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Israel e Irão em escalada de violência

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O conflito entre Israel e Irão voltou a escalar este fim-de-semana, com intensos bombardeamentos entre sábado e domingo que resultaram em pelo menos dez mortos e mais de 200 feridos em Israel. No Irão, as autoridades relatam mais de 60 mortos apenas esta noite em Teerão, elevando para mais de 100 o número de vítimas desde o início da ofensiva israelita contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano. Entre os mortos estão altos quadros militares e cientistas.

Na sequencia, o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, afirmou que aquele país continuará a operação militar contra o Irão, escreve o rfi.

Mueda acolhe cerimónia central dos 65 anos do massacre histórico

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O presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dirige hoje, no distrito de Mueda, província de Cabo Delgado, a cerimónia central alusiva ao 65.º aniversário do Massacre de Mueda, um dos episódios mais marcantes da luta de libertação nacional. A data, carregada de memória e simbolismo, evoca o espírito de resistência do povo moçambicano contra o regime colonial português.

A cerimónia conta com a presença de antigos chefes de estado, membros do governo e signatários do compromisso político para um diálogo nacional inclusivo, entre outras figuras.

Kenmare promete manter investimentos e empregos em Moçambique

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Num contexto de reconfiguração das relações entre o Estado moçambicano e os investidores estrangeiros, o Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta sexta-feira, na Presidência da República, o Director-Executivo da multinacional Kenmare Resources, Tom Hickey. No encontro, o responsável da empresa irlandesa reiterou a intenção de manter e expandir as operações da mineradora no país, com foco na província de Nampula, onde a companhia explora areias pesadas há mais de quatro décadas.

Falando à imprensa no final da audiência, Tom Hickey sublinhou o objectivo de consolidar os actuais investimentos, preservar os cerca de 1.700 postos de trabalho directos e continuar a contribuir para as receitas fiscais e de royalties do Estado moçambicano. “Esperamos continuar a empregar mais de 1.700 pessoas, continuar a gerar rendimentos de imposto e de royalties para o governo e continuar a investir em desenvolvimento económico, social e educacional em torno da nossa mineração em Moma”, afirmou.

A audiência serviu igualmente para, segundo o CEO, reforçar os laços institucionais entre a mineradora e o novo Chefe de Estado, destacando a familiaridade de Daniel Chapo com a província onde decorrem as operações da empresa. “O Presidente foi muito aberto e apreciativo com a Kenmare. Ele trabalhou em Nampula há muitos anos e entende a nossa mineração. Ele a visitou”, referiu Hickey.

Num discurso marcado por pragmatismo e optimismo, o gestor da multinacional irlandesa avaliou o ambiente de negócios em Moçambique como maioritariamente favorável, mesmo reconhecendo os desafios próprios de mercados emergentes. “A Kenmare está aqui há 40 anos. Há dias bons e há dias ruins, mas há dias muito melhores. Moçambique foi bom para a Kenmare, e esperamos que continue sendo um lugar onde podemos crescer e onde podemos adicionar valor para a nação nos próximos anos”, declarou.

Para além do impacto económico directo, a Kenmare Resources tem procurado desenvolver programas de responsabilidade social nas comunidades vizinhas à exploração de Moma, ainda que persistam críticas recorrentes de algumas organizações da sociedade civil sobre a efectiva redistribuição dos ganhos da mineração.

Fundada na Irlanda, a Kenmare Resources opera em Moçambique há quatro décadas e figura entre os maiores produtores mundiais de minerais industriais derivados de areias pesadas, amplamente utilizados em pigmentos, tintas e cerâmicas.

Num olhar prospectivo, Hickey deixou expressa a expectativa de que Moçambique possa transformar o potencial mineral em desenvolvimento inclusivo. “Espero que Moçambique possa prosperar, possa gerar mais emprego para seus cidadãos, possa perceber o valor de todos os seus recursos naturais e possa ser muito sucessivo”, concluiu.

ISEDEF investe na construção de dormitórios e modernização de salas para capacitar quadros das Forças Armadas de Moçambique

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Numa altura em que as exigências de defesa ganham crescente complexidade face aos desafios securitários que o país enfrenta, o Instituto Superior de Estudos de Defesa “Tenente-General Armando Emílio Guebuza” (ISEDEF) está a levar a cabo um amplo processo de reabilitação e expansão das suas instalações. A aposta visa o reforço da capacidade formativa e o incremento da qualidade do capital humano ao serviço das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

As obras em curso contemplam a reabilitação de salas de aulas — algumas já equipadas com tecnologias de apoio ao ensino moderno — e a construção de dormitórios, refeitório e outras infraestruturas de apoio, desenhadas para criar um ambiente mais adequado à formação contínua dos oficiais do quadro permanente.

