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Chapo desafia juventude a liderar nova independência económica

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O Presidente da República, Daniel Chapo, exortou esta terça-feira à juventude moçambicana a assumir um papel central na construção da independência económica do país, assente no trabalho árduo, no espírito empreendedor e na mudança de mentalidade.

Falando no distrito de Báruè, província de Manica, durante um encontro com jovens, o executivo sublinhou que a geração que lutou pela independência nacional já cumpriu a sua missão histórica. Cabe agora à juventude actual transformar Moçambique através da criação de riqueza e da auto-suficiência.

“Dialogar com a juventude é sempre um grande prazer”, afirmou Chapo, sublinhando de seguida que a liberdade política conquistada em 1975 foi fruto do sacrifício de jovens “mais novos do que nós que estamos aqui”, realçou.

Contudo, advertiu que a liberdade política só se completa com a independência económica. “Moçambique só vai ser rico se cada um dos moçambicanos for rico honestamente. Nunca vai ser rico enquanto os próprios  moçambicanos  são  pobres”, advertiu, defendendo uma geração de jovens “nervosos”, que rejeitam a pobreza e lutam para melhorar de vida.

Como forma de incentivar uma nova mentalidade, recomendou a leitura do livro Pai Rico, Pai Pobre, apontando-o como uma ferramenta útil para despertar o espírito empreendedor. “Você não precisa ser empregado. Você tem que ter empregados. Você tem que ser empregador”, desafiou, enfatizando que a pobreza, muitas vezes, é antes de tudo uma limitação mental.

Para apoiar este novo caminho, o Presidente anunciou a criação de mecanismos de financiamento para o empreendedorismo jovem, com destaque para o Fundo de Desenvolvimento Económico Local. “Decidimos que 60 ou 70 por cento deste valor vai para jovens. Estes jovens têm que ter juízo”, alertou, lembrando experiências passadas em que fundos públicos foram mal utilizados.

Chapo apelou ainda à educação financeira, defendendo que é essencial compreender os princípios básicos de gestão como receita, lucro, poupança e investimento.

Mercado Brandão renasce com fundos locais e nova esperança para vendedores

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Após anos em  estado de  degradação  acentuada e recentemente fustigado pela fúria do ciclone Freddy, em Março  de 2023, o mercado  Brandão reabre as portas  com  uma  nova  aparência.  A reabilitação, avaliada em dois milhões de meticais, foi possível graças às contribuições diárias  dos  próprios vendedores.

Entregue oficialmente esta terça-feira pelo edil Manuel de Araújo, o mercado conta com 160 bancas, iluminação e um  ambiente  mais digno para comerciantes e consumidores. Durante a cerimónia, De Araújo destacou o esforço comunitário por trás da reabilitação e apelou à conservação do espaço.

“O dinheiro veio daquela receita que a mama paga a cada dia. Juntamos o dinheiro e reabilitamos este mercado. Além desse, já reabilitamos uma parte do mercado do bairro floresta. Pretendemos também reabilitar o mercado do Aquima e, todo o dinheiro virá daqui localmente”, disse.

Contudo, o edil não esconde as dificuldades. Nos últimos meses, a receita municipal registou uma queda considerável, consequência directa do ambiente de instabilidade gerado pelas manifestações pós-eleitorais.

“Durante o período das manifestações as recitas caíram bastante. Apesar de não termos tido manifestações violentas como em outras cidades, o espirito de não pagar as recitas expandiu-se”, disse o executivo municipal apelando para à preservação das infra-estruturas e à manutenção da higiene no local.

Os vendedores, por sua vez, celebram o novo espaço. “Lá fora enfrentávamos sol, chuva e muita desorganização. Aqui, finalmente, temos um lugar digno para trabalhar”, disse Júlio Fernando, vendedor.

Chapo consagra ciclo de governação participativa com visita à Manica

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O Presidente da República, Daniel Chapo, deu início esta segunda-feira, em Chimoio, à sua primeira visita oficial à província  de Manica,  marcando o arranque de um ciclo de governação  assente  no  diálogo  directo com os cidadãos,  na promoção  da  coesão nacional e na valorização do potencial económico local.

Num comício popular que marcou o arranque  de  três dias  de  auscultação e contacto directo com as populações, Chapo reiterou a aposta do seu Governo numa governação participativa e próxima do povo.

