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Renamo defende legalização do diálogo nacional inclusivo para consolidar a paz

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A bancada parlamentar da Renamo defendeu, esta quarta-feira, a necessidade de transformar o Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo num instrumento legal, capaz de garantir a efectiva implementação dos acordos de paz assinados no país. Para o partido, é imperativo que todas as partes envolvidas estejam genuinamente comprometidas para que a estabilidade e a harmonia social sejam alcançadas.

Durante o debate na Assembleia da República (AR) sobre a proposta de lei que visa dar corpo jurídico a este compromisso, o chefe da bancada parlamentar da Renamo, Jerónimo Malagueta Nalia, alertou para o histórico de incumprimentos dos sucessivos acordos firmados ao longo das últimas décadas. “Esperamos que, com a aprovação desta proposta de lei, a legalidade, a paz e a concórdia finalmente se instalem em Moçambique”, declarou o deputado.

Nalia lembrou que Moçambique tem sido palco de uma sucessão de acordos de paz que, em vez de consolidarem a estabilidade, têm sido violados e substituídos por novos compromissos. “De acordo em acordo, com sucessivas violações, o país resvala para a violência que gera ainda mais violência”, lamentou.

O deputado destacou que o Acordo Geral de Paz, assinado em Roma a 4 de Outubro de 1992, foi transformado em lei, mas nunca plenamente cumprido. O mesmo padrão se repetiu com o Acordo de Cessação das Hostilidades Militares, de 5 de Setembro de 2014, e o Acordo de Maputo para a Paz e Reconciliação Nacional, de 6 de Agosto de 2019. “O denominador comum de todos estes compromissos é o seu incumprimento sistemático. Em vez de garantir a observância dos acordos assinados, opta-se pela celebração de novos acordos”, criticou.

Para a Renamo, a institucionalização do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo é um passo necessário para quebrar esse ciclo vicioso e garantir que a paz não seja apenas um discurso político. “Somos subscritores de todos os acordos desde 1992. Isso demonstra o nosso compromisso com a paz, a harmonia e a estabilidade social”, frisou Nalia.

Ao defender a aprovação da proposta de lei, o chefe da bancada parlamentar do maior partido da oposição reiterou a necessidade de fortalecer o Estado de Direito e garantir que a justiça funcione de forma autónoma e independente. “A lei deve prevalecer e a justiça deve ser isenta para que a paz social se instale definitivamente em Moçambique”, concluiu.

Missão da SADC quer compreender impacto da crise pós-eleitoral

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A Presidente da Assembleia da República (PAR), Margarida Adamugi Talapa, manifestou a intenção de fortalecer a cooperação entre o Parlamento moçambicano e a missão de solidariedade das mulheres líderes da SADC. O objectivo, segundo Talapa, passa pela capacitação do Gabinete da Mulher Parlamentar e da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologia e Comunicação Social, órgãos que lidam directamente com questões de género e políticas de empoderamento feminino.

Falando na Sede do Parlamento, esta quarta-feira, a PAR sublinhou que Moçambique é um povo pacífico e humilde, e que toda ajuda voltada para a consolidação da paz e estabilidade social será sempre bem-vinda. “A visita desta missão de mulheres líderes da SADC é uma grande lição de que a mulher é a primeira pacificadora da família”, afirmou Talapa, acrescentando que o Parlamento continuará a colaborar com as mulheres líderes nacionais para mitigar o sofrimento das populações mais vulneráveis, sobretudo mulheres em zonas rurais, crianças, jovens e idosos.

A delegação da SADC visita Moçambique num momento de recuperação após as conturbadas manifestações que marcaram o período pós-eleitoral. Para Talapa, a presença da missão demonstra solidariedade e reforça a necessidade de união no continente africano. “A África que queremos”, disse a PAR, citando o lema da União Africana, “é uma África de paz, soberania e desenvolvimento”.

Mas os desafios são evidentes. Talapa revelou que o número de mulheres no Parlamento moçambicano registou uma redução nesta legislatura. Actualmente, das 250 cadeiras, apenas 97 são ocupadas por mulheres, correspondendo a 38,8%, um retrocesso face aos 44,4% da legislatura anterior.

