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Ministério da Justiça trava nome do partido de Venâncio Mondlane, invocando riscos de fragmentação nacional

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Num despacho politicamente sensível, o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos ordenou ao político Venâncio Mondlane que altere, no prazo de 30 dias, a sigla “Anamalala”  proposta para o partido que intenta criar  por considerar que a mesma carrega conotações linguísticas e culturais que podem ferir os princípios de unidade nacional consagrados na Constituição da República.

O documento, datado de 28 de Maio e assinado pelo titular da pasta, Mateus Saíze, a que o Txopela teve acesso, afirma que a expressão Anamalala, oriunda da língua macua, falada sobretudo em Nampula, tem já um “significado linguístico relevante para os que nela se comunicam”, traduzindo-se em “acabou” ou “vai acabar”. Esta expressão, amplamente utilizada por Mondlane durante a campanha eleitoral de 2024 e nas manifestações subsequentes, acabou por se tornar um dos motes da contestação política aos resultados das eleições, que o próprio não reconheceu.

O Ministério invoca que, por carregar um simbolismo étnico-linguístico particular, a utilização da expressão como sigla partidária colide com o artigo 52 da Constituição e com a Lei dos Partidos Políticos, que vedam a criação de formações com fundamentos étnicos, regionais ou confessionais, em defesa da unidade e coesão do Estado moçambicano.

“O facto de esta ter um significado como parte de uma língua local obsta à sua utilização como sigla do partido, pois tal recai em aspectos étnico-linguísticos, o que viola a Constituição e a Lei dos Partidos”, lê-se no ofício oficial.

Além da questão da sigla, o Ministério aponta ainda “inadequação de fundo” em alguns dos princípios estatutários submetidos, considerando-os desalinhados com o quadro constitucional e legal vigente. A criação formal do partido, por ora, está suspensa até que Venâncio Mondlane e os seus proponentes introduzam as alterações exigidas, que incluem não apenas a redefinição do nome, mas também o alinhamento estatutário aos princípios que regem o sistema partidário moçambicano.

Um projecto partidário nas cordas?

O surgimento do Anamalala tem sido acompanhado de perto pelos observadores políticos, uma vez que representa a tentativa de Mondlane  dissidente da RENAMO e ex-candidato presidencial  de se afirmar como força política independente num cenário cada vez mais polarizado. Durante a campanha de 2024, o slogan “Anamalala” tornou-se símbolo de resistência, particularmente nas províncias do centro e norte do país, onde Mondlane conquistou forte adesão popular.

Fontes próximas ao Ministério da Justiça referiram ao Txopela que a preocupação do Executivo reside sobretudo no potencial de “regionalização do discurso político”, à luz das tensões históricas que marcaram a construção do Estado moçambicano pós-independência.

“O país não pode regressar à lógica de partidos regionais. A Constituição é muito clara nesse aspecto”, explicou uma fonte sénior ligada ao Ministério.

Por agora, Venâncio Mondlane ainda não se pronunciou publicamente sobre o teor do despacho. Contudo, é sabido que no passado dia 9 de Junho manteve um encontro com o ministro Mateus Saíze, em Maputo, durante o qual foi informado do andamento da análise ao seu processo de legalização partidária.

“O ministro garantiu que o processo está a ser analisado com o devido rigor e que, brevemente, será emitido um despacho oficial sobre o assunto”, escreveu Mondlane na sua página do Facebook após o encontro.

O prazo de 30 dias começa a contar a partir da notificação, e o desfecho poderá redefinir o espaço de manobra política de Venâncio Mondlane num ano ainda marcado pelas consequências do último ciclo eleitoral e pela expectativa de novas movimentações no xadrez partidário nacional.

Nampula capacita vendedores para modernizar mercados e melhorar serviços à população

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O Conselho Municipal da Cidade de Nampula está a implementar uma série de formações dirigidas aos vendedores que vão explorar bancas no Mercado dos Belenenses, atualmente em processo de requalificação. A iniciativa visa profissionalizar os operadores do mercado e elevar a qualidade dos serviços prestados aos consumidores.

As capacitações cobrem áreas essenciais como gestão de mercados, manuseamento e segurança alimentar, preservação ambiental e nutrição. Durante as sessões, que acontecem numa sala do Edifício do Santo Egídio, os comerciantes recebem orientações sobre boas práticas de higiene, conservação de alimentos, gestão de resíduos sólidos, além de noções básicas de contabilidade e atendimento ao cliente.

A ação, que deverá beneficiar cerca de 200 vendedores, conta com o apoio técnico de especialistas em saúde pública, nutrição e meio ambiente, sendo promovida em parceria com a GAIN e a autarquia local.

