Sintonize a Rádio Chuabo – 103.0 FM

Início Site Página 77

Ministro da Defesa quer jovens do Serviço Cívico a combater a fome com enxada e disciplina

O Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Chume, quer ver os jovens do Serviço Cívico de Moçambique (SCM) como protagonistas de uma nova frente de batalha, a luta contra a fome e a pobreza. Falando esta quarta-feira, 21 de Maio, no lançamento oficial da colheita de milho da campanha agrícola 2024/2025, na unidade produtiva do SCM, no distrito de Tsangano, província de Tete, o governante desafiou os prestadores a intensificarem o apoio às comunidades locais, através da partilha de conhecimento técnico, mão-de-obra e recursos materiais.

Chume, visivelmente satisfeito com os resultados da colheita, não poupou nas palavras ao apelar à produtividade com sentido patriótico, frisando que o SCM deve ser mais do que uma estrutura de enquadramento juvenil, deve ser um braço operativo do Estado na mobilização para o desenvolvimento nacional.

O SCM gere actualmente cerca de 160 hectares cultivados a nível nacional, com uma previsão optimista de 250 mil toneladas de produtos diversos nesta campanha. Um volume ainda modesto face às necessidades do país, mas que o Governo considera um “sinal de viabilidade” de um modelo de produção agrícola semi-militarizado.

A produção, baseada maioritariamente em regime de sequeiro, tem sido fortemente condicionada pela irregularidade das chuvas, uma realidade que levou o comando do SCM a avançar com projectos piloto de regadio, na esperança de transformar as unidades em empreendimentos com perfil empresarial e sustentabilidade financeira.

A iniciativa insere-se na agenda mais ampla do Executivo, que busca reposicionar o sector agrícola como motor da economia, através de programas que conciliam enquadramento disciplinar, capacitação técnica e retorno social.

Manuel Chang condenado a pagar 42 milhões USD ao VTB Capital

0

Sexta-feira ultima o tribunal de Nova Iorque condenou o antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, a indemnizar em 42,2 milhões de dólares o banco russo VTB Capital, uma das instituições financeiras mais atingidas pela fraude que manchou a reputação internacional do país.

A informação é avançada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), que detalha que o tribunal norte-americano concluiu que Chang agiu de forma deliberadamente fraudulenta, ao garantir empréstimos ilegais contraídos pelas empresas-fantasma Proindicus, EMATUM e MAM, entre 2013 e 2014, com aval do Estado moçambicano e fora de qualquer escrutínio parlamentar.

Na prática, o que era para ser um projecto ambicioso de defesa costeira e industrialização pesqueira transformou-se num esquema de extorsão global. Os mais de dois mil milhões de dólares emprestados pelos bancos Credit Suisse e VTB acabaram por alimentar subornos milionários, activos superfaturados e empresas sem actividade real, montadas ao sabor dos interesses do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), com suporte técnico e logístico da controversa Privinvest, sediada em Abu Dhabi.

Segundo o tribunal de Nova Iorque, nenhum tostão dos empréstimos chegou a entrar nos cofres do Estado moçambicano. Todo o montante foi canalizado directamente para a Privinvest, que, em troca, forneceu material militar e pesqueiro notoriamente sobreavaliado. Uma auditoria independente apontou para um sobrepreço superior a 700 milhões de dólares, dinheiro que, em parte, alimentou os bolsos de Chang e demais cúmplices, tanto moçambicanos quanto banqueiros estrangeiros.

Manuel Chang foi preso em Dezembro de 2018, na África do Sul, enquanto transitava para o Dubai. Seguiram-se longas batalhas judiciais entre Moçambique e os Estados Unidos, ambos reclamando a sua extradição. Os norte-americanos acabaram por vencer e, em Nova Iorque, Chang foi considerado culpado de conspiração para cometer fraude eletrónica, recebendo uma pena de oito anos e meio de prisão. A justiça norte-americana demonstrou que o ex-ministro embolsou pelo menos sete milhões de dólares em subornos.

No mesmo processo, foram também condenados os três banqueiros do Credit Suisse que facilitaram o esquema. Andrew Pearse, tido como o cérebro financeiro, terá de reembolsar 264,1 milhões de dólares. Detelina Subeva foi condenada a pagar 10,5 milhões, e Surjan Singh, 35,2 milhões. Montantes que, à luz da AIM, dificilmente serão recuperados.

Pelo menos três outros réus ainda não compareceram ao tribunal nova-iorquino. Um deles, Najib Allam, ex-director financeiro da Privinvest, encontra-se em paradeiro incerto, presumivelmente refugiado no Líbano, país com tradição de pouca colaboração judicial com os EUA.

