Com o arranque do ano lectivo 2026 cada vez mais próximo, os vendedores de material escolar na cidade de Quelimane enfrentam um cenário preocupante, marcado pela fraca procura por parte dos encarregados de educação.
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Apesar das bancas estarem devidamente abastecidas e dos preços serem considerados acessíveis pela maioria dos comerciantes, a afluência de clientes continua abaixo do esperado.
A poucas semanas do início das aulas, os principais pontos de venda de material escolar, com destaque para o Mercado Central de Quelimane, apresentam um movimento reduzido.
Cadernos, mochilas, lápis, canetas e outros artigos essenciais para o regresso às aulas estão disponíveis em quantidade, mas permanecem nas prateleiras por mais tempo do que o habitual.
Segundo relatos dos vendedores, a situação contrasta com o que se verificava em anos anteriores, quando, neste mesmo período, a procura era significativamente maior.
Alberto Joaquim é vendedor de material escolar há mais de 10 anos no Mercado Central de Quelimane, afirma que “outros anos, por esta altura, já tínhamos vendido quase metade do material. Agora, passamos dias inteiros sem vender quase nada”, lamentou.
Joaquim conta ainda que, apesar de terem mantido os preços relativamente baixos, na tentativa de atrair mais clientes, o número de compradores continua aquém das expectativas.
Alguns apontam as dificuldades económicas enfrentadas pelas famílias como uma das principais razões para a fraca procura, levando muitos encarregados de educação a adiar as compras para mais perto do início efectivo das aulas.
Entretanto, há quem opte por se antecipar. Dona Marlene Ambrósio decidiu fazer compras mais cedo para evitar a correria de última hora.
Segundo ela, os preços continuam acessíveis, embora reconheça uma ligeira subida em comparação com o ano passado.
“Preferi comprar agora, porque mais tarde pode ficar mais caro e também para evitar filas”, afirmou.
Apesar do cenário actual, os vendedores mantêm alguma esperança de que a procura venha a aumentar nas próximas semanas, à medida que se aproxima a data oficial de abertura do ano lectivo.
Muitos acreditam que, tradicionalmente, a maioria dos encarregados de educação deixa as compras para os últimos dias.
Por enquanto, o ambiente nos mercados é de expectativa e apreensão, com os comerciantes a aguardarem por dias melhores que possam compensar o fraco movimento registado até ao momento.
A abertura do ano lectivo 2026 está prevista para o dia 30 de Janeiro.
Texto: Juenta Jorge
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