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PGR reafirma o compromisso no combate à corrupção e à delapidação do patrimônio Público

O Procurador-Geral da República (PGR), Américo Julião Letela, reiterou a determinação da instituição em intensificar o combate à corrupção e a todas as formas de delapidação do património público que comprometem o desenvolvimento do país. A declaração foi feita durante a apresentação da Informação Anual do PGR, no Parlamento, nesta terça-feira.

Letela destacou que, apesar dos desafios enfrentados na consolidação institucional, a melhoria dos recursos humanos continua a ser um dos maiores obstáculos. “O desenvolvimento dos recursos humanos ainda não atende plenamente à demanda dos cidadãos, mas foi possível registar um crescimento de 8,4%”, afirmou o PGR, reconhecendo os avanços, mas reforçando a necessidade de mais esforços para suprir as carências no setor público.

Para superar esses desafios, o PGR sublinhou a importância de capacitar os funcionários do Ministério Público por meio de ações de formação contínua. “A melhoria na qualidade da intervenção tem sido visível, especialmente no que diz respeito ao cumprimento da nossa missão”, declarou Letela, frisando que a capacitação técnica é essencial para fortalecer a atuação da instituição.

O PGR também anunciou planos para a criação de uma Escola do Ministério Público, com o objetivo de especializar magistrados e outros quadros em áreas específicas, como a criminalidade organizada. “A sofisticação da criminalidade exige uma resposta à altura, e a criação da Escola visa garantir a formação contínua e especializada dos nossos profissionais”, afirmou Letela, que expressou o compromisso de sua instituição com a justiça e o bem-estar social do país.

No que tange à criminalidade, Letela revelou que a PGR irá aprimorar a fiscalização dos atos processuais da polícia e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). O objetivo é assegurar o cumprimento dos prazos legais, a legalidade das detenções e a observância dos direitos fundamentais durante as investigações e instruções processuais.

O PGR reforçou ainda o papel do Ministério Público na ação penal, destacando a responsabilidade pela qualidade das investigações e a necessidade de responsabilizar todos os envolvidos em crimes, desde os autores materiais até aos cúmplices. “Nossa missão é garantir a responsabilização de todos os envolvidos, sendo que os outros órgãos também têm de atuar dentro de suas competências, inclusive em termos civis, disciplinares e financeiros”, disse Letela.

Em relação ao combate à corrupção, o PGR afirmou que a principal estratégia tem sido a prevenção, com foco na educação da sociedade sobre os malefícios da corrupção. “A construção de uma sociedade íntegra e com elevados valores de ética passa pela educação e sensibilização, que são fundamentais para um futuro mais justo e transparente”, concluiu o PGR.

MOZAL garante bolsas de estudo para 40 Estudantes da UEM

O Programa “Mulher na Indústria” da MOZAL anunciou a concessão de 40 bolsas de estudo a estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), para o ano letivo de 2025. A iniciativa visa apoiar a formação superior e o desenvolvimento de competências, com destaque para a inclusão de mulheres em cursos de engenharia, um sector tradicionalmente dominado por homens.

Dos 40 beneficiários, 25 são raparigas admitidas para cursos de engenharia, alinhando-se ao objectivo da MOZAL de aumentar a representação feminina em áreas industriais. A empresa considera essa medida como um passo importante para a promoção da igualdade de gênero e para a capacitação das mulheres, que, conforme destacado pela companhia, são um motor essencial para o crescimento e inovação no sector industrial.

O evento, realizado no Campus Universitário da UEM, no Complexo Pedagógico, contou com a presença de várias autoridades académicas, bem como membros da direcção da MOZAL. O reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, sublinhou o impacto positivo da parceria com a MOZAL, sublinhando não apenas a relevância das bolsas, mas também a importância da colaboração entre o sector privado e as instituições de ensino superior no país.

O Presidente do Conselho de Administração da MOZAL, Samuel Samo Gudo, afirmou que a companhia tem como principal meta o aumento da inclusão feminina em sectores industriais. “A participação das mulheres em áreas como a engenharia é crucial para o desenvolvimento sustentável de Moçambique. O nosso compromisso é garantir que mais raparigas tenham acesso a essas oportunidades”, afirmou.

Joyce Amino, engenheira da MOZAL formada em 2019 com apoio do programa de bolsas da empresa, esteve presente na cerimónia e compartilhou a sua experiência. A engenheira incentivou as beneficiárias a se projetarem para o futuro, destacando a importância da excelência profissional no desenvolvimento de uma carreira de sucesso.

