Instituição defende que linha de crédito está a regredir por falta de apoio do Estado
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A Gapi, instituição financeira de desenvolvimento, desembolsou 15 milhões de meticais para financiar dez pequenas empresas envolvidas na comercialização agrícola em diversas regiões do país. O anúncio foi feito durante o lançamento da campanha de comercialização agrícola, no dia 15 de Maio, em Sussundenga, província de Manica, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi.
O montante faz parte da Linha de Crédito para Comercialização Agrícola (LCCA), mecanismo criado em 2018, ainda sob liderança do então ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa. Desde então, a Gapi tem utilizado esta linha para apoiar pequenos operadores comerciais rurais que desempenham um papel estruturante na cadeia de valor agrícola nacional.
Além do financiamento, a parceria entre a Gapi e o Governo inclui assistência técnica a operadores de comercialização e agro-processamento de pequena e média escala. O objectivo é reforçar a competitividade do sector, introduzir boas práticas comerciais e aumentar a capacidade produtiva e de transformação, promovendo maior eficiência e sustentabilidade dos negócios rurais.
Apesar dos avanços registados, a Gapi alertou para o risco de colapso da LCCA devido à falta de capitalização por parte do Estado. “É fundamental que o Governo reforce a capacidade desta linha de crédito de modo a melhor servir os objectivos para os quais foi criada. Neste momento, a linha está a regredir por falta de capitalização pelo parceiro Governo”, disse um gestor da instituição, durante o evento.
Desde a sua criação, a LCCA já desembolsou cerca de 442,7 milhões de meticais a 365 beneficiários em todo o território nacional. Aproximadamente 95% do financiamento foi destinado à comercialização de produtos como milho, feijões, gergelim, soja e amendoim, num total de 260 mil toneladas movimentadas. Os restantes 5% foram canalizados para o agro-processamento, num volume de 26,2 milhões de meticais, apoiando 27 operações.
O impacto directo na economia rural inclui a criação de cerca de 1500 empregos, dos quais 44% ocupados por mulheres. O programa tem sido apontado como um contributo relevante para a geração de renda nas zonas rurais e para a mitigação da pobreza em comunidades agrícolas.
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