Uma educação de “inglês ver”
EMUSA avança com trabalho intensivo para melhorar o escoamento de águas pluviais e reduzir risco de inundações
O sector de sistema de rede de esgoto, sarjetas e valas de drenagem da Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA) deu início a uma operação intensiva de substituição de tampas danificadas na cidade de Quelimane. A acção visa melhorar a gestão da limpeza urbana e garantir maior eficiência no escoamento das águas pluviais.
Mais de 30 tampas novas foram já instaladas em pontos estratégicos das avenidas Eduardo Mondlane, Heróis da Libertação Nacional, 7 de Setembro e Liberdade. Estas áreas apresentavam anteriormente tampas partidas ou ausentes, o que facilitava a entrada de lixo sólido nas infra-estruturas de drenagem, comprometendo o sistema durante os períodos de chuva intensa.
Segundo Jhon Banda, chefe do sector responsável, “a colocação destas novas tampas vai permitir uma melhoria substancial no escoamento das águas pluviais, reduzindo os riscos de inundações, alagamentos e propagação de doenças associadas a águas paradas”.
O responsável garantiu ainda que esta actividade será expandida para outras zonas da cidade, no âmbito de um plano contínuo de manutenção e reabilitação da rede de saneamento urbano, reforçando o compromisso das autoridades municipais com a resiliência climática e a saúde pública.
BCI e BIOFUND unem-se para canalizar 100% das receitas do Cartão Bio para conservação ambiental em Moçambique
O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em parceria com a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente através do Cartão de Débito Bio – uma solução financeira que alia conveniência à responsabilidade ecológica.
Lançado em 2017, o Cartão Bio foi pioneiro no país ao ser produzido com material biodegradável à base de milho. Mais do que um meio de pagamento, tornou-se um símbolo de cidadania ambiental: todo o valor gerado nas transacções em terminais POS é canalizado, na totalidade, para projectos de conservação da natureza em Moçambique.
Entre as iniciativas apoiadas estão a protecção de espécies ameaçadas, como rinocerontes e tartarugas marinhas, e acções de reabilitação ecológica e pesquisa científica, como a conservação da Raphia australis na Reserva Botânica de Bobole e o monitoramento de tartarugas na Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas. O Cartão Bio também tem impulsionado projectos como a revitalização do Jardim Botânico da Universidade Eduardo Mondlane.
Outras acções relevantes incluem o apoio ao Parque Nacional de Banhine, um ponto-chave na rota das aves migratórias euroasiáticas, e iniciativas sustentáveis de produção de carvão nos distritos de Cheringoma e Muanza.
“Mais do que um meio de pagamento, o Cartão Bio é um compromisso do BCI com o futuro sustentável de Moçambique”, afirma Francisco Costa, Presidente da Comissão Executiva do BCI. “Cada transacção representa um passo concreto em direcção à preservação da nossa biodiversidade.”
Integrado na política de Responsabilidade Social Corporativa do BCI, o Cartão Bio reforça o papel do banco como agente activo na promoção de um desenvolvimento mais verde, resiliente e equilibrado.
Com o Cartão Bio, cada cliente participa directamente na conservação da biodiversidade nacional – transformando um simples gesto do quotidiano num contributo duradouro para o bem comum.
O Presidente e a política monetária
Começo por reproduzir as últimas e recentes afirmações do Presidente da República Daniel Chapo sobre política monetária: “o Banco de Moçambique e o Metical são símbolos incontornáveis da soberania e identidade económica do país”.
O Chefe de Estado moçambicano foi mais longe ao distinguir o papel do BM na preservação da estabilidade macroeconómica e na credibilização da política monetária: “O Banco de Moçambique tem desempenhado, com excelência, o seu papel fundamental de preservação do valor da moeda nacional”.
Das duas, uma: ou Presidente tem maus conselheiros; ou estas suas afirmações são para distrair o povo.
Ora vejamos, a partir do que fomos avaliar e, também, analisar. Para já deixar claro que o Banco Central, o Banco de Moçambique, durante algum tempo, deixou que o metical se depreciasse muito (isto é, o seu valor caísse em relação às divisas), chegando a quase 80 meticais por dólar. Mais tarde, teve de intervir para corrigir, evitando situações mais complicadas na economia, principalmente na subida dos preços de bens de consumo.
Um outro dado que é preocupante para a estabilidade do País é que o Banco Central injectou muito dinheiro (divisas) no mercado monetário, a dada altura, e face a essa oferta grande de dólares, o metical apreciou-se (ou seja, fortaleceu-se), mas isso não foi e não é uma opção sustentável, na medida em que a economia tem tendência para que o metical se desvalorize, porque as importações aumentam, as exportações diminuem e os investimentos externos baixam. Aliás, esta é uma posição sustentada por João Mosca.
