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Município reforça fiscalização e diálogo com comerciantes no processo de requalificação do Mercado Floresta

A Vereação de Actividades Económicas, Mercados e Feiras Municipais intensificou esta terça-feira as ações de acompanhamento das obras de requalificação em curso no Mercado Floresta, (vulgarmente conhecido por mercado do Lixo), numa visita orientada pelo vereador José Carvalho.

A iniciativa visou, por um lado, avaliar o estágio da intervenção em curso e, por outro, reforçar o diálogo com os comerciantes e a comissão de gestão do mercado, no sentido de garantir maior adesão às medidas de reorganização em implementação.

Durante o encontro, foram apresentados os passos que estão a ser seguidos para a transferência gradual dos vendedores que ainda ocupam a via pública, com especial destaque para os que exercem atividades ao longo da estrada que atravessa o recinto. A medida prevê a sua instalação em bancas no interior do mercado, contribuindo para a melhoria da mobilidade e segurança rodoviária.

Segundo a vereação, o processo integra também a remoção de estruturas e materiais em desuso, permitindo a reconfiguração do espaço e a criação de melhores condições para a atividade comercial.

A visita contou igualmente com a presença do chefe do Posto Administrativo Urbano número três, sublinhando a articulação entre diferentes níveis da administração local no esforço de modernizar e tornar mais funcional o Mercado Floresta.

Vila de Gôndola dá início à modernização do Mercado 25 de Setembro

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Na manhã desta segunda-feira (18), foi assinado o auto de consignação que marca oficialmente o arranque da empreitada de requalificação e modernização do Mercado 25 de Setembro, popularmente conhecido como Feira, na vila de Gôndola, província de Manica.

O documento foi rubricado pelo Presidente do Conselho Municipal de Gôndola, César Ngozo, e pelo representante da empresa adjudicatária Anatong, responsável pela execução da obra. O acto simboliza o reinício de um projecto considerado estruturante para a dinamização da economia local e melhoria das condições de comércio.

Com um prazo de execução fixado em seis meses, a intervenção contempla a modernização das infraestruturas internas e externas do mercado, com vista a oferecer maior organização, higiene e segurança aos vendedores e consumidores. Segundo o edil de Gôndola, a iniciativa insere-se na estratégia municipal de promoção da eficiência e eficácia na gestão dos espaços de venda, criando um ambiente mais digno e funcional para a população.

O projecto, cuja concepção remonta a quatro anos, representa não apenas a resposta a uma reivindicação antiga dos comerciantes e munícipes, mas também um passo relevante na valorização do comércio informal e na integração deste sector na visão de desenvolvimento urbano da autarquia.

Governo e parceiros avaliam implementação do PROMOVE Transporte

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O Governo, através do setor de Estradas, reuniu-se esta semana em Nampula para avaliar a execução do Projeto PROMOVE Transporte. O encontro, que marcou a quarta reunião do Comité Diretivo, juntou representantes governamentais, parceiros de cooperação e dirigentes das províncias de Nampula e Zambézia, beneficiárias diretas do programa.

Na abertura, o representante do Secretário de Estado de Nampula, Graciano Francisco, sublinhou que a reabilitação e manutenção das vias é essencial para garantir mobilidade, comércio e acesso a serviços básicos. “Muitas estradas ainda enfrentam problemas sérios, sobretudo na época chuvosa, levando ao isolamento de comunidades e dificultando o escoamento da produção”, destacou.

O diretor-geral da Administração Nacional de Estradas (ANE, IP), Elias Paulo, apontou avanços no processo de certificação de IVA, embora reconheça que o imposto continua a ser um entrave para parte do setor privado. Já o presidente do Conselho de Administração do Fundo de Estradas, Ângelo Macuácua, defendeu a necessidade de assegurar a correta aplicação dos recursos disponíveis. “É uma responsabilidade partilhada entre o Governo, a ANE, o Fundo de Estradas, os parceiros de desenvolvimento e também o setor privado”, afirmou.

Da parte do Gabinete do Ordenador Nacional (GON), Mário Nguenha alertou para a urgência de maior rigor na fiscalização das empreiteiras, de modo a garantir qualidade e durabilidade das obras rodoviárias.