Além das 25 mulheres, o programa também beneficiou 5 estudantes com necessidades especiais e 10 rapazes de diversas províncias de Moçambique, que irão frequentar cursos nas áreas de letras e ciências sociais. A MOZAL reforça que a diversidade e inclusão são princípios fundamentais no seu programa de responsabilidade social.

Desde 2018, cerca de 400 estudantes foram contemplados com as bolsas de estudo financiadas pela MOZAL, com 26 já graduados e 17 inseridos no mercado de trabalho. A cerimónia de entrega das bolsas é um reflexo do compromisso da empresa com o desenvolvimento educacional e a promoção de uma sociedade mais justa e equitativa.

 

Chapo activa fase operativa do Diálogo Nacional: “Unidos, do Rovuma ao Maputo, debatermos Moçambique”

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou esta quarta-feira, em Maputo, o início da fase operativa do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, após a aprovação unânime e por aclamação de três instrumentos fundamentais: o Plano de Acção, os Termos de Referência para a selecção de representantes da sociedade civil e o Regulamento de Funcionamento da Comissão Técnica.

“Chegamos à conclusão que aquilo que era da responsabilidade do Chefe do Estado foi feito”, afirmou o Chefe de Estado, enfatizando que o país entra agora numa etapa decisiva para envolver todos os moçambicanos no debate sobre o seu futuro político e social.

As declarações foram prestadas à imprensa depois de mais uma ronda de diálogo político no Gabinete da Presidência da República, com a presença dos signatários do Compromisso firmado a 5 de Março último. Chapo disse que o compromisso foi submetido à Assembleia da República, cumprindo uma das obrigações presidenciais. “Foi aprovado por unanimidade e aclamação, portanto, por todos os deputados da Assembleia da República e todas as bancadas”, recordou.

Após a aprovação, o Presidente informou que promulgou e mandou publicar a Lei que institucionaliza o compromisso, cumprindo na íntegra os trâmites legais. “Promulgámos a Lei e mandámos publicar”, disse, apontando que só após esta formalização foi possível convocar o encontro para avaliar os progressos e definir os próximos passos.

Na ocasião, foi revelado que a Comissão Técnica elaborou os três instrumentos orientadores do processo. O primeiro, o Plano de Acção, estabelece o cronograma e a metodologia de trabalho para os próximos anos. “Achamos que a base para um Plano de Acção estava, portanto, elaborada […], e havia necessidade de aprovarmos o Plano de Acção”, explicou.

O segundo instrumento aprovado foram os termos de referência para a selecção de “pelo menos três personalidades da sociedade civil de reconhecido mérito, responsabilidade e competência”, como estipulado no compromisso. Os critérios de escolha foram acordados previamente, e o documento foi aprovado por consenso.

O terceiro documento aprovado foi o Regulamento de Funcionamento da Comissão Técnica, que define a estrutura interna, procedimentos e competências deste órgão. Durante a sua análise, foi introduzida uma alteração: a substituição da figura de “fiscal” pela de “vice-relatora”, ficando a fiscalização a cargo dos quatro membros da chefia. “Achamos que devia sair a figura de fiscalização […] com competências exercidas pela chefia da Comissão Técnica”, justificou o Presidente.

Chapo indicou que a decisão segue modelos similares já usados, como na Comissão de Reflexão sobre o Modelo de Governação Descentralizada (CREMOD), garantindo maior equilíbrio e responsabilidade partilhada.

Classificando o encontro como produtivo, o Chefe de Estado assinalou que a reunião permitiu consolidar o entendimento entre as partes e reafirmar o compromisso com a continuidade do processo. “Foi feita esta análise durante este período, que foi feita do dia 5 de Março até hoje”, referiu.

No encerramento da sua intervenção, Chapo sublinhou que o objectivo do diálogo é mobilizar o país de forma ampla. “Este diálogo nacional, inclusivo, possa acontecer do Rovuma ao Maputo, a todos os níveis, todos os estratos sociais possam participar […]”, defendeu, apontando a construção de consensos como caminho para a estabilidade.

O Presidente aproveitou para agradecer às lideranças políticas e aos candidatos às últimas eleições pelo papel construtivo desempenhado até agora. “Queremos consolidar a paz, consolidar a reconciliação e também a harmonia entre a sociedade moçambicana. O nosso objectivo é, unidos, do Rovuma ao Maputo, debatermos Moçambique para que possamos desenvolver este nosso país em paz, em harmonia e em segurança”, concluiu.