“Queremos trabalhar para avaliar como é que o nosso Governo está a trabalhar com o nosso povo em Manica. Quando tomámos posse dissemos que iriamos trabalhar mais próximos da população. É por isso que  estamos  aqui em Chimoio”, declarou.

A visita ocorre num  momento  em  que o país ainda sente os efeitos das tensões pós-eleitorais de 2024. Neste contexto, Chapo não deixou de condenar veementemente os actos de violência  que  se  seguiram  às  eleições,  sublinhando que “a violência gera violência, o ódio gera ódio. É uma lei da natureza. Cada um costuma colher o que planta. Se você quer colher o amor, tem que  plantar  o amor”, alertou.

No plano económico  e  ambiental,  o executivo  abordou  o problema do garimpo ilegal e da poluição, confirmando a suspensão das actividades de cinco empresas e aplicação de multas.

“Vamos organizar os jovens e lhes  ensinar  a  trabalharem como deve ser, sem riscos”, disse, deixando aos líderes locais a responsabilidade de garantir uma actividade mineira mais segura e regulamentada.

 

Manuel de Araújo denuncia sabotadores: “Há muitos caranguejos a puxar-nos para trás!”

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Autarca de Quelimane denuncia sabotadores do progresso durante entrega de donativos a vítimas de intempéries

O Presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, voltou a disparar sem medo nem papas na língua. Desta vez, o palco foi a entrega de donativos às vítimas dos eventos climáticos nos bairros Icidua e 17 de Setembro (postos administrativos urbanos 4 e 6), onde o edil denunciou com nome de bicho e tudo a existência de verdadeiros “caranguejos humanos” infiltrados na cidade.

“Há indivíduos que não trabalham, não deixam trabalhar e ainda têm a ousadia de puxar os outros para trás!”, bradou Araújo, perante uma multidão. Segundo o autarca, esses “caranguejos” são especialistas em travar o progresso de Quelimane, alimentando-se da desgraça alheia como parasitas bem plantados nas estruturas sociais e políticas da urbe.

“Quero vos pedir para que estejam atentos, porque há muitos caranguejos que gostam de puxar os outros para trás, e muitos desses não gostam de trabalhar”, alertou Araújo.

A visita, que tinha como objectivo entregar donativos enviados por cidadãos e organizações religiosas da Itália, transformou-se numa verdadeira sessão de exorcismo público contra os “inimigos internos” do desenvolvimento.

Araújo não mencionou nomes — pelo menos por agora — mas deixou a porta escancarada para especulações, num momento em que Quelimane tenta, a duras penas, reerguer-se das cicatrizes deixadas pelas intempéries.

 

‘El clásico’ em montjuic: última cartada do real para evitar o título catalão

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É mais do que um jogo. É guerra fria em chuteiras. Neste domingo, 11 de Maio, a rivalidade mais feroz do futebol mundial toma conta de Montjuic, onde o Barcelona recebe o Real Madrid num El Clásico que pode definir, em definitivo, o destino da La Liga 2024/25.

O palco será o Estádio Olímpico Lluis Companys — actual casa provisória dos catalães — e o jogo terá início às 16:15, com transmissão em directo nos canais SuperSport da DStv e GOtv. A plataforma reafirma-se, mais uma vez, como a casa inquestionável do futebol em Moçambique, trazendo não apenas o jogo, mas o drama, a tensão e os comentários em português que os adeptos merecem.

BARÇA PODE SELAR O TÍTULO

Líder isolado com quatro pontos de vantagem sobre o Real e com apenas quatro jornadas por disputar, o Barcelona sabe que uma vitória neste domingo equivale, na prática, à consagração. Mais do que um passo rumo ao título, seria um golpe fatal nas já frágeis esperanças merengues.

Mas o contexto torna tudo ainda mais simbólico: o Barça pode fechar a época com quatro vitórias em quatro clássicos. Goleou por 4-0 no primeiro turno da liga, esmagou o Real por 5-2 na Supertaça e triunfou por 3-2 na dramática final da Taça do Rei, após prolongamento.

