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Jovens assumem a frente da transição energética em Moçambique

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A juventude moçambicana deu esta semana um passo audaz ao posicionar-se como força motriz da transição energética no país. Num encontro promovido pela ONU Moçambique em parceria com a YCAC MOZ, representantes juvenis, Governo e Nações Unidas convergiram em torno de um apelo claro: justiça, inclusão e coragem na mudança do modelo energético.

O evento, realizado na quarta-feira (23), surgiu em resposta ao apelo climático global “Momento de Oportunidade” lançado por António Guterres, Secretário-Geral da ONU, e teve como foco central o papel dos jovens moçambicanos na construção de um futuro energético mais justo e sustentável.

“Moçambique é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas; a juventude é parte essencial da solução”, afirmou Laura Tomm-Bonde, Coordenadora Residente interina da ONU em Moçambique. Da parte do Governo, Marcelina Mataveia, directora nacional de Energia, reforçou que o acesso à energia e à justiça social “é um direito de todos e exige acção concreta”.

Flávia Nicole Bila, jovem representante da YCAC MOZ, sublinhou que “a juventude moçambicana é criativa, resiliente e está pronta para liderar esta transformação”. Durante o encontro, foram discutidas propostas que vão desde soluções tecnológicas a financiamento climático justo, com destaque para o papel das redes digitais e armazenamento de energia.

Num contexto de crescente vulnerabilidade climática, os jovens reclamam não só voz, mas protagonismo na definição de políticas energéticas. Para eles, a transição não é apenas uma necessidade ambiental, mas uma oportunidade histórica para tornar Moçambique mais verde, inclusivo e equitativo.

FFH e Gapi firmam aliança para habitação acessível e resiliente ao clima

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O Fundo de Fomento à Habitação (FFH, FP) e a Gapi – Sociedade de Investimentos (Gapi-SI) assinaram hoje um memorando que estabelece uma parceria estratégica com o objectivo de desenvolver mecanismos de financiamento habitacional inovadores, acessíveis e adaptados às realidades climáticas e económicas de Moçambique.

A iniciativa visa responder à crescente demanda por habitação segura, eficiente em termos energéticos e financeiramente acessível para famílias de baixos e médios rendimentos. A aposta passa por soluções fora do modelo bancário tradicional, integrando fundos rotativos, garantias de crédito e seguros habitacionais, mobilizando capital público, privado e multilateral.

Armindo José Munguambe, PCA do FFH, destacou a parceria como resposta à escassez de recursos públicos. “Precisamos de alternativas concretas ao actual modelo de financiamento, cujas taxas são proibitivas. Esta aliança permite juntar capacidades e abrir espaço à inovação”, afirmou.

Já Adolfo Muholove, presidente da Comissão Executiva da Gapi, sublinhou que o projecto dará prioridade a jovens e mulheres, alicerçando-se em três pilares: inovação, inclusão e sustentabilidade. “Queremos transformar o ecossistema habitacional e criar soluções que funcionem para todos”, disse.

O acordo tem validade inicial de cinco anos, com revisões anuais, e prevê ainda cláusulas de combate à corrupção e confidencialidade, numa aposta declarada na ética e boa governação.

Sofala testa resposta a cheias e ciclones antes da época chuvosa

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A província de Sofala deu início aos preparativos para a próxima época chuvosa com a realização, esta segunda-feira (22), de um exercício de pré-simulação em Nhamatanda, visando reforçar a capacidade de resposta comunitária a cenários de ciclone e cheias.

A actividade foi coordenada pela delegação provincial do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em articulação com o governo distrital e apoio da organização AVSI. Participaram no exercício 136 pessoas, incluindo membros dos Comités Locais de Gestão de Risco (CLGRD), professores, crianças, líderes comunitários e idosos.

O foco esteve na emissão de alertas, comunicação de medidas preventivas, gestão de centros de acomodação temporária e mecanismos de queixa em contexto de emergência, com especial atenção à protecção da criança.

A simulação insere-se numa estratégia mais ampla de reforço da resiliência local, numa província ciclicamente fustigada por desastres naturais. O INGD considera este tipo de exercícios essenciais para avaliar e corrigir falhas operacionais antes da chegada das chuvas.

Mercado Floresta em Quelimane alvo de requalificação urbana

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A cidade de Quelimane prepara-se para a reordenação do comércio informal no Mercado Floresta, conhecido localmente como “Mercado do Lixo”. Uma equipa multissetorial da edilidade visitou, esta quarta-feira, o local para apresentar oficialmente o projecto de reassentamento dos vendedores que ocupam, de forma desordenada, a via pública.

A comitiva foi composta pelos vereadores Juvenal Simbine (Urbanização e Construção) e José Carvalho (Actividades Económicas, Mercados e Feiras), bem como pelos directores Celestino Américo Ginote e Nito Manecas, responsáveis pelas áreas económicas e de mercados, respectivamente.

