Os resultados já apurados, na totalidade dos círculos eleitorais, das últimas eleições legislativas, realizadas no dia de ontem, em Portugal, carregam algumas mensagens que os politólogos, os comentadores-jornalistas, os políticos, os partidos e o povo vão analisar, nos próximos dias.
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Dir-vos-ia, como primeira nota, que o tombo da esquerda – PS – e da esquerda radical – Partido Comunista, Bloco de Esquerda e outros partidozitos – é consequência de vários factores. Analisando.
O líder socialista Pedro Nuno Santos, que foi Ministro das Infra-estruturas de António Costa, o qual este demitiu, para além da sua figura e discurso arrogante, mostrou-se um falhado governante. Recordo que anunciou dois aeroportos para Lisboa (tal fartura), projectou obras na ferrovia e remodelações na CP/Comboios de Portugal sem o mínimo de qualidade, injectou biliões na Air Portugal/TAP e não teve uma ideia para o sector que administrava. Outro pormenor: fez cair, por moção de censura, o governo de Luís Montenegro da AD, coligação PSD/PPD-CDS/PP que, agora, volta a ganhar as eleições.
O PS representa, em Portugal, por tudo quanto tem feito nos últimos anos em que foi Governo – foi-o, na última década, 15 anos, não contando com os que estão para trás, a verdadeira União Nacional do regime democrático, porque conseguiu aparelhar o Estado.
Uma segunda nota: a esquerda radical não presta pela simples razão de que a sua maior bandeira é acabar com os ricos, conforme dizem. Ora, o que nos deve interessar a todos, numa sociedade moderna e do séc. XXI, é acabar com os pobres. Nada mais óbvio. Só com riqueza e produtividade, Planos sérios, em que o Ensino seja exigente, é que uma Nação pode evoluir e exterminar o empobrecimento e a miséria do seu povo.
Uma observação terceira: o Partido Comunista Português, com a mesma cassete de há 50 anos – contra o capitalismo, propalando os direitos dos trabalhadores, abaixo a repressão, a favor do povo da palestina e da Rússia na guerra da Ucrânia – é bolorento, passadista, cheira a ranço e já não activa a juventude porque demasiado velho nas ideias, na ideologia e nos conceitos.
Uma última opinião: o “Chega”, o partido da extrema-direita, ficou com o mesmo número de deputados, no Parlamento, do que o PS: 58. Mas aquele poderá ultrapassar o PS, com a chegada da contagem dos votos dos imigrantes. O Chega cativou os descontentes, cada vez uma maior fatia. O Iniciativa Liberal, a seguir, somou 9 deputados; o Livre (de esquerda) – 6; o PCP – 3 (a desaparecer lentamente); e o Bloco de Esquerda – 1 (em agonia).
Entretanto, o líder do PS, demitiu-se, mas deverá ficar no exercício de deputado porque o seu estilo de “menino mimado” não dá para se lançar à vida profissional. Coisas da política, pura e dura.
Agora, o problema é como, em minoria, vai governar a AD (PSD/PPD-CDS/PP).
António Barreiros, jornalista
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