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Moçambique assume presidência da AP-CPLP em sessão marcada por críticas e propostas

A presidente cessante da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), Teresa Asangono, defendeu hoje em Maputo a necessidade urgente de institucionalizar uma missão permanente de observação eleitoral que atue com equidade em todos os países-membros da organização.

Durante a abertura da 14ª sessão ordinária da AP-CPLP, Asangono destacou uma prática recorrente e preocupante: “Quando se realizam eleições nos países africanos da CPLP, é constituída uma missão de observação eleitoral, o contrário do que observamos nos restantes Estados-membros da nossa comunidade”, criticou.

A responsável, que também preside ao Senado da Guiné Equatorial, sugeriu que a observação eleitoral da CPLP não pode ser seletiva nem restrita a países com democracias em consolidação. Pelo contrário, insistiu que o envolvimento em pleitos em nações com democracias avançadas traria uma oportunidade crucial de aprendizagem e troca de boas práticas para os demais. “Alguns países da nossa comunidade estão muito avançados democraticamente, mas participar de uma missão de observação eleitoral nesses países seria uma grande experiência para outros”, apontou.

O discurso de Teresa Asangono marca uma inflexão no debate sobre a democratização interna da CPLP, levantando questões sobre a coerência das suas práticas em matéria de boa governação. A proposta da dirigente, de seguir os preceitos legais do próprio estatuto da organização, visa formalizar um mecanismo mais robusto e equitativo de acompanhamento eleitoral.

Além da questão eleitoral, Asangono apontou para falhas estruturais internas que continuam a comprometer a eficácia da Assembleia Parlamentar. A ausência de personalidade jurídica própria para o secretário permanente da organização, por exemplo, tem dificultado a sua atuação prática. “É praticamente impossível para um secretário permanente operar a partir do seu país, enquanto os seus escritórios estão em outro país”, lamentou, num recado direto à Assembleia da República de Moçambique, que atualmente acolhe os serviços administrativos da organização.

A líder enfatizou ainda a importância de resolver este impasse como forma de garantir maior autonomia operacional da AP-CPLP.

O encontro decorre sob o lema “Pela Paz e Cidadania”, com o tema central “Promoção da Paz, Democracia e Boa Governação na CPLP”. Conta com cerca de 100 delegados, entre presidentes de parlamentos, deputados e convidados dos países-membros da organização lusófona, com exceção da Guiné-Bissau, ausente devido à dissolução do seu parlamento em dezembro de 2023.

O momento simbólico da transição de liderança ocorrerá esta terça-feira (15), quando Teresa Asangono passará a presidência da AP-CPLP à moçambicana Margarida Talapa, atual presidente da Assembleia da República.“O apoio recebido dos países membros demonstrou o amor que temos pela nossa organização e a nossa determinação em não nos deixarmos enfraquecer”, afirmou Asangono, num balanço do seu mandato iniciado em 2023.

Apesar dos desafios enfrentados, destacou como conquistas a nomeação do primeiro secretário permanente da AP-CPLP e a resiliência institucional demonstrada durante o seu mandato.

Com a nova liderança moçambicana, espera-se que as reformas propostas — incluindo a criação de uma missão de observação eleitoral estruturada e o fortalecimento do secretariado — avancem no sentido de consolidar uma CPLP mais participativa, inclusiva e funcional.

Quelimane ameaça remover à força viaturas estacionadas fora da lei

O Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane (CMCQ) iniciou uma campanha de notificação aos proprietários de viaturas estacionadas de forma prolongada e irregular nas principais artérias da urbe, em conformidade com o Artigo 15 do Código de Posturas Municipais.

Através de editais afixados directamente nas viaturas por agentes da Polícia Municipal, a autarquia está a conceder um prazo de sete (7) dias, a partir da data da notificação, para que os donos procedam à retirada voluntária dos seus veículos.

Em comunicado, o CMCQ adverte que, em caso de incumprimento, as viaturas serão removidas de forma coerciva pelas autoridades municipais e posteriormente apreendidas. Para reaver os veículos, os proprietários terão de pagar uma multa de 7.500,00 Meticais, conforme estipulado no Código de Posturas Municipais, além de arcar com os custos de remoção e guarda do veículo, definidos na Tabela de Taxas Municipais vigente.

Segundo a autarquia, a medida tem como objectivo restaurar a ordem urbana, assegurar a fluidez do trânsito e preservar o bom uso dos espaços públicos, frequentemente obstruídos por viaturas abandonadas ou indevidamente estacionadas.

O CMCQ apela à colaboração dos cidadãos e exorta os proprietários a cooperarem com a Polícia Municipal, de modo a evitar penalizações adicionais e contribuir para uma cidade mais organizada e funcional.