Por seu turno, a chefe da Missão de Mulheres Líderes da SADC, Gertrudes Monguella, explicou que a visita tem um duplo propósito: expressar solidariedade e compreender, no terreno, o impacto das manifestações violentas que eclodiram no país após as eleições. “Mais do que ouvir pelas redes sociais, sentimos que era necessário deslocarmo-nos a Moçambique para perceber os mecanismos e estratégias desenhadas para ultrapassar esta crise”, afirmou Monguella.

A dirigente saudou o povo moçambicano por ter conseguido conter os protestos sem apoio externo, um factor que, segundo ela, demonstra maturidade política e compromisso com a paz e reconciliação nacional. “Moçambique mostrou que tem resiliência para resolver os seus próprios desafios”, concluiu.

Num continente onde as mulheres ainda lutam por maior representatividade e influência política, a visita da missão da SADC reforça o papel feminino na busca por estabilidade e progresso. Entretanto, resta saber se as recomendações e intenções discutidas durante o encontro se traduzirão em acções concretas para um Parlamento mais inclusivo e uma sociedade menos vulnerável às crises cíclicas que marcam a política moçambicana.

Governo lança projecto habitacional “Phoenix” para jovens moçambicanos

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O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou hoje, na cidade de Maputo, o projecto habitacional “Phoenix”, um empreendimento que prevê a construção de cerca de seis mil apartamentos a preços acessíveis. A iniciativa, de capital privado, responde a um dos compromissos assumidos durante a campanha eleitoral: garantir melhores condições de habitação para a juventude moçambicana.

O projecto será implementado pela empresa Phoenix Internacional Group, sediada em Hong Kong, que já conta com experiência em empreendimentos habitacionais de grande escala em África, como os condomínios de Talatona, em Angola. Com um investimento estimado em dois biliões de dólares norte-americanos, o projecto inclui, além das unidades habitacionais, um centro comercial, escolas, um centro de saúde e espaços de lazer.

No acto de lançamento, Daniel Chapo destacou que o acesso à habitação condigna é um direito garantido pela Constituição da República e reiterou o compromisso do governo em atrair parcerias para viabilizar iniciativas similares em outras províncias.

“Este lançamento é para jovens moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, sem qualquer tipo de discriminação, independentemente da sua afiliação política, religiosa ou étnica”, afirmou o Chefe de Estado.

A construção da primeira fase do projecto tem um prazo de execução de dois anos e meio e deverá gerar 25 mil postos de trabalho, beneficiando, já nesta fase inicial, 1.500 trabalhadores envolvidos na preparação do terreno.

Além da componente habitacional, o projecto prevê espaços de recreação, passeios de barco nas lagoas preservadas e uma torre panorâmica para observação da cidade. Para garantir a sustentabilidade ambiental, foram definidos padrões rigorosos de engenharia e conservação dos recursos naturais.

No âmbito da responsabilidade social, o investidor comprometeu-se a apoiar a comunidade local, particularmente os pescadores, com a disponibilização de barcos e equipamentos de conservação do pescado.

O evento contou com a presença de representantes do sector financeiro, que manifestaram interesse em oferecer modalidades de crédito acessíveis aos jovens.

“Sem sombras de dúvidas, este projecto irá abrir oportunidades de crédito habitacional e modalidades acessíveis aos diferentes grupos sociais”, declarou um dos banqueiros presentes.

O Presidente da República garantiu que o governo continuará a acompanhar de perto a execução do projecto, assegurando o cumprimento dos prazos e padrões de qualidade. A expansão da iniciativa para outras províncias será feita de forma ajustada às especificidades locais e ao poder de compra dos cidadãos.

“Queremos assegurar ao investidor e, sobretudo, à nossa juventude, que tudo faremos para viabilizar este projecto e torná-lo uma referência nacional no acesso à habitação”, concluiu Daniel Chapo.

Governo lança plano de acção nacional para gestão de deslocados internos

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O Governo de Moçambique lançou, nesta terça-feira, o Plano de Acção Nacional para a operacionalização da Política e Estratégia de Gestão de Deslocados Internos. O evento, realizado em Maputo, foi dirigido pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, e contou com a presença de representantes do Governo, sociedade civil e parceiros internacionais.