Apesar do entusiasmo dos participantes, muitos solicitaram melhorias nas infraestruturas dos mercados, incluindo acesso a água potável, saneamento básico e espaços adequados para venda, como complemento necessário para o sucesso da profissionalização.

Embaixadora da Holanda visita Vila Real para acompanhar projecto de habitações para jovens

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A embaixadora do Reino dos Países Baixos em Moçambique, Elsbeth Akkerman, esteve ontem, 12 de junho, na Vila Real, no Posto Administrativo de Inhamizua, para avaliar as obras de construção de habitações acessíveis, destinadas sobretudo a jovens.

Acompanhada pelo edil da Beira, Albano Carige, a visita teve como objetivo verificar o andamento do projeto habitacional que pretende mitigar a crise de moradia na região, oferecendo alternativas mais acessíveis para a camada jovem da população.

Esta ação reforça a cooperação entre o município da Beira e parceiros internacionais no combate aos desafios da urbanização acelerada, principalmente no que diz respeito à habitação social.

Três novos rostos integram Comissão Nacional dos Direitos Humanos

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, vai conferir posse, esta sexta-feira (13), a três novos membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), em cerimónia marcada para as 09 horas, na capital do país.

António José Amélia, Rosália Celestino Lumbela e Adérito Stélio Zimba foram indicados pela Assembleia da República para reforçar aquele órgão independente, que tem como missão monitorar e defender os direitos fundamentais dos cidadãos em Moçambique.

Fontes próximas do processo apontam que esta recomposição da CNDH surge num contexto de crescente pressão sobre as instituições nacionais para garantir maior vigilância e actuação efectiva na defesa dos direitos humanos, num país onde subsistem denúncias recorrentes de violações, sobretudo nas zonas afectadas pelo conflito armado e deslocações forçadas.

A Presidência da República destaca que a nomeação dos novos membros representa um passo no sentido de fortalecer o sistema nacional de direitos humanos, alinhando o país com os compromissos internacionais assumidos em matéria de justiça, igualdade e inclusão social.

A CNDH, criada por força da legislação nacional, tem enfrentado críticas pela sua alegada fraca capacidade de intervenção em situações críticas, sobretudo no norte do país. Com a entrada dos novos membros, espera-se um impulso à actuação da Comissão, sobretudo no acompanhamento de casos sensíveis e na emissão de relatórios mais consistentes e abrangentes.

A tomada de posse acontece num momento em que o Governo moçambicano procura projectar uma imagem de maior compromisso com a dignidade e protecção dos direitos dos seus cidadãos.

Moçambique e Coreia do Sul estreitam cooperação científica na área da saúde

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Num passo que marca o fortalecimento da diplomacia científica e da cooperação bilateral, o Instituto Nacional de Saúde (INS) de Moçambique e a Agência de Saúde Pública da Coreia do Sul formalizaram, esta semana, um Memorando de Entendimento com vista a intensificar a colaboração técnica e científica no domínio da saúde. A assinatura do acordo teve lugar à margem da 78ª Assembleia Mundial da Saúde.

O entendimento firmado entre as duas instituições prevê acções conjuntas em diversas frentes críticas, nomeadamente investigação científica em saúde, desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias de saúde, expansão da saúde digital com aplicação de inteligência artificial, avaliação de riscos sanitários para doenças infecciosas, diagnóstico laboratorial avançado, bem como iniciativas de comunicação de risco e publicação científica.

Presente na cerimónia, o Ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, saudou o reforço da parceria, sublinhando a importância do acordo no quadro das históricas relações de amizade e cooperação que unem Moçambique e a Coreia do Sul no sector da saúde pública. “Este compromisso conjunto traduz a vontade partilhada de continuar a somar esforços em benefício da saúde e bem-estar das nossas populações”, afirmou o dirigente.

Com este memorando, Moçambique busca não só consolidar capacidades internas de investigação e resposta a emergências de saúde pública, mas também posicionar-se no cenário internacional da ciência aplicada à saúde, beneficiando-se da vasta experiência sul-coreana em inovação tecnológica e desenvolvimento biomédico.

Catástrofe aérea na Índia: avião da Air India despenha-se após descolagem com 242 pessoas a bordo

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Uma tragédia de proporções ainda por dimensionar abateu-se sobre a cidade indiana de Ahmedabad nesta quinta-feira, 12 de Junho de 2025, quando um avião comercial da companhia Air India caiu poucos segundos após levantar voo, com 242 pessoas a bordo.

O Boeing 787-8 Dreamliner, operando o voo AI-171 na rota Ahmedabad-Londres Gatwick, transportava 230 passageiros entre os quais 169 cidadãos indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense  e 12 membros da tripulação.