Vrooman despede-se com apelo à continuidade da cooperação: “Estamos juntos”, diz diplomata norte-americano

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta quarta-feira, em Maputo, o compromisso de Moçambique com o aprofundamento das relações com os Estados Unidos da América, durante uma audiência concedida ao embaixador norte-americano, Peter Hendrick Vrooman, que termina a sua missão diplomática no país.

Em declarações à imprensa no final do encontro, Vrooman fez um balanço positivo da sua passagem por Moçambique, sublinhando os ganhos obtidos no reforço da parceria bilateral. “Há 50 anos de cooperação e de parceria entre Moçambique e os Estados Unidos da América. Como muitos outros países que vão festejar este ano, nós também”, afirmou.

O diplomata considerou que a audiência foi uma oportunidade para rever os marcos históricos da relação entre os dois países e perspectivar novos caminhos. “Falámos sobre os desafios, mas também sobre os sucessos desta relação. E olhámos para o futuro, olhando para a esperança.”

Vrooman reafirmou particularmente “a importância do investimento de quase cinco mil milhões de dólares norte-americanos na área de gás”, referindo-se ao papel estratégico do sector energético no crescimento económico de Moçambique. Sublinhou, contudo, que a cooperação vai além da energia. “Também eu mencionei a continuação de alguns programas que nós temos na área de assistência humanitária, que continua. Mas também nós falámos sobre os desafios.”

Entre os programas em curso, o diplomata deu especial destaque ao PEPFAR – o Programa de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do Sida – que classificou como essencial: “Um programa que salva vidas de muitas pessoas no país.”

Demonstrando empatia com a realidade moçambicana, Vrooman enalteceu o espírito de resiliência do povo e a postura positiva do Presidente da República. “Eu penso que o seu optimismo é muito importante. Porque, como menciona o Hino Nacional, ‘pedra a pedra construído o novo dia’. E esta ideia, eu penso que vamos trabalhar neste sentido e estamos juntos.”

Questionado sobre o futuro da relação entre os dois países após a sua partida, o diplomata respondeu sem hesitação: “Eu penso que sim. E mesmo quando eu termino a minha missão, nós vamos continuar.”

O embaixador norte-americano sublinhou ainda a necessidade de dinamizar o sector privado como motor do desenvolvimento, encorajando o envolvimento de investidores nacionais e estrangeiros. “Sobretudo esta ideia da abertura, olhando para o sector privado, o sector privado moçambicano, também o sector privado americano e de outros países, pode beneficiar o povo moçambicano no futuro.”

Vrooman encerrou as suas declarações advogando o papel das infra-estruturas como alicerce do progresso. “Investimento nas estradas, nas pontes, nas outras áreas de infra-estrutura é muito importante para fazer o crescimento económico do país. Eu penso que Sua Excelência, Presidente, também é de acordo com esta óptica sobre as possibilidades do país aqui, neste momento.”

 

Chapo despede-se de embaixador chinês

Diplomata destaca frutos da cooperação e defende mais investimento

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta quarta-feira, no seu gabinete, o embaixador da República Popular da China, Wang Hejun, que termina o seu mandato diplomático iniciado em 2020. A audiência serviu para uma despedida formal e para fazer o balanço dos avanços alcançados nas relações entre os dois países.

Em declarações à imprensa, Wang Hejun fez questão de sublinhar o clima de cordialidade e confiança mútua que marcou o período em que esteve colocado em Maputo. “Estou muito feliz de terminar o meu mandato, e eu já volto para a China na próxima semana. Eu estou muito honrado por ter contribuído para o desenvolvimento das relações de amizade entre os dois países”, declarou.

O diplomata destacou a solidez da cooperação sino-moçambicana, considerando que os dois países têm beneficiado de uma relação de longa data, com resultados cada vez mais visíveis. “A nossa amizade entre os dois países tem uma longa história e está a ter cada vez mais frutos. E nos últimos anos temos profundos avanços nas cooperações nas várias áreas”, referiu.

De acordo com Wang Hejun, o volume de comércio bilateral entre China e Moçambique atingiu 5,6 mil milhões de dólares norte-americanos em 2024, ao passo que os investimentos chineses acumulados ultrapassam os 9,5 mil milhões de dólares. “Tem muitos mais frutos tangíveis. Por exemplo, a ponte Maputo-KaTembe, e também os edifícios da Presidência e do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação são os frutos concretos das nossas cooperações”, recordou o diplomata.

