A Assembleia da República quer ver mais mulheres parlamentares com voz activa na transformação da cultura política nacional, e reforçou este sábado, 24 de Maio, em Maputo, o apelo por uma liderança sensível ao género, capaz de romper com estruturas patriarcais ainda presentes nas instituições do Estado.
Receba notícias e alertas em primeira mão diretamente no seu telemóvel.
👉 Seguir Canal no WhatsApp
Durante a abertura da Formação em Liderança Transformacional na Perspectiva de Género, o 1.º Vice-Presidente da AR, Hélder Ernesto Injojo, defendeu que essa abordagem “é mais do que uma técnica de gestão, é um compromisso ético e político com a mudança social, com a inclusão e com o empoderamento”.
Falando perante dezenas de deputadas, Injojo foi categórico, é preciso “assumir uma postura crítica e emancipatória face às estruturas patriarcais ainda prevalecentes na nossa sociedade e nas nossas instituições, em particular”.
Segundo o parlamentar, a capacitação das mulheres eleitas deve servir de alicerce para políticas públicas mais justas, representativas e eficazes. “Estamos a fomentar uma nova cultura política, de equidade, de diálogo e de resultados assentes em princípios e valores de justiça social”, afirmou.
Injojo exortou as participantes a levarem os conhecimentos adquiridos para além da sala de formação. “Que se convertam em acções concretas nos vossos círculos, sociais, profissionais, comunitários ou eleitorais”, disse, apelando ainda para que cada iniciativa legislativa seja marcada pela sensibilidade de género.
Estratégia para transformar a política
A Presidente do Gabinete da Mulher Parlamentar, Maria Marta Mateus Fernando Zalimba, descreveu a formação como uma iniciativa estratégica para empoderar individual e colectivamente as mulheres na arena política.
“Reforçar as competências das mulheres parlamentares é promover uma governação mais justa e próxima das reais necessidades das nossas comunidades”, disse, acrescentando que a liderança transformacional deve ser “ética, consciente e capaz de influenciar positivamente os processos legislativos, de fiscalização e de representação”.
Já a Representante da ONU Mulheres em Moçambique, Marie Laetitia Kayisire, lembrou que o evento acontece numa fase simbólica: em 2025 assinalam-se 30 anos da Declaração de Beijing, o mais ambicioso compromisso global pela igualdade de género.
“Esta formação é a continuação, ou o começo, de uma caminhada conjunta. Estamos disponíveis para partilhar saberes, superar desafios e celebrar conquistas rumo a um mundo mais igualitário”, afirmou.
Compromisso contínuo
Organizada pela Assembleia da República em parceria com a ONU Mulheres, a formação teve a duração de um dia e visou capacitar as mulheres parlamentares a adoptarem práticas de liderança transformacional no desempenho das suas funções legislativas, de fiscalização e representação.
A iniciativa enquadra-se nos esforços contínuos que Moçambique tem vindo a realizar para promover a igualdade de género e reforçar o papel das mulheres na liderança e na tomada de decisões.
Discover more from Jornal Txopela
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
📢 Anuncie no Jornal Txopela!
Chegue mais longe com a sua marca.
Temos espaços disponíveis para publicidade no nosso site.
Alcance milhares de leitores em Moçambique e no mundo.
Saiba mais e reserve já