Entretanto, dois rostos bem conhecidos do dossier em Moçambique, Teófilo Nhangumele e Carlos António do Rosário, cumprem actualmente penas de 12 anos em solo nacional. O primeiro foi o intermediário político e o segundo, então chefe de inteligência económica do SISE, assumiu funções de presidente das três empresas fantasmas. Ambos foram condenados em 2022, e, de acordo com a AIM, poderão beneficiar de liberdade condicional em breve.

Em suma, o tribunal de Nova Iorque está a fazer aquilo que os tribunais moçambicanos hesitam em concluir, atribuir responsabilidade civil e criminal aos artífices de um dos maiores escândalos financeiros da África Austral, que continua a custar milhões aos cofres públicos e cuja fatura moral e política ainda está longe de ser paga.

Cabo Delgado: FDS e forças aliadas abatem mais de seis insurgentes em Muidumbe

0

Pelo menos seis terroristas foram abatidos pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique, com apoio de forças estrangeiras destacadas no teatro operacional norte, durante um confronto ocorrido no domingo, 18 de Maio, na localidade de Miangalewa, distrito de Muidumbe.

Segundo relatos obtidos pelo Txopela junto de fontes operacionais no terreno, a acção teve lugar em plena luz do dia, quando os militares moçambicanos detectaram movimentações suspeitas nas imediações de uma das suas posições. “Estávamos a fazer a refeição quando notámos movimentos estranhos. Foi nesse momento que confirmámos a intenção dos insurgentes de atacar uma das nossas posições e reagimos de imediato”, revelou fonte militar.

O confronto culminou com a neutralização de mais de seis insurgentes, tendo outros elementos do grupo terrorista ficado feridos e fugido do local. Fontes militares descrevem a operação como “um sucesso”, integrando-se numa série de acções ofensivas destinadas a desmantelar as bases e redes logísticas dos insurgentes que ainda se movem nas zonas de mato denso e difícil acesso.

“Estamos comprometidos com o desmantelamento total das células terroristas. O nosso trabalho continuará firme até que o último foco inimigo seja eliminado do território nacional”, garantiu a fonte, sublinhando o apoio estratégico e técnico dos parceiros internacionais, numa alusão às tropas do Ruanda e da SADC (SAMIM), presentes no norte do país.

A localidade de Miangalewa, onde ocorreu o confronto, situa-se ao longo da estrada nacional EN380, uma das poucas vias asfaltadas que cortam a zona norte de Cabo Delgado, separada do distrito vizinho de Macomia pelo rio Messalo, região que tem sido ciclicamente palco de incursões armadas, emboscadas e movimentações insurgentes.

Juventude moçambicana diáloga com a União Europeia sobre participação cívica e política

0

“O Grupo de Consulta Juvenil (GCJ) foi concebido para influenciar as agendas, políticas e estratégias da União Europeia em Moçambique”. A afirmação consta de um comunicado do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), que dá conta do encontro mantido recentemente entre 20 jovens moçambicanos de todas as províncias do país e a Delegação da União Europeia (UE) em Maputo.

A sessão, organizada no âmbito do projecto SOU JOVEM, co-financiado pela União Europeia e pela Plan Finlândia, e implementado pelo CDD e pela Plan International Moçambique, constituiu uma plataforma para que os jovens colocassem em evidência as suas principais preocupações sobre a participação política e o exercício pleno da cidadania.

“O encontro serviu para reforçar o conhecimento dos jovens membros do GCJ sobre as origens e iniciativas da União Europeia (UE), assim como para influenciar a integração das necessidades dos jovens nos programas da UE em Moçambique”, lê-se na nota emitida pelo CDD.

INAM emite aviso de ventos fortes com rajadas até 70 km/h em três províncias do Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta para a ocorrência de ventos fortes, com rajadas que podem atingir os 70 quilómetros por hora, a partir da tarde desta quarta-feira, 21 de Maio, até ao final do dia 22. As províncias em risco são Maputo, Gaza e Inhambane, abrangendo distritos e cidades costeiras e interiores, como Matutuíne, Chókwè, Massinga, Xai-Xai, entre outros.

Segundo o comunicado do INAM, espera-se ainda agitação marítima  com ondas que poderão atingir alturas superiores a 5 metros ao sul do paralelo 22 graus sul, o que poderá comprometer a segurança da navegação marítima e pescas artesanais.

As autoridades meteorológicas recomendam a tomada de medidas de precaução e segurança para minimizar eventuais impactos, tanto em terra como no mar.

O próximo ponto de situação será actualizado amanhã, 22 de Maio, às 10 horas.

 

Tio Hélder celebra 50 anos de carreira com Grande Gala Musical!

