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Carige visita Hospital Geral da Beira e enaltece trabalho dos profissionais de saúde

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O Presidente do Conselho Municipal da Beira, Albano Carige, efectuou na manhã desta sexta-feira, 25 de Julho, uma visita ao Hospital Geral da Beira, uma das principais unidades sanitárias da cidade.

Durante a visita, o edil destacou a importância de valorizar os profissionais de saúde que diariamente prestam cuidados essenciais à população. “Esta visita tem como objectivo demonstrar proximidade e reconhecimento aos profissionais que se dedicam ao bem-estar dos munícipes da Beira”, afirmou Carige.

O autarca defendeu melhores condições de trabalho e conforto para os técnicos de saúde, considerando-os peças-chave no funcionamento do sistema sanitário local. A visita insere-se numa agenda de aproximação institucional entre o município e os sectores sociais estratégicos.

Chapo garante compromisso com os funcionários públicos apesar da crise financeira

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, garantiu hoje, em Quelimane, que o Governo está empenhado em honrar os compromissos com os funcionários públicos, apesar das limitações financeiras que o país enfrenta. O estadista abordou o tema durante um encontro com representantes do sector público na província da Zambézia.

Reconhecendo a influência negativa da desinformação nas redes sociais sobre os salários e direitos laborais, Chapo foi peremptório: “O mais importante não era responder falando, mas pagando as horas extraordinárias”. Sublinhou que o Governo opta por acções concretas e não por discursos, mesmo perante um cenário económico adverso.

O Presidente explicou que, devido ao atraso na aprovação do Orçamento do Estado de 2025, só possível no final de Março, muitos pagamentos foram adiados. No entanto, destacou que, mesmo assim, o Executivo garantiu o pagamento do 13.º salário, o qual considera um direito e não um favor.

Chapo revelou que já está em curso o pagamento faseado das dívidas relativas a horas extras, turnos e meio, especialmente nos sectores da saúde e educação. “Não temos meios para liquidar tudo de uma vez, mas estamos a dar sinais claros, pagando aos poucos”, frisou.

Paralelamente, o Presidente referiu que estão também a ser pagos subsídios em atraso a líderes comunitários, combatentes, idosos beneficiários do INAS, bem como dívidas com fornecedores privados do Estado. “Vamos continuar a fazer os pagamentos na medida do possível”, reiterou.

O Chefe do Estado alertou para os efeitos da crise internacional, incluindo cortes no financiamento de parceiros como a USAID, que afectaram serviços essenciais como a saúde. Garantiu, no entanto, que o Governo está a buscar alternativas internas para assegurar a continuidade dos serviços básicos.

Funcionários públicos levantaram preocupações, nomeadamente a suspensão de promoções, atrasos no pagamento de pensões e funeral, e a morosidade nos processos do INPS. Em resposta, Chapo defendeu a descentralização e a criação de delegações provinciais do INPS, para agilizar a tramitação de pensões e subsídios.

O estadista comprometeu-se ainda a rever incongruências na Tabela Salarial Única (TSU) e nos qualificadores de funções, com vista a maior justiça salarial. Prometeu também estudar a retomada da atribuição de bolsas de estudo, a melhoria das condições laborais e o reforço dos equipamentos nos serviços públicos.

“Vamos continuar a trabalhar, com esperança de que o mundo reencontre o caminho da paz, e que os recursos hoje desviados para as guerras possam ser destinados àquilo que verdadeiramente importa: saúde, educação, água, energia, estradas e bem-estar da nossa população”, concluiu o Presidente da República.

Chapo encoraja Zambézia a manter o ritmo de desenvolvimento

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, exortou ontem  a província da Zambézia a manter o ritmo do seu desenvolvimento, elogiando a resiliência local diante dos múltiplos desafios. Falando durante uma Sessão Extraordinária do Conselho Executivo Provincial, realizada em Quelimane, Chapo afirmou que “a província está a caminhar” e deve “continuar a trabalhar para desenvolvermos a Zambézia”.

No encontro, que contou com a presença de administradores distritais, presidentes dos conselhos autárquicos e membros do governo central, o Chefe do Estado saudou os resultados positivos alcançados pela província no primeiro semestre de 2025, apesar dos impactos causados por manifestações violentas e fenómenos climáticos extremos.

“O relatório que nos foi apresentado mostra que, mesmo com todos esses constrangimentos, a província conseguiu aumentar a sua receita. Isso é sinal de resiliência e de trabalho sério”, sublinhou o Presidente, incentivando uma análise crítica sobre os dados apresentados e uma acção mais firme para acelerar o progresso.

