Mais de uma centena de organizações internacionais denunciam a crise humanitária extrema na Faixa de Gaza e pedem um cessar-fogo imediato, além do fim das restrições à ajuda humanitária.
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Um grupo formado por 111 organizações humanitárias e de direitos humanos emitiu, nesta quarta-feira, um apelo urgente à comunidade internacional para que intervenha frente à grave crise de fome que se agrava na Faixa de Gaza. Segundo a declaração conjunta, o cerco imposto por Israel está a levar a população palestiniana à fome extrema, com relatos crescentes de mortes por inanição.
“O cerco do Governo israelita está a matar de fome a população de Gaza”, afirmam as organizações na carta aberta, acrescentando que até mesmo os seus próprios funcionários humanitários que permanecem no enclave estão a passar fome e a enfrentar filas intermináveis para tentar obter alimentos.
As entidades pedem ações concretas dos Estados, incluindo a suspensão da transferência de armas e munições para Israel, como forma de pressão para pôr fim às restrições impostas à entrada de ajuda humanitária. “Os Estados têm de tomar medidas concretas para pôr termo ao cerco”, alerta o documento.
Este apelo ocorre num momento em que, pela primeira vez desde o início da guerra, autoridades palestinianas confirmam que dezenas de pessoas estão a morrer de fome no território. A escassez de alimentos, água potável e medicamentos é agravada pelas limitações ao acesso humanitário impostas por Israel, segundo os grupos signatários.
As organizações exigem também um cessar-fogo imediato e permanente, argumentando que apenas a suspensão total das hostilidades e a abertura incondicional de corredores humanitários poderão evitar uma catástrofe ainda maior.
Apesar das crescentes denúncias internacionais e apelos da ONU, a resposta da comunidade internacional tem sido considerada insuficiente pelos grupos de ajuda, que acusam os principais aliados de Israel de conivência por omissão.
“A situação ultrapassou o limite do tolerável. A fome é agora uma arma de guerra. É inaceitável que o mundo permaneça inerte diante desta tragédia”, conclui a nota.
O atual cerco intensificou-se após o agravamento das tensões entre Israel e o Hamas, iniciado em outubro de 2023. Desde então, Gaza tem enfrentado bombardeamentos contínuos, deslocamentos forçados em massa e um colapso quase total das infraestruturas civis, incluindo hospitais, escolas e redes de abastecimento.
Segundo agências da ONU, mais de 80% da população de Gaza depende exclusivamente de ajuda humanitária, que continua a ser bloqueada ou severamente limitada nos pontos de entrada ao território.
A comunidade internacional é agora chamada a agir com urgência, enquanto organizações alertam: “a fome em Gaza não é consequência de desastres naturais, mas de decisões políticas.”
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