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Amor termina em morte no bairro Centro Hípico, em Chimoio

Mulher de 37 anos é morta pelo namorado após tentar terminar relacionamento

Reportagem: Taibo Ajape

Uma mulher de 37 anos de idade foi espancada até à morte pelo próprio namorado no bairro Centro Hípico, na cidade de Chimoio, província de Manica. O crime ocorreu na última sexta-feira e terá sido motivado pela recusa do suspeito em aceitar o fim do relacionamento.

A vítima, identificada como Mazídia Domingos Serpa, decidiu terminar a relação devido a constantes desentendimentos e alegadas ameaças por parte do companheiro, segundo informações avançadas por familiares.

De acordo com os relatos, o homem — descrito como funcionário público — não aceitou a separação e acabou por agredir violentamente a companheira, provocando a sua morte.

Após o crime, o suspeito colocou-se em fuga. Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou a ocorrência e indicou que o presumível agressor encontra-se hospitalizado e sob custódia policial.

A informação de que o suspeito se encontra internado foi contestada por familiares da vítima, que dizem desconhecer o paradeiro do alegado agressor.

Os familiares afirmam ainda não ter recebido esclarecimentos detalhados por parte da polícia, apesar de já terem submetido o caso às autoridades competentes.

Diante da situação, a família de Mazídia Domingos Serpa exige justiça e maior celeridade no esclarecimento do caso, esperando que o suspeito seja responsabilizado criminalmente.

O caso volta a levantar preocupações sobre episódios de violência nas relações íntimas, um fenómeno que continua a preocupar autoridades e organizações da sociedade civil em Moçambique.

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Irão pede desculpa a países do Golfo e promete suspender ataques

Teerão garante que apenas responderá se território iraniano for atacado a partir da região

Reportagem: Redação

O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, pediu desculpa aos países vizinhos do Golfo Pérsico que foram atingidos por ataques com drones e mísseis desde o início do actual conflito regional.

Segundo declarações citadas pela Deutsche Welle, o chefe de Estado iraniano afirmou que o país deixará de lançar ataques contra Estados vizinhos, salvo se estes forem utilizados como plataforma para ofensivas contra o território iraniano.

De acordo com Pezeshkian, a decisão foi tomada pelo Conselho de Direção Transitório, que orientou a suspensão de ataques directos a países da região.

Desde o início do conflito, a 28 de Fevereiro, vários países do Golfo registaram ataques com drones e mísseis. O governo de Teerão sustenta que os alvos eram apenas interesses ou bases militares dos Estados Unidos instaladas na região.

No entanto, autoridades de alguns países afectados contestam essa versão, alegando que infra-estruturas nacionais também foram atingidas.

Durante o mesmo discurso, Masoud Pezeshkian reafirmou que o Irão não pretende render-se aos Estados Unidos nem a Israel, rejeitando pressões externas para o fim do conflito.

As declarações surgem após o ex-presidente norte-americano Donald Trump ameaçar expandir ataques a novas áreas e a grupos ligados ao Irão.

Apesar do pedido de desculpas dirigido aos países vizinhos, analistas consideram que a tensão na região permanece elevada, com risco de escalada caso ocorram novos ataques ou represálias nas próximas semanas.

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Inhambane acolhe formação de treinadores e árbitros de basquetebol

 

Mais de 30 participantes recebem capacitação para impulsionar a modalidade na província

Arrancou esta segunda-feira, na cidade de Inhambane, uma formação de treinadores e árbitros de basquetebol, que decorre ao longo de uma semana e reúne mais de trinta participantes.

A capacitação está a ser ministrada por dois experientes formadores do basquetebol nacional e tem como objetivo reforçar as competências técnicas e metodológicas dos agentes desportivos da província.

Falando durante a cerimónia de abertura, o presidente da Associação Provincial de Basquetebol de Inhambane, Alfredo Lopes, assegurou que estão reunidas todas as condições para o bom decorrer da formação.

Segundo o dirigente, a iniciativa enquadra-se na estratégia de desenvolvimento da modalidade na província.

Por sua vez, o director provincial da Direcção Provincial da Juventude e Desportos de Inhambane, Leonardo Bassanhane, apelou aos formandos para aproveitarem ao máximo os conhecimentos transmitidos.

