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Moçambique apreendeu e incinerou 10 mil unidades de medicamento “impróprio”

“Intercetamos uma mercadoria de medicamentos de baixa qualidade, isso devido ao baixo teor de princípio ativo e a Anarme, para proteger a saúde pública, orientou a retirada imediata do mercado e a incineração”, explicou Cassiano João, porta-voz da instituição, à margem da incineração das 10 mil unidades de frascos deste medicamento, realizada na quarta-feira, em Maputo.

Em causa estão frascos de medicamento Azitromicina Suspensão oral de 100mg/15ml, um antibiótico usado no tratamento de várias infeções bacterianas, como otites, faringites estreptocócica, pneumonias, diarreia do viajante e outras infeções intestinais.

O princípio ativo de um medicamento é o componente que interage com o organismo e provoca uma alteração fisiológica ou bioquímica que visa restaurar ou melhorar a saúde.

“Todos os medicamentos e produtos farmacêuticos que entram no país são submetidos ao laboratório de Comprovação de Qualidade, para aferir a qualidade antes da sua distribuição no mercado de consumo. Foi assim que exames laboratoriais detetaram que as 10 mil unidades, que se destinavam às crianças, poderiam causar efeitos adversos”, frisou Cassiano João.

Segundo o também chefe do Departamento Central de Avaliação de Produtos de Saúde da Anarme, a destruição destes fármacos enquadra-se no âmbito das atividades da entidade reguladora, de monitorar a qualidade de medicamentos.

 

PVJ // ANP

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Chissano defende investigação a incidentes na cobertura de protesto em Maputo

“Quem bateu quem, quem roubou o quê de quem, são coisas que é preciso investigar e é o que estão a fazer”, disse o antigo chefe de Estado (1986 a 2005), em declarações ao canal STV.

“Eu vi na televisão que a imprensa já pós a sua causa, alguns com mais impressão, outros com menos impressão, mas é preciso sempre termos sangue-frio e analisarmos as questões para se poder aplicar os remédios necessários”, explicou Joaquim Chissano, pedindo “cabeça fria” na avaliação destes incidentes.

Em causa está um protesto iniciado em 28 de maio, com centenas de antigos oficiais das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique a acamparem à porta das Nações Unidas para reclamar supostas compensações resultantes do Acordo Geral de Paz, que pôs fim à guerra civil no país.

Na terça-feira, uma intervenção da polícia levou à fuga destes manifestantes e, durante a operação, uma ativista do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) foi detida quando transmitia em direto os acontecimentos, enquanto uma câmara do canal televisivo privado STV foi levada por desconhecidos no mesmo local, quando os jornalistas faziam a cobertura.

Um vídeo que circula nas redes sociais, feito pela própria ativista, mostra o momento em que foi sido levada por agentes da polícia enquanto gritava por socorro e dizia que era atacada.

Num comunicado divulgado hoje, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) moçambicana considerou estes incidentes “graves violações” dos direitos humanos, atentando contra o direito à liberdade de expressão e imprensa, bem como o direito de liberdade de manifestação e reunião pacífica.

No mesmo comunicado, assinado pelo presidente, Albachir Macassar, a CNDH diz que “condena tais atos e reafirma o compromisso de averiguar a veracidade dos fatos para a responsabilização dos atores e reposição dos direitos violados”.

A instituição “insta a Procuradoria-Geral da República a investigar e à Polícia da República de Moçambique (PRM) a tomar medidas administrativas internas para responsabilizar exemplarmente os atores morais e materiais destes atos”, lê-se.

O CDD, Organização Não-Governamental, quer processar o Estado moçambicano pelo alegado sequestro da ativista por agentes da polícia que, entretanto, foi liberta na quarta-feira.

A intervenção da polícia na terça-feira levou também à “fuga em debandada” de centenas dos oficiais em protesto, descreveu, na terça-feira a Lusa Adolfo Samuel, porta-voz deste grupo, antigo oficial superior da segurança do Estado, pouco depois da ação policial.

O Acordo Geral de Paz pôs fim à guerra dos 16 anos, que opôs o exército governamental, do qual os queixosos faziam parte, e a guerrilha da Renamo, que já se desarmou e tem estado a reintegrar os seus guerrilheiros envolvidos nesta guerra.

O conflito, que deixou milhares de mortos, viria a terminar com a assinatura do acordo, em 04 de outubro de 1992, em Roma, entre o então Presidente, Joaquim Chissano, e o líder histórico da Renamo, Afonso Dhlakama, que morreu em maio de 2018.