Wang sublinhou ainda o papel de Moçambique nos palcos internacionais como parceiro estratégico da China. “Claro que nas questões relacionadas aos interesses substanciais da China a China também tem obtido frequentemente o apoio do amigo Moçambique”.

Quanto ao futuro das relações entre os dois países, Wang Hejun mostrou-se optimista e apontou novas áreas de possível expansão da cooperação bilateral. “Por isso temos ainda muita potencialidade nas cooperações bilaterais. Por exemplo, nas áreas da agricultura, indústria e construção das infra-estruturas ainda podemos discutir mais possibilidades de cooperação”.

O diplomata reconheceu o potencial de desenvolvimento económico de Moçambique e as vantagens comparativas do país na região. “Eu acho que Moçambique tem muitos avanços e muitas potencialidades de desenvolvimento. Por exemplo, Moçambique tem uma localização muito vantajosa, e porque vários países vizinhos têm usado os portos aqui de Moçambique”.

E concluiu com um tom esperançoso: “Moçambique também tem muitas terras aráveis para desenvolver ainda. Moçambique também é um país rico em minerais, sobretudo o stock de gás natural, pois Moçambique está entre os maiores países do mundo. E o stock de titânio, carvão e outros minerais também são abundantes. Isto constitui uma base sólida para o futuro desenvolvimento de Moçambique. Acredito que com uma situação política estável Moçambique sempre vai ter uma boa perspectiva de desenvolvimento no futuro”.

Beira mantém tradição de valorizar trabalhadores com entrega de cabaz a mais de 2800 funcionários

Beira – Numa altura em que grande parte das autarquias do país assinala de forma simbólica o Dia Internacional do Trabalhador, o Conselho Municipal da Beira (CMB) volta a destacar-se como o único município que mantém, de forma consistente, uma política de valorização prática da sua massa laboral. Esta terça-feira, 30 de Abril, a edilidade procedeu à entrega de cabazes alimentares a todos os seus funcionários, num universo que ultrapassa os 2800 trabalhadores.

A medida, já tradicional na autarquia beirense, integra as celebrações do 1.º de Maio e é composta por produtos alimentares de primeira necessidade, como arroz, óleo, farinha, açúcar, entre outros bens essenciais, destinados a apoiar os agregados familiares dos servidores municipais.

Trata-se de uma prática iniciada pelo saudoso edil Daviz Simango, cuja visão de um município centrado nas pessoas instituiu uma cultura de reconhecimento e respeito pelos trabalhadores da função pública local. Esta linha de actuação tem sido mantida e consolidada pela actual liderança de Albano Carige, que, apesar dos constrangimentos financeiros e operacionais, insiste em não abdicar de políticas que reafirmem o valor do servidor municipal.

“É mais do que um cabaz. É um sinal de que, aqui, o trabalhador não é invisível”, disse ao Txopela uma funcionária afecta ao Departamento de Saúde e Acção Social, visivelmente emocionada com o gesto.

Fontes da edilidade garantem que a iniciativa foi preparada com antecedência, envolvendo fornecedores locais e logística interna, num esforço de compromisso da gestão municipal com o bem-estar da sua força laboral. Embora os valores exactos não tenham sido revelados, apurámos que a operação representou um esforço financeiro robusto para os cofres do município.

O Txopela sabe ainda que, ao longo dos últimos anos, o município da Beira tem sido uma rara excepção no panorama nacional, ao implementar acções concretas de valorização do trabalhador público, numa conjuntura em que muitos municípios enfrentam dificuldades para sequer manter os salários em dia.

 

‘Mulheres que inspiram’: Access Bank destaca liderança feminina em campanha nacional

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No âmbito do Mês da Mulher, o Access Bank Mozambique está a promover uma campanha sob o lema ‘Mulheres que Inspiram’. A temática está alinhada com o tema global do Dia Internacional da Mulher – ‘Accelerate Action’, e com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, destacando a igualdade de género.

A campanha visa dar visibilidade às mulheres que, diariamente, fazem a diferença nas suas famílias, locais de trabalho e comunidades. Mulheres que lideram, constroem, transformam e impulsionam o desenvolvimento rumo a uma sociedade mais equitativa.

Como ponto de partida simbólico, o Banco ofereceu, no início do mês, capulanas às suas colaboradoras, um elemento representativo da cultura e identidade moçambicanas, e incentivou todos os colaboradores a usarem uma peça de vestuário com capulana, celebrando assim a diversidade e o orgulho cultural.

