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PRODUÇÃO AGRÍCOLA: PRODUTORES DE ARROZ EM ILALANE SATISFEITOS COM A QUEDA REGULAR DAS CHUVAS

Produtores de arroz da localidade de Ilalane, no distrito de Nicoadala, província da Zambézia, manifestam satisfação com a queda regular das chuvas que têm favorecido o desenvolvimento das culturas nos campos agrícolas.

Nesta zona produtora, os campos de cultivo de arroz encontram-se bastante movimentados, com camponeses empenhados na limpeza das machambas para criar condições favoráveis ao crescimento da planta do arroz, que já começou a germinar após a sementeira. Os produtores acreditam que, mantendo-se o atual nível de precipitação, a presente campanha agrícola poderá resultar numa das melhores produções dos últimos anos.

Apesar do cenário positivo, alguns campos situados em zonas mais elevadas estão a ser regados manualmente, com o objetivo de garantir a germinação da semente lançada. Nestas áreas, os produtores recorrem posteriormente ao transplante das plantas para zonas onde o crescimento do arroz não ocorreu de forma uniforme.

Uma das produtoras, conhecida por dona Chica, defende a necessidade de se criarem mecanismos de harmonização dos períodos de produção do arroz, de modo a que coincidam com os ciclos chuvosos, evitando prejuízos e garantindo melhores resultados na produção.

Refira-se que a maioria dos produtores que trabalham nos campos de arroz de Ilalane é proveniente da cidade de Quelimane, encontrando na agricultura uma importante fonte de sustento e rendimento.

Texto: Marcelino Voabil

ZAMBÉZIA REFORÇA CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO E GARANTE DISPONIBILIDADE DE MEDICAMENTOS NAS UNIDADES SANITÁRIAS

 

 

A província da Zambézia dispõe de quatro armazéns de referência regional, criados para garantir maior flexibilidade e disponibilidade de medicamentos nas unidades sanitárias. A informação foi avançada pelo médico-chefe provincial, Isaías Marcos, em declarações aos órgãos de comunicação social sediados na cidade de Quelimane.

Segundo Isaías Marcos, tendo em conta o período em curso, a província encontra-se devidamente preparada para responder às necessidades dos pacientes, assegurando o fornecimento regular de fármacos às unidades sanitárias.

Questionado sobre alegadas situações de inexistência de medicamentos, frequentemente reportadas pelos utentes, o médico-chefe incentivou os cidadãos a notificarem formalmente os casos sempre que estes ocorram, de modo a permitir uma intervenção atempada das autoridades de saúde.

Entretanto, os distritos com maiores dificuldades de transitabilidade para as respetivas sedes distritais, em consequência da época chuvosa, foram reforçados com maior capacidade de armazenamento interno, visando garantir o abastecimento contínuo de medicamentos às unidades sanitárias e responder à procura por parte dos utentes.

Texto: Marcelino Voabil

Ver: https://youtu.be/1GOYtMRgsJg?si=TJkZ7v4TuFLA9X48 https://www.youtube.com/@zambezia24h/videos

 

CIRCULAÇÃO CONDICIONADA NA EN1 ENTRE MUXÚNGUÈ E RIO SAVE DEVIDO À SUBIDA DO RIO GORONGOSA

A circulação rodoviária na Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço Muxúnguè–Rio Save, na província de Sofala, continua condicionada devido ao galgamento das águas na ponte sobre o Rio Gorongosa.
A informação foi confirmada pelo Conselho Executivo Provincial de Sofala, que indica que, até ontem, 13 de Janeiro, a transitabilidade naquela zona permanecia comprometida, exigindo maior cautela por parte dos automobilistas.
Segundo as autoridades provinciais, uma equipa multissetorial, que integra técnicos da Administração Nacional de Estradas (ANE), encontra-se no local a acompanhar a evolução da situação, monitorando o nível das águas e avaliando eventuais danos na infraestrutura rodoviária.
Face ao cenário atual, o Conselho Executivo Provincial apela aos automobilistas e operadores de transporte para evitarem a travessia da zona afectada, recomendando que aguardem pela normalização da circulação, de modo a prevenir acidentes e garantir a segurança dos utentes da via.
A EN1 é o principal eixo rodoviário que liga o norte e o sul do país, pelo que qualquer interrupção ou condicionamento tem impacto direto na mobilidade de pessoas e mercadorias, com possíveis reflexos económicos e sociais.

Texto: Redação

MORADORES DO POVOADO MPURUNE PERCOREM LONGAS DISTÂNCIAS EM BUSCA DE ÁGUA POTÁVEL

A população do povoado de Mpurune, no distrito de Nicoadala, depende apenas de uma fonte de abastecimento de água para consumo; parte da população chega a percorrer longos quilómetros para acessar o precioso líquido.

Trata-se de uma população que precisa de quase todos os cuidados básicos, deste educação, saúde, vias de acesso e infraestruturas do sector público, que dinamizem a vida desta população. No entanto, a água, como um dos elementos fundamentais, soa mais alto.