O mesmo especialista vai a uma questão crucial que – no meu dizer – abafa e estrangula a economia moçambicana que reside no crime das dívidas ocultas, o qual não está resolvido. Por outro lado, o que poderá constituir um grave problema futuro, é a dívida com a China, a qual está a aumentar. Ora tudo isto acarreta um sintoma que faz tremer a posição de Moçambique: os agentes económicos e parceiros internacionais não têm confiança na economia moçambicana. Portanto, não investem ou abandonam o País…
Quero trazer aqui, também, uma outra nota, sustentada num parecer da economista Leila Constantino. Ela defende que o Banco Central deve implementar medidas assertivas para controlar a taxa de câmbio e assegurar que as suas medidas surtam efeito na economia nacional. E mais: que o mesmo Banco, o Central, deve controlar as taxas de juro.
E umas últimas referências, não menos importantes: o dinheiro físico a circular em Moçambique aumentou em Outubro.2024, pelo sexto mês consecutivo, 2,2% face a Setembro, para praticamente 67.416 milhões de meticais (1.005 milhões de euros), segundo dados oficiais compilados esta sexta-feira pela Lusa; um outro problema para Moçambique é que se regista há vários meses uma inflação homóloga abaixo de 3% (2,84% em Novembro.2024), depois de ter fechado 2023 no 5,3%, abaixo do pico de quase 13% em Julho de 2022 (em relação a esta e, segundo os dados disponíveis que consultámos: no primeiro trimestre de 2025, a inflação em Moçambique acumulou 2,03%, com a inflação homóloga em Março.24 de 4,77%). Anotação final: Moçambique introduziu uma nova série de notas e moedas de metical em 16 de Junho.2024, que substituíram, progressivamente, as que estavam em circulação, desde 2006
António Barreiros, jornalista
PR destaca papel do Banco de Moçambique na construção da soberania económica
Moçambique e Namíbia reforçam diplomacia
A cidade de Maputo acolheu, recentemente, um encontro de alto nível entre os Presidentes de Moçambique e da Namíbia, Daniel Chapo e Ndemupelila Netumbo Nandi-Ndaitwah, respectivamente. Na ocasião, os dois estadistas reafirmaram o compromisso mútuo de reforçar as relações bilaterais, com foco renovado na cooperação económica como eixo central da nova fase da parceria.
Reconhecendo os laços históricos entre os dois povos, Chapo destacou os 35 anos de independência da Namíbia e os 50 anos de Moçambique, a serem celebrados em Junho próximo, como marcos que simbolizam uma relação construída sobre solidariedade e respeito mútuo.
“Vamos partir para a acção para que possamos realmente desenvolver os nossos dois países, os nossos projectos”, afirmou o presidente, ao anunciar a criação de uma comissão económica conjunta e a realização de um fórum de negócios entre os dois países.
O fórum, segundo Chapo, visa promover contactos directos entre empresários moçambicanos e namibianos, fomentando parcerias estratégicas nos sectores dos recursos minerais, energias renováveis, agricultura, turismo, infra-estrutura e transportes.
A presidente Nandi-Ndaitwah, na sua primeira visita oficial a Moçambique como chefe de Estado, descreveu o momento como “histórico”, reiterando o desejo de reconectar e fortalecer os laços de cooperação.
“Quero reconectar e fortalecer os laços de cooperação e colaboração entre o povo da Namíbia e o povo moçambicano”, declarou, sublinhando a necessidade de alcançar uma verdadeira independência económica para ambos os países.
A visita reforça o posicionamento de Moçambique como um parceiro estratégico na região e marca o início de uma nova etapa nas relações entre os dois Estados, pautada por ações concretas e visão de desenvolvimento partilhada.
Betway impulsiona basquetebol em Nampula com torneio XXX
A Betway Moçambique deu um salto audacioso no apoio ao desporto nacional ao assegurar a realização do Torneio de Basquetebol XXX, que decorre de 17 de Maio a 20 de Junho na província de Nampula. O evento, que junta oito clubes locais, promete dinamizar a prática do basquetebol juvenil e oferecer uma nova plataforma para o surgimento de talentos.
Com efeito, o apoiante do basquetebol forneceu todo o suporte logístico necessário, incluindo 8 kits completos de basquetebol, 16 bolas oficiais, 96 coletes de treino, 6 troféus, 48 medalhas e equipamento técnico como apitos e cronómetros.
Para Jonas Alberto, Director Geral da Betway Moçambique, a iniciativa poderá despertar novos talentos nesta modalidade. “Estamos empolgados em ver novos talentos emergirem a partir desta prova. O nosso compromisso é com a juventude moçambicana e com o futuro do desporto nacional.” disse sublinhando que este apoio pretende abrir caminho para que atletas locais possam vir a representar Moçambique em palcos internacionais.
Os organizadores do torneio destacam a importância da parceria para garantir uma premiação condigna. Acreditam ainda que a presença de equipas feminina reforça também o compromisso com a igualdade de género, criando espaço para a inclusão e visibilidade das atletas.
É proibido o consumo de álcool!
O tombo da esquerda portuguesa
Os resultados já apurados, na totalidade dos círculos eleitorais, das últimas eleições legislativas, realizadas no dia de ontem, em Portugal, carregam algumas mensagens que os politólogos, os comentadores-jornalistas, os políticos, os partidos e o povo vão analisar, nos próximos dias.