Esta sexta-feira, 13 de Maio, o Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, deslocou-se ao recinto do ISEDEF para proceder ao lançamento da primeira pedra das futuras residências dos formandos. O acto contou com a presença do comando da unidade e de vários quadros seniores da Defesa.

Na ocasião, o governante não poupou elogios à direcção do instituto, destacando o “dinamismo e capacidade de planificação” demonstrados pelo estabelecimento de ensino militar, bem como o seu compromisso com a excelência académica. Cristóvão Chume desafiou ainda o ISEDEF a prosseguir na linha de inovação pedagógica e investigação aplicada, como instrumentos essenciais para o fortalecimento das capacidades humanas e institucionais da Defesa Nacional.

A construção dos dormitórios surge como resposta à necessidade de garantir condições condignas de alojamento aos oficiais em formação, proporcionando um ambiente estável e propício à aprendizagem, investigação e desenvolvimento físico e intelectual.

De acordo com o Ministério da Defesa Nacional, o investimento em infraestruturas e tecnologias modernas no ISEDEF insere-se na estratégia governamental de capacitação dos quadros militares, com enfoque na elevação da competência técnica, pensamento estratégico e sentido patriótico, alinhados com os actuais padrões internacionais de ensino militar.

BCI aposta na liderança e empoderamento feminino em Moçambique

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 Num contexto em que o debate sobre igualdade de género ganha nova centralidade no país, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) reafirma o seu engajamento na promoção do empoderamento feminino. O sinal mais recente foi dado esta quinta-feira, 12 de Junho, no Centro BCI Private, na capital do país, durante a cerimónia de encerramento da 2.ª edição do programa “Be Like a Woman” — uma iniciativa desenvolvida pela Ernst & Young (EY) Moçambique, em parceria com a rede New Faces New Voices.

O programa, que já se consolida como uma plataforma de referência na capacitação de mulheres líderes e empreendedoras moçambicanas, procura, segundo seus promotores, dotar as participantes de instrumentos técnicos e comportamentais essenciais para o fortalecimento do seu percurso pessoal e profissional, num universo corporativo ainda dominado por barreiras de género.

Durante a cerimónia, foram distinguidas várias mulheres que se destacaram em domínios como liderança, finanças, ética, comunicação e inteligência artificial — sinalizando uma aposta em áreas estratégicas para o futuro da economia digital e da boa governação empresarial. Para além dos certificados de mérito, as participantes beneficiaram de masterclasses com peritos internacionais, sessões de mentoria e acesso privilegiado a recursos estratégicos.

O Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, foi peremptório ao sublinhar o efeito multiplicador do empoderamento feminino. “Ao impulsionar uma mulher, inspiramos muitas outras e ajudamos a consolidar um novo paradigma na cultura corporativa”, afirmou. O gestor foi mais longe, lançando um apelo à criação de redes sólidas de mulheres líderes, defendendo que o networking é um instrumento poderoso para a construção de uma sociedade mais inclusiva e resiliente.

Numa economia marcada por assimetrias e onde o acesso feminino aos espaços de decisão ainda conhece limitações estruturais, iniciativas como o Be Like a Woman representam, na visão de vários analistas, um passo necessário, mas insuficiente, para reverter décadas de sub-representação. Ainda assim, o apoio de instituições financeiras de peso, como o BCI, confere robustez a estes movimentos e aumenta a visibilidade do tema nas agendas públicas e privadas.

Parceria entre Governo e ENI: Duas pernas para andar ou correr nestes tempos de desespero juvenil?

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A recente audiência entre o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, e o CEO da multinacional italiana ENI, Claudio Descalzi, traz sinais promissores para o país, sobretudo pela promessa de criar milhares de empregos por meio da agricultura sustentável e da diversificação das actividades económicas. Mas, num país onde mais de 70% dos jovens estão desempregados, e onde a terra fértil permanece subaproveitada, é justo perguntar: será que agora vamos transformar potencial em realidade?

Na visão do CEO da ENI, Moçambique tem agora duas pernas para correr: energia (gás) e agricultura sustentável. A energia, embora importante, cria poucos empregos e exige alta especialização. Já a agricultura, especialmente voltada para a produção de biocombustíveis sustentáveis, pode gerar até 300 mil empregos com 300 mil hectares cultivados — números que despertam esperança num país jovem e com forte vocação agrícola.

Se bem implementada, esta iniciativa pode ser uma das boas práticas mais esperadas pelos cidadãos: aliar desenvolvimento à inclusão social e económica, usando a terra como fonte de renda e dignidade. Mas, atenção: a experiência passada com mega projectos ensina que não basta prometer empregos – é preciso garantir inclusão justa, formação e fiscalização.