O Acordo Geral de Paz foi violado em 2013 por confrontos armados entre as duas partes, devido a diferendos relacionados com as eleições gerais.

Em 2014, as duas partes assinaram um outro acordo de cessação das hostilidades militares, que voltou a ser violado até ao terceiro entendimento, em agosto de 2019, o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, do qual resultou o desarmamento do braço armado do principal partido de oposição em Moçambique.

 

PVJ // ANP

Nyusi veta e devolve ao parlamento revisão de leis eleitorais

Filipe Nyusi justificou o veto das referidas normas, aprovadas pelo parlamento em abril, sustentando que “suscita dúvidas, quanto ao mecanismo processual da sua aplicação”.

“Constato que a aplicação das normas introduzidas pelo número 4A do artigo 8 (…) e pelo número 1 do artigo 196A, no seu todo (…) suscitam dúvidas quanto ao mecanismo processual da sua aplicação”, refere-se numa nota enviada pela Presidência da República ao parlamento, consultada hoje pela Lusa.

Filipe Nyusi coloca as mesmas dúvidas relativamente ao “texto introduzido no número 24 do artigo 161 e no número 1 do artigo 167”.

O número 4A do artigo 8 introduzido na revisão pontual do Quadro Jurídico para a Eleição do Presidente da República e dos Deputados da Assembleia da República estabelece que “das matérias das mesas de votação, do apuramento distrital que tenha sido objeto do recurso contencioso, o tribunal judicial de distrito, julgando pertinente, pode, quanto a ela, havendo irregularidades, com base nas cópias de atas e editais disponibilizadas na mesa de votação, mandar efetuar a recontagem de votos”.

O número 1 do artigo 196A também estende aos tribunais distritais a competência de mandar repetir a contagem de votos nas mesas onde ocorram irregularidades.

Na sequência do veto, o Presidente da República devolveu as aludidas normas à Assembleia da República, o que motivou a crítica da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, maior partido da oposição), alegando que as decisões foram tomadas em sede do parlamento.

Nas eleições autárquicas de 11 de outubro de 2023, o Conselho Constitucional invalidou decisões de alguns tribunais distritais de ordenarem a anulação de resultados eleitorais e a repetição da votação.

O Conselho Constitucional entende que é o único órgão com competência para a validação e proclamação dos resultados eleitorais, sendo, por isso, a entidade que pode mandar repetir o escrutínio.

Moçambique realiza em 09 de outubro eleições gerais, incluindo presidenciais, às quais já não concorre o atual Presidente e líder Frelimo, Filipe Nyusi, por ter atingido o limite de dois mandatos previsto na Constituição.

A votação de outubro inclui legislativas, bem como para governadores de províncias e respetivas assembleias provinciais.

 

PMA // MLL

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Frelimo: Repetição de eleições na Zambézia após denúncias de corrupção

O processo eleitoral, que culminou com a eleição de deputados da Assembleia da República e membros da Assembleia Provincial, não resultou na eleição do Cabeça-de-lista, Pio Matos, que concorria sem adversários. A decisão de anular as eleições foi precipitada por um documento incendiário da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) na Zambézia.

 

As militantes da OMM acusam o partido Frelimo de vender assentos parlamentares a jovens empresários e às namoradas de altos dirigentes do partido. Em uma carta dirigida a Filipe Nyusi, a organização expressou profunda insatisfação e exigiu a reposição dos seus direitos, denunciando uma grave desvalorização do papel da mulher dentro da estrutura partidária.

 

“Nós, as mulheres da Zambézia, exigimos a reposição dos nossos assentos por direito, que foram entregues aos jovens empresários por terem pago valores avultados e às namoradas dos chefes do partido”, lê-se na carta. A OMM solicitou a anulação dos resultados e a realização de uma nova votação que respeite as quotas estabelecidas para a representação feminina.

ZAMBÉZIA: OMM acusa Frelimo de venda de assentos na Assembleia da República

De acordo com o conteúdo da carta, o partido Frelimo teria atribuído apenas 13% dos assentos na Assembleia da República à OMM, o que corresponde a apenas dois lugares, enquanto a Organização da Juventude Moçambicana (OJM) foi contemplada com 22%, representando nove lugares. As mulheres da OMM consideram essa distribuição injusta e contrária às diretrizes internas do partido, que preveem uma cota de 35% para a representação feminina.

 

“Nós, as mulheres da Zambézia, solicitamos a reposição dos nossos assentos por direito, que foram entregues aos jovens empresários por terem pago valores avultados e às namoradas dos chefes do partido”, diz a carta. A OMM exige a anulação dos resultados actuais e a realização de uma nova votação que respeite as quotas estabelecidas.