O plano prevê a retirada dos comerciantes que operam ao longo da estrada, com a realocação para zonas organizadas dentro do recinto do mercado, numa tentativa de devolver a fluidez ao tráfego e melhorar as condições de salubridade e segurança no local.

A actividade de sensibilização, que se vem arrastando desde o início do ano, entra agora na fase de conclusão do projecto técnico, prevendo-se que a retirada dos vendedores ocorra nos próximos tempos. Durante o encontro, que contou com a presença da comissão do mercado, zeladores e técnicos municipais, a edilidade apelou à colaboração dos comerciantes para viabilizar o processo de reordenamento.

Comércio informal desordenado e ocupação de vias públicas continuam a ser um dos maiores desafios urbanos em Quelimane, numa cidade onde a pressão sobre o espaço público se intensifica, e onde a convivência entre a necessidade de sustento e a ordem urbana muitas vezes se revela tensa.

Quelimane aposta na juventude para reverdecer a cidade

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O Conselho Autárquico de Quelimane lançou, esta quarta-feira (23), uma campanha de plantio de árvores em escolas e passeios da cidade, numa iniciativa que visa reforçar a cobertura verde urbana e envolver os mais jovens na luta contra as mudanças climáticas.

A cerimónia decorreu na Escola Primária Completa 17 de Setembro e foi organizada pela Associação ANEJS, no âmbito do Projecto de Iniciativas Juvenis sobre as Mudanças Climáticas, financiado pela Bloomberg Philanthropies.

Filipe Ribeiro, coordenador do projecto, apelou ao engajamento activo dos alunos, sublinhando a importância da participação comunitária na mitigação dos efeitos ambientais. “É nas escolas que formamos cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro da sua cidade”, disse.

A campanha prevê o plantio de árvores de sombra ao longo de passeios e zonas escolares, com o objectivo de melhorar a qualidade dos solos e criar ambientes urbanos mais saudáveis e resilientes. O evento contou com representantes do município, da escola e da comunidade local.

Quelimane: Edilidade lança projecto solar piloto no bairro Icidua

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O bairro Icidua, na cidade de Quelimane, acolheu esta terça-feira o lançamento do Projecto de Promoção e Uso de Painéis Solares, uma iniciativa piloto inserida no Fundo Juvenil para as Mudanças Climáticas, com financiamento do Conselho Autárquico local e apoio da Bloomberg Philanthropies.

A cerimónia foi dirigida por Filipe Ribeiro, coordenador do projecto, e contou com a presença de autoridades municipais e comunitárias, incluindo o vereador da Juventude, Hermínio Leonel Amade, e o director do Departamento de Água e Energia, Manuel José Mário.

Na ocasião, Ribeiro explicou que o projecto arranca nas chamadas “casas resilientes” do bairro Icidua, como parte de uma estratégia que visa disseminar o uso de energia solar em infraestruturas urbanas. “Queremos reduzir a dependência da rede eléctrica convencional, iniciando nas residências, mas com expansão futura para os semáforos e outros serviços urbanos”, destacou.

A iniciativa promove o uso de energia limpa e sustentável como resposta local à crise climática, reforçando a resiliência comunitária e incentivando práticas ecológicas acessíveis à população. O Conselho Autárquico prevê expandir o projecto a outras zonas da cidade, num esforço mais amplo de transição energética.

Sul-coreanos avaliam funcionamento do Hospital Central de Quelimane

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Uma delegação da Coreia do Sul iniciou, esta terça-feira, uma visita de avaliação ao Hospital Central de Quelimane (HCQ), unidade construída no âmbito da cooperação bilateral entre Maputo e Seul. A missão é liderada por Sujoo Kang e visa monitorar o impacto do investimento sul-coreano na província da Zambézia.

Segundo Kang, a visita pretende aferir o funcionamento do hospital, recolher percepções de utentes e profissionais, e avaliar o nível de satisfação com os serviços prestados. “Queremos perceber os ganhos, mas também os desafios que persistem. Esta acção é um sinal claro da continuidade da nossa cooperação”, declarou.

Durante a estadia, a delegação sul-coreana realizou inquéritos e participou numa sessão de trabalho com a direcção do hospital e o Serviço Provincial de Saúde. O director do HCQ, Dr. Ladino Suade, valorizou o exercício e destacou a necessidade de novos investimentos para suprir lacunas críticas.

Entre os principais constrangimentos reportados estão a ausência de um sistema de drenagem pluvial, a falta de vedação do recinto e carências em equipamentos como máquinas de raio X e hemodiálise. Suade manifestou esperança de que a visita resulte na renovação do apoio coreano, garantindo melhor capacidade de resposta do HCQ à população da Zambézia.

Manuel de Araújo apela a uma Renamo assente em instituições e não em figuras individuais

Num momento marcado por divisões internas na Renamo, o presidente do Município de Quelimane e destacado militante do partido, Manuel de Araújo, defendeu esta quarta-feira que a saída para a crise passa pelo reforço da institucionalidade e por um diálogo interno sério, rejeitando visões centradas em protagonismos individuais.