Ainda no âmbito das celebrações internas, o Access Bank organizou, no dia 9 de Abril, uma palestra para todos os colaboradores sobre “Inteligência Emocional para a Mulher: Gerir Emoções, Inspirar com Acções”. A acção foi conduzida pela Drª Yanina, médica neurologista e especialista em Psicologia Positiva e Neurociência, tendo sido impactante ao promover mudanças de atitude dos colaboradores no local de trabalho.

No campo da responsabilidade social, foi realizada uma doação de kits de higiene menstrual, compostos por 200 colectores menstruais reutilizáveis, a 100 jovens do orfanato Lar Madre Maria Clara, em Maputo. A iniciativa teve lugar no dia 19 de Abril e visou promover a permanência escolar das raparigas, enquanto incentiva práticas sustentáveis. Os colectores menstruais contribuem para que as alunas não abandonem a escola por falta de acesso a produtos de higiene descartáveis, oferecendo uma alternativa duradoura, com uma vida útil de até 10 anos.

Para além da doação, o Banco promoveu uma sessão de literacia financeira, incentivando as melhores práticas de poupança. No final, testou os conhecimentos adquiridos pelas jovens e premiou as participantes com melhor desempenho com kits de poupança.

Fora do espaço institucional, o Banco vai ainda levar a cabo uma iniciativa nacional denominada ‘Market Storm’, que abrange os principais mercados das regiões norte, centro e sul do país. Esta acção visa promover o acesso ao crédito para mulheres empreendedoras. Pretende, também, divulgar a ‘WInitiative’, uma solução financeira especialmente concebida para apoiar o segmento feminino. Estão, igualmente, previstas acções de literacia financeira e prestação de serviços básicos de saúde à população.

“No Access Bank, acreditamos que o progresso da sociedade depende do empoderamento de todos os seus membros, especialmente das mulheres. Celebrar o Mês da Mulher é reconhecer e amplificar o papel transformador que elas têm no nosso Banco, nas comunidades e no país”, considera Chiwetalu Obikwelu, Administrador Delegado Interino do Access Bank Mozambique. O mesmo responsável reforça, também, que “o Grupo Access mantém firme o compromisso com a inclusão, a igualdade e o desenvolvimento sustentável, reflectido no índice de paridade de género do Banco: 53% homens e 47% mulheres”.

A campanha “Mulheres que Inspiram” está a decorrer em vários canais de comunicação, incluindo redes sociais, outdoors e plataformas digitais, com enfoque nas colaboradoras do Banco, protagonistas da campanha. Esta estratégia reforça o compromisso do Access Bank com a valorização interna, a diversidade e a inclusão.

Absa Bank eleito pela Euromoney como a “Melhor Banca Privada Internacional de Moçambique”

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O Absa Bank Moçambique foi recentemente distinguido com o prémio de “Melhor Banca Privada Internacional de Moçambique” nos prestigiados Euromoney Private Banking Awards 2025. Esta conquista reafirma a liderança do Absa no segmento da Banca Privada no País e consolida o seu compromisso com a excelência e a inovação.

A Euromoney, uma conceituada publicação britânica de negócios e finanças, avalia anualmente as melhores instituições financeiras a nível global, valorizando a qualidade dos serviços, a inovação e a experiência do cliente.

Pedro Carvalho, CEO do Absa Bank Moçambique comentou sobre a distinção:

“Este prémio é um reflexo do nosso compromisso inabalável em proporcionar uma experiência bancária distinta, personalizada e verdadeiramente centrada nas necessidades únicas dos nossos Clientes. No Absa, estamos ao lado dos nossos Clientes em todas as etapas da sua jornada financeira, oferecendo soluções que preservam, fazem crescer e perpetuam o seu património.”

O Absa Bank Moçambique disponibiliza uma oferta integrada de serviços de Banca Privada, desenhada para responder às necessidades específicas de Clientes de elevado valor patrimonial. Combinando um profundo conhecimento do mercado local com a solidez e alcance internacional do Grupo Absa, o Banco proporciona soluções de gestão de património inovadoras, personalizadas e orientadas para a criação de valor a longo prazo.

Focado em oferecer uma experiência de excelência, o Absa Bank Moçambique privilegia uma abordagem centrada no Cliente, assente no aconselhamento especializado, numa oferta de produtos financeiros diferenciadores e num serviço altamente personalizado. Esta estratégia contínua de evolução e inovação garante que cada Cliente beneficia de soluções ajustadas ao seu perfil e aos seus objectivos financeiros e patrimoniais.