Entre as preocupações levantadas, Chapo questionou a eficácia da estratégia provincial de combate à corrupção, o pagamento de horas extras na função pública e a fiabilidade dos dados sobre desemprego e crescimento populacional. “A Zambézia é das províncias com mais nascimentos. Qual é o nosso índice de desemprego? Precisamos de respostas claras, porque estes são desafios estruturantes”, frisou.

O estadista exigiu ainda informações sobre a transitabilidade das estradas, abastecimento de água, segurança alimentar e os subsídios sociais aos líderes comunitários. “Todos esses aspectos são cruciais para consolidar a governação local e garantir que o desenvolvimento chega às populações”, afirmou.

A visita de Chapo à Zambézia continua nos próximos dias, com passagens por vários distritos e encontros com líderes comunitários, empresários e representantes da juventude, numa agenda centrada no reforço da descentralização e do desenvolvimento local.

Chapo lança Fundo Económico Local com foco na juventude

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, anunciou esta sexta-feira, em Quelimane, o lançamento do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), cuja entrada em funcionamento está prevista para a próxima semana. A iniciativa visa fomentar o empreendedorismo comunitário e descentralizar os recursos económicos, com 60% do fundo reservado aos jovens.

Falando diante de milhares de pessoas num comício popular, Chapo afirmou que o FDEL representa “um passo concreto para aproximar o Estado das comunidades” e “empoderar os jovens com ferramentas reais para gerar riqueza onde vivem”.

O fundo será operacionalizado em coordenação com governos distritais, conselhos autárquicos e instituições financeiras locais, privilegiando áreas como agricultura, pesca, turismo local, agro-indústria, energias renováveis e tecnologias digitais. Haverá incentivos específicos para projectos liderados por jovens recém-formados e mulheres empreendedoras.

“Queremos que o desenvolvimento económico deixe de ser uma promessa feita em Maputo e passe a ser uma realidade vivida em todos os distritos do país”, sublinhou o Presidente, garantindo que haverá mecanismos de formação, monitoria e fiscalização do uso dos fundos, com envolvimento da sociedade civil e da comunicação social.

Durante o comício, a população local reagiu com entusiasmo à criação do FDEL, considerando-o uma resposta aos constrangimentos de acesso ao crédito e à falta de oportunidades. O fundo será oficialmente lançado num evento nacional, com a participação de todos os distritos, parceiros e instituições do sector económico.

A criação do FDEL inscreve-se na agenda de governação de Daniel Chapo, que tem defendido um modelo de desenvolvimento económico assente na valorização das províncias e na criação de empregos sustentáveis fora dos grandes centros urbanos.

Parlamento sul-africano aprova proposta de orçamento com apoio do novo Governo de Unidade Nacional

O Parlamento da África do Sul aprovou esta quarta-feira, 24 de Julho, a proposta de Orçamento para o ano fiscal em curso, com 262 votos favoráveis e 90 contra. Esta votação representa a primeira de três etapas legislativas necessárias para que o diploma adquira força de lei, num processo que se prevê decisivo para a estabilidade da nova governação multipartidária.

O documento orçamental recebeu o apoio unânime dos dez partidos que integram o recém-estabelecido Governo de Unidade Nacional (GUN), formado na sequência das eleições gerais de Maio, que resultaram na perda da maioria absoluta por parte do Congresso Nacional Africano (ANC), partido que governa o país desde o fim do apartheid. Entre os apoiantes destacam-se a Aliança Democrática (DA), tradicional partido da oposição, agora parceiro-chave da coligação, bem como outras formações como o Inkatha Freedom Party (IFP), o Good Party, entre outros.

A votação decorreu num clima político ainda marcado pela reorganização das forças parlamentares e pela necessidade de compromisso entre os partidos da coligação, cujas diferenças ideológicas têm exigido negociações delicadas. Ainda assim, o consenso obtido na primeira votação do Orçamento é interpretado como um sinal de coesão interna e de capacidade governativa do novo executivo liderado por Cyril Ramaphosa, que iniciou o seu segundo mandato com poderes reduzidos.

Na oposição, destacaram-se votos contra de duas forças políticas de peso: o Umkhonto We Sizwe (MK), partido recém-criado e liderado por Jacob Zuma, antigo Presidente da República, e os Combatentes da Liberdade Económica (EFF), formação de esquerda radical dirigida por Julius Malema. Ambos os partidos manifestaram críticas à proposta orçamental, considerando que esta não responde de forma eficaz às desigualdades socioeconómicas persistentes no país e acusando o Governo de ceder aos interesses do grande capital, numa alusão à participação da Aliança Democrática na governação.

