Sintonize a Rádio Chuabo – 103.0 FM

Início Site Página 131

INS organiza Simpósio de Clima e Saúde no Congresso Mundial de Epidemiologia

O Instituto Nacional de Saúde (INS) realizou há dias, em Cape Town, África do Sul, um Simpósio sobre Clima e Saúde intitulado “Adaptação às mudanças climáticas no sector da saúde em Africa: Lições aprendidas e boas práticas”. O evento decorreu no contexto do Congresso Mundial de Epidemiologia (WCE), realizado pela primeira vez em um país africano.

O simpósio contou com um painel que integrava três oradores, todos investigadores de países da região da África Austral, nomeadamente Tatiana Marrufo do Instituto Nacional de Saúde de Moçambique, Collins Iwuji do ‘’African Health Research Institute’’ da África do Sul, e James Chirombo da ‘’Liverpoll Malawi Welcome Trust Center’’, baseado no Malawi. A moderação do evento esteve a cargo do Director-geral do INS, Eduardo Samo Gudo.

Os investigadores partilharam as experiências e lições aprendidas em seus países rumo a resiliência climática no sector de saúde, destacando a preocupação real e urgente com os impactos das mudanças climáticas na saúde, sendo que estas constituem uma das principais ameaças ao sector.

Jovens reflectem sobre Setembro amarelo em Nampula

A Mediateca do BCI em Nampula, em parceria com o Clube de Leitura “Olhar Literário”, realizou um
evento cultural intitulado “Café Filosófico”, subordinado ao tema “A dor de viver”. O encontro, que
ocorreu no contexto do Setembro Amarelo, focou na prevenção do suicídio e na reflexão sobre as
dificuldades emocionais que muitas pessoas enfrentam.
O evento atraiu um público diversificado, composto por docentes, estudantes e membros da
comunidade, todos unidos em torno de um tema sensível e necessário. Desde o início, a atmosfera
foi carregada de emoção, proporcionando um espaço seguro para que os participantes
compartilhassem suas experiências e perspectivas.
Bruno Marquês Areno, Coordenador do Clube de Leitura “Olhar Literário”, destacou que “apesar de
intrigante e delicado, o tema foi bem acolhido. Aprendemos com as diversas abordagens – social,
psicológica e antropológica – e discutimos algumas das causas do suicídio, como a falta de emprego e
a aceitação social.” Durante o evento, um representante dos deficientes físicos também partilhou
suas experiências, enfatizando os desafios do quotidiano.
O encontro contou ainda com momentos de declamação de poesia, enriquecendo a discussão e
promovendo uma maior empatia e escuta activa entre os participantes. Bruno Areno, autor do livro
de contos “Fotografias Feitas a Letras”, ressaltou a importância de iniciativas como esta, que
promovem a literatura e a arte como formas de discussão, reflexão e lazer.
O Clube de Leitura “Olhar Literário” continua a sua missão de promover o gosto pela leitura e
expandir horizontes através de actividades relacionadas com as artes plásticas e literatura. Com o
apoio do BCI, o clube organiza cafés filosóficos, conversas literárias com escritores e sessões de
leitura aos domingos, abordando temas relevantes para o desenvolvimento da sociedade.