O instrutor responsável pela capacitação, Bernardo Matsimbe, manifestou esperança de que a iniciativa responda às necessidades do basquetebol em Inhambane.

Alguns participantes ouvidos pela reportagem referiram que as expectativas são elevadas, sublinhando que formações deste tipo não acontecem com frequência na província.

A capacitação reúne estudantes de Educação Física, professores, treinadores e outros agentes desportivos, que ao longo da semana receberão ferramentas técnicas para impulsionar o desenvolvimento do basquetebol em Inhambane.

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Incêndio destrói residência no bairro Floresta, em Quelimane

Família aponta alegada negligência da EDM como causa do sinistro

Reportagem: Marcelino Voabil

Uma residência foi totalmente destruída por um incêndio no bairro Floresta, na cidade de Quelimane, deixando uma família sem abrigo.

Segundo os proprietários, o incêndio terá sido provocado por problemas na rede elétrica, alegadamente relacionados com o estado degradado dos postes e cabos que abastecem a zona.

De acordo com Menguta Saíde, proprietária da residência, o fogo terá começado devido à fricção de um cabo condutor de corrente eléctrica que liga o poste principal a outro que serve de ramal de distribuição para as casas da área.

Segundo a família, devido ao estado obsoleto das infraestruturas, o cabo acabava por passar diretamente sobre o telhado da casa, situação que representava perigo há bastante tempo.

Os moradores afirmam ainda que contactaram várias vezes o piquete da Electricidade de Moçambique em Quelimane, alertando para o risco, mas que as intervenções prometidas nunca chegaram a acontecer.

O filho mais velho da proprietária, Arsénio Saíde, também responsabiliza a empresa de electricidade pelo ocorrido. Segundo ele, a família chegou a deslocar-se à instituição para reportar a situação antes do incêndio.

Contactado pela nossa reportagem, o director provincial da Electricidade de Moçambique na Zambézia afirmou não ter tido conhecimento prévio da situação, acrescentando que irá mandar apurar os factos no terreno para esclarecer as circunstâncias do incêndio.

Enquanto decorrem as averiguações, a família afectada tenta agora reerguer a vida após perder todos os bens no sinistro.

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Mitos levam à morte de idoso em Morrumbala

Idoso de 64 anos foi assassinado e decapitado na localidade de Sabe

Reportagem: Marcelino Voabil

Um idoso de 64 anos foi assassinado e decapitado na localidade de Sabe, no distrito de Morrumbala, na região sul da província da Zambézia, em um caso que evidencia a persistência de mitos perigosos na região.

Segundo a Belarmina Henriques, três indivíduos seguiram o idoso até sua machamba e cometeram o crime com a intenção de vender a cabeça da vítima por 400 mil meticais. Os suspeitos justificaram o ato alegando que a calvície da vítima estaria ligada a um mito local que associa a condição ao mercúrio, considerado valioso para práticas de magia ou rituais.

A polícia está trabalhando para identificar todos os envolvidos e reforça que tais práticas são criminosas e não têm respaldo legal algum.

O caso levanta alertas sobre a persistência de crenças e mitos nocivos, que ainda colocam vidas em risco e contribuem para crimes de extrema violência na Zambézia. Autoridades locais reforçam a necessidade de conscientização e educação da população para prevenir novos episódios.

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Governo renova monopólio dos scanners à empresa da Frelimo em negócio de milhões

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Numa decisão que confirma a vitalidade do “capitalismo dos camaradas” em Moçambique, o Conselho de Ministros, reunido na sua 7ª Sessão Ordinária na última terça-feira, decidiu ignorar as boas práticas de transparência e estender o tapete vermelho à Kudumba Investments. Através de um ajuste directo — a via rápida preferida para contornar a concorrência — a empresa que gravita na órbita financeira do partido Frelimo garantiu a renovação da concessão dos serviços de inspecção não intrusiva de mercadorias (scanners) nas alfândegas nacionais.

A decisão, anunciada com a habitual sobriedade técnica pelo porta-voz Inocêncio Impissa, entrega aos ministros das Finanças, Carla Louveira, e dos Transportes, João Matlombe, a missão de “negociar” os termos de um novo contracto. Na prática, o Executivo de Maputo decidiu blindar um monopólio que já dura há duas décadas, sem dar qualquer oportunidade a operadores nacionais e internacionais que pudessem oferecer custos mais baixos aos fustigados importadores moçambicanos.