A proposta de Orçamento será agora sujeita a escrutínio em sede de comissão parlamentar, antes de regressar ao plenário para uma votação final. A sua aprovação definitiva será um primeiro grande teste à viabilidade do Governo de Unidade Nacional e à sua capacidade de assegurar uma governação estável num parlamento fragmentado e polarizado

EUA e Japão firmam acordo comercial histórico em meio a tensão tarifária

Os Estados Unidos da América e o Japão firmaram um acordo comercial considerado o mais significativo desde o início da política protecionista adotada por Washington em abril, durante a ofensiva tarifária liderada pelo ex-presidente Donald Trump. A medida marca um novo capítulo nas relações económicas bilaterais, embora detalhes de outros acordos negociados paralelamente permaneçam sob sigilo.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump classificou a negociação como um marco na história das relações entre os dois países. “É um momento empolgante para os Estados Unidos da América, especialmente porque continuamos sempre a ter um ótimo relacionamento com o Japão”, escreveu o ex-presidente, que ainda exerce forte influência nas diretrizes económicas americanas.

As negociações foram intensas e exigiram esforços diplomáticos significativos. Ryosei Akazawa, principal negociador comercial do Japão, visitou os Estados Unidos em oito ocasiões ao longo das rodadas de conversações. Os temas mais delicados incluíram os setores automotor e agrícola, especialmente a exportação de arroz japonês e as exigências do setor automobilístico norte-americano.

Segundo dados oficiais, o Japão é atualmente o quinto maior parceiro comercial dos EUA. Em 2024, o comércio bilateral entre os dois países movimentou cerca de 70 biliões de dólares para a economia japonesa.

O novo acordo prevê um investimento superior a 550 biliões de dólares por parte do Japão em território norte-americano. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, celebrou o resultado das negociações, destacando a aprovação de tarifas de 15% como um avanço estratégico para ambos os lados. “Este acordo não apenas reforça nossa presença económica nos Estados Unidos, como também solidifica os laços de confiança entre nossas nações”, declarou Ishiba em coletiva de imprensa realizada em Tóquio.

Enquanto os termos completos do tratado ainda não foram divulgados, o consenso é que o acordo representa um movimento relevante na tentativa de reequilibrar as relações comerciais em um contexto internacional cada vez mais competitivo.

O impacto direto nas tarifas de importação e exportação, bem como nas cadeias de produção e logística, deve começar a ser sentido nos próximos trimestres. Analistas seguem atentos à implementação das cláusulas acordadas e às possíveis reações dos demais países que mantêm relações comerciais próximas com os dois gigantes económicos.

Militantes contestam liderança, encerram sede da Renamo em Quelimane e agridem vice da Assembleia provincial

A manhã desta quarta-feira, 23 de julho, foi palco de episódios de violência nas instalações da delegação provincial da Renamo em Quelimane, província da Zambézia, em Moçambique. O incidente ocorreu durante uma tentativa de encerramento da sede local do partido, tendo resultado em agressões físicas a Euferio Ossufo, actual segundo vice-presidente da Assembleia Provincial e antigo candidato à presidência do município da Maganja da Costa.

O confronto envolveu um grupo de membros, simpatizantes e antigos guerrilheiros da Renamo, assumidamente descontentes com a liderança de Ossufo Momade. Segundo testemunhos no local, Ossufo deslocou-se à sede para tentar impedir o encerramento, mas acabou por ser cercado e agredido por manifestantes. Fontes presentes indicam que o político terá dirigido palavras consideradas provocatórias aos manifestantes, facto que poderá ter contribuído para o agravamento da tensão.

O episódio degenerou rapidamente numa agressão física. Euferio Ossufo foi forçado a sair do edifício e, já no exterior, terá sido empurrado e agredido perante a passividade dos seguranças e de outros presentes, que se abstiveram de intervir.

Em declarações à imprensa após o incidente, Ossufo descreveu os agressores como “um grupo de rebeldes”, reforçando a gravidade da situação interna que o partido enfrenta. Por sua vez, os manifestantes justificaram a acção com críticas à liderança de Ossufo Momade, que acusam de se ter afastado dos princípios fundadores da Renamo. Exigem, por isso, a sua destituição imediata.

A situação evidencia a crescente fragmentação interna da Renamo, num momento em que o partido atravessa uma fase crítica de redefinição estratégica e disputa pela legitimidade das suas estruturas dirigentes. Até ao momento, não há registo oficial de detenções ou reacção por parte da direcção nacional do partido.

