O Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu nesta segunda-feira um novo paradigma para o funcionamento do Protocolo do Estado, assente no rigor, padronização e inovação, com vista a consolidar a imagem de Moçambique como nação organizada, credível e respeitadora das normas nacionais e internacionais.
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Ao intervir na abertura do III Seminário Nacional do Protocolo do Estado, o Chefe de Estado foi claro: o protocolo, frequentemente relegado ao plano invisível da máquina pública, é, na verdade, um pilar silencioso mas decisivo na construção da imagem institucional do país. “A precisão nas normas é a base sobre a qual construímos a credibilidade e a eficiência da nossa diplomacia e da nossa governação”, frisou.
Sob o lema “Por um Protocolo do Estado Padronizado e Dinâmico”, o encontro, que decorre em Maputo, junta funcionários públicos de diferentes níveis e sectores, incluindo empresas estatais, para uniformizar práticas e estimular o profissionalismo no exercício da função protocolar.
Chapo sublinhou a necessidade de harmonizar a formalidade e o dinamismo, numa era marcada por mudanças rápidas e interdependência global. Para o estadista, a padronização não é um engessamento burocrático, mas um escudo contra o improviso e os embaraços institucionais. “Uma falha no Protocolo do Estado até pode provocar um ruído diplomático entre duas nações”, advertiu, defendendo normas claras desde a Presidência da República até ao mais remoto distrito.
Sobre a inovação, o Presidente foi peremptório: o protocolo não pode ser uma ilha isolada num oceano de mudanças. Os seus profissionais, disse, devem ser “proactivos, adaptáveis e inovadores”, dominando profundamente os preceitos protocolares e aplicando-os com discrição e inteligência contextual.
No discurso, Chapo também tocou nas fundações simbólicas do Estado, pedindo que se proteja a sua identidade una e indivisível. “Apesar da diversidade étnico-cultural e religiosa, Moçambique é um só Estado, que deve seguir normas protocolares únicas”, declarou.
Mais do que orientações, o Presidente deixou um encargo. Quer que os participantes regressem aos seus postos com propostas de cronogramas para a multiplicação do conhecimento adquirido, comprometendo-se com o apoio da Presidência, do Gabinete do Protocolo e da Escola de Diplomacia da Universidade Joaquim Chissano.
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