MBAPPÉ QUER RESPONDER A YAMAL

A jóia da coroa catalã é o jovem Lamine Yamal, de apenas 17 anos, já celebrado como um dos talentos mais exuberantes do futebol global. Irreverente, veloz e com faro de decisão, Yamal promete ser um dos protagonistas na ala direita do Barcelona, com os olhos postos em mais um momento de glória.

Do outro lado, o Real deposita as fichas no génio francês Kylian Mbappé. O avançado marcou um golaço no último clássico, mas viu a glória escapar por entre os dedos. Desta vez, chega a Montjuic motivado para mostrar por que é considerado um dos maiores do planeta.

ANCHELOTTI NA CORDA BAMBA

Com a época a caminhar para o fim e sem nenhum troféu conquistado, o Real Madrid vive sob pressão. O técnico Carlo Ancelotti, apesar de experiente, já começa a ouvir o sussurrar das críticas. Após a derrota na Taça do Rei, tentou segurar a moral:

“A equipa esteve bem. Se tivéssemos ganho, não teria sido um escândalo, porque fomos melhores do que o nosso adversário na segunda parte”, disse o treinador italiano, visivelmente frustrado.

TRANSMISSÃO: O JOGO QUE NINGUÉM QUER PERDER

O duelo será transmitido ao vivo pela DStv e GOtv, através dos canais SuperSport La Liga, SuperSport Máximo 3 e SuperSport GOtv La Liga. Com comentários em português, este clássico promete fazer parar milhares de lares moçambicanos numa tarde de domingo que pode entrar para a história.

 

Niassa: A nova fronteira do saque verde

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É no silêncio das serras do Norte que se trava uma das batalhas mais assimétricas da nossa história recente. Em nome do “desenvolvimento sustentável”, terras são tomadas, florestas arrancadas, rios desviados e comunidades empurradas para os limites da sobrevivência. Tudo assinado com carimbo legal e promessas de compensação que nunca se cumprem.

A província do Niassa, antes tida como uma das mais “esquecidas” do país, é hoje o epicentro de uma nova corrida aos recursos naturais — predadora, silenciosa e, acima de tudo, institucionalizada. De acordo com o Observador Rural n.º 156, assinado pelos investigadores Natacha Bruna e Alberto Tovele, o que se vive no Niassa é uma forma sofisticada de expropriação legitimada por um Estado cúmplice, que sacrifica o meio rural em nome de investimentos que beneficiam poucos e empobrecem muitos.

MONOCULTURA, MISÉRIA E MENTIRAS

O caso da Green Resources Niassa (GRN), multinacional norueguesa com mais de 200 mil hectares de terra atribuídos, é o símbolo mais visível desta nova frente de saque. A empresa, que herdou concessões de outras operadoras como a Chikweti Forests, prometeu criar empregos, melhorar infra-estruturas e trazer desenvolvimento às comunidades locais.

Mas o que se vê no terreno, de acordo com os dados da própria empresa e dos autores do estudo, é uma plantação de promessas por cumprir. Apenas uma pequena parte da terra atribuída foi plantada com pinheiros e eucaliptos, e mesmo assim com impactos devastadores: perda de acesso à terra arável, desaparecimento de plantas medicinais, escassez de água e, como denunciam os camponeses, “medo de pisar no próprio chão”.

“Esse acesso, nós não temos. Ser encontrado com lenha na cabeça é problema”, conta uma agricultora de 55 anos, do distrito de Chimbonila.

EMPREGOS DE FOME E FALSAS COMPENSAÇÕES

A GRN afirma ter criado 236 empregos directos em 2022, e até 725 postos sazonais através de empresas subcontratadas. Mas os salários são baixos, as condições de trabalho precárias e a maioria das vagas, temporárias. O estudo revela que apenas 15% das famílias afectadas tiveram algum tipo de melhoria económica. Os restantes continuam na pobreza, sem terra, sem emprego e com as suas formas de subsistência destruídas.

As compensações prometidas – quando existem – são ínfimas e, muitas vezes, condicionadas à “boa conduta” das comunidades. Se há incêndio ou roubo de madeira, o fundo social prometido pela empresa é cortado. Em suma, as compensações transformaram-se num sistema de chantagem económica e de contenção de revolta.