A Kudumba não é uma desconhecida nestas lides de “caça à renda”. A empresa tem no seu ADN a SPI – Gestão e Investimentos, a holding do partido no poder, que detém uma fatia considerável das acções (entre 30% a 35%). Figuras de proa da nomenclatura, como Manuel Tomé e Aiuba Cuereneia, cruzam-se no histórico desta entidade que os diplomatas americanos, em linhas reveladas pelo Wikileaks, descreveram sem rodeios como uma “empresa de fachada da Frelimo”.

O histórico da concessão é tudo menos imaculado. Já em 2007, o Centro de Integridade Pública (CIP) denunciava que a Kudumba “vendeu gato por lebre”: venceu o concurso original prometendo tecnologia americana Rapiscan, mas acabou por instalar equipamento chinês da Nuctech, de manutenção duvidosa mas de lucro garantido.

Enquanto o Porto de Maputo tenta desesperadamente ganhar competitividade face a Durban, a Kudumba continua a ser vista como um “pedágio” político. Estimativas do instituto norueguês CMI apontam para receitas anuais na ordem dos 40 milhões de dólares.

“A estrutura de taxas é considerada extorsiva. Cobram-se valores que vão dos 100 dólares por contentor cheio aos 20 dólares por contentor vazio, incluindo mercadorias que nem sequer passam fisicamente pelo scanner”, referem fontes do sector logístico.

Mais grave ainda é o conflito de interesses ao longo dos anos. A Kudumba, através da sua participada Home Centre, é ela própria uma grande importadora de mobiliário. Ou seja, a empresa que inspecciona a concorrência é a mesma que compete no mercado retalhista — é o árbitro a marcar golos na baliza dos adversários.

Ao optar pelo ajuste directo em Março de 2026, o Governo não só ignora o clamor do sector privado por custos logísticos mais baixos, como consolida um modelo onde o Estado serve de entreposto para a acumulação de riqueza partidária.

População lincha suposto agente económico em Micaúne, no distrito de Chinde

Homem foi acusado de estar ligado ao assassinato de um jovem agricultor

Reportagem: Marcelino Voabil

Um suposto agente económico foi linchado pela população no posto administrativo de Micaúne, distrito de Chinde, no sul da província da Zambézia, após ser acusado de envolvimento no assassinato de um jovem.

De acordo com a porta-voz da Polícia da República de Moçambique na província da Zambézia, Belarmina Henriques, o caso teve início quando o jovem saiu da sua residência para levar mantimentos à esposa que se encontrava na machamba.

No entanto, o jovem não regressou a casa, o que levou os familiares a iniciarem buscas. Durante a procura, um dos primeiros indícios encontrados foi um pé de chinelo, que serviu de pista para a continuação das diligências.

Posteriormente, os familiares localizaram o corpo da vítima em estado de mutilação, sem cabeça, sem membros superiores e com vários ferimentos nas costas, além da retirada de órgãos internos.

Segundo a polícia, revoltados com a situação, os familiares da vítima e outros membros da comunidade decidiram retaliar sem comunicar previamente às autoridades.

O grupo dirigiu-se à residência do suposto agente económico, onde o lincharam, saquearam os seus bens e incendiaram parcialmente a casa e a loja.

Ainda de acordo com a porta-voz da polícia, os populares também queimaram embarcações utilizadas pelo agente económico para o transporte de pessoas e bens na região.

Horas mais tarde, já durante a noite, os mesmos indivíduos terão regressado ao local e morto os animais pertencentes à vítima do linchamento.

A Polícia da República de Moçambique refere que o agente económico linchado já havia tido passagem pela justiça, alegadamente relacionado com crimes da mesma natureza.

As autoridades indicam ainda que decorrem investigações para identificar e responsabilizar os cabecilhas do linchamento, apelando à população para que evite fazer justiça pelas próprias mãos e recorra às instituições competentes para a resolução de conflitos.

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António José Seguro tomou posse como Presidente de Portugal

Cerimónia solene decorreu na Assembleia da República com presença de líderes internacionais

Reportagem: Redação

O político António José Seguro tomou posse esta segunda-feira como Presidente de Portugal, numa sessão solene que decorre na Assembleia da República de Portugal, onde prestou juramento sobre a Constituição.

