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Quando o pai se torna carrasco: Criança de 4 anos amarrada e negociada em Gilé

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Em Gilé, no coração da Zambézia, um episódio brutal expôs novamente as cicatrizes abertas da pobreza e da degradação social. Um homem de 28 anos foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) sob fortes suspeitas de tentar negociar a vida da própria filha, uma criança de apenas quatro anos.

O caso, que por si só revela a falência de valores mais básicos, ganha contornos ainda mais sombrios pelo relato policial: a menina foi encontrada amarrada desde o amanhecer até perto do meio-dia, fechada num quarto, reduzida à condição de mercadoria. “A integridade física e psicológica da criança esteve em risco”, admitiu Belarmina Henriques, porta-voz da PRM na Zambézia.

Confrontado pelos jornalistas, o acusado recusou a versão de venda. Disse, sem remorso visível, que apenas amarrou a filha porque esta “roubava dinheiro” e precisava ser corrigida. A justificação soa mais como uma bofetada à razão do que um argumento.

Este é já o segundo caso em menos de um mês em território zambeziano. Não é, portanto, um episódio isolado. É sintoma de algo maior: uma infância desprotegida, cercada por adultos que, esmagados pela precariedade ou desviados pela crueldade, tornam-se carrascos em vez de guardiões.

Num país onde a retórica oficial insiste em falar da criança como “flor do amanhã”, a realidade nos bairros e distritos mais pobres é outra: a infância continua à mercê da violência, do abandono e de práticas que desafiam qualquer noção de humanidade. A polícia fala em maior vigilância comunitária. Mas a questão é mais profunda: que sociedade estamos a construir quando o ventre que deveria gerar vida transforma-se em ameaça para ela?

Reinildo estreia-se sem pedir licença e arrasta o Sunderland para o topo da Premier League inglesa

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Na primeira tarde em que pisou os relvados da Premier League, Reinildo Mandava não se limitou a cumprir calendário: deixou a sua marca na goleada do Sunderland sobre o West Ham (3-0), no Estádio da Luz, e deu sinais de que o campeonato inglês ganhou mais do que um lateral — ganhou um competidor nato.

O moçambicano começou de forma discreta, mas foi dele o gesto que mudou o rumo da partida: uma recuperação firme no flanco esquerdo que desmontou a construção adversária e abriu caminho para o segundo golo dos “Black Cats”, assinado por Daniel Ballard após passe de E. Mayenda, o mesmo que inaugurara o marcador aos 61 minutos.

Os números não contam toda a história, mas ajudam a perceber a dimensão da sua estreia: 32 passes certos, dois duelos ganhos, apenas uma falta. Estatísticas que revelam solidez, mas que não traduzem o que os olhos viram — segurança, clarividência e a certeza de que Reinildo não se intimidou perante o palco mais exigente do futebol europeu.

Nos descontos, Wilson Isidor fechou a contagem, e a goleada catapultou o Sunderland para o topo provisório da tabela. Porém, a vitória não se lê apenas nos golos: lê-se também na confiança de uma equipa que encontrou em Reinildo um pilar inesperado, capaz de ligar defesa e ataque com a serenidade dos jogadores que não tremem quando a responsabilidade é maior.

Inglaterra descobriu Reinildo. Moçambique aplaude.

Moçambique arrisca-se a perder a Mozal — e com ela, uma fatia da sua economia

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Maputo volta a confrontar-se com a sua própria encruzilhada energética: a Mozal, gigante da indústria do alumínio e vitrine da capacidade industrial do país, está com um pé na beira do abismo. O futuro da fundição, orgulho nacional e motor das exportações, depende de um fio chamado Cahora Bassa — um fio que ameaça romper-se.

A equação é simples e brutal: sem energia barata e estável, não há alumínio; sem alumínio, esvazia-se uma das colunas que sustentam a economia moçambicana. A South32, accionista maior da Mozal, lançou um aviso que soa mais a ultimato: se não houver acordo sobre novas tarifas até Março de 2026, a fábrica será reduzida a um imenso corpo metálico em “cuidado e manutenção”, uma espécie de coma industrial difícil — e quase impossível — de reverter.

O impasse com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e com a Eskom sul-africana expõe um jogo de forças que transcende a técnica: Maputo quer reduzir drasticamente a energia destinada à Mozal, de 950 para 350 megawatts, e ainda duplicar o preço. Do lado da South32, a resposta é seca: “não há negócio possível” se a electricidade — que representa um terço de todos os custos — se tornar proibitiva.

Como se não bastasse a matemática da negociação, a geografia acrescenta o seu fardo: a seca que assola a bacia do Zambeze ameaça reduzir ainda mais a capacidade de produção da HCB, o que compromete tanto a Mozal quanto a segurança energética nacional.