OS 20% QUE NUNCA CHEGAM

Na exploração madeireira, o cenário não é mais animador. Por lei, 20% das receitas das licenças de exploração florestal devem ser canalizadas para as comunidades locais. Mas, no Niassa, o que se verifica é o habitual enigma moçambicano: as leis existem, mas a sua aplicação evapora-se no calor da burocracia, da corrupção e da negligência institucional.

Muitas comunidades não têm comités legalizados, contas bancárias ou sequer documentos de identidade. Resultado? Não recebem nada. Quando recebem, não sabem quanto, nem quando, nem como. Uma realidade que abre espaço para a manipulação de régulos, intermediários e operadores privados.

ESTADO AUSENTE, SAQUE PRESENTE

O relatório do Observador Rural não poupa críticas ao papel do Estado. Na prática, a responsabilidade de promover o bem-estar foi terceirizada para as empresas, através da chamada “responsabilidade social corporativa”. E mesmo aí, os investimentos são mínimos: salas de aula sem carteiras, casas-mãe espera sem pessoal, poços sem manutenção.

“Nós não estamos a aproveitar esse valor. A escola está aí, mas os professores não vêm”, lamenta uma camponesa de 50 anos.

DESENVOLVIMENTO OU DESALOJAMENTO?

A retórica do desenvolvimento serve para mascarar um processo mais profundo: a desestruturação das comunidades rurais, a erosão das estratégias de sobrevivência e a imposição de modelos económicos incompatíveis com a realidade local. Os autores são claros: os mecanismos de compensação não compensam. Servem apenas para reduzir resistências e legitimar o avanço do capital.

O que se vive no Niassa — e que já se viu em Tete, Zambézia e Cabo Delgado — é um processo contínuo de despossessão. O verde das florestas dá lugar à monocultura. O trabalho familiar dá lugar ao subemprego sazonal. A floresta, que ontem era fonte de alimento, medicina e espiritualidade, é hoje propriedade privada, vedada por guardas armados.

E DEPOIS DO VERDE, O QUÊ?

O silêncio das instituições, o colapso das promessas e o avanço das plantações monoculturais estão a produzir uma bomba-relógio social. Quando a terra já não alimentar, quando a água já não chegar, quando os jovens já não tiverem onde ficar – a próxima exportação do Niassa será de gente desesperada.

 

Activista detido em Nampula durante uma marcha contra crise de combustível

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Encontra-se detido desde a manhã deste sábado o activista social Gamito dos Santos, na 1.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Nampula. A detenção ocorreu enquanto o activista liderava uma marcha pacífica de protesto contra a crise de combustível que afecta a província, situação que, segundo os organizadores, tem contribuído para o agravamento do custo de vida, com a escalada dos preços dos produtos alimentares.

Fontes próximas ao activista afirmam que a manifestação visava chamar a atenção das autoridades para a escassez e encarecimento dos combustíveis, fenómeno que se tem reflectido no aumento dos custos de transporte e, por arrasto, no preço de bens essenciais.

A PRM ainda não se pronunciou oficialmente sobre os motivos da detenção, nem sobre a legalidade da acção policial. Até ao fecho desta edição, Gamito dos Santos continuava privado de liberdade, e não havia informações sobre a apresentação a um juiz.

Chapo regressa de dar es salaam com promessa de acção conjunta

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A primeira visita de Estado do Presidente Daniel Chapo desde a sua investidura teve como destino a Tanzânia e culminou com a assinatura de uma série de acordos que poderão redefinir o eixo da cooperação regional entre Moçambique e o seu vizinho do norte. Durante os três dias em Dar es Salaam, o Chefe de Estado moçambicano destacou o reforço dos laços históricos, a criação de uma Comissão Económica Conjunta e o compromisso de transformar declarações políticas em acções tangíveis.

“É um reflexo dos laços históricos e de irmandade que nos unem”, justificou Chapo, numa conferência de imprensa no encerramento da missão, em clara alusão ao papel da Tanzânia no apoio à luta de libertação moçambicana.

Entre os principais ganhos, destaca-se a criação de uma Comissão Económica Conjunta, a ser coordenada ao mais alto nível pelos dois Presidentes, com mandato para acelerar a implementação de projectos estratégicos nas áreas de energia, turismo, transportes, segurança, agricultura, transformação digital e zonas económicas especiais.