Risco de mais um ciclo extractivo?

Apesar da euforia com os megaprojectos de gás (como o Coral Sul e agora o Coral Norte), é preciso não perder de vista que o modelo extractivista tem falhado em redistribuir riqueza para o povo. Em Tete, Cabo Delgado e Inhambane, comunidades continuam pobres, enquanto multinacionais operam sobre recursos públicos com benefícios desiguais.

Há muitas descobertas de vários recursos minerais no país. Muitos contratos, muitas empresas que exploram pedras preciosas, turmalinas, gás natural, arreias pesadas, ouro, cobre, esmeraldas, diamantes, carvão mineral, ferro, níquel, diatomite, pegmatito, entre outros –  mas há desenvolvimento socioeconómico dos cidadãos locais que vivem nessas regiões ricas?

Por outro lado, há o risco de a entrada da ENI na agricultura seguir o mesmo padrão: ocupação de terras sem respeito pelos direitos das comunidades locais, monocultura para exportação e pouco valor agregado no território. Por isso, é vital que esta nova etapa da parceria seja acompanhada com mecanismos de monitoria cívica, transparência e consulta pública efectiva.

Sim, a agricultura é a resposta, mas com responsabilidade.

Se a ENI vai investir em agricultura, deve fazê-lo com os camponeses, e não apenas sobre eles. É fundamental priorizar:

  • Programas de formação técnica e empreendedorismo rural para jovens;
  • Garantia de segurança de posse de terra para comunidades locais;
  • Apoio a cooperativas agrícolas locais;
  • Cadeias de valor sustentáveis, com fábricas de transformação local;
  • Respeito pelas normas ambientais e sociais.

O mais importante nesta parceria é que ela pode sinalizar um novo modelo de desenvolvimento: onde os recursos naturais deixam de ser maldição para se tornarem alavanca para justiça social. Se o Presidente Chapo conseguir fazer desta agenda agrícola uma causa nacional, terá não apenas uma bandeira de governação — terá a confiança de uma juventude hoje desesperançada.

Conclusão

Moçambique  tem terras, clima e força jovem. O que falta é um modelo económico que olhe para o cidadão comum como parceiro e não como figurante. A parceria com a ENI pode ser o início desse novo capítulo — mas só se for feita com inclusão, fiscalização e transparência.

PR promulga lei que cria SERNIC

O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou e mandou publicar a lei que cria o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) alterada e aprovada por consenso, em finais de Maio último, pela Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano.

Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República a que o jornal Txopela teve acesso, Daniel Chapo, no uso das competências que lhe são conferidas pela Constituição, e após ter verificado que a lei confere com a Lei-Mãe, decidiu promulgar a lei que cria o Serviço Nacional de Investigação Criminal.

Assim, o SERNIC passa a estar sob a tutela do Procurador-geral da República, numa altura em que, anteriormente, estava sob a tutela do ministro do Interior.

O comunicado refere ainda que, a revisão da lei que cria o SERNIC surgiu pelo facto de, no figurino institucional que vigorava, do SERNIC, existirem alguns constrangimentos inerentes a sua natureza, organização e funcionamento diante dos desafios de investigação criminal, bem como das mudanças operadas na estrutura do judiciário e da legislação penal.

Outro factor que concorreu para a alteração da lei do SERNIC, de acordo com o documento que temos vindo a mencionar, deve-se pelo estabelecido de que, na sua missão, é um órgão de natureza essencialmente investigativa e técnico-criminal, o que não se enquadra com a sua tipologia actual como um serviço público administrativo.

Como órgão auxiliar das autoridades judiciárias, resultantes do facto de, na altura, estar sob a tutela do ministro do Interior, o SERNIC colidia com o princípio de separação de poderes executivo e judicial.

Assim, o Procurador-geral da República vai propor a nomeação do director-geral e do seu adjunto do SERNIC, nomear e exonerar o inspector nacional, directores nacionais, directores das unidades especializadas e directores provinciais.

Importa no entanto referir que, o SERNIC é constituído por unidades especializadas, particularmente as de Prevenção e Combate à Cibercriminalidade; de Perícia Financeira e Contabilística; de Combate à Corrupção; e de Recuperação de Activos.

 

Árbitros moçambicanos dirigem partida de meia-final da COSAFA

Os árbitros internacionais moçambicanos Celso Alvação e Zacarias Horácio Baloi foram nomeados para dirigirem a partida da tarde desta sexta-feira (13 de Junho), no Mangaung-Free State Stadium, partida que colocara frente-a-frente as selecções de Angola e Madagáscar, referente às meias-finais da 24.ª edição da Taça COSAFA, que termina domingo, na cidade sul-africana de Bloemfontein.
Nesta partida, Alvação será juiz principal e Baloi o segundo assistente.

