Jogador espanhol é criticado por alegado uso de pessoas com nanismo como forma de entretenimento; associação promete acção legal
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O jovem futebolista espanhol Lamine Yamal, estrela em ascensão do FC Barcelona e da seleção nacional, está no centro de uma polémica depois de alegadamente ter contratado pessoas com nanismo para animarem a sua festa de 18.º aniversário, celebrada no último domingo. A denúncia partiu da Associação para a Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (ADEE), que classificou o episódio como “discriminatório e atentatório à dignidade humana”.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a ADEE condena “a contratação de pessoas com nanismo como parte da animação” do evento privado do atleta, argumentando que a prática “não só viola a legislação vigente sobre igualdade e não discriminação, como fere os valores fundamentais de uma sociedade respeitadora e inclusiva”.
A organização afirma ainda que irá tomar “medidas legais e sociais” para responsabilizar o jogador e salvaguardar os direitos das pessoas com deficiência, em particular das que vivem com acondroplasia ou outras formas de nanismo.
Segundo o jornal português A Bola, a festa de Yamal contou com diversas atrações, entre elas indivíduos com nanismo envolvidos em atividades de entretenimento – prática frequentemente criticada por associações de direitos humanos e de inclusão, por perpetuar estigmas e reduzir pessoas com deficiência a objetos de espetáculo.
O caso gerou uma onda de críticas nas redes sociais, onde muitos seguidores e ativistas acusam o jogador de falta de sensibilidade social. “Lamine Yamal tem a responsabilidade de usar sua influência para promover respeito e inclusão, não reforçar estereótipos”, escreveu uma utilizadora no X (antigo Twitter).
Por outro lado, alguns defensores do jogador alegam que os contratados participaram de forma voluntária e remunerada, argumentando que isso não configura exploração ou discriminação.
Até ao momento, Lamine Yamal ou os seus representantes ainda não se pronunciaram publicamente sobre as acusações. O FC Barcelona também mantém silêncio sobre o caso, embora fontes do clube admitam, sob anonimato, que o episódio está a ser acompanhado com atenção pela direção.
Esta controvérsia reacende o debate sobre o uso de pessoas com deficiência como entretenimento em eventos privados, uma prática ainda recorrente em vários países, mas que vem sendo cada vez mais criticada por movimentos sociais e órgãos de defesa dos direitos humanos.
A ADEE sublinha que não se trata de limitar oportunidades profissionais para pessoas com nanismo, mas sim de combater contextos em que a sua presença é utilizada para provocar riso, estranheza ou sensação de “atração exótica”.
“É essencial diferenciar entre inclusão profissional digna e uso desrespeitoso da imagem de uma pessoa com deficiência”, conclui a associação
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