Reportagem: Redação
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A Polícia da República de Moçambique (PRM) manifestou profunda preocupação com a crescente onda de desordem pública e justiça popular registada em várias províncias do país, motivada por boatos sobre alegados casos de “desaparecimento de órgãos genitais”.
De acordo com uma instrução emitida pelo Comando-Geral da PRM, o primeiro caso foi registado a 18 de Abril de 2026, na província de Cabo Delgado, tendo a situação rapidamente se alastrado para outras regiões.
Até ao momento, foram contabilizados 71 casos distribuídos pelas províncias de Cabo Delgado (27), Nampula (18), Zambézia (24) e Niassa (2). Estes incidentes resultaram em 46 feridos, 30 mortos e 97 detidos.
A PRM aponta que muitos destes episódios têm culminado em actos de violência extrema, alimentados por desinformação e crenças supersticiosas, levando comunidades a fazerem justiça pelas próprias mãos.
Perante este cenário, o Comandante-Geral da PRM, Joaquim Adriano Sive, orienta o reforço imediato de acções de sensibilização junto das comunidades, com foco em igrejas, mercados e outros locais públicos, apelando ao respeito pelos direitos humanos e à rejeição da justiça privada.
A corporação defende igualmente o envolvimento activo de líderes comunitários, religiosos e outras figuras influentes, como forma de travar a propagação de rumores e promover a convivência pacífica.
Entre as medidas adoptadas, consta também a activação de linhas operativas para identificar e responsabilizar criminalmente os indivíduos que promovem a desordem pública, bem como o uso de rádios comunitárias e outros meios de comunicação social para disseminar mensagens de esclarecimento.
A PRM reitera o apelo à calma e à colaboração da população, sublinhando que a disseminação de boatos pode ter consequências graves e irreversíveis para a segurança e estabilidade social.
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