Exposição “Arte & Sustentabilidade” apresenta obras do artista Rui Paulino

Desde terça-feira, 1 de Outubro, o auditório do BCI, em Maputo, acolhe a exposição “Arte &
Sustentabilidade”, que marca a primeira mostra individual do artista moçambicano Rui Paulino. A
exposição reúne 23 obras de serralharia que reflectem a criatividade e o compromisso do artista com
a sustentabilidade.
Na cerimónia de abertura, a Directora das Mediatecas do BCI, Carla Mamade, enfatizou que as obras
de Rui Paulino “convidam a reflectir sobre o nosso papel no mundo”. Ela destacou a visão única do
artista sobre a sustentabilidade, salientando o uso de materiais reciclados, que nos levam a repensar
nossas práticas e estilo de vida. “A serralharia não é só uma técnica; é uma forma de arte que
combina criatividade e habilidade. Cada peça que poderão apreciar nesta mostra é um exemplo de
como o trabalho com metais pode transformar-se em algo belo, útil e significativo”, afirmou
Mamade.
Rui Paulino, por seu turno, expressou a sua gratidão pela oportunidade de expor no BCI, ressaltando
que as suas criações ganharam uma nova valorização neste espaço. Suas peças poéticas representam
uma variedade de animais, incluindo crocodilos, rinocerontes, mosquitos, aranhas, polvos, piranhas,
flamingos e mochos, todas criadas a partir de ferro-velho.
Rui Paulino é um artista com uma trajectória marcada pela sua formação em arquitectura na
Universidade Eduardo Mondlane. Seu contacto com o ferro-velho começou nos anos 80, quando
acompanhava seu pai em visitas a estaleiros de sucata. Desde então, ele desenvolveu um trabalho
criativo, utilizando a sucata como matéria-prima para dar forma às suas ideias.
A mostra “Arte &; Sustentabilidade” está aberta ao público até ao dia 11 de Outubro, com entrada
livre.

Daniel Chapo promete “mudança” em visita à Zambézia

Quelimane, 03 out 2024 (Chuabo FM) – O candidato presidencial pela Frelimo, Daniel Francisco Chapo, afirmou hoje, durante uma visita à cidade de Quelimane, que a sua candidatura representa uma “mudança” para o país, com foco especial na província da Zambézia, a qual considerou uma das regiões chave para o desenvolvimento nacional.

 

“Volto à Zambézia porque esta província, juntamente com Nampula, são os maiores círculos eleitorais do país”, disse Chapo, sublinhando a importância estratégica da província. Segundo o candidato, a Zambézia “tem tudo para dar certo”, advogando o potencial agrícola, as indústrias, o turismo e os recursos minerais da província como bases para um futuro promissor.

 

Chapo afirmou que a Frelimo está a trabalhar num projeto de desenvolvimento para a Zambézia, prometendo que, sob a sua liderança, a província verá melhorias nas infraestruturas e em sectores críticos da economia.

 

A visita a Quelimane faz parte de um périplo de campanha que Daniel Chapo está a realizar pelas principais províncias do país, a poucos dias das eleições presidenciais, previstas para o dia 09 de outubro próximo.

Quelimane: Agentes de Saúde e Líderes Comunitários reforçam vigilância na saúde infantil

 

Quelimane, 03 out 2024 (Chuabo FM) – Um encontro promovido pelo Centro de Investigação em Saúde de Manhiça e pelos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Ação Social de Quelimane reuniu hoje agentes polivalentes de saúde, parteiras e praticantes de medicina tradicional de várias localidades para discutir a importância dos líderes comunitários na identificação de doentes graves, no encaminhamento de mulheres grávidas às unidades de saúde, e na notificação de óbitos.

 

O evento, realizado no âmbito do projeto Child Health and Mortality Prevention Surveillance (CHAMPS), reforçou o papel das figuras influentes das comunidades na melhoria do acesso à saúde e na prevenção da mortalidade infantil no distrito de Quelimane. Este projecto, que visa reduzir a mortalidade entre crianças menores de cinco anos, envolve a colaboração estreita entre as comunidades e os serviços de saúde, em particular no diagnóstico das causas de morte infantil.

 

Yúry Macete, Oficial de Ligação com a Comunidade do CISM em Quelimane, disse que alguns dos desafios enfrentados durante a sensibilização comunitária são o impacto do período eleitoral e a ausência dos membros das comunidades durante a época agrícola. O encontro decorreu como parte de um sub-acordo entre o CISM e o SDSMAS, que visa a implementação contínua das actividades do CHAMPS, reforçando o papel dos agentes locais na prevenção da mortalidade infantil e no fortalecimento da saúde pública.

MDM promete revitalizar agricultura e criar empregos em campanha porta-a-porta em Quelimane

Quelimane, 03 out 2024 (Chuabo FM) – O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) realizou esta quinta-feira a campanha eleitoral no bairro de Nhanhubua, em Quelimane, com promessas centradas no desenvolvimento agrícola e na criação de empregos para os jovens da província da Zambézia.