MTWARA, GÁS E FRONTEIRAS

O Corredor de Mtwara – há muito apontado como infra-estrutura estratégica para o comércio bilateral – volta ao centro do tabuleiro, com promessas de reactivação e operacionalização. Na prática, o Executivo moçambicano comprometeu-se a enviar uma equipa técnica à Tanzânia para destrinçar os mecanismos de implementação de vários projectos pendentes, incluindo a criação de um Posto Fronteiriço de Paragem Única.

Na frente energética, foi selado um acordo entre o Instituto Nacional de Petróleo (INP) e a Tanzania Petroleum Development Corporation. “A experiência moçambicana no sector do gás natural será fundamental para os nossos irmãos tanzanianos”, declarou Chapo, revelando que quadros daquele país serão formados em Moçambique.

ZANZIBAR E A ECONOMIA AZUL

O Presidente moçambicano visitou também a ilha de Zanzibar, onde ficou impressionado com o dinamismo turístico local. Com 600 hotéis a operar e voos provenientes de vários pontos do mundo, Zanzibar serviu de modelo para o que Chapo considera serem “potencialidades por explorar” no turismo e na pesca de águas profundas em Moçambique. O encontro com o Presidente de Zanzibar, Hussein Ali Mwinyi, serviu para cimentar a cooperação em economia azul, formação e transferência de tecnologias.

FIBRA, CAJU E OURO

No domínio digital, um dos entendimentos prevê a instalação de cabos de fibra óptica ligando os dois países via Cabo Delgado, numa aposta clara na transformação digital. Houve ainda trocas sobre o comércio de castanha de caju e a exploração de recursos minerais, como o ouro, com destaque para a necessidade de agregar valor local e combater redes ilícitas de extracção e exportação.

SEGURANÇA E TERRORISMO

O dossier segurança não foi deixado de lado. O combate ao terrorismo, especialmente em Cabo Delgado e na Reserva do Niassa, esteve no centro das conversações. Chapo garantiu que “a Tanzânia está disponível a apoiar Moçambique” nesta frente sensível, embora sem revelar detalhes operacionais.

DO PALÁCIO À PRÁTICA

“Vamos partir agora para a acção”, disse Chapo, visivelmente confiante nos desdobramentos da visita. Ao enfatizar que o balanço da deslocação é “bastante positivo”, o Chefe de Estado vincou que os acordos rubricados serão seguidos por acções concretas, sob supervisão da nova Comissão Económica Conjunta.

Leão XIV: palavras de esperança e de incentivo aos cristãos

 (Texto de: António Barreiros, Jornalista)

 Passados ​​os momentos de frenesi, alegria e aplausos pela eleição, ontem, do novo Papa, Leão XIV, me debruço sobre a figura desse novo Papa, para tentar deixar para vocês um traço de sua personalidade e do que já anunciou.
  Da sacada da Praça de S. Pedro, após ser eleito, em seu discurso primeiro, diante de cerca de 100 mil fiéis, Leão XIV, deixou suas principais linhas de ação.
 O novo sucessor de Pedro deixou claro que vai privilegiar a ponte para os diálogos, projetar e ser feitor de caminhos para a Paz e convoca-nos, a sem medo (o que tolhe muitos de nós no nosso dia-a-dia de cristãos e de cidadãos) a proclamarmos o Evangelho no sentido missionário.
  A expressão que ele usou para deixar seu grifo para a dinâmica da Paz está contida nessa sua palavra motivadora e esclarecedora: “Esta é a paz do Cristo Ressuscitado, uma paz desarmada e uma paz desarmante, humilde e perseverante. Ela vem de Deus, Deus que ama a todos nós incondicionalmente”.
  Pelo exposto posso perceber que a ação desse Sumo Pontífice não sairá muito da linha que o anterior, Francisco, traçou para seu consulado Papal. Será evidente que não copiará o Pontificado do argentino Bergoglio, até porque Roberto Prevost tem personalidade própria, foi educado nos Estados Unidos da América, portanto, em outra plataforma social, econômica e de mosaico humano que não é a Argentina. Prevost não é franciscano, mas o fato de ser agostiniano o convoca a olhar para a mesma direção, ou seja, para a pobreza, para os deserdados e para a promoção dos que sofrem.  
  O novo Papa pertence à ordem de Santo Agostinho que é composta por frades medicantes que seguem a linha de seu fundador, sendo chamados de agostinianos ou agostinianos. Sua máxima de serviço e missão: dedicam-se à evangelização, à promoção humana, à educação e ao trabalho com os pobres e marginalizados.
  De assinalar, para vos situar, que Aurélio Agostinho de Hipona, conhecido universalmente como Santo Agostinho, foi um dos mais importantes teólogos e filósofos nos primeiros séculos do cristianismo, cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental.
  Leão XIII, Gioacchino Pecci-Puoperi-Buizzi, quero lembrá-lo, foi um Papa “caridoso” porque se moveu pelo bem e por fundar Obras de solidariedade social de forte expressão. Organizou o Concílio Vaticano I, o que marcou a Vida da Igreja.
  Leão XIV vai na sua linha. O fato de ter assumido e escolhido esse nome para ser o sucessor de Pedro arremata-lhe o seguimento do caminho traçado por Pecci.
  A Igreja pode se alegrar com essa nomeação, saída do Conclave, assim como pode ter Esperança de que Leão XIV não deixará de continuar, com humildade e perseverança, a vontade de missionar no esteio de Santo Agostinho, sabendo promover – repito – os diálogos; a proclamação do Evangelho, em que o Amor é a palavra de ordem; e a Paz, num Mundo em convulsões e perturbações.

