Num momento marcado por divisões internas na Renamo, o presidente do Município de Quelimane e destacado militante do partido, Manuel de Araújo, defendeu esta quarta-feira que a saída para a crise passa pelo reforço da institucionalidade e por um diálogo interno sério, rejeitando visões centradas em protagonismos individuais.
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Convidado do programa Grande Entrevista, da Stv, Araújo foi direto ao apontar os estatutos da Renamo como o ponto de partida para qualquer solução duradoura, acrescentando que o respeito pelas regras internas deve ser acompanhado de uma cultura de escuta e entendimento entre os membros da formação política.
Ao abordar a polémica saída de Venâncio Mondlane, que abandonou a Renamo após contestar os processos internos do partido, Araújo mostrou-se crítico da leitura que atribui a Mondlane um papel insubstituível. “A Renamo não depende de uma única pessoa para se reinventar ou para vencer eleições”, afirmou, sublinhando que o partido precisa de se recentrar nos seus princípios fundadores e não em figuras isoladas.
Ainda sobre o ex-candidato presidencial, Manuel de Araújo considerou que Mondlane poderia ter seguido uma abordagem mais construtiva perante a crise interna, evitando o caminho da ruptura.
O autarca de Quelimane defendeu igualmente uma auscultação pública no âmbito do diálogo nacional inclusivo, como forma de garantir legitimidade e representatividade no processo. Segundo Araújo, é essencial que todas as vozes sejam ouvidas para que a reconciliação política tenha bases sólidas.
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