorra, no sul de França e até na Bélgica também registaram falhas, apontando para um problema mais vasto no sistema energético europeu.

 

TENSÃO RÚSSIA – UCRÂNIA: Putin agradece à Coreia do Norte pelo envio de tropas

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O presidente russo, Vladimir Putin, expressou publicamente sua gratidão à Coreia do Norte pelo envio de tropas para apoiar as forças  russas  na guerra contra a Ucrânia. Em um discurso recente, Putin destacou a “solidariedade” das tropas norte-coreanas, que desempenharam um papel significativo na defesa da região de Kursk.

De  acordo  com o OBSERVADOR,  o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump afirmou recentemente que “A Ucrânia está pronta para desistir da Crimeia; foi há 12 anos”.

A afirmação do líder dos EUA gera controvérsia, com críticos argumentando que ela poderia enfraquecer a posição da Ucrânia nas negociações de paz.

INSS: Prova de vida pode ser feita em casa

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O Instituto Nacional  de Segurança  Social (INSS) reforça que todos os pensionistas têm até o dia 9 de Maio para realizarem a prova anual de vida, procedimento essencial para garantir a continuidade do pagamento das pensões.

O INSS lembra que os pensionistas que, por motivo de saúde, se encontrem  impossibilitados  de se deslocar até aos locais habituais de atendimento, têm o direito de solicitar atendimento domiciliário.

Este serviço especial, previsto  nos  regulamentos da Segurança  Social, permite que a prova de vida seja feita em casa, desde que  a  condição  de saúde  do  pensionista  seja devidamente comprovada e comunicada aos serviços do INSS.

Para beneficiar deste apoio, os interessados ou seus familiares devem entrar em contacto com o INSS o mais breve possível, a fim de garantir que o processo  decorra  dentro do prazo estipulado.

Maputo tenta seduzir investidores árabes para sectores estratégicos

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Moçambique voltou a acenar com oportunidades de investimento além-fronteiras. Desta vez, foi o Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, quem, em nome do Governo, apelou ao capital dos Emirados Árabes Unidos para apostar em sectores estratégicos da economia nacional.

O convite foi formalizado durante o Fórum de Investimentos promovido pela Câmara de Comércio de Dubai, no âmbito da iniciativa “Novos Horizontes”, que visa reforçar a presença de investidores dos EAU em mercados emergentes.

Fredson Bacar destacou as potencialidades moçambicanas em áreas como o turismo, a agricultura, a energia e as infraestruturas, apresentando o país como um destino “de oportunidades” num contexto de reformas económicas e estabilidade institucional, embora, no terreno, os constrangimentos estruturais continuem a ensombrar o ambiente de negócios.

A aposta em capital estrangeiro, sobretudo em sectores considerados estratégicos, faz questionar até que ponto os novos investimentos irão beneficiar directamente as populações locais, em vez de apenas reforçar uma lógica de extracção de riqueza para fora das fronteiras nacionais?

O Executivo insiste na narrativa de que a atracção de investidores é uma alavanca para a criação de empregos, o aumento da receita fiscal e o crescimento sustentável. Contudo, a experiência passada  marcada por projectos emblemáticos que pouco impacto tiveram no desenvolvimento local  aconselha a uma abordagem mais crítica.

Num momento em que a diversificação económica é apontada como urgente para reduzir a dependência dos megaprojectos e da ajuda externa, Maputo procura, em fóruns, renovar as suas apostas.

 

Hollard distingue jovens talentos na 15ª Exposição Colecção Crescente

A 15ª edição da Exposição Colecção Crescente, iniciativa da Kulungwana – Associação para o Desenvolvimento Cultural, abriu oficialmente ontem com a consagração dos vencedores dos Prémios Hollard Futuros Melhores 2025 para Artistas, um dos poucos reconhecimentos consistentes do talento emergente moçambicano na área das artes plásticas.

De entre cerca de 100 jovens artistas, que apresentaram mais de 300 obras a concurso, o júri distinguiu Zerito Pedrito Sabão Pita (Zerito Sabão), Medgiss Ananias Mutombene (Medgiss Mutombene) e Carmen Maria Muianga como os vencedores da edição deste ano. Pinto Zulu e Yassmin Santos Forte receberam menções honrosas pelo mérito dos seus trabalhos.