Parte da população afirma não ter outra alternativa senão recorrer à única fonte já avariada para ter água para beber, uma vez que as outras fontes tradicionais não possuem o líquido razoavelmente consumível.

No pequeno poço tradicional, encontramos duas jovens que apenas afirmaram que naquele local, adquire-se apenas água para lavar a roupa e não para beber e avançam que a rotina para ter acesso ao líquido para o consumo é pesada, necessitando madrugar.

As doenças diarreicas decorrentes de consumo de água imprópria são recorrentes. As crianças são as que mais sofrem e com a falta de uma unidade sanitária a situação agrava-se ainda mais, por falta de assistência médica nos primeiros momentos da doença.

Texto: Marcelino Voabil

MUNICIPIO DE QUELIMANE REABLITA ENTROCAMENTO DO MERCADO CENTRAL

O Conselho Autárquico de Quelimane reabilita o entroncamento do Mercado Central, depois de manter interdita, por cerca de quinze dias, a circulação de viaturas na Avenida da Libertação.

A interdição da via foi necessária para permitir a execução de obras de reabilitação do entroncamento, uma zona considerada crítica devido ao intenso fluxo de viaturas e peões, sobretudo nas horas de maior movimento comercial. Alguns comerciantes que executam as suas atividades no entroncamento dizem estar satisfeitos e esperam melhores dias de circulação naquela avenida.

Durante o período de obras, automobilistas e transportadores semicoletivos enfrentaram constrangimentos, com desvios provisórios e congestionamentos nas artérias alternativas.

Segundo o Conselho Autárquico, a intervenção visa melhorar a mobilidade urbana, reduzir o risco de acidentes e garantir maior segurança para vendedores, compradores e utentes da via.

Com os trabalhos, a circulação na Avenida da Libertação espera-se contribuir maior fluidez do trânsito naquela zona da cidade. A edilidade garante que outras intervenções em pontos críticos da cidade poderão ser realizadas nos próximos meses.

Texto: Felix Taiobo

SECTOR DE EDUCAÇÃO PREVÊ CONTRATAR 1800 NOVOS PROFESSORES

O sector de Educação na província da Zambézia prevê a contratação de cerca de mil e oitocentos novos professores ainda este ano. A medida visa reforçar o quadro docente e melhorar a qualidade do ensino nas escolas primárias e secundárias da província.

Segundo o porta-voz da Direcção Provincial de Educação na Zambézia, está prevista a contratação de cerca de 1.800 professores, com o objetivo de reduzir as horas extraordinárias e eliminar o sistema de segunda turma em várias escolas.

Caunda Mutecomala afirma ainda que para reduzir o rácio aluno professor, a província precisa de 3 Mil professores.

Afirma ainda que este ano serão contratados 177 docentes N4, uma decisão que foi tomada no último conselho coordenador.

A Direcção Provincial de Educação acredita que estas contratações vão contribuir para melhores condições de ensino e aprendizagem, beneficiando milhares de alunos em toda a província da Zambézia.

Texto: Juenta Jorge

EDUCAÇÃO NA ZAMBÉZIA: GOVERNO AINDA SEM PLANOS DE REABILITAR ESCOLA PRIMÁRIA AEROPORTO

Na Escola Primária Aeroporto, dezenas de alunos assistem às aulas em salas sem teto nem carteiras. Muitas crianças são obrigadas a sentar-se no chão, uma realidade que compromete o ensino e a aprendizagem.
Perante a situação, pais e encarregados de educação manifestaram recentemente a sua insatisfação, alegando existir falta de vontade política para a reabilitação da infraestrutura escolar.

Em reação às preocupações da comunidade escolar, o porta-voz da Direcção Provincial de Educação na Zambézia, Caunda Mutecomala, esclareceu que, apesar da Escola Primária Aeroporto não constar nos planos imediatos, existem projetos para a reabilitação de outras salas de aula na província.

Enquanto não há uma resposta concreta para a Escola Primária Aeroporto, a comunidade escolar continua a aguardar com expectativa e preocupação pela reabilitação das salas de aula.

Texto: Juenta Jorge

6.320 candidatos disputam 560 vagas para o curso de formação de professores na Zambézia

Na província da Zambézia, 6.320 candidatos concorrem a apenas 560 vagas para o curso de formação de professores, uma situação que revela, por um lado, a elevada procura pela carreira docente e, por outro, as limitações da capacidade de formação no sector da educação.

O acto de abertura dos exames teve lugar no Instituto de Formação de Professores de Quelimane e foi orientado por Victória da Glória João Carlos, em representação do Secretário de Estado da Zambézia, que apelou ao empenho e à seriedade dos candidatos durante o processo.