 

A revolta das militantes da OMM é visível e os questionamentos sobre a valorização dos seus esforços dentro do partido são contundentes. “Podemos sentar nas nossas casas? Afinal, já não existe humanidade dentro do partido?”, questionam, clamando por justiça e reconhecimento do trabalho prestado ao longo dos anos.

Governo moçambicano preocupado com vulnerabilidade do país a ciberataques

“É altura de fazermos uma autorreflexão. Quanto é que progredimos nesta área? Infelizmente, não posso dizer que progredimos tanto quanto queríamos. O processo é lento”, afirmou Magala, ao intervir na conferência MOZTECH, um evento sobre inovação tecnológica que decorre a partir de hoje em Maputo, dedicado ao tema da cibersegurança.

“Reconhecemos a importância da digitalização e da segurança cibernética, mas não fomos tão bem-sucedidos como queríamos, em passar das palavras a ações. É altura de nos concentrarmos mais e dar passos concretos”, avançou.

Magala defendeu a necessidade de melhorias na proteção de várias plataformas públicas, incluindo nas entidades governamentais e de regulação, e apontou igualmente o imperativo de promover melhorias na gestão diária das operações de tecnologias de informação e comunicação, como a conformidade dos computadores portáteis, atualizações de ‘software’ antivírus e manutenção das bases de dados.

“Os desafios que enfrentamos resultam de uma combinação de fatores, como o financiamento insuficiente, a falta de conhecimentos especializados e um setor privado em desenvolvimento no domínio das tecnologias de informação e comunicação e da segurança cibernética”, realçou Mateus Magala.

Para ultrapassar estes obstáculos, prosseguiu, Moçambique deve explorar parcerias com organizações internacionais e entidades do setor privado com competências e os recursos necessários.

O ministro dos Transportes e Comunicações enfatizou que a elaboração de leis e regulamentos na área da segurança cibernética deve ter em conta as limitações em recursos que o país enfrenta, para que o quadro normativo não torne proibitiva a adoção de mecanismos de proteção face a ameaças e ataques.

Defendeu que um aparelho legal que imponha elevados custos é prejudicial e constitui travão ao desenvolvimento económico, mas recomendou a adoção de um plano de ação com dez pontos, que inclui a construção de uma base sólida e uma cultura de cibersegurança, desenvolvimento de competências, o aproveitamento da computação em nuvem e o reforço de parcerias público-privadas também nesta área.

No seu entender, a estratégia deve incluir a criação de um fundo para a segurança cibernética, reformas regulamentares, colaboração internacional, auditoria e melhoria contínua, inovação e abordagem prática da legislação e da regulamentação em matéria de segurança cibernética.

“Estamos na altura de passarmos da conversa sobre a mudança para a sua implementação. Juntos, podemos construir um Moçambique digital mais seguro e protegido”, concluiu Mateus Magala.

 

PMA // MLL

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Conselho Constitucional pede reflexão sobre representatividade dos candidatos a PR

“Esta é uma questão que tem sido discutida. Sendo o cargo de Presidente um único circulo eleitoral, atendendo à unidade, um dos princípios do nosso país, se os proponentes não deveriam ter essa representatividade nacional”, afirmou Lúcia Ribeiro, ao receber a candidatura de Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder, ao cargo de Presidente da República nas eleições gerais de 09 de outubro.

A candidatura foi entregue na sede do Conselho Constitucional, em Maputo, pela mandatária da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder), Verónica Macamo, contendo 20.000 assinaturas de apoio, o máximo permitido por lei (que estipula um número mínimo de 10.000 proponentes), recolhidas, disse, “em todos os distritos do país”, cada um com mais de 100 subscritores.

“(Quero) congratular a mandatária sobretudo por ter levantado aqui um aspeto que muitas vezes nos é questionado, que é a questão da representatividade dos proponentes. Porque algumas candidaturas veem só com proponentes de duas províncias, de três ou apenas de uma”, reconheceu a presidente do Conselho Constitucional.

“Como esta questão não está regulada na Lei, congratulo-a por a ter levantado, porque há de levar a que o parlamento, nas próximas vezes, reflita sobre a necessidade de os proponentes ao cargo de Presidente da República terem também esta representatividade nacional”, acrescentou.

Pelo menos seis pessoas submeteram as suas candidaturas à Presidência de Moçambique, entre as quais Ossufo Momade, apoiado pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, e Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar.

Além de Daniel Chapo, a lista integra ainda Dorinda Catarina Eduardo, 51 anos, natural de Cabo Delgado e jurista de profissão, a primeira mulher a dar entrada com uma candidatura a Presidente de Moçambique.