Novo Papa, em tempos de mudanças e conturbados

                                                  Por António Barreiros, jornalista
O papa eleito – Roberto Provest  (Leão XIV) com 69 anos de idade – não vai ter uma tarefa fácil, num tempo de mudanças e conturbados. Todos temos consciência disso. Poderemos dizer que já vivemos outras épocas difíceis, mas esta pode ser, pelas novas tecnologias em que incluo a Inteligência Artificial, uma que nos pode atirar para um trecho de escravatura perante as máquinas e os equipamentos.
O novo Papa Robert Francis Prevost Martínez, nasceu em Chicago, a 14 de Setembro de 1955, tendo decidido tomar o nome de Leão XIV. Ele foi nomeado Prefeito do Dicastério para os Bispos, em Janeiro de 2023.Trabalhou no Peru, de 1985 a 1986 e de 1988 a 1998 como pároco, funcionário diocesano, professor de seminário e administrador. Passou os anos de 1987 a 1988 e de 1998 a 2001 nos Estados Unidos, radicado em Chicago e trabalhou na ordem agostiniana.
Roberto Prevost- Leão XIV – terá de ser sereno para deixar palavras de: esperança aos cristãos; reflecção para que possamos não abandonar a Mensagem Salvífica, de Misericórdia e de Amor de Cristo, a que nos possa indicar os caminhos de reconversão espiritual e humana; e de ensinamento da nossa “vocação” de nos sabermos dar, missionando e partilhando, para a construção de um Homem Novo e de um Mundo Novo.
Que Mundo este que não conseguiu banir as ditaduras que amarfanham e convertem o homem numa peça de uma máquina oleada sem possibilitar que cada um exteriorize as suas ideias, tenha liberdade e viva em dignidade humana, social e pessoal?
Que Mundo este que tem infestado a nossa casa global de indecente carbonização que vai matando os dias, abafando o ar respirável e destruindo a vida na Terra, transformando o clima, trazendo todo o tipo de calamidades?
Que Mundo é este que não consegue erradicar pobres e mendigos, sofredores e escorraçados, frágeis e incapazes, além dos que se mostram fiéis à Mensagem de Cristo, o Salvador?
Que Mundo é este que promove a guerra, enterrando pessoas, desgraçando a vida de milhões e milhões de pessoas, destruindo infraestruturas e catapultando a indústria do armamento?
Que este novo sucessor de Cristo tenha o espírito de semeador, de conselheiro, de provocador e de catalisador de Palavras de Esperança.
Tenho o sentimento que vai ser um marinheiro e que será capaz de, ao leme da barca de Pedro, levar, mesmo com águas agitadas e tormentosas, a Paz, a Vida, o Amor e a denúncia de tudo quanto é perverso para o Homem e para a Humanidade.
Ficamos – todos, todos – em modo de Igreja Sinodal, a aguardar a Missão deste Papa e, também, a sua Palavra esclarecida e inspiradora. Temos Esperança que seja um raio de luz, a Luz de Cristo e de seu Pai.