O representante da União Europeia, parceira do projeto, mostrou-se satisfeito com os progressos alcançados, mas lembrou que persistem desafios a superar, reiterando o compromisso europeu com o desenvolvimento das províncias abrangidas.

Pacote legislativo da comunicação social: MISA apela a maior participação dos profissionais

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O Instituto de Comunicação para África Austral (MISA Moçambique) reiterou a importância de os profissionais da comunicação social assumirem um papel de liderança no processo de regulamentação do sector, defendendo que apenas dessa forma será possível valorizar a carreira jornalística e garantir que o modelo legislativo responda efetivamente aos desafios e necessidades da profissão.

A posição foi expressa num comunicado divulgado na sequência do lançamento da auscultação pública sobre o novo pacote legislativo da comunicação social, que integra as propostas da Lei de Comunicação Social e da Lei de Radiodifusão.

Segundo a organização, que se dedica à defesa da liberdade de imprensa e de expressão, promovendo um ambiente plural e aberto ao debate, este é um momento crucial para assegurar a participação ativa dos profissionais da área, de modo a garantir que as futuras leis resultem de um processo inclusivo e transparente.

O MISA Moçambique alinhou-se igualmente com a posição manifestada pela diretora do Gabinete de Informação (GABINFO), Emília Moiane, que destacou a necessidade de atualizar o regime jurídico do sector. Moiane sublinhou que o processo legislativo decorre num contexto favorável à sua aprovação parlamentar, dadas a consistência e a maturidade técnica dos documentos em discussão.

Ainda assim,  o documento emitido pelo MISA Moçambique exortou para que a auscultação seja conduzida de forma ampla e participativa.

Gilé recebe novo procurador distrital com foco no combate à criminalidade e ao garimpo infantil

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O distrito de Gilé, na província da Zambézia, tem um novo procurador distrital. Rogério Eduardo Simango foi formalmente apresentado esta semana, sucedendo a Cécio Julião Emua, numa cerimónia presidida por Jaime Mpambiche Unga, representante do Procurador Provincial da República.

A mudança ocorre num território onde as tensões ligadas à exploração de recursos naturais e a violência criminal têm exigido maior presença das instituições de justiça. Simango, que até aqui desempenhava funções em Pebane, assume o cargo com uma agenda marcada por prioridades concretas: reduzir a incidência de homicídios, travar o recurso a crianças nas actividades de garimpo e reforçar os canais de diálogo com a sociedade civil.

Para o novo magistrado, a cooperação com igrejas, organizações não-governamentais e unidades de saúde será decisiva. “São parceiros que funcionam como ponte entre o Ministério Público e as comunidades”, afirmou, sublinhando ainda a urgência em melhorar os meios logísticos do distrito, desde logo a disponibilidade de transporte para o SERNIC, essencial para investigações em áreas de difícil acesso.

Na intervenção que marcou a apresentação, Jaime Mpambiche Unga destacou a relevância estratégica da Procuradoria de Gilé. “A nomeação do magistrado Rogério Simango reforça o compromisso do Ministério Público com uma justiça acessível, eficaz e próxima das comunidades”, declarou.

O Ministério Público quer, assim, consolidar a confiança entre instituições e cidadãos, apostando numa justiça de proximidade e na resposta a fenómenos criminais emergentes num dos distritos mais sensíveis da Zambézia.

“ANAMOLA” legalizado: Moçambique ruma a um jogo político mais equilibrado?

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O cenário político moçambicano registou, nesta sexta-feira (15/08), um momento de viragem com a aprovação oficial do partido ANAMOLA – Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo, liderado pelo antigo candidato presidencial mais votado nas últimas eleições gerais (2024), Venâncio Mondlane. A decisão foi tomada pelo Ministério da Justiça, cumprindo assim o seu papel institucional no processo de legalização de formações políticas.

Apesar de inicialmente enfrentar obstáculos — incluindo polémicas em torno da sigla anterior, apenas sigla “ANAMALALA”, que alguns interpretavam como “acabou” — o partido conseguiu ultrapassar as barreiras legais e administrativas, obtendo o registo oficial.

“A justiça estava a ser manipulada. O nome não é o mais importante. O que conta é ter quadros sérios, capazes de liderar de forma justa rumo ao desenvolvimento e ao bem-estar da população” – afirmou um jovem carpinteiro de Sussundenga, província de Manica.

