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Venâncio transforma polémica em partido: nasce oficialmente o ANAMOLA

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O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos deu, finalmente, luz verde ao novo projeto político de Venâncio Mondlane. Chama-se ANAMOLA — sigla para Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo — e nasce depois de meses de braço-de-ferro com o Governo, que exigiu mudanças na designação inicial.

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A confirmação chegou na manhã desta sexta-feira (15), através de Dinis Tivane, assessor e fiel escudeiro de Mondlane, que, numa publicação no Facebook, não escondeu a euforia:
“Irmãos, é oficial! Agora é ANAMOLA. Recebi, faz uns minutos, uma chamada do nosso advogado, o ilustre Dr. Mutola. Ele disse: ‘Dinis, nosso partido está, finalmente, aprovado’. Agora é ANAMOLA. Festejemos o início formal da revolução moçambicana.”

A batalha jurídica começou a 6 de junho, quando Mondlane respondeu às exigências do Ministério, incluindo a troca da polémica sigla ANAMALALA — expressão macua que significa “vai acabar” ou “acabou” e que se popularizou durante a sua campanha presidencial e subsequentes protestos. Para as autoridades, a carga linguística e cultural do termo inviabilizava a aprovação formal.

O ministro Mateus Saíze, num ofício datado de 28 de maio, foi claro: a sigla carregava um significado específico para falantes de macua, e isso, no entendimento do Governo, poderia interferir no “uso neutro” exigido por lei. Deu-se, então, 30 dias ao proponente para encontrar uma alternativa. Mondlane recorreu ao Conselho Constitucional, alegando incumprimento de prazos por parte do Ministério, mas acabou por ceder à mudança.

A vitória de hoje, portanto, não é apenas administrativa. É também simbólica. ANAMOLA chega ao registo oficial como bandeira de resistência de um candidato que não reconheceu os resultados das eleições gerais de 9 de outubro de 2024, e que acusa o Presidente Chapo de “desonestidade intelectual” na condução política do país.

Se “Anamalala” prometia o fim, “Anamola” promete o começo. E, pelo tom das celebrações, Mondlane parece pronto para transformar esta autorização em combustível para a sua próxima ofensiva política.

Autor

  • Luís de Figueiredo é editor do Jornal Txopela desde 2017. Jornalista com sólida experiência em reportagem política, económica e social, tem estado na linha da frente da cobertura de temas relevantes para Moçambique, com especial atenção à região centro e à província da Zambézia.


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Luis de Figueiredo
Luis de Figueiredohttps://www.txopela.com
Luís de Figueiredo é editor do Jornal Txopela desde 2017. Jornalista com sólida experiência em reportagem política, económica e social, tem estado na linha da frente da cobertura de temas relevantes para Moçambique, com especial atenção à região centro e à província da Zambézia.
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