O reconhecimento atribuído pela Euromoney constitui mais uma demonstração do compromisso do Absa Bank Moçambique em ser o parceiro de eleição para Clientes que valorizam a excelência, a inovação e a confiança na gestão do seu património.

PGR de Moçambique: é preciso ter lata e pouca vergonha na cara

 Quando um Procurador Geral da República, um dos pilares de um Estado de Direito, fala na Assembleia da República e transmite informações gravíssimas com um desplante total e flagrante, está tudo dito e redito…sobre o estado a que chegou a Nação, a moçambicana.

  Para nos situarmos, respigo as principais palavras dessa indecente quão patética figura, o sr. Dr. Américo Letela que admitiu dificuldades para identificar e neutralizar os mandantes dos crimes de raptos no país, tendo denunciado o envolvimento de membros da polícia e de magistrados no crime.

  E rematou da forma mais vergonhosa para o cargo que exerce: “Continuamos a registar situações de algumas pessoas com responsabilidade na prevenção e combate deste crime, como por exemplo alguns agentes da Polícia da República de Moçambique, que se envolvem na preparação, facilitação e execução de raptos, bem como magistrados que, motivados por esquemas de corrupção, garantem a impunidade ou favorecem os infractores, por via das suas decisões“.

  Esta lata de dizer o que é óbvio é, também, de quem não tem vergonha na cara que deveria, e sem papas na língua, ter dito qualquer coisa como isto: vou empenhar-me no combate a esta organização mafiosa que não pode controlar e estar presente na sociedade moçambicana.

  Américo Letela das duas uma: ou faz parte desse gang de foras da lei ou está apoderado por ele, por essa franja de criminosos que já manda e controla o Estado sem que ninguém a investigue, a identifique e prenda os seus membros para erradicar da sociedade moçambicana um dos seus, entre muitos, cancros que arrasam e danificam a sua coluna dorsal. Sem isso nunca Moçambique se poderá fazer ao caminho do desenvolvimento para, e de uma vez por todas, dar dignidade humana ao seu povo.

  Um Estado que está na mão de um grupo desse tipo, assim como no da corrupção que continua a cavalgar todo e qualquer departamento do mesmo Estado, prejudicando a vida da Nação e de todos, não é Estado não é nada…é um amontoado de pessoas, de povo, que segue errante, descontrolado, sem esperança e sem horizonte de vida. Aliás, segredam-me que são figuraças do regime que fomentam e estão na crista de toda essa mancha de criminalidade.

  Este Procurador-Geral da República, a de Moçambique, em qualquer parte do Mundo seria investigado e, depois, despedido. Para além de ser aparelhista, ou seja, do partido do Governo, fazendo-lhe as vontadinhas, não tem categoria profissional e pessoal para estar nesse cargo. Não presta, cumpre calendário. Nada mais… António Barreiros, Jornalista

Enfermeiros do Hospital Central de Quelimane questionam legitimidade e benefícios da Ordem Profissional

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Realizou-se na quarta-feira, 23 de Abril, no Hospital Central de Quelimane (HCQ), um encontro entre representantes da Ordem dos Enfermeiros de Moçambique (OEMO) na Zambézia e profissionais de enfermagem daquela unidade hospitalar, numa tentativa de debater temas estruturantes que há muito geram tensão dentro da classe.

A reunião, que decorreu após o fracasso de uma tentativa anterior que não chegou a consensos, ficou marcada por duras críticas dirigidas à OEMO. No centro das inquietações esteve a legalidade da própria Ordem e a obrigatoriedade da inscrição, exigida mesmo para profissionais que manifestam reservas quanto ao funcionamento e utilidade da organização.

Durante os debates, vários enfermeiros expressaram descontentamento com a cobrança de quotas, incluindo valores retroactivos, sem que haja, segundo os mesmos, uma contrapartida clara em termos de defesa dos seus interesses, sobretudo em contextos críticos como greves, suspensões ou processos disciplinares.

Alguns participantes defenderam que os fundos canalizados à OEMO seriam melhor aplicados na APSUM – uma associação alternativa, não estatutária, que, segundo os proponentes, tem dado provas de maior compromisso com os direitos laborais e dignidade profissional dos enfermeiros.

Em resposta, a equipa da OEMO na Zambézia comprometeu-se a encaminhar as preocupações às instâncias superiores da organização, garantindo que os questionamentos apresentados serão considerados nas futuras tomadas de decisão.