A iniciativa surge num contexto em que o país continua a enfrentar deslocamentos forçados devido a desastres naturais, conflitos armados e a implementação de megaprojetos, exigindo uma abordagem coordenada para garantir o bem-estar das populações afectadas.

Desde a guerra civil, encerrada em 1992, Moçambique tem lidado com deslocamentos massivos, impulsionados por fenómenos como cheias, ciclones e a insurgência armada no norte. As cheias de 2007-2008 na Bacia do Zambeze resultaram no reassentamento de cerca de 100 mil famílias, enquanto os ciclones Idai e Kenneth, em 2019, afectaram mais de meio milhão de pessoas. A crise de segurança em Cabo Delgado levou ao deslocamento de aproximadamente 1,4 milhão de cidadãos, dos quais 600 mil já retornaram às suas zonas de origem.

Aprovada pelo Governo, a Política e Estratégia de Gestão de Deslocados Internos está alinhada com o Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastres e a Convenção de Kampala sobre Protecção e Assistência a Pessoas Deslocadas. O plano agora lançado estabelece directrizes para a inclusão socioeconómica dos deslocados, assegurando-lhes acesso a serviços básicos, protecção social e oportunidades económicas.

Com um horizonte de cinco anos, o plano visa criar condições para que os deslocados possam reconstruir as suas vidas, seja pelo retorno às zonas de origem, integração nas comunidades de acolhimento ou reassentamento em locais seguros.

“O plano permitirá a mobilização de recursos e uma coordenação eficiente entre o Governo, parceiros nacionais e internacionais, bem como comunidades deslocadas e de acolhimento, visando soluções duradouras para esta problemática”, afirmou Luísa Celma Meque, reforçando o compromisso do Executivo com a protecção e dignidade das populações afectadas.

Zambeze, Púnguè e Búzi com tendência de descida dos níveis hidrométricos, mas alerta mantém-se

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Os rios Zambeze, Púnguè e Búzi registam uma ligeira tendência de descida nos níveis hidrométricos, de acordo com o mais recente Boletim Hidrológico emitido pela ARA-Centro, IP. Conquanto, a entidade de gestão de recursos hídricos alerta para a necessidade de precaução, especialmente nas zonas de risco de inundações.

Segundo os dados das últimas 24 horas, a rede de observação hidroclimatológica registou precipitações fracas a moderadas, com maior destaque para a bacia do Zambeze, onde Meponda registou 32,5 mm de chuva, Cassacatiza 20,8 mm, Tsangano 17,0 mm e Meluluca 5,6 mm.

Apesar da redução geral dos níveis dos rios, a estação hidrométrica de Mafambisse, no rio Púnguè, continua acima do nível de alerta em 36 centímetros, situando-se nos 6,0 metros.

No que toca às principais albufeiras da região, Cahora Bassa apresenta um nível de enchimento de 26,01%, com uma descarga de 1456,21 m³/s, enquanto Chicamba e Muda registam 32,88% e 72,13% da sua capacidade, respetivamente.

A previsão para as próximas 24 horas não aponta para mudanças significativas no actual quadro hidrológico das três bacias. Ainda assim, a ARA-Centro apela à tomada de medidas de precaução, instando os governos distritais, agentes económicos e população em geral a evitarem travessias arriscadas e a retirarem-se imediatamente das zonas de risco de inundação.

Procuradoria de Quelimane emite aviso sobre bens apreendidos e não reclamados

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A Procuradoria Distrital da República em Quelimane emitiu um comunicado oficial alertando os cidadãos que possuem bens apreendidos, como viaturas e motociclos, nas esquadras e no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM).

De acordo com o aviso assinado pelo Procurador Distrital da República – Chefe, Rambo Tomás Simbe, os proprietários desses bens têm um prazo máximo de 30 dias, a contar da data de publicação do comunicado, para procederem ao levantamento dos mesmos.

A Procuradoria reforça que, caso os bens não sejam reclamados dentro do prazo estabelecido, estes serão considerados perdidos a favor do Estado moçambicano, conforme previsto no artigo 1267, nº 1, alínea a) do Código Civil.