Recursos naturais da Terra esgotam-se esta quinta-feira: humanidade entra em défice ecológico

Dia da Sobrecarga da Terra assinala-se esta quinta-feira, 24 de Julho. Humanidade consumiu tudo o que o planeta consegue regenerar num ano. Especialistas alertam para modelo de desenvolvimento insustentável.

A Terra esgota esta quinta-feira, 24 de Julho, todos os recursos naturais que é capaz de regenerar em 2025. A marca simbólica, conhecida como Dia da Sobrecarga da Terra (Earth Overshoot Day), representa o momento em que a humanidade entra em défice ecológico — passando a consumir capital natural que o planeta já não consegue repor a curto prazo.

O cálculo é realizado anualmente pela organização internacional Global Footprint Network, que compara a pegada ecológica da humanidade — isto é, o conjunto de recursos consumidos — com a biocapacidade do planeta, ou seja, a capacidade dos ecossistemas para regenerar esses mesmos recursos.

Este ano, a data foi antecipada em oito dias face a 2024, quando o esgotamento se verificou a 1 de Agosto. Segundo os peritos, esta inversão deve-se, entre outros factores, a alterações nos dados relativos ao sequestro de carbono pelos oceanos e à evolução do consumo global per capita.

A viver como se houvesse 1,8 planetas

De acordo com os dados mais recentes, a humanidade está actualmente a consumir recursos como se tivesse à sua disposição 1,8 planetas Terra. A pressão é exercida sobretudo através do uso intensivo de combustíveis fósseis, desflorestação, agricultura intensiva, sobrepesca e produção de resíduos.

A Global Footprint Network estima que, se toda a população mundial vivesse com os níveis de consumo da média norte-americana, seriam necessários quase cinco planetas para manter o actual ritmo. Em contrapartida, estilos de vida como o da média indiana mantêm-se ainda dentro da capacidade regenerativa do planeta.

Impactos ambientais e climáticos

A ultrapassagem da capacidade ecológica da Terra tem consequências crescentes e cada vez mais visíveis. A lista inclui a perda de biodiversidade, a erosão dos solos, a escassez de água potável e a intensificação de fenómenos climáticos extremos, como ondas de calor, secas prolongadas ou inundações severas.

Os especialistas alertam que esta situação representa não apenas um risco ambiental, mas também económico e social, afectando a segurança alimentar, os fluxos migratórios e a estabilidade de comunidades vulneráveis.

Inverter a tendência é possível

A campanha internacional #MoveTheDate, promovida pela mesma entidade, tem como objectivo adiar progressivamente esta data, através de um conjunto de medidas sustentáveis. Entre as propostas estão: A redução das emissões globais de CO₂ em 50%, o que permitiria adiar o Dia da Sobrecarga em cerca de três meses; o combate ao desperdício alimentar, responsável por cerca de 10% da pegada ecológica global; a transição energética para fontes renováveis; a protecção e recuperação de áreas naturais, como florestas e zonas húmidas.

Num comunicado divulgado esta semana, a Global Footprint Network reforça que “os dados não são um destino inevitável”, e que a mudança é possível — mas depende de compromissos concretos por parte de governos, empresas e cidadãos.

Fome como arma de guerra: Organizações acusam Israel e cobram resposta global

Mais de uma centena de organizações internacionais denunciam a crise humanitária extrema na Faixa de Gaza e pedem um cessar-fogo imediato, além do fim das restrições à ajuda humanitária.

Um grupo formado por 111 organizações humanitárias e de direitos humanos emitiu, nesta quarta-feira, um apelo urgente à comunidade internacional para que intervenha frente à grave crise de fome que se agrava na Faixa de Gaza. Segundo a declaração conjunta, o cerco imposto por Israel está a levar a população palestiniana à fome extrema, com relatos crescentes de mortes por inanição.

“O cerco do Governo israelita está a matar de fome a população de Gaza”, afirmam as organizações na carta aberta, acrescentando que até mesmo os seus próprios funcionários humanitários que permanecem no enclave estão a passar fome e a enfrentar filas intermináveis para tentar obter alimentos.

As entidades pedem ações concretas dos Estados, incluindo a suspensão da transferência de armas e munições para Israel, como forma de pressão para pôr fim às restrições impostas à entrada de ajuda humanitária. “Os Estados têm de tomar medidas concretas para pôr termo ao cerco”, alerta o documento.