A imparidade de 372 milhões de dólares já registada pela South32 nos livros não é apenas uma linha contabilística. É um sinal inequívoco de que, no tabuleiro de decisões corporativas globais, Moçambique arrisca-se a perder a sua maior fábrica com um simples corte de energia.

Mais do que números e contratos, está em causa a pergunta que ninguém ousa responder em voz alta: o que será da economia moçambicana sem a Mozal?

Juventude moçambicana faz tremer Lisboa e celebra título no Luso-Cascais

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Lisboa foi ontem palco de mais uma página dourada do futebol moçambicano: a Selecção Nacional Sub-17 ergueu o troféu da segunda edição do Torneio Luso-Cascais, depois de derrotar a Guiné-Bissau por 3-2, num jogo de nervos, suor e talento juvenil.

Chausson e Jayden voltaram a escrever os seus nomes no marcador, confirmando-se como as figuras maiores desta geração que ousa sonhar mais alto. A dupla, que já havia brilhado na fase de grupos, mostrou frieza e instinto goleador nos momentos de maior pressão.

Na caminhada até à final, os “Mambinhas” assinaram seis pontos, com um saldo de seis golos a favor e apenas um sofrido, números que espelham consistência e maturidade pouco habituais para a idade.

Mais do que um título, a vitória em Lisboa projeta Moçambique no mapa do futebol juvenil internacional e reacende a esperança de que, com investimento sério e continuidade, o talento que desponta nos relvados sub-17 poderá, num futuro breve, alimentar as grandes seleções e devolver ao país o protagonismo que tantas vezes lhe foi prometido, mas raramente consolidado.

Moçambique à espera do selo do GAFI, mas sem romper com a cultura de opacidade

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Moçambique prepara-se para mais uma prova de fogo no palco internacional: a visita do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), marcada para os dias 8 e 9 de Setembro, em Maputo. O país alimenta a expectativa de sair, finalmente, da chamada “Lista Cinzenta” — um rótulo que nos persegue há anos e que expõe fragilidades profundas no combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo.

O anúncio foi feito pelo coordenador nacional do Comité Executivo de Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Luís Cezerilo, que, com tom triunfalista, declarou concluída a maratona de correcção das recomendações impostas pelo organismo internacional. “Chegamos ao fim”, disse, como quem anuncia uma vitória definitiva.

Mas a questão é: terá o país realmente chegado ao fim ou apenas ao fecho de mais um ciclo de papeladas, relatórios e auditorias? O GAFI não se impressiona com conferências de imprensa nem com proclamações políticas. O que conta, para além das leis no papel, é a prática quotidiana: a eficácia dos tribunais, a seriedade das instituições financeiras, a autonomia das entidades de supervisão e, sobretudo, a vontade política de enfrentar os grandes esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro que, muitas vezes, têm o Estado como cúmplice.

Cezerilo garantiu que Moçambique já cumpre 39 das 40 recomendações. O detalhe pode parecer animador, mas não nos iludamos: cumprir tecnicamente indicadores não é sinónimo de estancar os fluxos ilícitos que alimentam redes de tráfico, enriquecem elites e corroem a confiança dos cidadãos.

É verdade que a eventual saída da Lista Cinzenta traria ganhos imediatos de imagem e facilidades no relacionamento com o sistema financeiro internacional. Bancos e investidores respirariam com mais confiança. Mas de pouco servirá abandonar a cinzenta estatística se, cá dentro, continuarmos a viver numa economia marcada pela opacidade, pela promiscuidade entre negócios e política, e pela ausência de responsabilização criminal nos grandes casos de corrupção.

O GAFI virá a Maputo com 23 avaliadores. Trarão carimbos, grelhas de verificação e relatórios a preencher. Mas quem, de facto, avaliará Moçambique serão os próprios moçambicanos, quando perceberem se as mudanças são apenas cosméticas ou se marcam uma verdadeira ruptura com a tradição de impunidade.

O país pode sair da Lista Cinzenta. O difícil será sair da lista invisível da desconfiança que o próprio povo tem em relação às suas instituições.

Washington acena a Kiev com sombra de NATO, mas sem cadeira na mesa

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Os Estados Unidos da América voltaram a ensaiar o jogo do espelho com a Ucrânia. Segundo fonte diplomática citada pela AFP, a Casa Branca pôs sobre a mesa um pacote de garantias de segurança que se assemelha ao que gozam os membros da NATO, embora sem o selo formal da adesão.

É a velha arte da promessa sem compromisso: o suficiente para manter Kiev alinhada, mas não bastante para lhe abrir as portas da Aliança Atlântica. A proposta chega num momento em que a guerra se arrasta sem horizonte de cessar-fogo, e quando o Presidente Zelensky multiplica apelos por uma integração plena, consciente de que só o Artigo 5.º da NATO poderia travar, com peso de lei, a voracidade militar russa.