Gostaria de partilhar convosco, levando-vos até aí, a Moçambique, uma ou outra reflexão.
Dir-vos-ia, como primeira nota, que o tombo da esquerda – PS – e da esquerda radical – Partido Comunista, Bloco de Esquerda e outros partidozitos – é consequência de vários factores. Analisando.
O líder socialista Pedro Nuno Santos, que foi Ministro das Infra-estruturas de António Costa, o qual este demitiu, para além da sua figura e discurso arrogante, mostrou-se um falhado governante. Recordo que anunciou dois aeroportos para Lisboa (tal fartura), projectou obras na ferrovia e remodelações na CP/Comboios de Portugal sem o mínimo de qualidade, injectou biliões na Air Portugal/TAP e não teve uma ideia para o sector que administrava. Outro pormenor: fez cair, por moção de censura, o governo de Luís Montenegro da AD, coligação PSD/PPD-CDS/PP que, agora, volta a ganhar as eleições.
O PS representa, em Portugal, por tudo quanto tem feito nos últimos anos em que foi Governo – foi-o, na última década, 15 anos, não contando com os que estão para trás, a verdadeira União Nacional do regime democrático, porque conseguiu aparelhar o Estado.
Uma segunda nota: a esquerda radical não presta pela simples razão de que a sua maior bandeira é acabar com os ricos, conforme dizem. Ora, o que nos deve interessar a todos, numa sociedade moderna e do séc. XXI, é acabar com os pobres. Nada mais óbvio. Só com riqueza e produtividade, Planos sérios, em que o Ensino seja exigente, é que uma Nação pode evoluir e exterminar o empobrecimento e a miséria do seu povo.
Uma observação terceira: o Partido Comunista Português, com a mesma cassete de há 50 anos – contra o capitalismo, propalando os direitos dos trabalhadores, abaixo a repressão, a favor do povo da palestina e da Rússia na guerra da Ucrânia – é bolorento, passadista, cheira a ranço e já não activa a juventude porque demasiado velho nas ideias, na ideologia e nos conceitos.
Uma última opinião: o “Chega”, o partido da extrema-direita, ficou com o mesmo número de deputados, no Parlamento, do que o PS: 58. Mas aquele poderá ultrapassar o PS, com a chegada da contagem dos votos dos imigrantes. O Chega cativou os descontentes, cada vez uma maior fatia. O Iniciativa Liberal, a seguir, somou 9 deputados; o Livre (de esquerda) – 6; o PCP – 3 (a desaparecer lentamente); e o Bloco de Esquerda – 1 (em agonia).
Entretanto, o líder do PS, demitiu-se, mas deverá ficar no exercício de deputado porque o seu estilo de “menino mimado” não dá para se lançar à vida profissional. Coisas da política, pura e dura.
Agora, o problema é como, em minoria, vai governar a AD (PSD/PPD-CDS/PP).
António Barreiros, jornalista
Vice-presidente chinês apela empresariado dos EUA para fortalecer laços com a China
O vice-presidente da China, Han Zheng, instou a comunidade empresarial dos Estados Unidos a desempenhar um papel mais activo na promoção dos interesses comuns entre as duas maiores economias do mundo. A declaração foi feita durante encontro com Richard Wagoner, presidente da gestora de ativos norte-americana Invesco, realizado recentemente em Beijing.
No encontro, Han destacou que ambas as economias compartilham interesses amplos e têm vasto espaço para cooperação, especialmente no campo económico e comercial. Segundo o dirigente chinês, as conversações bilaterais nesse domínio registraram progressos substanciais nas últimas semanas, reforçando a necessidade de manter um diálogo igualitário para resolver divergências e atritos comerciais, avança o Xinhua.
Han também apontou para os esforços contínuos da China em adaptar seu mercado de capitais às especificidades nacionais, utilizando as melhores práticas internacionais. Segundo ele, empresas como a Invesco, que têm uma longa história de actuação no mercado chinês, são bem-vindas a intensificar a cooperação com o país asiático.
Por sua vez, Richard Wagoner elogiou as conquistas económicas da China e reafirmou o compromisso da Invesco assim como de outros sectores empresariais dos EUA em aprofundar a presença no mercado chinês. Destacou ainda o optimismo do empresariado norte-americano com o progresso das negociações comerciais entre os dois países, reforçando o desejo de contribuir para relações económicas estáveis e mutuamente benéficas.
Juventude reclama lugar no processo de reconciliação nacional
Decorreu na cidade da Beira um debate sob o tema “Caminhos para a Reconciliação Nacional: O que pensa a juventude sobre o Diálogo Político?”, numa iniciativa da Bloco 4 Foundation, da Plataforma DECIDE e da organização Cidadãos de Moçambique.
Com jovens representantes de diversas associações juvenis, partidos políticos, sociedade civil e autoridades locais, o encontro revelou-se um palco de denúncia sobre a forma como os processos de diálogo e reconciliação continuam a decorrer à margem da juventude moçambicana, que representa mais de 60% da população do país.