Diante da urgência da situação, a Procuradoria apela aos cidadãos que tenham bens apreendidos que tomem as devidas providências para evitar a perda definitiva dos seus pertences.

Manchester United e Manchester City disputam derby em Old Trafford neste domingo

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No próximo domingo, 6 de abril de 2025, Old Trafford será palco de mais um emocionante derby de Manchester. O confronto entre Manchester United e Manchester City, tradicionalmente marcado por rivalidade intensa, apresenta desta vez um nível de risco relativamente baixo para ambos os clubes, que buscam objetivos distintos na reta final da temporada da Premier League.

O Manchester United atravessa uma campanha irregular e tenta resgatar a sua dignidade competitiva, mirando uma posição mais favorável na tabela classificativa. Já o Manchester City, prestes a perder a chance de conquistar o quinto título consecutivo da liga, concentra-se na garantia de uma vaga para a próxima edição da Liga dos Campeões da UEFA. Apesar dos desafios enfrentados por ambas as equipas, a exigência dos adeptos permanece alta, prometendo um duelo repleto de emoção no icônico “Teatro dos Sonhos”.

Transmissão exclusiva

O encontro será transmitido em direto e exclusivamente pela DStv e GOtv, que reafirmam sua posição como as principais plataformas de cobertura futebolística em Moçambique. Com um leque abrangente de jogos e uma qualidade de transmissão inigualável, as emissoras garantem uma experiência imersiva para os fãs do futebol.

Expectativas e destaques

Na última edição do derby, o Manchester United conquistou uma vitória marcante sobre o seu rival. O técnico dos “Red Devils”, Ruben Amorim, destacou a importância do triunfo: “Foi incrível. Acreditámos até ao fim e conseguimos marcar no momento certo. Precisávamos desta vitória, tanto para nós quanto para os nossos adeptos”.

Entre os jogadores que podem fazer a diferença neste confronto, destacam-se:

  • Bruno Fernandes (Manchester United) – O meio-campista português tem sido uma das poucas luzes em uma temporada difícil para os “Red Devils”, acumulando golos e assistências fundamentais para a equipa.
  • Omar Marmoush (Manchester City) – O extremo egípcio trouxe dinamismo ao setor ofensivo dos “Citizens”, oferecendo velocidade, criatividade e uma parceria eficaz com Erling Haaland.

Histórico do confronto

O clássico de Manchester já aconteceu em 195 ocasiões desde 1891, com um balanço favorável ao United: 80 vitórias, contra 62 do City, além de 53 empates. No último embate entre as equipas, disputado em dezembro de 2024, o United surpreendeu ao sair vitorioso, reforçando a tradição imprevisível deste embate.

Com uma história rica e uma rivalidade que transcende as quatro linhas, o derby de Manchester promete mais um capítulo inesquecível neste domingo, com Old Trafford como cenário de um dos jogos mais aguardados da temporada.

Hollard reforça presença em Moçambique com aquisição da Global Alliance Seguros

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A seguradora Hollard anunciou a aquisição de 100% do capital da Global Alliance Seguros, S.A., consolidando a sua posição no mercado moçambicano. A transação, que marca um momento estratégico para a empresa, visa expandir a presença da seguradora no país, melhorar a experiência dos clientes e introduzir soluções inovadoras no sector.

De acordo com Henri Mittermayer, CEO da Hollard Moçambique, este é o início de um processo de integração que decorrerá ao longo dos próximos 18 meses. “Trabalharemos para fundir completamente as operações da Hollard e da Global Alliance sob uma única equipa de gestão, garantindo continuidade, excelência e uma experiência melhorada para os nossos clientes”, afirmou.

Com esta aquisição, a Hollard assegura que os seus clientes beneficiarão de uma gama mais ampla de produtos de seguros, um processamento mais rápido de sinistros e uma maior segurança financeira. Além disso, a empresa está a investir na modernização dos seus serviços digitais, tornando as interações mais acessíveis e eficientes.

Embora a integração de dois negócios traga desafios, como a fusão de diferentes culturas organizacionais e sistemas administrativos, a Hollard vê nesta aquisição uma oportunidade para expandir a sua base de clientes, investir em inovação digital e fortalecer parcerias com correctoras, bancos e fintechs.