A Hollard Moçambique, entidade patrona da exposição pelo sétimo ano consecutivo, aproveitou a ocasião para sublinhar o papel central da arte na construção de uma identidade colectiva, num país onde os desafios sociais e económicos tantas vezes relegam a cultura para um plano secundário. “A vossa dedicação, originalidade e visão artística não são apenas inspiradoras, são essenciais para a narrativa cultural de Moçambique”, sublinhou a seguradora em mensagem dirigida aos artistas.

Sob o tema “Tempo”, a mostra propõe uma reflexão sobre as memórias do passado, as inquietações do presente e as possibilidades de futuro, oferecendo ao público interpretações audazes que dialogam com a complexidade da identidade moçambicana contemporânea.

Os vencedores foram selecionados por um painel de jurados composto pela professora Alda Costa, Dana McFarlane (da White River Gallery) e a curadora Mieke Oldenburg, que, após uma nomeação inicial de dez artistas cada, deliberaram conjuntamente os premiados finais.

Desde a criação da plataforma, em 2019, a Hollard já reconheceu 12 jovens talentos com o prémio principal, e a Colecção Crescente tem vindo a afirmar-se como uma janela de visibilidade para uma geração de artistas que, fora de Maputo, enfrenta ainda sérias limitações de acesso a formação, exposição e mercado.

Num país em que a arte frequentemente sobrevive mais pela paixão dos criadores do que pelo suporte institucional, iniciativas como esta, embora louváveis, expõem também o vácuo de políticas públicas estruturantes para o sector cultural, deixando nas mãos de mecenas privados a árdua tarefa de preservar e projectar a criatividade nacional.

A 15ª Exposição Colecção Crescente está aberta ao público e promete, até ao seu encerramento, ser um espaço de encontro entre a arte, o tempo e a esperança.

Absa aposta nas rádios comunitárias para democratizar a literacia financeira

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Num país onde boa parte da população continua à margem do sistema bancário formal, o Absa Bank Moçambique lançou uma campanha de literacia financeira, apostando nas rádios nacionais e comunitárias como canais privilegiados para disseminar conhecimento. A iniciativa, que recorrerá ao formato de radionovelas em 12 línguas nacionais, pretende, segundo o banco, capacitar os cidadãos para uma gestão financeira mais consciente e segura.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 28 de Abril, o Absa garante estar comprometido com a construção de uma sociedade “financeiramente saudável e inclusiva”. O projecto visa, entre outros objectivos, estimular mudanças de comportamento, fomentar hábitos de poupança e divulgar oportunidades de acesso a serviços bancários básicos.

“Enquanto instituição financeira, aprimoramos mecanismos assertivos para melhorar o bem-estar económico das pessoas e do País”, afirmou Tânia Oliveira, directora de Marketing e Relações Públicas do banco, sublinhando que o acesso ao conhecimento financeiro é condição essencial para a autonomia dos cidadãos.

O recurso às rádios comunitárias, meios que continuam a ser a principal fonte de informação para a maioria da população moçambicana, surge como uma aposta estratégica do banco para penetrar em zonas rurais e periurbanas, onde o sistema financeiro tradicional pouco ou nada chega. Num contexto em que a exclusão financeira alimenta ciclos de pobreza e dependência, a iniciativa, se bem executada, pode contribuir para alterar um cenário de fragilidade crónica.

Contudo, a aposta do Absa também não escapa a leituras pragmáticas: para além da promoção da inclusão, a campanha representa uma janela para o fortalecimento da sua presença no mercado, num momento em que as instituições bancárias se deparam com o desafio de expandir a sua base de clientes num ambiente económico adverso.

Ao adaptar conteúdos à realidade linguística e cultural do país e recorrer a formatos populares como a radionovela, o banco adopta uma abordagem que reconhece as vivências locais. A dúvida que persiste é se esta acção será suficiente para inverter o quadro estrutural de baixa literacia financeira, ou se se limitará a mais uma operação de cosmética institucional num mar de boas intenções.