Quelimane aposta no biogás para travar destruição dos mangais

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Foi lançado esta segunda-feira, em Quelimane, um projeto de capacitação de jovens em produção de biogás, com o objetivo de reduzir a dependência da madeira dos mangais para produção de carvão e mitigar os efeitos das mudanças climáticas na cidade.

A iniciativa é da Associação para a Preservação Ecológica e da Biodiversidade (APEB) e será implementada com apoio do Programa de Iniciativas Juvenis sobre as Mudanças Climáticas, financiado pela Bloomberg Philanthropies em parceria com o Município de Quelimane.

Nesta primeira fase, 20 jovens provenientes de bairros próximos aos mangais serão formados em técnicas de produção de energia alternativa e sustentável.

“Cortar madeira nos mangais para fazer carvão destrói o meio ambiente e facilita a entrada da erosão na nossa cidade”, alertou Filipe Ribeiro, representante do projeto a nível municipal, sublinhando a importância da mudança de práticas nas comunidades costeiras.

O lançamento decorreu com a presença de várias figuras locais, entre elas o Vereador para o Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Lustano Varela, o Vereador da Juventude, Hermínio Leonel Amade, o Chefe do Posto Urbano n.º 1, Pedro Azarate, líderes comunitários e técnicos.

A formação arranca já na próxima segunda-feira e encontra-se na fase final de preparação dos conteúdos. A aposta é que os formandos se tornem multiplicadores do conhecimento, ajudando a proteger os ecossistemas locais e a criar alternativas económicas viáveis para a juventude periférica.

Quelimane: Município conta campas e avalia estado dos cemitérios

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A edilidade de Quelimane iniciou esta semana um processo de levantamento do número e do estado de conservação das campas nos cemitérios da cidade, com vista a melhorar a gestão dos espaços funerários.

O processo arrancou com uma visita ao Cemitério da Saudade, liderada pelo vereador de Saneamento, Energia, Água e Cemitérios, Filipe Ribeiro, que explicou que a iniciativa pretende lançar as bases para uma gestão mais organizada e respeitosa dos locais de enterro.

“Queremos saber quantas campas existem e qual é o seu estado atual, por isso estamos aqui”, afirmou Ribeiro, enquanto percorreu parte do cemitério, visivelmente desgastado pelo tempo e pela falta de manutenção sistemática.

O levantamento será igualmente estendido ao Cemitério Municipal de Dona Ana, como parte de um plano mais alargado que visa devolver dignidade, limpeza e manutenção regular aos locais de repouso eterno.

A iniciativa surge numa altura em que famílias e utentes têm vindo a denunciar o abandono e a degradação de várias zonas dos cemitérios municipais, incluindo campas vandalizadas e lixo acumulado.

Quelimane: Hospital Central faz parto raro de trigémeos

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O Hospital Central de Quelimane (HCQ) foi palco, no domingo passado, de mais um parto invulgar: uma mulher de 33 anos deu à luz três bebés do sexo masculino, resultado de uma gestação trigemelar detetada apenas horas antes da cirurgia.

A parturiente, Nilza Moisés, deu entrada por volta das 13h00, com diagnóstico preliminar de macrossomia fetal (suspeita de bebé com peso elevado). A avaliação clínica e exames de imagem revelaram, no entanto, a existência de três fetos, todos bem posicionados para uma cesariana, segundo explicou o ginecologista obstetra Equibal Muanaria.

A intervenção foi realizada com sucesso. Os bebés nasceram com pesos entre 2000 e 2200 gramas, apresentando boa vitalidade e reflexo de sucção activo. A mãe encontra-se estável, com dores leves no local da incisão.

Nilza, visivelmente emocionada, contou que esta foi a sua terceira gravidez — e que nunca imaginou estar a carregar trigémeos. “Sentia um cansaço fora do normal e um peso estranho na bexiga. Mas nunca pensei que fossem três”, relatou.

O médico Muanaria aproveitou para deixar um recado: “É fundamental que as mulheres iniciem o pré-natal logo no início da gravidez. Gravidezes múltiplas exigem vigilância apertada e, em muitos casos, parto em unidades com capacidade de resposta.”

Este é já o quarto parto de trigémeos registado no HCQ em 2025. O hospital já contabiliza também um caso de quadrigémeos este ano. O mês de Julho, por si só, já soma dois partos do género, o que reforça o papel do HCQ como referência regional em obstetrícia de alto risco.

 

Chapo pede cabeça fria e união após eleições

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No encerramento da sua visita à província de Maputo, o Presidente da República, Daniel Chapo, apelou este sábado, em comício popular em Bobole (Marracuene), à união nacional, rejeição da violência e combate ao discurso de ódio, num discurso claramente orientado a acalmar os ânimos após o conturbado período pós-eleitoral.