Em média, cerca de 11 candidatos concorrem a cada vaga disponível, um dado que evidencia vários desafios estruturais e sociais. A elevada procura reflete o interesse crescente dos jovens pela carreira docente, vista como uma oportunidade de emprego relativamente estável e um contributo direto para o desenvolvimento das comunidades.
No entanto, a forte concorrência também expõe as limitações do sistema de formação, sobretudo ao nível das infraestruturas, recursos humanos e financiamento, o que impede a absorção de todos os interessados.

A província da Zambézia conta com cinco centros de formação de professores, nomeadamente: IFP de Quelimane, com 150 vagas; IFP de Nicoadala, com 120 vagas; IFP de Alto Molócuè, com 120 vagas; IFP de Morrumbala, com 120 vagas; Escola de Professores do Futuro, com 50 vagas.

Em síntese, a disputa de 6.320 candidatos por apenas 560 vagas na Zambézia vai além de números estatísticos e reflete os desafios e as oportunidades do sistema educativo moçambicano, reforçando a necessidade de investimento contínuo na formação de professores para responder à crescente procura no sector da educação.

Texto: Lídia José

Há Fraca Procura De Material Escolar Em Quelimane

Com o arranque do ano lectivo 2026 cada vez mais próximo, os vendedores de material escolar na cidade de Quelimane enfrentam um cenário preocupante, marcado pela fraca procura por parte dos encarregados de educação.

Apesar das bancas estarem devidamente abastecidas e dos preços serem considerados acessíveis pela maioria dos comerciantes, a afluência de clientes continua abaixo do esperado.

A poucas semanas do início das aulas, os principais pontos de venda de material escolar, com destaque para o Mercado Central de Quelimane, apresentam um movimento reduzido.

Cadernos, mochilas, lápis, canetas e outros artigos essenciais para o regresso às aulas estão disponíveis em quantidade, mas permanecem nas prateleiras por mais tempo do que o habitual.

Segundo relatos dos vendedores, a situação contrasta com o que se verificava em anos anteriores, quando, neste mesmo período, a procura era significativamente maior.

Alberto Joaquim é vendedor de material escolar há mais de 10 anos no Mercado Central de Quelimane, afirma que “outros anos, por esta altura, já tínhamos vendido quase metade do material. Agora, passamos dias inteiros sem vender quase nada”, lamentou.

Joaquim conta ainda que, apesar de terem mantido os preços relativamente baixos, na tentativa de atrair mais clientes, o número de compradores continua aquém das expectativas.

Alguns apontam as dificuldades económicas enfrentadas pelas famílias como uma das principais razões para a fraca procura, levando muitos encarregados de educação a adiar as compras para mais perto do início efectivo das aulas.

Entretanto, há quem opte por se antecipar. Dona Marlene Ambrósio decidiu fazer compras mais cedo para evitar a correria de última hora.

Segundo ela, os preços continuam acessíveis, embora reconheça uma ligeira subida em comparação com o ano passado.

“Preferi comprar agora, porque mais tarde pode ficar mais caro e também para evitar filas”, afirmou.

Apesar do cenário actual, os vendedores mantêm alguma esperança de que a procura venha a aumentar nas próximas semanas, à medida que se aproxima a data oficial de abertura do ano lectivo.

Muitos acreditam que, tradicionalmente, a maioria dos encarregados de educação deixa as compras para os últimos dias.

Por enquanto, o ambiente nos mercados é de expectativa e apreensão, com os comerciantes a aguardarem por dias melhores que possam compensar o fraco movimento registado até ao momento.

A abertura do ano lectivo 2026 está prevista para o dia 30 de Janeiro.

Texto: Juenta Jorge

Funcionários do Instituto IPIMO em Quelimane Reivindicam 5 Meses de Salários Atrasados

Em Quelimane, oito funcionários do Instituto Politécnico Islâmico de Moçambique (IPIMO) estão em um cenário de profunda insatisfação, enfrentando a dura realidade de não receberem seus salários há mais de cinco meses. A situação tem gerado frustração entre os colaboradores, que buscam uma solução urgente para o problema.

Alguns, além da pendência salarial, relataram ter recebido a rescisão de contrato, apesar de não terem recebido a devida remuneração, o que amplifica ainda mais a crise e gera um clima de incerteza e insegurança entre eles.

Os funcionários exigem um posicionamento claro da direção sobre o pagamento dos salários atrasados e a questão das rescisões. Segundo fontes internas, a falta de comunicação por parte da administração do instituto tem sido um fator agravante, deixando os trabalhadores sem explicações claras sobre o motivo da demora nos pagamentos.
Até o momento, a direção do Instituto IPIMO não se manifestou publicamente sobre a reivindicação dos funcionários, o que tem gerado um aumento na tensão e nas cobranças por respostas.

A falta de uma solução imediata pode ter consequências negativas não apenas para os trabalhadores, mas também para a imagem do Instituto IPIMO, uma vez que a situação financeira e o bem-estar dos seus colaboradores são fundamentais para o bom funcionamento da instituição. Os funcionários aguardam uma manifestação oficial por parte da direção, na esperança de que a situação seja resolvida com urgência.

Texto: Lídia José