 

Durante a campanha porta-a-porta, o delegado do MDM, Júlio Amadeu, comprometeu-se a investir no sector agrícola, defendendo a revitalização da fábrica de cerâmica e a construção de uma nova fábrica de cimento na província. Estas iniciativas, segundo defende Amadeu, têm o objectivo de dinamizar a economia local, reduzir os custos de materiais de construção e gerar novas oportunidades de emprego, especialmente para os jovens.

 

O MDM, que continua com a sua estratégia de proximidade aos eleitores, tem intensificado as suas ações de campanha nos bairros periféricos de Quelimane, com o objetivo de conquistar o voto nas próximas eleições gerais, marcadas para outubro deste ano.

Porque os Candidatos não querem falar dos Raptos?

Opinião de Zito do Rosário Ossumane

 

Tenho acompanhado ao detalhe e pormenor as propostas de governação dos candidatos presidenciais. É com a gravidade que o momento impõe e o respeito que me move pela pátria amada que me dirijo a Vossas Senhorias para enumerar, pela positiva, as principais ideias que me cativaram em cada um desses proponentes ao mais alto cargo da Nação.

 

O Daniel Chapo da Frelimo, embora a ideia originária seja de Manuel de Araújo, não posso deixar de louvar a inteligência em defendê-la com veemência. A proposta de mover o parlamento da nossa capital, Maputo, para o Município de Mocuba (Onde todos os caminhos se cruzam e Moçambique se abraça) é, sem sombra de dúvidas, uma proposta brilhante. Trata-se de uma medida que responde eficazmente a muitos dos problemas que assolam o nosso território, especialmente no que tange às assimetrias regionais que, infelizmente, ainda persistem. Uma tal decisão seria um passo concreto em prol da unidade nacional, trazendo consigo uma sensação de equilíbrio e participação a áreas até então marginalizadas.

O MDM através do seu candidato e presidente Lutero Simango parece-me ter uma clareza e visão sobre questões marginalizadas até agora nos discursos dos candidatos. Ele aborda o custo de vida e as dificuldades quotidianas que os cidadãos enfrentam, é algo que me impressiona profundamente. Falar em reduzir as taxas de água e energia, elementos essenciais à subsistência, é uma lufada de ar fresco no discurso político. Simango aparenta ver o que muitos não conseguem: a realidade que o cidadão comum vive. Não se trata de ilusões, mas de uma análise criteriosa do sufoco que paira sobre a maioria das famílias moçambicanas. Propõe-se de forma genuína com o bem-estar dos seus compatriotas.

 

Ossufo Momade, até hoje o líder da oposição em Moçambique esteve na Zambézia de onde vos escrevo neste momento, ouvi a sua ideia da criação de um banco agrário,  é um tiro certeiro, uma daquelas medidas que, à partida, traz esperança. Mas, como bem sabemos, o estabelecimento de um banco, por si só, não resolverá todas as questões. O desenvolvimento do sector agrícola exige um esforço concertado, um sistema que funcione em todas as suas etapas. Não basta abrir crédito ao agricultor; é preciso que todo o ecossistema da produção agrícola seja eficiente, desde a preparação da terra até à comercialização dos produtos.

 

Venâncio Mondlane tem compreensão clara de como o Estado moçambicano funciona. Não é homem de reformas brandas, e sim de uma revolução profunda. Tem ideias claras, mas o que me chama atenção é a sua audácia em propor mudanças estruturais que, à partida, podem parecer radicais, mas que, bem analisadas, são, de facto, o que o país necessita para sair do marasmo em que se encontra.

 

Conquanto, algo me inquieta e me faz franzir o sobrolho. Estranhamente, não vi nenhum deles a tocar na ferida que, a meu ver, mais tem feito regredir Moçambique em termos de confiança e investimento privado: os raptos. São incontáveis os episódios que marcaram tragicamente a nossa história recente, abalou profundamente a segurança e o tecido social. Pergunto-me, por que razão esta questão é tão habilmente evitada? Será que não perceberam a gravidade da situação?