Washington oferece, assim, um “quase-NATO”, feito de palavras e protocolos, mas sem a blindagem política que transforma ataques em agressões coletivas. Para Kiev, trata-se de mais um capítulo da diplomacia do quase: quase na União Europeia, quase na NATO, quase protegida, quase soberana.

No fundo, os Estados Unidos tentam equilibrar-se na corda bamba entre dois medos: dar demasiado à Ucrânia e provocar Moscovo, ou dar de menos e perder o peão mais precioso no tabuleiro da Europa de Leste.

Expulsar a Lusa, RTP e RDP: quando a soberania se confunde com autoritarismo

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O Governo da Guiné-Bissau decidiu silenciar vozes que não controla. Expulsou, sem explicação convincente, as delegações da Lusa, da RTP África e da RDP África, ordenando que abandonem o país até 19 de Agosto. As emissões cessaram abruptamente na sexta-feira, como quem apaga a luz para esconder a poeira no chão.

A medida não é apenas administrativa. É política. É simbólica. É uma declaração de guerra contra a liberdade de imprensa e contra a própria democracia. Ao expulsar jornalistas, o executivo de Umaro Sissoco Embaló revela medo da palavra livre e desconfiança da verdade.

Lisboa reagiu com indignação. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português classificou a decisão de “altamente censurável e injustificável”. Convocou o embaixador guineense e promete usar todos os meios diplomáticos para reverter a decisão. Mas, nas entrelinhas, nota-se a fragilidade: o discurso do “respeito pela soberania” mistura-se com a preocupação de não romper laços com um país onde interesses geopolíticos e económicos ainda se cruzam.

As direcções da RTP, RDP e Lusa não hesitaram em chamar as coisas pelo nome: “um ataque deliberado à liberdade de expressão”. A Liga Guineense dos Direitos Humanos foi ainda mais longe, denunciando um “caminho extremamente perigoso” que arrasta o país para um regime cada vez mais autoritário.

O episódio expõe a contradição da Guiné-Bissau. Um Estado que, enquanto preside à CPLP, fecha portas à própria essência da comunidade: a circulação livre de informação, ideias e cultura. Ironia das ironias: na mesma semana em que Embaló devia ser recebido em Lisboa, a sua visita foi adiada, como quem evita o constrangimento de enfrentar perguntas incômodas.

No fundo, o que está em jogo é mais do que a permanência de três delegações estrangeiras. É a sobrevivência de um espaço público onde ainda seja possível falar sem medo. Expulsar jornalistas é sempre sintoma de fraqueza, nunca de força. Quem não suporta a crítica, não governa: impõe-se. E regimes que se habituam a mandar calar, um dia, acabam por não ter mais ninguém para ouvir.

Seis meses, milagre ou marketing? A consagração de Daniel Chapo

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Se alguém ainda tinha dúvidas de que o culto à personalidade continua a ser o prato principal no banquete político da Frelimo, a tarde de 14 de Agosto dissipou-as com a força de uma salva de canhões. Não foi um encontro político; foi uma missa solene. Um desfile coreografado para coroar, em apenas seis meses de liderança, Daniel Francisco Chapo como o novo messias de um partido que há muito confunde Estado com altar.

Às 15h, na sede nacional, juntou-se a corte. Vieram ministros, dirigentes, simpatizantes, crianças da OCM — porque, na Frelimo, a adoração começa cedo —, e um punhado de representantes religiosos prontos a comparar o presidente do partido a figuras bíblicas. Chapo foi erguido ao patamar do profeta Daniel, aquele que decifrava sonhos e servia reis babilónicos com lealdade e competência. O detalhe é que, na história original, Daniel não era rei; na versão frelimista, é rei e profeta ao mesmo tempo.

O roteiro é conhecido. Orações inflamadas, mensagens laudatórias, declarações de “firmeza, serenidade e alto sentido patriótico”. A cada fala, o público era lembrado de que a governação de Chapo assenta em justiça, equidade, inclusão, transparência e integridade. Palavras bonitas, daquelas que brilham no papel e que raramente sobrevivem ao teste da vida real.

O que se viu, no entanto, foi menos sobre balanço de governação e mais sobre a necessidade visceral da Frelimo de ter um rosto para venerar. Filipe Nyusi saiu, Chapo entrou, e o modus operandi manteve-se: o partido transforma cada líder num semideus, protegido por uma muralha de aplausos.

As organizações sociais, devidamente alinhadas, leram o catecismo partidário. Falaram dos “ganhos concretos” — alguns ainda por concretizar, como o dinheiro do Fundo de Desenvolvimento Económico Local — e exaltaram projectos como a Cidade Jovem, convenientemente esquecendo que será erguida numa zona ecologicamente sensível. Até a suspensão das licenças de bebidas alcoólicas foi embrulhada como presente divino.