Convidado do programa Grande Entrevista, da Stv, Araújo foi direto ao apontar os estatutos da Renamo como o ponto de partida para qualquer solução duradoura, acrescentando que o respeito pelas regras internas deve ser acompanhado de uma cultura de escuta e entendimento entre os membros da formação política.

Ao abordar a polémica saída de Venâncio Mondlane, que abandonou a Renamo após contestar os processos internos do partido, Araújo mostrou-se crítico da leitura que atribui a Mondlane um papel insubstituível. “A Renamo não depende de uma única pessoa para se reinventar ou para vencer eleições”, afirmou, sublinhando que o partido precisa de se recentrar nos seus princípios fundadores e não em figuras isoladas.

Ainda sobre o ex-candidato presidencial, Manuel de Araújo considerou que Mondlane poderia ter seguido uma abordagem mais construtiva perante a crise interna, evitando o caminho da ruptura.

O autarca de Quelimane defendeu igualmente uma auscultação pública no âmbito do diálogo nacional inclusivo, como forma de garantir legitimidade e representatividade no processo. Segundo Araújo, é essencial que todas as vozes sejam ouvidas para que a reconciliação política tenha bases sólidas.

Bulha entrega fundos e lança nova fase do apoio agrícola em Sofala

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Bulha entrega cheques e equipamentos a produtores e lança nova fase do Mangwana

O governador de Sofala, Lourenço Bulha, procedeu esta quinta-feira (24) à entrega de cheques e equipamentos agrícolas a produtores e empresas locais, no âmbito do Programa Mangwana, uma iniciativa que visa reforçar os sistemas alimentares e nutricionais na província.

Nesta primeira fase, foram contempladas 14 empresas e 119 produtores dos distritos da Beira, Dondo, Nhamatanda, Búzi e Gorongosa, num investimento total de cerca de 41 milhões de meticais. Os apoios incluíram sistemas de irrigação, equipamentos de processamento, gado, aves, infraestruturas agrícolas e meios de transporte, com impacto previsto para mais de 5.800 produtores e criação de cerca de 500 empregos.

Ao intervir na cerimónia, Bulha apelou ao uso responsável dos recursos, sublinhando que o objectivo central do programa é dinamizar as cadeias de valor agrícolas e garantir maior produtividade. “Estes apoios devem traduzir-se em resultados concretos no terreno. Queremos ver produção, emprego e rendimento”, afirmou o governante.

O governador declarou encerrada a primeira fase de subvenções e lançou oficialmente a segunda fase, convidando os produtores e empresas locais a submeterem novas candidaturas. Reafirmou ainda o compromisso do executivo em apoiar o investimento privado no sector agrícola, considerado estratégico para o desenvolvimento económico de Sofala.

O Programa Mangwana integra financiamento público e privado, visando transformar a agricultura local num sector competitivo e resiliente, num contexto em que a província continua a enfrentar desafios de recuperação após os efeitos de sucessivos choques climáticos e instabilidade social.

Nampula aposta na ZCLCA para liderar o comércio regional

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A província de Nampula reafirmou, esta quinta-feira (24), a sua posição estratégica no impulso ao comércio regional e continental, destacando-se como plataforma de integração económica de Moçambique com o resto do continente africano. A posição foi defendida pelo Director do Gabinete do Governador, Calquer Nuno de Albuquerque, durante um encontro sobre a implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA).

Com localização geográfica privilegiada, Nampula assume-se como corredor natural para o escoamento de mercadorias e atracção de investimentos, conectando o litoral moçambicano ao interior do país e aos estados vizinhos. De Albuquerque sublinhou que as infra-estruturas logísticas existentes, como portos e estradas, associadas à dinâmica empresarial local, posicionam a província como eixo fundamental para a exportação e integração económica regional.

“A adesão activa à ZCLCA não só atrairá mais investimentos, como fortalecerá a cooperação económica interafricana, com impacto directo na vida dos moçambicanos”, frisou o dirigente.

No mesmo dia, decorreu na cidade de Nampula um debate sobre a implementação da ZCLCA, que contou com a participação do vereador Pereira Napuanha, em representação do edil Luís Madubula Giquira, bem como de representantes do Governo central, sector privado e sociedade civil.

Entre os intervenientes destacaram-se o presidente do Grupo Empresarial de Nampula, Momede Nusso, o Secretário de Estado do Comércio, líderes religiosos e responsáveis dos sectores da Indústria e Género. O encontro serviu para discutir estratégias que permitam transformar Nampula num polo económico diversificado, inclusivo e competitivo, alinhado com a visão de um “Moçambique moderno e resiliente no comércio e serviços”.

Os participantes defenderam a necessidade de maior articulação institucional e aposta em sectores-chave para que Nampula se afirme como catalisador do comércio interafricano, reforçando o papel do país na nova ordem económica continental.