Este apelo ocorre num momento em que, pela primeira vez desde o início da guerra, autoridades palestinianas confirmam que dezenas de pessoas estão a morrer de fome no território. A escassez de alimentos, água potável e medicamentos é agravada pelas limitações ao acesso humanitário impostas por Israel, segundo os grupos signatários.

As organizações exigem também um cessar-fogo imediato e permanente, argumentando que apenas a suspensão total das hostilidades e a abertura incondicional de corredores humanitários poderão evitar uma catástrofe ainda maior.

Apesar das crescentes denúncias internacionais e apelos da ONU, a resposta da comunidade internacional tem sido considerada insuficiente pelos grupos de ajuda, que acusam os principais aliados de Israel de conivência por omissão.

“A situação ultrapassou o limite do tolerável. A fome é agora uma arma de guerra. É inaceitável que o mundo permaneça inerte diante desta tragédia”, conclui a nota.

O atual cerco intensificou-se após o agravamento das tensões entre Israel e o Hamas, iniciado em outubro de 2023. Desde então, Gaza tem enfrentado bombardeamentos contínuos, deslocamentos forçados em massa e um colapso quase total das infraestruturas civis, incluindo hospitais, escolas e redes de abastecimento.

Segundo agências da ONU, mais de 80% da população de Gaza depende exclusivamente de ajuda humanitária, que continua a ser bloqueada ou severamente limitada nos pontos de entrada ao território.

A comunidade internacional é agora chamada a agir com urgência, enquanto organizações alertam: “a fome em Gaza não é consequência de desastres naturais, mas de decisões políticas.”

 

Grande cruzada inter-religiosa provincial em Quelimane atraí milhares de fieis para o campo primeiro de Maio

Desde o dia 17 de julho, a cidade de Quelimane, capital da província da Zambézia, tem sido palco de um evento de grande importância religiosa. O Campo Primeiro de Maio acolhe a Grande Cruzada Inter-religiosa, um encontro que reúne igrejas protestantes sediadas na cidade e que visa promover a união entre os crentes de diferentes denominações.

A cruzada, organizada pelo Evangelista Randy Roberts, tem como lema “Cristo para Todas as Nações Ministério Saudoso”. Milhares de fiéis, de diversas faixas etárias, têm comparecido todos os dias para ouvir a mensagem do Evangelho e renovar sua fé. A grande expectativa gira em torno de milagres, cura e bênçãos que, segundo os participantes, são promessas que serão cumpridas durante os dias do evento.

Entre os participantes, muitos expressam sua esperança de receber bênçãos divinas e fortalecer sua caminhada cristã. O jovem Nelson Felizardo, que tem se destacado como um dos anfitriões do evento, compartilhou com o Jornal Txopela o impacto positivo que a cruzada tem causado não só no campo espiritual, mas também na troca de experiências religiosas. “Este encontro com o Evangelista Randy Roberts não é apenas uma oportunidade para buscar milagres, mas também para aprender a viver mais próximos de Jesus e trocar experiências com outros irmãos na fé”, afirmou Nelson Felizardo.

Para Dona Rosana Pedro, moradora e vizinha do local onde a cruzada está sendo realizada, o evento tem trazido benefícios tangíveis para a comunidade. “Desde o início da cruzada, temos visto grandes mudanças no bairro. O Campo Primeiro de Maio passou por terraplanagem e recebeu iluminação. Estamos a ver a transformação no nosso bairro e esperamos que, ao final do evento, a EDM (Electricidade de Moçambique) mantenha a iluminação, que tem sido uma grande melhoria para a nossa comunidade”, comentou Dona Rosana. Além disso, ela destaca que o evento também representa uma boa oportunidade para o comércio local, com muitas pessoas visitando a região durante esses dias.

A Cruzada Inter-religiosa, que continua até o próximo domingo, dia 20 de julho, tem atraído fiéis de todas as partes da província da Zambézia e também de outras regiões do país. Com a expectativa de que o evento traga transformação tanto no campo espiritual quanto no desenvolvimento da comunidade, o evento tem se mostrado um sucesso em termos de organização e participação.

A assembleia, que se realiza a partir das 17h, é um momento de fervor religioso e pregação, com destaque para as orações e mensagens edificantes que buscam renovar a fé dos crentes. Durante este período, os participantes demonstram grande fervor e comprometimento, com muitos acreditando que a cruzada é uma oportunidade divina para restaurar e fortalecer suas vidas espirituais.

A organização da cruzada promete continuar com seu impacto positivo até o final do evento, e espera-se que os frutos espirituais e sociais perdurem por muito tempo após o término da assembleia.