A submissão de candidaturas às eleições gerais de 09 de outubro termina em 10 de junho, decorrendo entretanto o processo de verificação da autenticidade dos processos, com a presidente do Conselho Constitucional a adiantar hoje que a “25 ou 26 de junho” será feito o sorteio para o boletim de voto dos candidatos a Presidente da República.

As eleições presidenciais vão decorrer em simultâneo com as legislativas e eleições dos governadores e das assembleias provinciais.

O atual Presidente da República e da Frelimo, Filipe Nyusi, está constitucionalmente impedido de voltar a concorrer para o cargo, porque cumpre atualmente o segundo mandato na chefia de Estado, depois de ter sido eleito em 2015 e em 2019.

 

PVJ // ANP

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Chapo diz que Frelimo vai continuar no poder e combater a corrupção

“São 50 anos de independência no próximo ano. Vamos aproveitar a ocasião para avaliar o que nós fizemos durante os 50 anos e [programar] o que nós temos que fazer nós próximos 50 anos. Porque sabemos que vamos continuar no poder”, disse Chapo, num comício improvisado esta manhã à porta do Conselho Constitucional, em Maputo, onde entregou a sua candidatura a Presidente da República nas eleições de 09 de outubro.

Perante centenas de apoiantes, pouco depois de entregar, através da mandatária da Frelimo, Verónica Macamo, 20.000 assinaturas e o restante processo de candidatura, Daniel Chapo assumiu o objetivo de renovação, no partido e na sociedade, 50 anos após a independência, em 25 de junho de 1975.

“Vamos aproveitar esta ocasião para trabalharmos no sentido de resgatarmos alguns valores que nós, como sociedade moçambicana, reconhecemos que precisamos de resgatar”, afirmou, referindo exemplos.

“A honestidade. A questão da justiça, a questão da integridade. Precisamos de ter pessoas íntegras, pessoas honestas e uma sociedade que também preza pelos valores da integridade, da responsabilidade, da competência, da meritocracia”, defendeu.

“E para isso, precisamos de combater alguns males que enfermam a nossa sociedade (…) precisamos de combater o nepotismo, precisamos de combater o tribalismo, precisamos de combater o regionalismo, precisamos de combater o ‘localismo’, precisamos de combater o ‘amiguismo’. Portanto, tudo aquilo que termina com ismo”, disse ainda.

Apelou à coesão, face aos “males que estão a infetar e afetar” a sociedade moçambicana, “como a corrupção”: “A corrupção faz mal por quê? Porque o dinheiro que é público, que devia ir para construir mais escolas mais hospitais, mais estrada, abrir mais furos de água para a nossa população, acaba indo para uma pessoa ou para um grupo de pessoas”.

“Fazermos leis, sim, bonitas, mas elas têm que ser aplicadas em todas áreas e fiscalizadas para poderem funcionar”, afirmou.

O Comité Central da Frelimo escolheu, há precisamente 30 dias, apoiar a candidatura de Daniel Chapo, 47 anos, que era governador da província de Inhambane, a Presidente da República, após três dias de reunião, tendo obtido 225 votos (94,1%) dos membros daquele órgão.

Para Daniel Chapo, é agora necessário resgatar “os valores que guiaram” a Frelimo e a sociedade moçambicana logo após a independência.

Neste processo, Chapo prometeu ouvir os profissionais da educação, “principalmente professores”, e da saúde, “principalmente os enfermeiros e os médicos, que estão com preocupações”, aludindo às paralisações recorrentes nestes setores.

Defendeu também que “não basta só” construir escolas, é preciso e “avaliar a qualidade” do ensino.

“Vamos também trabalhar para construir mais centros de saúde, mais hospitais, mas não basta construir centros de saúde, mas não basta construir hospital. É preciso que aqueles que estão lá afetos atendam bem a nossa população. Não só atender bem a nossa população, mas também é nossa responsabilidade colocar medicamentos tanto em quantidade como em qualidade”, apontou.

O prazo limite para apresentação ao Conselho Constitucional das listas de candidatos a Presidente da República nas eleições de outubro é 10 de junho.

Moçambique vai realizar em 09 de outubro as sétimas eleições presidenciais e legislativas, as segundas para os governadores provinciais e as quartas para as assembleias provinciais.

O atual Presidente, Filipe Nyusi, que é também presidente da Frelimo, no cargo desde 2014, já não pode concorrer, por ter atingido o limite constitucional de dois mandatos.

