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Chapo e Chakwera dão novo impulso à diplomacia entre Maputo e Lilongwe

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Moçambique e Malawi reforçaram, esta Quinta-feira, os laços de amizade e cooperação com a assinatura de três instrumentos jurídicos bilaterais, no arranque da visita oficial de dois dias que o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, realiza ao país vizinho, a convite do seu homólogo Lazarus Chakwera. O gesto simboliza uma tentativa declarada de abandonar a retórica e passar para a acção concreta num ano carregado de simbolismo político: os 50 anos da independência de Moçambique coincidem com cinco décadas de relações diplomáticas com o Malawi.

Lilongwe foi o palco do que os dois Chefes de Estado descreveram como “um novo ciclo” nas relações históricas entre os dois países. Para além do simbolismo, houve trabalho técnico e diplomático: foram assinados um acordo sobre serviços aéreos, um protocolo para a implementação da Fronteira de Paragem Única, e um memorando de entendimento nas áreas de telecomunicações e cultura e turismo. Tudo isto, envolto num discurso de irmandade e vizinhança estratégica, com promessas de maior dinamismo económico.

“A visita é uma oportunidade para reforçar as nossas relações de amizade, irmandade, solidariedade e de cooperação entre os dois povos e países”, declarou Daniel Chapo, durante uma conferência de imprensa conjunta, onde assumiu o compromisso de colocar a economia no centro da diplomacia. “Moçambique está comprometido em continuar a cooperar com o país irmão Malawi em prol do desenvolvimento económico dos dois países e do bem-estar social dos dois povos.”

Chakwera, por sua vez, apostou numa retórica de continuidade, sublinhando a matriz comum que une os dois Estados. “A visita vai proporcionar uma plataforma importante para fortalecer as relações existentes, que são baseadas em valores compartilhados, identidade comum e boa amizade”, afirmou.

A agenda incluiu também questões regionais de segurança, com o Presidente moçambicano a agradecer o envolvimento do Malawi na Missão da SADC em Cabo Delgado (SAMIM). “Queremos agradecer ao povo irmão Malawi que fez parte da força da SADC que combateu o terrorismo naquela região”, disse, acrescentando que Moçambique “está hoje mais estável, mais unido e a trabalhar para o seu desenvolvimento”.

Chapo aproveitou o encontro para alertar sobre os impactos das alterações climáticas no país, recordando que Moçambique foi atingido por três ciclones no espaço de um ano. “Este é um desafio global que temos de enfrentar juntos, para desenvolver casas e infra-estruturas mais resilientes”, apelou, apontando os corredores logísticos de Nacala e Beira como eixos críticos para a integração económica regional.

Em matéria de conectividade, Chapo defendeu o estabelecimento de ligações aéreas directas entre províncias moçambicanas como Tete ou Nampula e cidades malawianas, para fomentar o comércio e a mobilidade regional. “Queremos desenvolver mais as nossas relações na área de recursos minerais, energia, economia, transporte, logística, pesca, recursos hídricos”, acrescentou, apelando à implementação célere dos memorandos assinados.

A recepção protocolar no Palácio Kamuzu, a visita ao Parlamento e a deposição de uma coroa de flores no Kamuzu Memorial Park, marcaram o início da visita, cuja segunda jornada será dominada pelo lançamento do Posto de Fronteira de Paragem Única – mecanismo considerado chave na facilitação do comércio e circulação transfronteiriça.

O Presidente moçambicano aproveitou ainda a ocasião para endereçar, publicamente, um convite a Chakwera para participar nas celebrações do cinquentenário da independência nacional a 25 de Junho, lembrando que esta também será uma festa partilhada com o Malawi: “Não somos apenas irmãos. Somos irmãos gémeos.” Uma frase que, lida com a lente diplomática correcta, antecipa a expectativa de Moçambique por gestos recíprocos de um vizinho que, há décadas, partilha fronteiras — e agora, mais do que nunca, prioridades.

Moçambique e Malawi reforçam cooperação com aposta em acção e integração económica

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Presidente Daniel Chapo destaca relações políticas excelentes e defende passagem da palavra para a acção na sua visita oficial a Lilongwe

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta sexta-feira, em Lilongwe, a necessidade de reforçar a cooperação bilateral entre Moçambique e Malawi, com foco na economia, comércio, infra-estrutura e segurança, assinalando o compromisso de transformar as boas relações políticas em acções concretas.

Falando no balanço da sua visita oficial de dois dias ao país vizinho, feita a convite do homólogo Lazarus Chakwera, Chapo destacou o clima de “cordial amizade e irmandade” que marcou os encontros bilaterais e afirmou que chegou o momento de passar da palavra à acção.

“Acabámos de realizar as conversas oficiais entre as delegações de Moçambique e do Malawi depois de uma hora entre irmãos, num tête-à-tête”, disse o Chefe do Estado moçambicano, sublinhando o ambiente de proximidade. “Concluímos que as nossas relações políticas e diplomáticas são excelentes”.

Apesar do entendimento político, o Presidente reconheceu que há margem para aprofundar a cooperação económica e comercial. “Concluímos haver necessidade de personalizar os acordos já assinados e reforçar relações bilaterais nas áreas económica e comercial. Ao longo da visita, o meu irmão Presidente sempre dizia: acção, acção, acção”, destacou.

Novos acordos e sectores estratégicos

Durante a visita, os dois Chefes de Estado testemunharam a assinatura de vários instrumentos jurídicos, entre os quais o Protocolo de Implementação do Posto de Fronteira de Paragem Única Dedza-Calomuè, um acordo sobre serviços aéreos, e dois memorandos de entendimento nas áreas de telecomunicações e cultura e turismo.

O estadista moçambicano saudou os progressos no funcionamento regular dos mecanismos bilaterais, destacando a 14.ª Sessão da Comissão Bilateral, realizada entre 2 e 4 de Junho em Lilongwe, como um momento-chave para identificar novas áreas de colaboração, incluindo defesa e segurança, migração, justiça, recursos minerais, energia, logística e gestão hídrica.

Cinquentenário com significado duplo

A visita decorreu num momento de forte simbolismo: os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países coincidem com o Jubileu de Ouro da Independência Nacional de Moçambique, que se assinala a 25 de Junho.

“É só para verem que os 50 anos de independência de Moçambique são gémeos dos 50 anos de relações diplomáticas entre Moçambique e Malawi. Portanto, não somos irmãos quaisquer, somos irmãos gémeos”, frisou o Presidente moçambicano.

Nesse espírito, Daniel Chapo endereçou um convite formal ao Presidente Chakwera para participar nas celebrações em Maputo e realizar uma visita de Estado a Moçambique ainda este ano.

Amizade e compromisso mútuo

O Presidente do Malawi manifestou igualmente satisfação com os resultados alcançados, elogiando o espírito de entendimento e o compromisso com o desenvolvimento conjunto.

“Durante a sua visita aqui, discutimos todos os assuntos que afectam nossa relação bilateral. Estamos ansiosos por continuar a fazer progressos, sobretudo em matérias de desenvolvimento e economia”, afirmou Lazarus Chakwera, acrescentando: “Malawi foi abençoado com relações amigáveis de todos os lados, e nenhuma tem sido melhor amiga para nós do que Moçambique”.

O encerramento da visita foi marcado por uma declaração mútua de compromisso entre os dois Estados, com foco em remover barreiras, incentivar a juventude empreendedora, apoiar o sector privado e acelerar a integração regional.

Moçambique e Malawi inauguram Fronteira de Paragem Única para acelerar comércio e integração

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Os Presidentes de Moçambique, Daniel Chapo, e do Malawi, Lazarus Chakwera, inauguraram esta sexta-feira, 6 de Junho, a nova Fronteira de Paragem Única de Calomuè-Dedza, uma infra-estrutura moderna destinada a facilitar o comércio, reduzir os tempos de espera e reforçar a cooperação bilateral.

O posto fronteiriço, que integra serviços de migração, alfândega e sanidade num único ponto, representa um avanço na facilitação do comércio transfronteiriço e simboliza as cinco décadas de relações diplomáticas entre os dois países.

Durante a cerimónia, o Presidente moçambicano destacou que a iniciativa vai além da componente técnica: “Esta fronteira demonstra a amizade e a cooperação entre os nossos povos, que dura há 50 anos. Somos um único povo, temos a mesma cultura, os mesmos nomes, falamos a mesma língua”, declarou Chapo.

O modelo de Paragem Única visa ainda reduzir os custos logísticos e reforçar a competitividade das economias locais. Chapo reforçou o compromisso do seu governo em continuar a investir em infra-estruturas integradas: “Vamos continuar a trabalhar como irmãos em corredores de desenvolvimento, portos secos, estradas, linhas férreas e voos directos entre os nossos países”.

O seu homólogo malawiano, Lazarus Chakwera, classificou a inauguração como um marco histórico. “Estamos muito felizes porque Moçambique e Malawi podem fazer isto juntos. Desta vez não só vamos falar de comércio e investimentos, vamos realmente fazê-los”, afirmou, apelando à concretização de acções que tenham impacto directo nas populações.

A cerimónia foi encerrada com uma nota de compromisso mútuo de reforçar a integração, eliminar barreiras e promover o desenvolvimento conjunto. “Este é o nosso objectivo entre os nossos dois governos”, concluiu o Presidente Chapo.

Violência Policial em Tete – Um Alarme Contra o Silenciamento das Vozes Populares

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No primeiro fim de semana de Junho de 2025, a cidade de Tete, no centro de Moçambique, foi palco de mais um triste episódio de repressão policial contra manifestantes pacíficos. Moto-taxistas saíram às ruas para protestar contra a extorsão constante, maus-tratos e perseguição por parte dos agentes da Polícia. A resposta do Estado foi violenta e desproporcional: tiros com balas reais.

A indignação não se fez esperar. O Professor Adriano Nuvunga, conhecido defensor dos direitos humanos, afirmou: “O protesto de hoje é mais do que um confronto — é um sinal claro de que a paz e a estabilidade social só serão sustentáveis quando houver justiça, respeito pelos direitos e dignidade para todos”. Esta declaração ecoa o sentimento de milhares de cidadãos que sentem na pele os efeitos da criminalização da pobreza e da ausência de um Estado verdadeiramente protector.

A maior contradição reside no facto de que, poucos dias antes, o Presidente da República, Daniel Chapo, havia estado em Tete e apelado à paz, estabilidade e à coesão social. Como entender que, na mesma província, a polícia reaja com tamanha brutalidade contra cidadãos que apenas exigem respeito e condições dignas para trabalhar?

O caso de Tete é emblemático. Uma província rica em carvão, mas pobre em justiça social. As populações que vivem nas zonas de exploração mineral continuam excluídas dos frutos do desenvolvimento. A corrupção, a violência policial, a falta de acesso a serviços públicos de qualidade e o abandono das periferias urbanas são parte de um ciclo vicioso que mina a estabilidade nacional.

Face a este cenário, exigem-se respostas concretas:

  1. Abertura de um inquérito independente sobre os eventos de Tete;
  2. Revisão dos protocolos de actuação da PRM em situações de manifestação;
  3. Fortalecimento da ligação entre os discursos do PR e a prática das instituições subordinadas ao Executivo;
  4. Validação do papel dos trabalhadores informais como agentes económicos e não como alvos de perseguição;
  5. Criação urgente de espaços de diálogo entre Governo, sociedade civil e movimentos sociais.

A paz que se deseja construir em Moçambique não pode ser apenas um lema discursivo. É preciso que ela se materialize em respeito pelos direitos humanos, escuta activa e dignidade para todos os cidadãos.

É urgente dizer: basta de silenciar as vozes do povo.

BCI e Museu Mafalala: uma caminhada lado a lado pelo património

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O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em parceria com o Museu Mafalala, promoveu no sábado (31) o Mafalala Walking Tour, uma experiência cultural que levou colaboradores do Banco ao coração de um dos bairros mais emblemáticos e históricos de Maputo, na presença do Presidente da Comissão Executiva (PCE), Francisco Costa, e de membros da Comissão Executiva.

Integrado no conjunto de iniciativas do BCI, no âmbito social, o tour teve início na Avenida Marien Ngoabi, artéria que separa o Alto Maé da Mafala, passando por escolas, pelo lendário campinho da Mafalala, por mesquitas e murais que eternizam figuras como José Craveirinha, Noémia de Sousa e Eusébio. Sob a orientação de Ivan Laranjeira, Director do Museu Mafalala, os participantes exploraram relatos, origens e significados que desvendam a riqueza histórica e o pulsar quotidiano deste bairro icónico.

O grupo visitou também o Museu, espaço guardião da memória local, que acolhe hóspedes, exposições, actividades culturais e uma biblioteca. “Bem-vindos ao Bairro da Mafalala, o lugar onde reside o coração e alma da cidade, produziu dois Presidentes de Moçambique, um Primeiro-Ministro, um dos maiores jogares de futebol, os mais representativos poetas e conceituados músicos do país”, destacou Ivan Laranjeira, guiando os visitantes por percursos inesperados e carregados de simbolismo.

A experiência foi enriquecida por momentos culturais, incluindo demonstrações da tradicional dança tufo, executadas pelo Grupo Cultural Tufo da Mafalala, com canções em língua Emakhuwa e passos de dança a contagiarem os visitantes.

O PCE do BCI recordou, na ocasião, que a cultura constitui um pilar estratégico da actuação do Banco: “valorizamos o património, a arte, a memória colectiva e o tecido social das comunidades. A nossa presença aqui não é meramente institucional, constitui um gesto de proximidade e um sinal de compromisso duradouro. O BCI procura agregar valor através de iniciativas que inspiram, preservam e projectam o futuro com identidade e sentido”.

Com esta acção, o BCI reforça o seu compromisso com dinâmicas que promovem a valorização da diversidade, a inclusão social, o fortalecimento das comunidades e o desenvolvimento sustentável.

COSAFA 2025: DStv e GOtv asseguram transmissão exclusiva de todos os jogos

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A paixão pelo futebol regional volta a ganhar destaque com o arranque, esta quarta-feira, da Taça COSAFA 2025, torneio que será transmitido ao vivo e em exclusivo pela DStv e GOtv através dos canais SuperSport.

Este ano, a competição decorre em Bloemfontein, África do Sul, e contará com a participação de 14 selecções nacionais da África Austral e Oriental. Moçambique, país com tradição de presença regular no torneio, integra o Grupo A juntamente com o anfitrião África do Sul, as Maurícias e o Zimbabué.

No total, serão 22 partidas disputadas entre os dias 4 e 15 de Junho. A fase de grupos decorrerá de 4 a 11 de Junho, seguindo-se as meias-finais a 13 de Junho e a grande final no dia 15.

Além de Moçambique, os outros grupos estão assim constituídos: o Grupo B junta Angola, actual detentor do título, Namíbia, Malavi e Lesotho; o Grupo C integra Eswatini, Madagáscar e Tanzânia; e o Grupo D será disputado entre Botsuana, Comores e Zâmbia. Esta última, com sete títulos no historial, é uma das principais candidatas ao troféu.

A edição 2025 promete jogos emocionantes, com destaque para o confronto entre os rivais África do Sul e Zimbabué e a reedição da final do ano passado entre Angola e Namíbia. A Tanzânia participa como país convidado, ocupando o lugar de Marrocos, inicialmente previsto mas forçado a desistir da competição.

Embora as selecções normalmente não tragam os seus plantéis principais, a COSAFA é vista como uma montra de jovens talentos e estrelas emergentes das ligas nacionais.

Todos os jogos poderão ser acompanhados ao vivo nos canais SuperSport Africa, SuperSport PSL, SuperSport Variety 4 e SuperSport Máximo 360. Os utilizadores da DStv Stream e GOtv Stream poderão ainda seguir as partidas em qualquer lugar, bastando uma ligação à internet.

Calendário e canais de transmissão – Destaques:

  • Hoje, 4 de Junho:
    • 15:00: África do Sul vs Moçambique
    • 18:00: Maurícias vs Zimbabué
  • 5 de Junho:
    • 15:00: Malawi vs Lesotho
    • 18:00: Angola vs Namíbia
  • 6 de Junho:
    • 18:00: Zâmbia vs Comores
  • 7 de Junho:
    • 12:00: Moçambique vs Maurícias
    • 15:00: África do Sul vs Zimbabué
    • 18:00: Tanzânia vs Madagáscar
  • 8 a 15 de Junho: jogos diários até à final

A DStv e GOtv reforçam-se como plataformas líderes na transmissão de futebol em Moçambique, garantindo uma cobertura sem precedentes do torneio regional. É, segundo a própria operadora, “futebol imbatível”.

 

Resiliência Climática em debate na Mediateca do BCI na Beira

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A Mediateca do BCI na cidade da Beira, província de Sofala, em parceria com a Associação FACE de Água e Saneamento, realizou, há dias, uma roda de conversa subordinada ao tema “Resiliência Climática”, reunindo alunos da Escola Privada Bons Sonhos e do Colégio Académico.

A iniciativa teve como objectivo despertar a consciência dos estudantes sobre a importância da adaptação às mudanças climáticas para o desenvolvimento sustentável no país, bem como apresentar boas práticas e soluções implementadas a nível comunitário.

O encontro contou com a intervenção de três oradores: Hélder Domingos, Co-fundador e Director Executivo da FACE de Água e Saneamento; Juvícia Gomes, Assistente de Coordenação e Gestora do Projecto “Rodas de Conversa e Acção Juvenil”; e Erca Mutonda, moderadora em Rodas de Conversa sobre Resiliência Climática.

Após o evento, Hélder Domingos destacou a importância de instituições financeiras, como o BCI, abrirem espaço para temas ambientais e sociais. “Foi motivador ver o interesse do BCI por um tema que, à partida, pareceria distante do sector bancário. Como organização de base comunitária, sentimos que esta abertura é um passo significativo para aproximar sectores e promover uma acção conjunta”, disse. Domingos frisou ainda a surpresa positiva quanto ao envolvimento dos alunos:

“Esperávamos uma abordagem mais simples, mas fomos surpreendidos pela maturidade e conhecimento demonstrados pelos jovens. Muitos partilharam experiências pessoais ligadas a eventos climáticos extremos, revelando grande consciência sobre os desafios e a necessidade de adaptação.”

Uma das frases mais marcantes da sessão foi a de um estudante participante: “Se nós não fizermos nada aqui, na nossa terra, onde vivemos, ninguém se vai mudar para outro planeta”.

O BCI reafirma, com esta iniciativa, o seu compromisso com o desenvolvimento comunitário e com a promoção de espaços de diálogo inclusivos, que contribuam para a construção de um futuro mais resiliente e sustentável.

ISUTC Executive Education lança nova edição de Programa Avançado em Finanças Aplicadas – em parceria com a Bolsa de Valores de Moçambique

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O ISUTC Executive Education, em parceria com a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), lançou na quarta-feira, 4 de Junho, uma nova edição do Programa Avançado em Finanças Aplicadas, após o sucesso da edição de estreia no ano passado. Esta formação executiva, pioneira no país, volta a afirmar-se como uma proposta diferenciadora para quem procura excelência na gestão financeira em diversos contextos organizacionais.

Concebido para oferecer uma abordagem holística das finanças, o programa está estruturado em três módulos principais que abrangem: Mercados de Capitais, Monetário e Cambial; Finanças Empresariais; e Finanças e Mercados Avançados.

A primeira edição contou com testemunhos muito positivos dos participantes, que destacaram o impacto directo na sua prática profissional e a aplicabilidade imediata dos conteúdos no dia a dia das empresas. Mais de 15 organizações integraram esta edição, incluindo os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), o Millennium bim, o Moza Banco e a própria Bolsa de Valores de Moçambique que, há mais de 15 anos, mantém uma parceria estratégica com o ISUTC.

 

Este ano, o programa reforça a sua componente prática, com foco na utilização de instrumentos financeiros disponíveis no mercado moçambicano como ferramentas essenciais para a inovação, a diversificação de fontes de financiamento e a tomada de decisões estratégicas sustentáveis por parte das empresas.

 

“Há 26 anos criámos o ITC e, um ano depois, o ISUTC. Mas foi há três anos que lançámos o ISUTC Executive Education, uma grande aposta na formação de executivos, até então inexistente no nosso mercado. Identificámos essa lacuna e decidimos preparar os profissionais em áreas muito específicas, dando-lhes ferramentas para um desempenho mais eficaz das suas funções”, afirmou Luís Almeida, Administrador-Delegado da Transcom.

Para Pedro Cossa, Presidente do Conselho de Administração da BVM, o ISUTC tem na Bolsa de Valores de Moçambique um parceiro de missão. “Decidimos abraçar este programa porque se enquadra na política da BVM de promover a literacia financeira e ampliar as oportunidades de investimento para os moçambicanos. É fundamental que as pessoas saibam como investir, quando investir e em que circunstâncias. Os programas desenhados pelo ISUTC guiam precisamente estas etapas do processo de investimento.”

O Programa Avançado em Finanças Aplicadas é dirigido a profissionais do sector financeiro, executivos de empresas não financeiras e quadros de diversas áreas com interesse em desenvolver competências sólidas (e carreiras de sucesso) em finanças, o programa promove aprendizagem multidisciplinar, networking e troca de experiências adaptadas à realidade empresarial moçambicana. A edição de 2025 traz ainda mais inovações, incluindo uma componente regulamentar introduzida pela BVM e módulos actualizados que acompanham a evolução do sistema financeiro nacional.

“Os nossos programas têm como missão elevar as competências dos profissionais em Moçambique. O Programa Avançado em Finanças Aplicadas tem 180 horas de formação. No ano passado formámos mais de 25 profissionais de instituições públicas e privadas, que sentiram o diferencial prometido. Este ano relançamos o programa para que mais organizações, como bancos e seguradoras, possam beneficiar desta componente formativa”, referiu Cheila Hoana, Directora de Formação do ISUTC Executive Education.

O ISUTC Executive Education é uma área de formação avançada e inovadora do ISUTC, orientada para o desenvolvimento de competências executivas e técnicas nas áreas da Engenharia, Gestão e Inovação. Com 25 anos de história em 2025, o ISUTC afirma-se como uma referência nacional no ensino superior em Moçambique, acreditado pelo CNAQ e reconhecido pelo seu contributo para o desenvolvimento de quadros altamente qualificados. Com uma comunidade académica superior a 2.000 estudantes por ano lectivo e um corpo de alumni que já ultrapassa os 2 mil profissionais, o ISUTC reforça o seu compromisso com a excelência, a empregabilidade e o progresso do país.

Juntos pelo ambiente: Colaboradores do BCI em acção na Costa do Sol

 

Mais de 100 colaboradores do BCI uniram forças, nesta Quinta-feira (5), para celebrar o Dia Mundial do Ambiente com uma acção de voluntariado: a limpeza da Praia da Costa do Sol.

Promovida pelo Banco, a iniciativa contou com a presença de representantes de várias instituições e individualidades que se juntaram à causa, entre as quais o Conselho Municipal de Maputo, o Instituto Nacional do Mar (INAMAR), o ambientalista Carlos Serra Jr., membros da sua equipa e estudantes universitários, num gesto colectivo de cidadania ambiental e responsabilidade partilhada.

Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, afirmou que a iniciativa “enquadra-se, acima de tudo, numa convicção: a preocupação com o ambiente deve ser colectiva. É uma responsabilidade institucional, mas é também uma decisão pessoal.” E acrescentou: “pretendemos que esta acção sirva de exemplo e motive outros a se juntarem, promovendo um ambiente melhor para todos”.

Por sua vez, Carlos Serra Jr. destacou o simbolismo da Praia da Costa do Sol, onde, em 2015, iniciaram as acções de limpeza e monitoria ambiental. Na sua intervenção, sublinhou que: “voltar com tanta força, com um número tão grande, é bonito de ver. Após anos a pregar, por vezes, no deserto, sentimos agora uma luz no fundo do túnel”. Reforçou ainda a importância do trabalho contínuo de separação e análise dos resíduos encontrados, como forma de informar as autoridades, responsabilizar os produtores e compreender os comportamentos dos cidadãos: “apanhamos de tudo, e isso permite-nos saber o que está a ser consumido ou descartado na praia”, disse.

Sob o lema “Praia Limpa, Futuro Limpo”, a acção reforça o compromisso do BCI com práticas sustentáveis, a educação ambiental e a preservação do património natural. Cada resíduo recolhido representou um passo significativo rumo a um futuro mais limpo, consciente e partilhado.

ExxonMobil, parceiros da Área 4 e Field Ready lançam programa nacional de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (HSE) em todo o país

  • Programa para desenvolver habilidades em HSE a nível nacional
  • Acesso gratuito ao programa de aprendizado em HSE

Maputo, Moçambique – No dia 05 de Junho de 2025, estudantes do último ano de 15 instituições de ensino em todo o país começaram simultaneamente um programa de treinamento em Saúde, Segurança e Meio Ambiente (HSE) recém-desenvolvido, marcando o lançamento do programa patrocinado pela ExxonMobil Moçambique, Limitada (EMML), a Operadora Delegada do Midstream na Área 4 do Projecto da Bacia do Rovuma. O programa está disponível na Plataforma de Empregabilidade de Moçambique, operada pela Field Ready através de uma parceria público-privada com o Governo de Moçambique. Ele faz parte de um esforço nacional para melhorar a consciência de segurança e aumentar a empregabilidade dos jovens moçambicanos que entram no mercado de trabalho.

 

A cerimónia oficial de lançamento do programa foi realizada na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde os estudantes que começaram o curso partilharam reflexões sobre a sua aprendizagem e sua relevância para as suas futuras carreiras. O evento também reuniu líderes séniores do governo, indústria e academia, incluindo o Secretário do Estado do Ensino Técnico e Profissional, Léo Jamal, em representação da Ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Tovela, e o Prof. Manuel Guilherme Júnior, Reitor da UEM.

O lançamento do programa de HSE é um marco significativo no alinhamento da educação e treinamento com as necessidades práticas dos sectores industriais de Moçambique e na construção de uma força de trabalho qualificada e consciente em matéria de segurança.

 

Falando sobre o impacto do programa de HSE, Justin Cloutier, Gestor de Operações LNG na ExxonMobil Moçambique, disse: “esta iniciativa fortalece a força de trabalho de Moçambique ao incorporar uma forte cultura de segurança para os jovens à medida que se preparam para as suas carreiras.”

Gaspar Buque, Director Geral da Field Ready em Moçambique, disse durante o lançamento: “estamos orgulhosos desta iniciativa com a ExxonMobil e os parceiros da Área 4, que faz parte do nosso compromisso nacional com a empregabilidade juvenil. Este programa apoiara directamente os jovens moçambicanos a adquirir as habilidades necessárias para entrar no mercado de trabalho e contribuir para projectos importantes como na bacia do Rovuma”.