Segundo relatos preliminares, o aparelho perdeu contacto com os controladores de tráfego aéreo às 13h38 (hora local), quando se encontrava a menos de 200 metros de altitude, pouco depois de emitir um alerta de emergência “Mayday”, termo reservado a situações de perigo extremo e iminente. Após o pedido de socorro, não houve mais qualquer comunicação da cabine com a torre de controle.

O avião despenhou-se numa zona residencial densamente povoada nos arredores de Ahmedabad, gerando um cenário de destruição, com várias casas atingidas e incêndios de grandes proporções. Equipas de bombeiros, forças de resgate e autoridades locais trabalham intensamente no local da tragédia, mas até o momento o número exacto de mortos e feridos permanece incerto.

Numa breve declaração difundida na rede social X (antigo Twitter), a companhia aérea limitou-se a confirmar o acidente: “O voo AI-171, que operava na rota Ahmedabad-Londres Gatwick, se envolveu em um acidente hoje, 12 de junho de 2025. Estamos verificando os detalhes e compartilharemos actualizações o quanto antes”, informou a Air India.

O ministro da Aviação Civil da Índia, Kinjarapu Ram Mohan Naidu, deslocou-se de imediato ao local do sinistro, enquanto peritos da aviação civil e técnicos da Boeing iniciaram os trabalhos preliminares de investigação.

As circunstâncias exatas da queda permanecem ainda sob investigação, mas especialistas não descartam a possibilidade de falha mecânica catastrófica ou erro humano, dado o curtíssimo intervalo de tempo entre a descolagem e o acidente.

Resgatada mulher que subiu a torre de telefonia em Quelimane

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Um episódio insólito e ao mesmo tempo inquietante mobilizou, na manhã desta quinta-feira (12), autoridades policiais e serviços de emergência no bairro Floresta, nos arredores da cidade de Quelimane. Uma jovem mulher, de cerca de 25 anos de idade, foi encontrada pendurada no topo de uma torre de telefonia móvel, após ter desaparecido de casa no dia anterior, informaram fontes familiares.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, para cada um milhão de moçambicanos, há pouco mais de um psiquiatra.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, para cada um milhão de moçambicanos, há pouco mais de um psiquiatra.

Vestida com uma túnica branca e entoando cânticos de forte carga religiosa, a jovem escalou a estrutura metálica perante o olhar atónito de moradores e transeuntes.Os primeiros a chegar ao local foram agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), que, durante longos minutos, tentaram demover a jovem da sua arriscada escalada. Tentativas de persuasão foram, contudo, infrutíferas, face à recusa persistente da mulher em abandonar o topo da torre.

A operação de resgate viria a ser assumida pelo Corpo de Salvação Pública, que, com o auxílio de equipamento próprio e técnicas de salvamento em altura, conseguiu, após negociações delicadas, resgatar a jovem com vida, evitando um desfecho trágico.

A jovem foi posteriormente encaminhada para avaliação médica e encontra-se sob observação, segundo informou uma fonte hospitalar.

Juvenal Raul Cassenga, educador que promoveu a alfabetização em Quelimane, morre aos 46 anos

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QUELIMANE, Moçambique — Juvenal Raul Cassenga, um respeitado professor de filosofia e coordenador de alfabetização que durante anos trabalhou para levar o poder das palavras a comunidades marginalizadas na província da Zambézia, morreu na terça-feira (10 de junho), aos 46 anos. A sua morte ocorreu em Nicoadala, resultado de um trágico acidente de viação, segundo confirmaram as autoridades locais.

Num país onde o analfabetismo ainda desafia gerações inteiras, Cassenga tornou-se uma figura de referência nos esforços de alfabetização conduzidos pelo Conselho Autárquico de Quelimane, sob a égide da Vereação de Educação e Cultura. A sua missão diária não era apenas ensinar a ler e a escrever, era oferecer ferramentas de cidadania, autonomia e esperança a centenas de jovens e adultos para quem o acesso ao saber permanece, muitas vezes, um privilégio distante.

Nascido em 5 de maio de 1979, num Moçambique ainda jovem em sua independência, Cassenga formou-se em Filosofia e cedo abraçou a docência como campo de acção e transformação. Colegas o descrevem como um educador apaixonado, dotado de uma escuta paciente e de uma capacidade singular de adaptar o ensino às realidades sociais e culturais de cada comunidade.