Após a cerimónia oficial, o novo Chefe de Estado cumpriu uma agenda simbólica em vários locais históricos e institucionais do país.

Entre os pontos previstos estavam visitas ao Mosteiro dos Jerónimos e ao Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República, cujos jardins estarão abertos ao público durante o dia.

A agenda incluiu também uma cerimónia no Palácio Nacional da Ajuda, onde António José Seguro condecorou o Presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, em reconhecimento pelo exercício das suas funções à frente do Estado português.

A cerimónia de tomada de posse contou com a presença de várias figuras internacionais, entre elas Felipe VI, Rei de Espanha.

Estiveram igualmente confirmados os Presidentes João Lourenço de Angola, José Maria Neves de Cabo Verde, Daniel Chapo de Moçambique, Carlos Vila Nova de São Tomé e Príncipe e José Ramos‑Horta de Timor‑Leste.

A cerimónia marcou o início de um novo ciclo político em Portugal, com António José Seguro ao assumir oficialmente as funções de Chefe de Estado para o próximo mandato presidencial.

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Seis reclusos fogem das celas da polícia em Namarroi durante celebrações do 8 de Março

Circunstâncias da fuga ainda não são claras

Reportagem: Gildo dos Santos

Seis reclusos fugiram das celas do comando distrital da Polícia da República de Moçambique no distrito de Namarroi, província da Zambézia, durante as celebrações do Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de Março.

A fuga ocorreu em plena luz do dia, quando os seis detidos — que aguardavam o andamento dos seus processos — conseguiram abandonar as celas sob custódia policial.

Até ao momento, não são claras as circunstâncias que permitiram a evasão, tendo em conta que o acesso às celas é controlado através da permanência, local onde normalmente se encontra o agente responsável pela vigilância.

Segundo informações apuradas no local, nenhum indivíduo consegue aproximar-se da área das celas sem passar pelo posto de permanência, o que levanta dúvidas sobre como os reclusos conseguiram sair sem serem impedidos.

A nossa equipa de reportagem procurou ouvir o comandante da polícia no distrito de Namarroi para esclarecer o sucedido. No entanto, o responsável afirmou não estar autorizado a prestar declarações sobre o caso.

Entretanto, várias questões continuam por responder, nomeadamente se houve falhas de segurança nas celas ou eventual facilitação por parte de agentes.

As autoridades policiais ainda não avançaram informações sobre diligências em curso para a recaptura dos fugitivos.

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Liga Feminina da RENAMO na Zambézia celebra Dia Internacional da Mulher

Organização diz que data é assinalada num contexto difícil devido às cheias e inundações

Reportagem: Marcelino Voabil

A Liga Feminina da RENAMO na província da Zambézia reuniu-se para celebrar o Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de Março, destacando que a efeméride ocorre este ano num contexto difícil para muitas mulheres moçambicanas.

Segundo a chefe de Informação da organização na província, Eusebia Barreto, as recentes cheias e inundações que afectaram várias regiões do país deixaram muitas famílias sem habitação e com perdas significativas.

Durante a celebração, a responsável apontou também críticas à gestão governamental face aos efeitos das calamidades naturais, defendendo que é necessário reforçar as medidas de prevenção e assistência às populações afectadas.

Na sua intervenção, Eusebia Barreto afirmou que a mulher não precisa de apenas um dia especial para ser reconhecida, sublinhando que todos os dias devem ser dedicados à valorização da mulher na sociedade.

A dirigente aproveitou a ocasião para manifestar solidariedade às mulheres afectadas pelas enxurradas nas regiões sul e centro do país, apelando à união das mulheres, em particular das militantes da RENAMO, na defesa de causas comuns.

As declarações foram feitas no Quinto Bairro Namuinho, na cidade de Quelimane, durante actividades comemorativas do Dia Internacional da Mulher.

A data recorda a luta histórica das mulheres por melhores condições de trabalho e direitos sociais, frequentemente associada às manifestações de operárias têxteis em Nova Iorque, no século XIX, que marcaram o início de movimentos internacionais em defesa dos direitos das mulheres.

Veja a reportagem no link abaixo: