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Seis mortos e quatro feridos em colisão na estrada Namacurra-Quelimane

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Um violento acidente de viação ocorrido na noite desta terça-feira, na estrada nacional que liga Namacurra a Quelimane, na província da Zambézia, resultou em seis mortos e quatro feridos, confirmou esta quarta-feira a Polícia da República de Moçambique (PRM).

O sinistro envolveu um choque entre uma viatura pesada de transporte de mercadorias e uma viatura ligeira da marca Mahindra, que transportava dez ocupantes. Segundo avançou a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, o acidente ocorreu por volta das 20 horas e foi provocado pelo excesso de velocidade do condutor da viatura ligeira, que embateu violentamente na traseira do camião.

As vítimas mortais foram encaminhadas para o Centro de Saúde de Nicoadala, onde os quatro feridos continuam sob cuidados médicos. A polícia sublinha que este é o segundo acidente grave registado na província em menos de dois meses, situação que está a motivar o reforço das campanhas de sensibilização rodoviária.

“A PRM tem estado a intensificar palestras de educação rodoviária com o objetivo de travar a crescente sinistralidade nas estradas da província”, sublinhou Belarmina Henriques.

Omardine Omar lança “As Aventuras do Detective Malaica Muniga” em Maputo

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O jornalista moçambicano Omardine Omar regressa ao universo literário com a sua mais recente obra, As Aventuras do Detective Malaica Muniga, cuja cerimónia de lançamento terá lugar no próximo dia 19 de Junho, no Centro Cultural Português, em Maputo, a partir das 17h30.

Composta por 108 páginas e 10 histórias de crime, a obra transporta o leitor por enredos intensos e inesperados, desafiando a linha entre o mistério e a realidade moçambicana. Cada aventura do detective Malaica Muniga percorre diferentes cantos do país, sempre confrontando dilemas sociais e humanos que espelham o quotidiano de muitos jovens moçambicanos.

No prefácio, Frei Lafim Monteiro descreve o livro como “uma mistura de géneros literários que registam, cuidadosamente, os dilemas de vida de inúmeros jovens jogados à própria sorte”, acrescentando que se trata de “uma autêntica radiografia do cenário moçambicano”.

Já o escritor e tradutor Janato I. Janato destaca a relevância social e política da obra: “Este livro é a prova inequívoca de que ainda existem escribas comprometidos com a verdade, que tudo fazem para que, em Moçambique, prevaleça a liberdade de expressão e o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais.”

Ao longo dos seus contos, Omar constrói uma figura enigmática que já desperta comparações: estará Maputo diante de um novo Sherlock Holmes africano?

Mais de 850 famílias reassentadas recebem casas resilientes em Sofala

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O Governador de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, procedeu esta terça-feira (11) à entrega de 171 casas resilientes a famílias reassentadas no Bairro de Kura, distrito de Nhamatanda. A iniciativa, que beneficia cerca de 855 pessoas afetadas pelo ciclone Idai, resulta de uma parceria entre a Fundação de Caridade TZU CHI e o Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone (GREPOC).

Na cerimónia, o Governador sublinhou que as novas infraestruturas representam não apenas abrigo, mas segurança e dignidade para as famílias afetadas. Bulha apelou à boa conservação das casas e agradeceu o apoio contínuo da Fundação TZU CHI, representada por Dino Foi, no processo de reconstrução da província.

O projeto contempla 52 casas T1, 119 casas T2 e 171 sanitários individuais, num investimento superior a 111 milhões de meticais nesta fase. A longo prazo, o Programa de Reconstrução Pós-Ciclone Idai prevê erguer 3.000 habitações, 21 escolas com 220 salas de aula e três centros comunitários, num investimento total de 100 milhões de dólares.

Sarau Cultural reúne arte e literatura na Biblioteca Municipal de Quelimane

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Na última quinta-feira, a Biblioteca Municipal Manuel Vieira Pinto, em Sangariveira, Quelimane, acolheu um Sarau Cultural promovido pelo Centro de Língua Portuguesa de Quelimane, da Universidade Licungo, em parceria com o Departamento Municipal da Educação.

O evento foi dinamizado por Victória Roque e contou com a participação especial do artista plástico Bonate Gimo, que compartilhou técnicas de pintura e falou sobre sua trajetória artística com os presentes.

Durante a sessão, os convidados também apresentaram textos e reflexões, promovendo um espaço de diálogo e troca em torno da literatura e das artes visuais.

Lançamento do livro “Mataram o Nosso Chefe” reúne leitores em Quelimane

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No dia 10 de Junho, o átrio da Rádio Chuabo FM, em Quelimane, foi palco do lançamento do livro Mataram o Nosso Chefe, do escritor moçambicano Vitorino Ubisse Oliveira, natural da cidade da Beira, nascido em 1972. A obra foi publicada pela Massinhane Edições.

O evento, organizado pelo Clube de Leitura de Quelimane em parceria com a Massinhane Edições, o Conselho Municipal de Quelimane, o Camões – Centro de Língua Portuguesa em Quelimane, Rádio Chuabo FM, Jornal Txopela e TV Zambézia 24 Horas, reuniu amantes da literatura, estudantes do ensino secundário e universitários da região.

Na apresentação do livro, o jornalista cultural Mariano Mucueia destacou que a obra explora as relações sociais, religiosas, políticas e empresariais que marcam a história de Moçambique. Durante o encontro, o Clube de Leitura apresentou uma leitura encenada de trechos do livro, seguida por uma animada atuação musical do músico Lovas, que encantou os presentes com canções típicas da Zambézia.

Mataram o Nosso Chefe é uma obra de ficção que aborda a violência política e a repressão no contexto pós-independência de Moçambique. A narrativa acompanha a trajetória de um chefe tradicional que, diante das transformações políticas e sociais do país, enfrenta o desafio de manter sua autoridade e posição na comunidade.

Reiniciam obras das avenidas Josina Machel, Mao Tsé-Tung e Max Love em Quelimane

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Depois de meses de paralisação e abandono, as obras de requalificação das avenidas Josina Machel, Mao Tsé-Tung e Max Love, em Quelimane, foram finalmente reeconsignadas. O antigo empreiteiro, Signo Construções, deixou a obra incompleta após receber parte dos fundos, o que provocou prejuízos e transtornos à população.

A nova adjudicação foi entregue a uma empresa chinesa, numa cerimónia realizada ontem (11), no Salão Nobre do Conselho Autárquico. O vereador de Infraestruturas e Urbanização, Juvenal Bissane, conduziu o processo, acompanhado pelos representantes do Banco Mundial, principal financiador, e outras entidades responsáveis pela fiscalização do contracto.

Orçada em 108 milhões de meticais, a obra tem prazo de execução de cinco meses, com conclusão prevista para outubro. Contudo, o Banco Mundial impôs exigências rigorosas para o arranque dos trabalhos: apresentação de plano de gestão da qualidade, gestão de tráfego e instalação de estaleiro com medidas de segurança e controlo ambiental.

Esta nova fase surge após meses de descontentamento popular e prejuízos causados pela interrupção da obra, que prejudicou a mobilidade urbana e o comércio local. Resta agora aguardar se a nova empreitada conseguirá cumprir os prazos e garantir a qualidade prometida, evitando um novo abandono que ampliaria ainda mais os danos causados.

Conselho Municipal da Beira e Governo Holandês promovem debate sobre projecto de protecção costeira

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No dia 10 de junho, o Conselho Municipal da Beira (CMB), em colaboração com o Governo Holandês, realizou um workshop para discutir o projeto de proteção costeira da cidade da Beira, uma iniciativa fundamental diante do agravamento dos efeitos das alterações climáticas e da vulnerabilidade crescente da zona costeira.

O encontro, que contou ainda com a participação de representantes da sociedade civil, organizações não governamentais e universidades, teve como principal objetivo recolher contribuições e sensibilidades sobre as atividades de operação e manutenção necessárias para assegurar a defesa da cidade contra as ondas e inundações que ameaçam cada vez mais a população local.

Este debate surge num contexto de urgência, considerando os frequentes desastres naturais que têm afetado a Beira nos últimos anos. A participação dos diferentes setores da sociedade pretende garantir que o projeto seja efetivo, sustentável e adequado às reais necessidades da população costeira.

Apesar dos avanços, persistem dúvidas sobre a capacidade técnica e financeira para a implementação total do projeto, bem como sobre a inclusão dos moradores locais nas decisões que impactam diretamente as suas vidas. O diálogo promovido hoje é, assim, um passo importante, mas ainda insuficiente para garantir soluções duradouras para a crise costeira que afeta a Beira.

Beira: Rua 6 da Manga prepara-se para pavimentação

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As obras de transferência e substituição de tubagens e condutas na Rua 6, no bairro Alto da Manga, seguem a bom ritmo. Esta quarta-feira, 11 de Junho, as equipas técnicas estão no terreno a deslocar a infraestrutura hidráulica para as extremidades da via, como parte do processo preparatório para a pavimentação da estrada com pavês.

De acordo com informações apuradas no local, foram já posicionadas as máquinas e os materiais necessários para garantir o avanço dos trabalhos, que visam melhorar significativamente as condições de transitabilidade para veículos e peões naquela artéria.

A intervenção enquadra-se num esforço das autoridades municipais para reabilitar e modernizar as vias de acesso da cidade, com destaque para a drenagem adequada das águas pluviais e a redução do desgaste das infraestruturas rodoviárias.

Moradores da zona manifestaram-se esperançosos com a conclusão dos trabalhos, sublinhando que a reabilitação da Rua 6 deverá pôr fim a problemas antigos relacionados com buracos, poeira e inundações frequentes durante a época chuvosa.

As obras deverão prosseguir nos próximos dias, numa acção coordenada entre as equipas de engenharia e os serviços municipais.

Gaza analisa malária, HIV e mortalidade materna

O distrito de Bilene, na província de Gaza, recebe esta semana, nos dias 12 e 13 de Junho, sessões de discussão de resultados de pesquisa na área de saúde. As actividades decorrem no âmbito do 5º Dia Aberto de Pesquisa da Província de Gaza, edição 2025, uma iniciativa anual que junta especialistas, investigadores e instituições ligadas ao sector.

Organizado pelas autoridades provinciais de saúde, através do Núcleo Provincial de Pesquisa de Gaza, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde e outros parceiros, o evento inclui cinco sessões temáticas, abordando os principais desafios sanitários da província.

Entre os temas em debate destacam-se:

  • Determinantes de saúde ocupacional e mortalidade maternal
  • Vigilância epidemiológica da malária
  • Acesso e qualidade dos cuidados de saúde
  • Abordagens de diagnóstico e tratamento do HIV/SIDA
  • Epidemiologia do HIV e TB na província de Gaza

O Dia Aberto de Pesquisa da Província de Gaza tem como objectivo partilhar evidências científicas que possam informar políticas públicas e estratégias de intervenção na área de saúde, num contexto em que a província continua a enfrentar desafios em várias frentes epidemiológicas.

O evento conta com a participação de investigadores de diversas instituições nacionais e regionais, técnicos de saúde, académicos e representantes de parceiros de cooperação.

Moçambique discute soluções para garantir educação acessível a crianças com deficiência

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O Auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Maputo, acolheu recentemente um debate público sobre os Desafios da Educação Inclusiva, Justa e de Qualidade em Moçambique, reunindo representantes do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), educadores, especialistas, instituições de ensino superior, agências das Nações Unidas, sector público, privado e sociedade civil.

O encontro, realizado no contexto do Dia da Criança, procurou colocar na agenda pública a discussão sobre o futuro educativo das crianças moçambicanas, com particular atenção àquelas que enfrentam barreiras de acesso à educação. No centro das preocupações esteve a necessidade de garantir políticas e práticas efectivas que assegurem o direito à educação para todos.

Barreiras ainda persistem

Dividido em dois painéis, o debate expôs com clareza os principais obstáculos que comprometem a implementação da educação inclusiva no país. No primeiro painel — Desafios da Educação Inclusiva em Moçambique — destacou-se a ausência de infraestruturas adaptadas em várias escolas, sobretudo nas zonas rurais, onde turmas inclusivas funcionam muitas vezes sem os requisitos mínimos de acessibilidade física e pedagógica.

O segundo painel, dedicado à Formação de Professores no INFP: Currículo de Língua de Sinais, centrou-se na lacuna existente na formação de docentes. A carência de professores capacitados para o ensino inclusivo, aliada à escassez de materiais didácticos adaptados, constitui uma das principais fragilidades do sistema.

“A inclusão tem de ser prática, não apenas discurso”

Durante a sua intervenção, o Presidente do FAMOD, Zeca Chaúque, alertou para a necessidade de transformar o ideal da inclusão numa realidade quotidiana: “A inclusão não pode ser apenas um ideal a ser almejado, mas uma prática vigente, que se reflecte diariamente no ambiente escolar, no desenvolvimento pessoal e na cidadania plena dessas crianças”, afirmou.

Chaúque sublinhou ainda que “a capacitação de docentes, especialmente para o ensino com recurso à Língua de Sinais, é imperativa para transformar o panorama actual das turmas inclusivas”, apontando a formação como eixo central de qualquer estratégia sustentável.

Sector privado quer ter papel activo

Em representação do BCI, anfitrião do evento, o Director Central da Direcção de Sustentabilidade, José Gamito, reafirmou o compromisso da instituição em colaborar com o sector educativo: “O BCI reafirma e reforça o seu compromisso no apoio ao sector da educação, colaborando para a discussão e análise de soluções que possam melhorar as condições de ensino, com destaque para o ensino especial”, declarou.

Gamito destacou ainda iniciativas recentes do banco, como a doação de mobiliário e equipamento informático à Associação dos Deficientes, sublinhando o papel que o sector privado pode assumir na superação dos constrangimentos estruturais. “A alegria e o entusiasmo dos professores, alunos e funcionários motivam-nos a prosseguir neste caminho”, acrescentou.

Caminho ainda longo

O debate público no BCI representou mais um esforço para mobilizar diversos sectores da sociedade moçambicana em torno da urgência de uma educação verdadeiramente inclusiva. Contudo, como ficou patente nas várias intervenções, o país continua a enfrentar desafios significativos, exigindo medidas concretas e investimentos robustos tanto em infraestruturas como na capacitação do capital humano.

Enquanto isso, centenas de crianças moçambicanas com necessidades especiais continuam a depender da vontade política e do compromisso efectivo das instituições para garantir o seu direito constitucional à educação.