O trabalho de Cassenga integrava-se num esforço nacional contínuo de erradicação do analfabetismo, uma das feridas persistentes herdadas do passado colonial e de anos de conflito armado. Embora Moçambique tenha feito avanços substanciais nas últimas décadas, sobretudo nas zonas urbanas, o acesso à educação básica nas áreas rurais, como a Zambézia, continua desigual.

Juvenal Cassenga deixa familiares, colegas, amigos e inúmeros estudantes que por ele passaram — muitos dos quais hoje são os primeiros letrados das suas famílias.

A sua morte encerra, de forma abrupta, o percurso de um homem que acreditava, acima de tudo, no poder transformador da educação. O seu legado, porém, continuará presente nas salas de aula e nas comunidades onde o seu trabalho plantou as primeiras sementes de saber.

Paz à sua alma.

Presidente da República e CEO da ENI reforçam parceria com novos investimentos em gás e agricultura

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O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta terça-feira, no seu Gabinete de Trabalho, o Presidente Executivo da multinacional italiana ENI, Claudio Descalzi, numa audiência que serviu para reforçar a cooperação entre Moçambique e a gigante energética, com destaque para o desenvolvimento de novos projectos no sector do gás natural e para a diversificação das actividades da empresa no país, particularmente na agricultura.

Durante o encontro, o CEO da ENI anunciou a aprovação oficial do Plano de Desenvolvimento do projecto Coral Norte FLNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma. Esta autorização, concedida pelo Governo moçambicano, viabiliza a expansão da produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), um passo considerado estratégico para o futuro energético do país. “A Coral Norte é uma realidade agora”, sublinhou Descalzi, destacando o entendimento alcançado com as autoridades nacionais.

O encontro serviu igualmente para fazer o balanço da operação do projecto Coral Sul, que em 2023 representou cerca de 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). As previsões para 2025 apontam para um contributo de até 70% no crescimento económico, fruto da produção de GNL a partir desta infra-estrutura flutuante.

Além dos projectos energéticos, a ENI manifestou a intenção de expandir os seus investimentos em Moçambique através de programas de desenvolvimento agrícola destinados à produção de biocombustíveis sustentáveis. Segundo Descalzi, esta aposta permitirá criar milhares de postos de trabalho no meio rural. “Com 300 mil hectares, podemos gerar até 300 mil empregos. É uma revolução. O Presidente está muito focado na agricultura e na criação de empregos”, explicou o gestor.

Apesar do grande investimento no sector do gás, Descalzi reconhece que a geração de empregos directos é limitada devido à natureza capital intensiva da indústria. Em contrapartida, a agricultura representa uma oportunidade para um impacto social mais amplo e imediato. “No gás podemos empregar até duas mil pessoas; na agricultura falamos de centenas de milhares”, frisou.

Outro tema abordado no encontro foi o contributo da ENI para a transição energética de Moçambique, através de programas de compensação de carbono, como o projecto Cozinha Limpa e iniciativas no quadro do REDD+. No final, Descalzi classificou a audiência como “altamente produtiva”, sublinhando o alinhamento de visão estratégica com o Chefe de Estado.

Francisco Nangura eleito Primeiro-Secretário da Frelimo na Zambézia

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Francisco Nangura foi eleito, na madrugada desta terça-feira, Primeiro-Secretário do Comité Provincial da Frelimo na Zambézia, durante a primeira sessão extraordinária daquele órgão partidário. Nangura venceu a eleição com 72 votos, deixando para trás Chabane Jalilo, que obteve 26 votos, e Ângela Serrote, que arrecadou 21.

No seu primeiro discurso após a eleição, Francisco Nangura apontou como prioridade política o resgate dos municípios governados actualmente pela oposição, nomeadamente Quelimane e Alto-Molócuè.

“Sozinho não vou conseguir guiar este barco, é muito grande. Quero contar com o vosso apoio. Todas as ideias serão sempre válidas e as terei em conta. Quero deixar claro que o Primeiro-Secretário da Frelimo na Zambézia é apenas o primeiro entre iguais. Vamos começar a falar da Frelimo na Zambézia com a Frelimo na Zambézia, porque só assim conseguiremos recuperar o município de Quelimane. É um desafio ao nosso alcance. Queremos resgatar o município de Quelimane, para dar dignidade à nossa população”, declarou.

Por seu turno, José Pacheco, chefe adjunto da brigada central de assistência à Zambézia, destacou a importância da coesão interna para o sucesso da nova liderança. “Estamos a entregar a liderança do partido na Zambézia, forjada para trabalhar com todos, no espírito de consolidar o espírito de equipa e de trabalho interno”, referiu.

A sessão extraordinária da Frelimo na Zambézia decorreu entre segunda-feira e a manhã desta terça-feira, marcando uma nova etapa na liderança do partido na província.