0

Na próxima sexta-feira, dia 24 de Maio, o palco do Complexo Marina Gani será o epicentro de uma noite inesquecível, com a realização da Gala de Comemoração dos 50 Anos de Carreira do Músico Tio Hélder. Um marco para a música nacional e uma homenagem merecida a uma figura que dedicou meio século à arte de bem cantar e encantar.

A festa arranca às 20 horas, com um cartaz recheado de talentos. Entre as bandas convidadas destacam-se Banda Bayto, Kansacula, Garrimpeiros, MSF e Coqueiros, prometendo uma mistura de ritmos, nostalgia e celebração.

Os ingressos estão disponíveis por 500,00 meticais (individual) e 4000,00 meticais (mesa com 4 lugares). O evento conta com o apoio do DPCTZ, Restaurante Milas, Blue Bar e o próprio Complexo Marina Gani.

Livro “Gruveta – O general de todas as frentes” será lançado em Maputo

0

Está agendado para o próximo dia 29 de Maio, às 17 horas, no Centro Cultural Moçambique-China, o lançamento do livro “Gruveta – O General de Todas as Frentes”, uma obra coordenada por Lo-Chi e António Barros, com apresentação a cargo do conceituado escritor Hélder Muteia.

Publicado pela Gala-Gala Edições, o livro presta homenagem à trajectória de Gruveta, figura histórica cuja vida se confunde com os caminhos da luta armada, da governação e da resistência em Moçambique. Com o subtítulo “O General de Todas as Frentes”, a obra promete revelar episódios inéditos da história moçambicana, vistos a partir do olhar de um dos seus protagonistas mais discretos, mas determinantes.

O evento contará com a presença de académicos, políticos, militares e membros da sociedade civil, e insere-se nos esforços de valorização da memória histórica e dos heróis nacionais.

A sessão é aberta ao público e conta com o apoio da FUNDE, Vumba, DPCT Zambézia, INCM e do próprio Centro Cultural Moçambique-China.

Garimpeiros ilegais semeiam terror em Luluti, Nampula

A vila de Luluti, no distrito de Mogovolas, província de Nampula, voltou a ser palco de violência e desordem pública, desta vez protagonizada por um grupo de cerca de 300 garimpeiros ilegais, que, na passada segunda-feira, vandalizaram e saquearam propriedades de cidadãos estrangeiros em retaliação à proibição do acesso a uma mina.

Foto do Jornal IKWELI
Foto do Jornal IKWELI

A ofensiva, marcada por actos de pilhagem e destruição, teve como alvo lojas e residências pertencentes a comerciantes estrangeiros, naquilo que as autoridades locais consideram uma reacção descontrolada à intervenção das Forças de Defesa e Segurança (FDS). Estas haviam levado a cabo uma operação para impedir a exploração ilegal de uma jazida minerária, cuja posse é atribuída a um cidadão estrangeiro, cuja nacionalidade, até ao fecho da presente edição, permanecia por apurar.

Segundo o administrador do distrito de Mogovolas, Emanuel Impissa, citado pelo jornal Carta de Moçambique, a mina em causa localiza-se a cerca de nove quilómetros da sede administrativa de Luluti e tem sido cobiçada por grupos de garimpeiros não licenciados, que, diante da pressão oficial, optaram por canalizar a sua fúria para alvos civis.

Durante os confrontos, várias pessoas sofreram ferimentos ligeiros, mas fontes locais reportam que o ambiente permanece tenso, com os residentes estrangeiros a temerem novos episódios de violência.

Este incidente é apenas mais um capítulo numa sequência de convulsões sociais que têm fustigado o distrito de Mogovolas nos últimos meses. Após as eleições gerais de Outubro foi sacudida pelas manifestações populares que descambaram em tumultos, alimentados por alegações de fraude eleitoral e repressão policial.

Mais recentemente, a espiral de violência agravou-se com a disseminação de boatos sobre as causas da cólera, culminando no linchamento de líderes comunitários e na destruição de infra-estruturas básicas. A desinformação galopante levou, inclusive, ao encerramento de uma unidade de saúde e à retirada da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), acusada pela população local de estar a “disseminar a doença”.

Parlamento acolhe encontro entre Rede Aga Khan e a Bancada da Frelimo

0

A Bancada Parlamentar da Frelimo (BPF) e a Rede Aga Khan reiteraram, esta terça-feira, em Maputo, o compromisso de fortalecer a cooperação nas áreas social, económica e cultural, numa abordagem centrada no bem-estar do povo moçambicano. O entendimento foi manifestado durante um encontro havido na sede do Parlamento, com vista a consolidar sinergias entre os dois organismos.

No final do encontro, o chefe da BPF, Feliz Avelino Sílvia, enalteceu a parceria existente com a Rede Aga Khan, sublinhando o papel determinante que esta tem vindo a desempenhar no processo de desenvolvimento do país.