“Quando um povo está organizado, ninguém pode derrubá-lo”, declarou Chapo perante centenas de populares, numa tentativa de recentrar a narrativa em torno da paz e reconciliação.

O Chefe de Estado justificou a escolha de Marracuene como palco da sua intervenção por considerar necessário “esclarecer os factos que se seguiram às eleições”, referindo-se às denúncias de irregularidades, protestos populares e actos de vandalismo que se multiplicaram em várias zonas do país.

Sem mencionar directamente a oposição ou os protestos, Chapo criticou o que classificou de “discursos de ódio” e “destruição de bens públicos”, associando essas práticas ao atraso no desenvolvimento. “A paz não é só o calar das armas. É também mudar a forma como pensamos”, declarou.

O Presidente fez ainda um balanço das iniciativas do seu governo, incluindo o anúncio de um novo Fundo de Desenvolvimento Económico Local, que visa financiar projectos de jovens e mulheres. “Este dinheiro vai criar emprego e gerar renda”, garantiu, sem avançar montantes.

Chapo assegurou que os investimentos públicos continuarão a beneficiar todos os moçambicanos “sem distinção partidária”, e reafirmou o compromisso com o pagamento regular de salários, horas extras e subsídios a funcionários e combatentes.

Num tom mais social, apelou ao combate à corrupção, ao crime e ao consumo de drogas, com foco especial na juventude. “Para termos uma juventude saudável, ela tem que estar livre do álcool e das drogas”, afirmou.

O discurso do Chefe de Estado encerrou com uma visão estratégica: sem estabilidade, alertou, o país não conseguirá construir os próximos 50 anos com mais progresso do que os 50 anos já vividos desde a independência.

 

Chapo empossa Conselho Nacional de Defesa e Segurança

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O Presidente da República, Daniel Chapo, vai conferir posse, esta segunda-feira (14), aos novos membros do Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), em cerimónia marcada para as 10h00, na Presidência da República.

Entre os empossados estão dois membros nomeados directamente por Chapo — Mariano de Araújo Matsinha e Joaquim João Munhepe Muhlanga — e seis eleitos pela Assembleia da República: Jacinto Veloso, Marina Pachinuapa, António Hama Thai, Melba Fumo, Olímpio Cambona e outros nomes históricos e técnicos.

Por inerência de funções, também tomam posse altos dirigentes do aparelho de Estado, incluindo os ministros da Defesa (Cristóvão Chume), Interior (Paulo Chachine), Negócios Estrangeiros (Maria Lucas), Finanças (Carla Loveira), Justiça (Mateus Saíse), Agricultura (Roberto Albino), Transportes (João Matlombe), e Comunicações (Américo Muchanga). Completam a lista o chefe do SISE, José Pacheco, o Chefe do Estado-Maior General das FADM, Júlio Jane, e o Comandante-Geral da PRM, Joaquim Sive.

O CNDS é o órgão máximo de consulta do Chefe de Estado em matérias de soberania, defesa e segurança nacional. O acto desta segunda-feira marca a formalização da nova composição num momento em que o país enfrenta desafios complexos no sector da segurança, com focos de instabilidade ainda activos no norte e crescentes tensões sociais no centro do país.

Chapo abre cimeira parlamentar da CPLP

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O Presidente da República, Daniel Chapo, vai presidir esta segunda-feira, 14 de Julho, à abertura da XIV Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP). O acto terá lugar no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, a partir das 8 horas.

O encontro marca a assunção da presidência rotativa da AP-CPLP por Moçambique, num contexto em que a organização busca reforçar o seu papel como espaço de diálogo político, harmonização legislativa e cooperação multilateral entre os Estados lusófonos.

A realização da cimeira em Maputo é vista pelo Executivo como uma afirmação do lugar de Moçambique na diplomacia parlamentar da lusofonia. Segundo fontes oficiais, o país pretende usar a sua presidência para impulsionar temas ligados à solidariedade, desenvolvimento sustentável e valorização do património comum da língua portuguesa.

A Assembleia Parlamentar da CPLP junta representantes dos parlamentos dos países-membros da comunidade e funciona como plataforma de articulação política paralela às cimeiras de chefes de Estado e de Governo.

Lamine Yamal envolvido em polémica por contratar anões para festa de aniversário

Jogador espanhol é criticado por alegado uso de pessoas com nanismo como forma de entretenimento; associação promete acção legal

O jovem futebolista espanhol Lamine Yamal, estrela em ascensão do FC Barcelona e da seleção nacional, está no centro de uma polémica depois de alegadamente ter contratado pessoas com nanismo para animarem a sua festa de 18.º aniversário, celebrada no último domingo. A denúncia partiu da Associação para a Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (ADEE), que classificou o episódio como “discriminatório e atentatório à dignidade humana”.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a ADEE condena “a contratação de pessoas com nanismo como parte da animação” do evento privado do atleta, argumentando que a prática “não só viola a legislação vigente sobre igualdade e não discriminação, como fere os valores fundamentais de uma sociedade respeitadora e inclusiva”.