Para Venâncio Mondlane, esta aprovação marca “uma nova era política em Moçambique”. Entre os cidadãos, há quem veja no ANAMOLA a possibilidade de uma oposição mais forte e competitiva frente ao partido no poder, a Frelimo, que governa o país desde a independência, em 1975.

“Se não houver batotas ou irregularidades nas próximas eleições, poderemos assistir a uma disputa justa e a eleição de um verdadeiro presidente do povo” – disse um jovem comerciante de acessórios de viaturas na cidade da Beira, província de Sofala.

Recomendações para o novo partido, para o Governo e aos cidadãos

Ao ANAMOLA:

  1. Manter presença activa na vida política nacional, não surgindo apenas em períodos eleitorais.
  2. Apoiar a manutenção da paz, a coesão social e o bem-estar dos moçambicanos.
  3. Contribuir para o combate à pobreza, à corrupção e ao abuso dos direitos humanos, evitando recorrer à violência.
  4. Respeitar o mandato presidencial até às próximas eleições.
  5. Evitar discursos de ódio, privilegiando propostas construtivas e inclusivas.

Ao Governo e partido no poder:

  1. Garantir espírito de inclusão em todos os processos, incluindo a distribuição equitativa dos recursos, como o Fundo de Desenvolvimento Local.
  2. Evitar discursos de ódio e fomentar um diálogo nacional genuíno e inclusivo.
  3. Cumprir a lei nomeando Venâncio Mondlane como membro do Conselho de Estado, conforme previsto.
  4. Abster-se de utilizar órgãos de justiça ou outros mecanismos do Estado para perseguir opositores políticos, assegurando a imparcialidade institucional.

Aos cidadãos:

  • Respeitar o Presidente da República, símbolo da unidade nacional e garante do funcionamento dos órgãos de soberania. O Estado, por sua vez, deve continuar a garantir segurança, ordem e bem-estar para todos.

Conclusão

A aprovação do ANAMOLA não é apenas um acto administrativo: representa uma oportunidade para aprofundar o pluralismo político e fortalecer a democracia em Moçambique. Se todos os atores políticos actuarem com responsabilidade, transparência e respeito pelas regras democráticas, o país poderá caminhar para eleições mais justas e para um futuro político mais equilibrado.

Quem vencer, que vença com mérito. E que Moçambique avance!

Entre o silêncio e a sobrevivência: Hamas aceita proposta de cessar-fogo em Gaza

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O anúncio não veio em tom solene, mas em murmúrios filtrados pela imprensa internacional: o Hamas teria comunicado aos mediadores do Egito e do Qatar a sua anuência à última proposta de cessar-fogo. Nenhum detalhe, nenhuma explicação pública — apenas a aceitação de um papel já escrito, cujo conteúdo permanece longe do olhar comum.

Diz-se que a proposta contempla um cessar-fogo de 60 dias e a libertação faseada de reféns, um guião revisto da resposta anterior do movimento palestiniano. Israel, contudo, continua a observar cada palavra com desconfiança, enquanto os mediadores tentam arrancar, pedra a pedra, algum entendimento num terreno minado pelo ódio acumulado.

No meio deste frágil equilíbrio, surge Donald Trump, que com uma frase lançada nas redes sociais tratou de abalar qualquer esperança de trégua: “Só veremos o regresso dos restantes reféns quando o Hamas for confrontado e destruído.” Uma mensagem que soa menos a diplomacia e mais a sentença.

Assim se mantém Gaza: entre o fio ténue da negociação e o rugido das armas, onde cada cessar-fogo é apenas uma pausa na respiração coletiva de um povo encurralado.

Paquistão mergulha no drama das monções: 150 pessoas continuam desaparecidas

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As águas não deram tréguas. No Paquistão, o calendário das monções voltou a vestir-se de luto: mais de seis centenas de vidas ceifadas em menos de uma semana e, agora, cerca de 150 pessoas continuam engolidas pelo silêncio das enxurradas.

Entre destroços e lama, as equipas de resgate avançam num território que já não se reconhece, procurando nomes, rostos e histórias que a corrente arrastou. Cada corpo recuperado é uma sentença, cada sobrevivente encontrado uma raridade.