Feliz Sílvia considerou que o momento serve para aprofundar os vínculos institucionais e aperfeiçoar os mecanismos de coordenação entre os actores parlamentares e os projectos da rede. Para o parlamentar, o apoio em áreas nevrálgicas poderá ajudar a responder aos actuais desafios que o país enfrenta.

Na mesma ocasião, o representante da Rede Aga Khan, Nazim Ahmad, reafirmou a determinação da sua organização em continuar a trabalhar ao lado das autoridades moçambicanas, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Nazim Ahmad destacou ainda o papel da Rede Aga Khan em iniciativas de inovação social e inclusão financeira, realçando que, apesar do cenário desafiante, continuam activos em diversas frentes. Um dos exemplos trazidos à tona foi o projecto da Escola Agrária de Bilibiza, em Cabo Delgado, cuja infra-estrutura foi destruída no contexto dos ataques armados, tendo sido transferida para a região de Alcua, onde continua a operar.

A Rede Aga Khan actua em Moçambique há mais de duas décadas, com projectos em sectores-chave como saúde, educação, agricultura, finanças e desenvolvimento comunitário, mantendo uma presença significativa em zonas rurais e afectadas por conflitos.

Catadores recolhem mais de 3,7 toneladas de lixo na Beira em celebração ao Dia Mundial da Reciclagem

0

Assinalou-se no dia 17 de Maio, na Praia do Veleiro, cidade da Beira, província de Sofala, o Dia Mundial da Reciclagem com uma acção colectiva de recolha de resíduos sólidos que resultou na retirada de 3,734 toneladas de lixo da orla costeira. A actividade foi coordenada pela Associação Moçambicana de Reciclagem (AMOR), com o apoio de diversas entidades públicas, privadas e organizações da sociedade civil.

Participaram da acção 101 pessoas, incluindo catadores, representantes institucionais e voluntários. A iniciativa integrou acções de sensibilização ambiental, exposição de materiais recicláveis, sessão de capacitação em gestão de resíduos e actividades lúdicas orientadas para o fortalecimento das parcerias institucionais.

Do total recolhido, os catadores foram responsáveis por 3,079 toneladas de resíduos, ao passo que os voluntários recolheram 148 kg. Os materiais foram classificados da seguinte forma:

O evento destacou o impacto do projecto “Moedas Azuis”, implementado pela AMOR, que permite a conversão de resíduos recolhidos em créditos ambientais. Estes créditos são comprados por empresas privadas, permitindo a remuneração directa dos catadores. O modelo promove a gestão sustentável dos resíduos sólidos, com enfoque na inclusão produtiva e envolvimento comunitário.

Durante a sessão formativa, Eloge Mugenzi, técnico digital e representante da AMOR, abordou os princípios dos 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar – e reforçou a necessidade de separação correcta dos resíduos, sublinhando que “o lixo que descartamos hoje pode prejudicar o meio ambiente durante séculos”.

Os catadores solicitaram uma revisão nos valores pagos por quilograma de materiais recicláveis. Propuseram o aumento para 5 meticais por quilo de PET e 3 meticais por quilo de vidro, alegando que os actuais preços não permitem cobrir necessidades básicas como alimentação, água e educação dos filhos.

Lusineide Cândido, representante da Modéstia, alertou para a elevada quantidade de roupas feitas de plástico recolhidas na praia, lembrando que “esses materiais podem demorar até 400 anos a decompor”. A Modéstia apresentou peças produzidas a partir de tecidos reutilizados.

Na segunda edição da Roda Verde, realizada após a recolha, foram expostas diversas soluções sustentáveis. O FabLab, representado por Edmilson Sunza, apresentou produtos reciclados com uso de impressoras 3D. Já a Associação Esperança Moçambicana dinamizou uma sessão de educação ambiental sobre os 3Rs.

O representante da Universidade Católica de Moçambique (UCM – IED), Filipe André, destacou a relevância da acção: “É urgente sensibilizar a sociedade para o impacto negativo do lixo no meio ambiente. Através de acções como esta, conseguimos transformar resíduos em recursos valiosos”.

Stander Nascimento, da Beira Verde, colaborador da Cornelder de Moçambique, reiterou o apoio da empresa à causa e apelou ao envolvimento de mais actores do sector privado.

A AMOR agradeceu o envolvimento activo de todos os parceiros, com destaque para o Ministério da Terra e Ambiente, Conselho Municipal da Beira, Universidade Católica de Moçambique, Beira Verde, Cornelder de Moçambique, Modéstia, FabLab, OLAM AGRI, Associação Esperança Moçambicana, ACTAG, ASADEC, Recycle Paper, TMCEL, entre outras.