 

PVJ // ANP

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Moçambique acrescentado à lista de focos de fome em relatório da ONU

De acordo com o relatório “Focos de fome: Alertas precoces da FAO-PAM sobre insegurança alimentar aguda – Perspetivas de junho a outubro de 2024” da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa Alimentar Mundial (PAM), hoje publicado, o Mali, o Sudão do Sul, o Sudão e a Palestina continuam a registar o nível de preocupação mais elevado e o Chade, a República Democrática do Congo (RDCongo), o Myanmar, a República Árabe da Síria e o Iémen são pontos críticos de grande preocupação.

“Todos estes pontos críticos têm um elevado número de pessoas que enfrentam, ou que se prevê que venham a enfrentar, níveis críticos de insegurança alimentar aguda, juntamente com o agravamento dos fatores que deverão exacerbar ainda mais as condições de risco de vida nos próximos meses”, refere-se no documento.

Desde a edição de outubro de 2023, Moçambique, a República Centro-Africana, o Líbano, Myanmar, a Nigéria, a Serra Leoa e a Zâmbia foram acrescentados à lista de focos de fome, indicam as agências da ONU.

Em situações de violência, “as deslocações generalizadas, a destruição dos sistemas alimentares e a redução do acesso humanitário são suscetíveis de agravar a disponibilidade e o acesso aos alimentos”, acrescentam.

“Os conflitos e as deslocações continuam a um ritmo e magnitude alarmantes no Sudão, agravando o fardo para os países vizinhos que acolhem um número cada vez maior de refugiados e repatriados – especialmente no Sudão do Sul e no Chade”, lê-se no relatório.

Também a região do Sahel continua a registar “uma instabilidade perturbadora”, com o aumento da violência a incrementar deslocações de civis.

“Prevê-se que a retirada das missões de manutenção da paz das Nações Unidas (ONU) no Mali, na RDCongo e na Somália criem vazios de segurança, que poderão ser explorados pelos grupos armados não-estatais, expondo ainda mais os civis à violência”, indicam.

De acordo com o relatório, no Corno de África, o conflito na Etiópia continuará a afetar os meios de subsistência agrícolas.

Outra consequência dos conflitos é a contração do crescimento económico nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento.

“Muitos países em todo o mundo continuam a debater-se com elevados níveis de endividamento – o que impede muitos Governos de protegerem as suas populações mais vulneráveis – e não há sinais claros de alívio dos elevados custos da dívida”, alertam.

A fome é também exacerbada pelos fenómenos meteorológicos extremos, como chuvas excessivas, tempestades tropicais, ciclones, inundações, secas e o aumento da variabilidade climática.

Durante o mês de fevereiro, em Moçambique, no Maláui, na Zâmbia e no Zimbabué, um extenso período de seca afetou as culturas na altura em que a água era mais necessária para o seu desenvolvimento.

“Prevê-se que o fenómeno La Niña – que corresponde ao arrefecimento anómalo das águas superficiais do oceano Pacífico – prevaleça entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, influenciando significativamente a distribuição da precipitação e as temperaturas”, indicam.

Este fenómeno poderá melhorar as perspetivas agrícolas, mas também aumenta o risco de inundações em partes do Sudão do Sul, da Somália, da Etiópia, do Chade, do Mali, da Nigéria, do Sudão e do Haiti, conclui-se no relatório.

 

NYC // MLL

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Inauguração de Ecopontos marca o Dia Mundial do Meio Ambiente na Beira

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Na manhã desta quarta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente, a cidade da Beira foi palco de uma iniciativa eco-consciente que “promete deixar um legado duradouro para as gerações futuras”. A inauguração dos Ecopontos, espaços destinados à recolha selectiva e correcta de resíduos, marcou não apenas uma data no calendário, mas sim um compromisso tangível com a preservação ambiental, refere um comunicado da Associação moçambicana de reciclagem enviado a nossa redacção.

 

Os novos Ecopontos foram estrategicamente localizados em diferentes pontos da cidade, facilitando assim o acesso dos cidadãos ao depósito adequado de resíduos recicláveis. Esta medida visa aumentar a taxa de reciclagem na cidade, mas também sensibilizar a população sobre a importância da gestão adequada de resíduos.

 

Esta acção integra um conjunto mais amplo de políticas ambientais que a autarquia tem vindo a implementar, com o objectivo de transformar a Beira numa cidade modelo em termos de sustentabilidade. Nos próximos meses, estão previstas mais actividades e projectos que visam fortalecer a infra-estrutura de gestão de resíduos e promover práticas ambientais responsáveis entre os habitantes.