O país, habituado a conviver com as estações impiedosas, vê-se novamente confrontado com a fragilidade das suas infraestruturas e a impotência do seu sistema de socorro. E enquanto os rios se alargam sem pedir licença, a nação contabiliza perdas humanas que, mais do que números, são sinais de um Estado em permanente ensaio de tragédia.

A tragédia é também um espelho político: ano após ano, a narrativa repete-se, e os governos sucessivos limitam-se a contar mortos e prometer planos que nunca saem do papel. As monções revelam, com brutalidade, a precariedade de um país onde os recursos para resgatar os vivos são tão frágeis quanto a vontade política de preparar o amanhã.

Derbi quelimanense termina em empate e a luta pela liderança segue aberta

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Quelimane parou, este domingo, para assistir ao embate entre duas das suas forças vivas do futebol: o Ferroviário local e a academia Só Protecção. O duelo, inserido na nona jornada da segunda divisão (fase provincial da Zambézia), terminou com um empate a um golo, resultado que, embora justo no marcador, deixou um travo agridoce nas duas equipas.

A primeira parte foi um jogo de cautelas. Muito músculo, pouca inspiração. O intervalo chegou sem alteração no placar e com os adeptos divididos entre a impaciência e a expectativa. Foi preciso esperar pelo reatamento para que a bola, finalmente, beijasse as redes. Dois golos, um para cada lado, e o dérbi ganhou alma.

No final, o técnico do Ferroviário, Rogério Balate — “Mister Zulu” para os da casa — não escondeu a frustração de quem esperava mais:“A paragem da última jornada fez-nos perder ritmo. Relaxámos. Mas importa sublinhar: não perdemos. Seguimos vivos na luta pelo primeiro lugar.”

Do outro lado, o discurso foi menos conformado e mais contundente. João Manuel Passades, o carismático “Mister Zema”, dono e treinador da Só Protecção, não poupou palavras:“Todos viram o que se passou. Na segunda parte fomos mais agressivos e só não goleámos o Ferroviário por culpa nossa. O empate não traduz a superioridade que demonstrámos.”

Com este resultado, a tabela ganha contornos de novela. Os Mutupis de Gurué seguem firmes na liderança com 19 pontos. Logo atrás, colados, surgem Ferroviário e Só Protecção, ambos com 15 pontos. O Sporting de Quelimane espreita em quarto, com 14. O Matchedje de Mocuba mantém-se em quinto com 11. Já o 1º de Maio ocupa a sexta posição, enquanto o Real 25 de Junho de Milange agoniza no fundo da tabela com apenas 4 pontos.

Quelimane, cidade de paixões e rivalidades, sai deste dérbi sem vencedor. Mas o campeonato, esse, agradece: ganha drama, suspense e a promessa de que o desfecho só será conhecido ao cair do pano.

 

A engenharia da guerra: Israel ajusta a geografia humana de Gaza

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Israel não fala em retirada, nem em ofensiva: fala em “transferência”. Uma palavra suave para esconder uma realidade dura — o deslocamento em massa de palestinianos para o sul da Faixa de Gaza, longe das zonas que em breve se transformarão em epicentro da sua nova ofensiva militar.

O anúncio foi feito com a frieza de quem organiza uma operação logística. No sábado, Telavive informou que a Coordenação das Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT), braço militar que gere o “sistema humanitário” em Gaza, retomará o fornecimento de tendas. Um gesto que, na leitura oficial, disfarça a violência do ato: remover populações inteiras do seu lugar para abrir espaço à guerra.

Nenhuma data foi dada. Apenas a certeza de que os planos estão na “fase final de preparação”, como sublinhou o ministro da Defesa, Israel Katz, em tom quase burocrático nas redes sociais.

Enquanto isso, Gaza Norte — densamente povoada, carregada de ruínas e de sobreviventes — parece já marcada no mapa como território a ser esvaziado. Um tabuleiro onde civis são peças móveis, empurradas entre fronteiras invisíveis, sempre ao sabor da artilharia.

Na prática, não se trata apenas de “deslocar” pessoas, mas de redesenhar o espaço humano de Gaza. A guerra, quando não mata, move.