Na tribuna, a disputa não era por espaço, mas por intensidade de elogio. Chakil Aboobacar agradeceu a Chapo por “tornar o partido centro fundamental na acção governativa”, frase que, lida ao contrário, diz muito mais: o partido continua a sobrepor-se ao Estado.

Chapo, por sua vez, retribuiu na mesma moeda: pintou um quadro de estabilidade, reconciliação e paz quase celestial, minimizando o facto de que Cabo Delgado ainda arde e que a insegurança económica permanece. Celebrou feitos como a marcha da tocha da unidade e a celebração dos 50 anos da independência, como se fossem motores estruturais de desenvolvimento.

No final, exibiu-se um vídeo de quase nove minutos, uma espécie de trailer promocional dos seus seis meses de reinado. Uma peça publicitária que cristaliza o que foi esta cerimónia: propaganda embalada em devoção.

O problema não é reconhecer avanços, quando eles existem. O problema é transformar cada gesto em milagre, cada acto em profecia cumprida. O país precisa de resultados mensuráveis, não de liturgias políticas. A Frelimo, no entanto, continua a preferir a liturgia.

E, enquanto se reverencia o chefe, os problemas reais — desemprego, pobreza, corrupção, desigualdades — aguardam na fila, sem cerimónia, sem aplausos e sem milagres.

 

Venâncio transforma polémica em partido: nasce oficialmente o ANAMOLA

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O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos deu, finalmente, luz verde ao novo projeto político de Venâncio Mondlane. Chama-se ANAMOLA — sigla para Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo — e nasce depois de meses de braço-de-ferro com o Governo, que exigiu mudanças na designação inicial.

A confirmação chegou na manhã desta sexta-feira (15), através de Dinis Tivane, assessor e fiel escudeiro de Mondlane, que, numa publicação no Facebook, não escondeu a euforia:
“Irmãos, é oficial! Agora é ANAMOLA. Recebi, faz uns minutos, uma chamada do nosso advogado, o ilustre Dr. Mutola. Ele disse: ‘Dinis, nosso partido está, finalmente, aprovado’. Agora é ANAMOLA. Festejemos o início formal da revolução moçambicana.”

A batalha jurídica começou a 6 de junho, quando Mondlane respondeu às exigências do Ministério, incluindo a troca da polémica sigla ANAMALALA — expressão macua que significa “vai acabar” ou “acabou” e que se popularizou durante a sua campanha presidencial e subsequentes protestos. Para as autoridades, a carga linguística e cultural do termo inviabilizava a aprovação formal.

O ministro Mateus Saíze, num ofício datado de 28 de maio, foi claro: a sigla carregava um significado específico para falantes de macua, e isso, no entendimento do Governo, poderia interferir no “uso neutro” exigido por lei. Deu-se, então, 30 dias ao proponente para encontrar uma alternativa. Mondlane recorreu ao Conselho Constitucional, alegando incumprimento de prazos por parte do Ministério, mas acabou por ceder à mudança.

A vitória de hoje, portanto, não é apenas administrativa. É também simbólica. ANAMOLA chega ao registo oficial como bandeira de resistência de um candidato que não reconheceu os resultados das eleições gerais de 9 de outubro de 2024, e que acusa o Presidente Chapo de “desonestidade intelectual” na condução política do país.

Se “Anamalala” prometia o fim, “Anamola” promete o começo. E, pelo tom das celebrações, Mondlane parece pronto para transformar esta autorização em combustível para a sua próxima ofensiva política.

Mambinhas de sub-17 esmagam Angola e avançam para a final em Cascais

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Num relvado onde o talento falou mais alto que o nervosismo, a Selecção Nacional Sub-17 de Moçambique garantiu ontem um bilhete dourado para a final da II edição do Torneio Luso-Cascais, ao despachar Angola por 3-0, na derradeira jornada do Grupo “B”.

O encontro, que muitos já tratavam como a “final antes da final”, começou com um Moçambique sem cerimónias. Ainda na primeira parte, Junayde abriu o marcador e Bena, com frieza cirúrgica, ampliou para 2-0, deixando os angolanos a procurar respostas que nunca chegaram.

Na etapa complementar, Mubai fechou a conta com um golo de manual, enterrando as últimas ilusões da congénere angolana e confirmando a passagem triunfal dos “Mambinhas” à grande decisão.

O adversário de sábado será a Guiné-Bissau, vencedora do Grupo “A”, numa final que poderá escrever uma página inédita: a primeira conquista moçambicana no Torneio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, disputado em Cascais, Portugal.

Desta vez, já ninguém pode falar em “modesto bronze”. Os Mambinhas, que na edição inaugural ficaram em terceiro lugar, chegam embalados por uma campanha que mistura disciplina tática, fome de vitória e uma crença que começa a contagiar até os mais céticos.