A Hollard reitera o seu compromisso com a transparência e o crescimento sustentável, garantindo que as apólices dos clientes permanecerão inalteradas e que as reclamações continuarão a ser processadas com eficiência. “Esta aquisição não representa apenas crescimento para a Hollard – trata-se de fortalecer a indústria seguradora de Moçambique”, destacou Mittermayer.

Polícia moçambicana admite falha na prevenção dos raptos no país

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A polícia de Moçambique admitiu falhas na prevenção dos raptos, cujas vítimas são, sobretudo, empresários e os seus familiares, principalmente de ascendência asiática, mas garantiu ter dados concretos para a resolução destes crimes.

“Admite-se que houve, evidentemente, alguma falha de prevenção criminal, que é a antecipação da ocorrência destes fatos”, disse, em declarações à imprensa, na terça-feira, o porta-voz do comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Leonel Muchina.

Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receio, segundo números divulgados em julho pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, que defendeu que é tempo de o Governo tomar medidas.

Segundo o porta-voz da PRM, além das próprias vítimas e da sociedade, estes raptos preocupam também a corporação.

“Daí que há ações, de forma muito enérgica, a serem desencadeadas para efetivamente haver esclarecimentos”, garantiu.

Muchina avançou ainda que existem dados “concretos e relevantes” nos processos para a resolução destes crimes, que desde 2011, afetam Moçambique, sendo as vítimas, essencialmente empresários e principalmente de ascendência asiática, um grupo que domina o comércio nos centros urbanos das capitais provinciais no país.

A maioria dos raptos cometidos em Moçambique é preparada fora do país, sobretudo na África do Sul, disse, em abril de 2024, no parlamento, a então procuradora-geral da República, Beatriz Buchili.

Londres quer mais estabilidade para reforçar investimentos em Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu na tarde de ontem, em audiência, a Alta Comissária do Reino Unido em Moçambique, Helen Lewis, num encontro que serviu para discutir o reforço da cooperação económica entre os dois países. O crescimento significativo do comércio bilateral e os desafios para consolidar a confiança dos investidores britânicos foram pontos centrais da conversa.

Em declarações à imprensa, a diplomata britânica destacou a importância da relação económica entre Moçambique e o Reino Unido, assinalando que o intercâmbio comercial entre os dois países registou um aumento superior a 115% entre 2023 e 2024. “Temos uma parceria muito abrangente entre os nossos governos e um crescente envolvimento das empresas britânicas em Moçambique”, afirmou Helen Lewis, sublinhando que o investimento britânico tem vindo a aumentar nos últimos anos.

No entanto, a Alta Comissária alertou para os desafios que ainda persistem, particularmente no que diz respeito ao impacto da violência pós-eleitoral no ambiente de negócios. “Falámos bastante sobre como podemos recuperar a confiança dos investidores britânicos e das empresas britânicas, especialmente depois dos eventos recentes”, declarou, frisando a necessidade de estabilidade política e previsibilidade económica para atrair mais investimentos estrangeiros.

A diplomata apontou ainda a importância do crescimento inclusivo, defendendo que os benefícios do desenvolvimento económico devem chegar a todas as regiões do país, incluindo as zonas mais remotas. “Discutimos prioridades em termos de crescimento inclusivo e como garantir que as populações das áreas mais isoladas também usufruam dos avanços económicos”, disse.

A transição energética e a promoção das energias renováveis em Moçambique foram igualmente abordadas durante o encontro. Segundo Helen Lewis, o Reino Unido está comprometido em apoiar projectos que facilitem o acesso à energia nas zonas rurais, promovendo sistemas solares descentralizados como forma de estimular o desenvolvimento económico. “Estamos a trabalhar em soluções energéticas sustentáveis para impulsionar a economia moçambicana e melhorar a qualidade de vida das populações”, explicou.

O encontro reafirmou o compromisso de Moçambique e do Reino Unido em aprofundar os laços comerciais, atrair investimentos sustentáveis e promover iniciativas que impulsionem o crescimento económico de forma equilibrada e duradoura.