 

Onde está o investimento na inteligência policial? Coitados dos nossos bravos agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal, que lutam diariamente sem os meios necessários para enfrentar estas redes criminosas. O combate é feito no terreno, com homens e mulheres devidamente equipados, com tecnologia e informação para decifrar os complexos esquemas por detrás destes raptos que tanto medo e insegurança trouxeram ao país.

Fico, assim, com a dúvida que muitos partilham, mas poucos ousam vocalizar: será que estamos a fazer o suficiente para garantir que Moçambique seja um território seguro, onde os nossos filhos possam crescer sem o medo constante da violência? Sobre isso, deixo-vos com a reflexão e, por agora, calo-me.

Dia Internacional de Acesso Universal à Informação: Misa Moçambique apela à Transparência e participação eleitoral

Quelimane, 28 de setembro de 2024 – Celebra-se hoje o Dia Internacional de Acesso Universal à Informação, uma data instituída pelas Nações Unidas para timbrar a importância desse direito fundamental para o funcionamento das democracias. Jeremias Langa, presidente do MISA Moçambique, em uma mensagem divulgada para assinalar a data, sublinhou o papel que o acesso à informação desempenha na participação cidadã, especialmente durante os períodos eleitorais.

 

O tema central deste ano é a integração do acesso à informação nos sectores governamentais, com destaque para a Conferência Mundial sobre Acesso Universal à Informação, que ocorrerá nos dias 1 e 2 de outubro, em Gana, organizada pela UNESCO. Langa salientou que, em Moçambique, o Dia 28 de setembro é um momento de reflexão sobre as barreiras que ainda existem, mesmo após 10 anos da aprovação da Lei do Direito à Informação (Lei 34/2014).

 

A mensagem destaca também o impacto negativo da desinformação no processo eleitoral, afirmando que a luta pelo acesso à informação de qualidade deve ser intensificada.

 

Jeremias Langa advoga que o combate à desinformação não deve ser apenas uma missão das organizações da sociedade civil, mas de todos os sectores, incluindo o governo e o sector privado.

 

Escolas em Macomia reabrem com reforço de segurança

0

As escolas no distrito de Macomia, em Cabo Delgado, reabriram recentemente num clima de segurança reforçada, após o período de instabilidade causado pela insurgência na região. As Forças de Defesa e Segurança (FDS) intensificaram as operações para garantir a proteção das áreas antes afetadas pela violência, permitindo o regresso gradual de alunos e professores. Este passo é visto como essencial para o restabelecimento da normalidade na educação, num contexto de melhorias significativas nas condições de segurança.

Mais informações em Defesa Moz 

Jovem condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do jornalista João Chamusse

O Tribunal Judicial da Província de Maputo condenou, esta sexta-feira, Elias Ezequiel Ndlate a uma pena de 20 anos de prisão pelo assassinato do jornalista João Chamusse. O tribunal ordenou ainda que o réu pague uma indemnização de 350 mil meticais à família da vítima.

 

João Chamusse, à data dos factos, era diretor editorial do semanário “Ponto por Ponto” e comentador na TV Sucesso, sendo conhecido pelos seus comentários incisivos contra a corrupção e má governação em Moçambique. O crime ocorreu na madrugada de 14 de dezembro de 2022, na residência do jornalista, no distrito da KaTembe, onde foi brutalmente assassinado com recurso a uma arma branca.

 

Durante o julgamento, realizado em 27 de agosto, Ndlate, que confessou a autoria do crime, afirmou ter agido sob as ordens de Anabela Sitoe, funcionária do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) em KaTembe, e supostamente ligada ao partido Renamo. Segundo o réu, Anabela Sitoe teria prometido 50 mil meticais para o acto e fornecido bebidas alcoólicas para instigá-lo a cometer o homicídio, cujo objetivo seria também roubar o computador da vítima. O tribunal, no entanto, absolveu Anabela Sitoe por falta de provas.

 

O corpo de Chamusse foi encontrado com marcas de tortura e violência, e uma catana foi encontrada no local. O jornalista era conhecido pelas suas duras críticas à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e ao STAE, tendo nos últimos dias criticado abertamente a gestão eleitoral em Moçambique e denunciado a previsibilidade dos resultados eleitorais como uma “perda de recursos do Estado”.