A cidade de Quelimane reforça o seu compromisso com a ação climática e a preservação ambiental com o lançamento oficial, esta terça-feira, do Projeto IRENE – Inhangome Verde e Renovável, uma iniciativa liderada pela Associação Amigos da Comunidade e apoiada pelo Conselho Municipal.
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Durante a cerimónia de abertura, Filipe Ribeiro, coordenador do Projecto de Iniciativas Juvenis às mudanças Climáticas no Conselho Autárquico de Quelimane, destacou a importância estratégica do projeto no contexto das mudanças climáticas e da crescente pressão urbana sobre os ecossistemas naturais da cidade. A iniciativa integra a segunda fase do programa Juventude para a Ação Climática, financiado pela Bloomberg Philanthropies, que já aprovou mais de 50 projetos em Quelimane.
“O restauro do mangal é uma das nossas prioridades. Este ecossistema desempenha um papel vital na proteção da biodiversidade, na filtragem das águas negras e na defesa da cidade contra as marés vivas”, afirmou Filipe Ribeiro, sublinhando que a destruição deste recurso natural compromete o equilíbrio ecológico do Rio dos Bons Sinais e, por extensão, o futuro da própria cidade.
Aquele responsável foi firme ao anunciar medidas mais rigorosas de fiscalização e punição contra práticas que contribuam para a devastação do mangal. “Seremos implacáveis com aqueles que banalizam os nossos esforços e os dos nossos parceiros”, advertiu, defendendo a necessidade de políticas públicas que reduzam a pressão urbana causada pelo êxodo rural.
Ribeiro alertou que a migração crescente de populações do campo para a cidade, em busca de emprego, tem provocado a ocupação desordenada e o corte indiscriminado do mangal, muitas vezes para construção ou obtenção de lenha. “Se não houver investimento no meio rural, a tendência será a ruralização das cidades e a destruição dos nossos ecossistemas”, disse.
Para ele, o sucesso do Projeto IRENE dependerá não apenas do plantio de novas mudas, mas de um acompanhamento contínuo. “Não basta plantar. É preciso monitorar, fiscalizar e envolver toda a comunidade. Só assim atingiremos resultados sustentáveis.”
Além da restauração ecológica, o município vê no projeto uma oportunidade para fortalecer parcerias internacionais e mobilizar recursos para a adaptação climática. Araújo mencionou várias ações realizadas anteriormente, como workshops, seminários e geminações com outras cidades, como parte da estratégia para enfrentar os desafios ambientais.
“Só com o nosso trabalho conjunto poderemos responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e garantir que os grupos mais vulneráveis – mulheres, jovens, crianças e idosos – possam viver em territórios organizados e resilientes”, concluiu.
Com o Projeto IRENE oficialmente lançado, Quelimane reforça sua posição como uma das cidades moçambicanas mais comprometidas com a sustentabilidade e a inovação ambiental, mantendo viva a sua reputação como uma referência nos “bons sinais” da ação climática no país
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