Segundo o comunicado da COSAFA, acompanham a dupla moçambicana, uma dupla do Botswana constituída por Gaselame Tilolo Molefe, primeiro assistente, e Thabang Ketshabile, que desempenharà o papel de quarto árbitro. O comissário do jogo será Sipho Robert Kunene, oriundo de Eswatini.
Segundo o jornal Desafio, Esta é a segunda aparição conjunta de Celso Alvação e Zacarias Baloi na actual edição da Taça COSAFA. A primeira foi no jogo da primeira jornada do grupo “C”, entre a Tanzania, selecção convidada, e Madagáscar, realizado no dia 7 de Junho, no Toyota Stadium.

Xadrez em Movimento: Maputo acolhe torneio nacional em Julho

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A Federação Moçambicana de Xadrez (FMX), em colaboração com o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e outros parceiros, organiza de 20 a 22 de Julho o torneio aberto de Xadrez de Moçambique 2025, um dos maiores eventos da modalidade a nível nacional. A competição terá lugar em Katembe – Maputo.

O torneio surge como um impulso para o crescimento da modalidade, reunindo atletas de diferentes idades, géneros e regiões do país. Mais do que um simples confronto de estratégias, o evento representa um espaço de intercâmbio cultural e desportivo, incentivando o espírito competitivo e a disciplina intelectual entre os participantes.

 

Chissano: “A independência valeu a pena, mas o combate continua”

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Quase meio século depois da proclamação da independência nacional, Moçambique continua a enfrentar antigos e novos fantasmas que teimam em assombrar o seu percurso de soberania. A constatação partiu do próprio Joaquim Chissano, segundo Presidente da República, durante o simpósio realizado esta quinta-feira em Maputo, por ocasião dos 50 anos da independência e dos 63 anos da Frelimo.

Perante uma plateia composta por quadros do partido no poder, académicos, jovens estudantes e figuras históricas da luta armada, Chissano, com a sua habitual sobriedade, traçou um balanço agridoce das conquistas e dos retrocessos do país, sublinhando que os moçambicanos ainda convivem diariamente com a pobreza, a corrupção, a exclusão social, a ignorância e o extremismo violento.

“Estas são as novas formas de opressão que minam o exercício da nossa liberdade”, sublinhou o antigo Chefe de Estado, num diagnóstico que parece dialogar directamente com os múltiplos relatórios internacionais que continuam a posicionar Moçambique entre os países mais vulneráveis do mundo em matéria de desenvolvimento humano.

Chissano, no entanto, não deixou de destacar o que chamou de “ganhos resilientes” da independência: avanços na educação, saúde, cultura nacional, funcionamento das instituições democráticas e liberdade de imprensa. Recordou, igualmente, que o país soube manter-se de pé mesmo perante os ventos adversos da guerra civil, das calamidades cíclicas e das crises globais que marcam o pós-Guerra Fria.

O peso da juventude e a independência económica adiada

Com um discurso dirigido, sobretudo, às novas gerações, Chissano apelou aos jovens a tomarem as rédeas do projecto nacional, investindo em ciência, inovação tecnológica, transformação digital e cidadania activa como caminhos inadiáveis para a tão almejada independência económica, ainda distante.

“A juventude tem, portanto, hoje por missão assumir, com responsabilidade, a tarefa de construir uma nação livre da pobreza e da ignorância”, desafiou.

Referindo-se à paz conquistada com o Acordo Geral de 1992, o antigo estadista alertou ainda para a necessidade de consolidar o diálogo político como pilar fundamental da estabilidade, evitando que a diversidade de ideias se transforme em factor de bloqueio à coesão nacional.

Herança de uma luta longa

Joaquim Chissano, hoje com 85 anos, faz parte da geração fundadora da Frelimo, tendo ingressado na guerrilha ainda em 1963. Sucedeu a Samora Machel, após o fatídico acidente de Mbuzini, em 1986, e tornou-se o primeiro Presidente eleito em pleito multipartidário em 1994. Desde então, permanece uma das figuras de referência na cena política nacional, frequentemente chamado a aconselhar nos momentos mais sensíveis do país.

O simpósio decorreu numa altura em que o próprio partido Frelimo atravessa uma fase de transição interna e Moçambique lida com as contradições do crescimento económico impulsionado pelo gás natural, mas que ainda não se reflecte de forma ampla no bem-estar da maioria dos moçambicanos.