A organização afirma ainda que irá tomar “medidas legais e sociais” para responsabilizar o jogador e salvaguardar os direitos das pessoas com deficiência, em particular das que vivem com acondroplasia ou outras formas de nanismo.

Segundo o jornal português A Bola, a festa de Yamal contou com diversas atrações, entre elas indivíduos com nanismo envolvidos em atividades de entretenimento – prática frequentemente criticada por associações de direitos humanos e de inclusão, por perpetuar estigmas e reduzir pessoas com deficiência a objetos de espetáculo.

O caso gerou uma onda de críticas nas redes sociais, onde muitos seguidores e ativistas acusam o jogador de falta de sensibilidade social. “Lamine Yamal tem a responsabilidade de usar sua influência para promover respeito e inclusão, não reforçar estereótipos”, escreveu uma utilizadora no X (antigo Twitter).

Por outro lado, alguns defensores do jogador alegam que os contratados participaram de forma voluntária e remunerada, argumentando que isso não configura exploração ou discriminação.

Até ao momento, Lamine Yamal ou os seus representantes ainda não se pronunciaram publicamente sobre as acusações. O FC Barcelona também mantém silêncio sobre o caso, embora fontes do clube admitam, sob anonimato, que o episódio está a ser acompanhado com atenção pela direção.

Esta controvérsia reacende o debate sobre o uso de pessoas com deficiência como entretenimento em eventos privados, uma prática ainda recorrente em vários países, mas que vem sendo cada vez mais criticada por movimentos sociais e órgãos de defesa dos direitos humanos.

A ADEE sublinha que não se trata de limitar oportunidades profissionais para pessoas com nanismo, mas sim de combater contextos em que a sua presença é utilizada para provocar riso, estranheza ou sensação de “atração exótica”.

“É essencial diferenciar entre inclusão profissional digna e uso desrespeitoso da imagem de uma pessoa com deficiência”, conclui a associação

Fundação Salimo Abdula apoia formação em agronegócio e gestão financeira em Marracuene

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Cerca de 150 produtores do distrito de Marracuene, província de Maputo, beneficiam de uma formação intensiva em agronegócio e educação financeira. A iniciativa, promovida pela Fundação Salimo Abdula (FSA), é desenvolvida em parceria com a organização Money Savvy Mozambique e o Conselho Municipal da Vila de Marracuene.

A acção formativa, pioneira na região, visa reforçar as bases para o desenvolvimento sustentável da renda familiar e o fortalecimento das comunidades locais. Durante três dias, os formandos serão capacitados com ferramentas e competências essenciais para a gestão dos seus negócios e melhoria da performance económica das suas famílias.

Durante a cerimónia de abertura, realizada esta quarta-feira na Vila Municipal de Marracuene, o Presidente do Conselho de Administração da FSA, Paulo Oliveira, destacou: “O papel da Fundação é contribuir para a criação de oportunidades com impacto real nas comunidades. Promovemos uma cidadania solidária, responsável e comprometida com o bem-estar e o desenvolvimento sustentável. O nosso objectivo é fomentar o empreendedorismo através da capacitação, ajudando as pessoas a escreverem uma nova história nas suas vidas e no seu entorno.”

Sany Weng, Co-Fundadora da Money Savvy Mozambique, reforçou a importância da formação: “Acreditamos que esta iniciativa irá gerar impactos reais e duradouros na vida económica dos pequenos produtores e empreendedores do agronegócio em Marracuene. A educação financeira é uma ferramenta poderosa para planear, poupar, evitar o sobreendividamento e criar capacidade de investimento.”

Já o Vereador para a Área de Urbanização e Infraestruturas do Conselho Municipal de Marracuene, Aníbal Bechel, falou em nome do Presidente do Conselho Municipal e elogiou a parceria: “Estamos confiantes de que esta acção trará resultados positivos em termos de gestão financeira para a nossa população, com especial enfoque nos jovens e nas mulheres envolvidas na agricultura, pecuária e piscicultura.”

Os beneficiários demonstraram entusiasmo e destacaram o valor da formação como um passo essencial para alavancar as suas economias e melhorar a gestão dos seus recursos.

Ao longo da formação, serão abordados temas como métodos de poupança, custos de crédito, perigos do sobreendividamento, gestão financeira e outras matérias ligadas ao desenvolvimento do agronegócio.