“É crise do crescimento, talvez, não é? O nosso país cresceu muito em termos de população, mas também em termos de conhecimento, em termos de comunicação. Então, chega-se a um momento onde toda a gente fala ao mesmo tempo”, afirmou o antigo Presidente (1986 a 2005), em entrevista à Lusa, em Maputo.
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Chissano sucedeu a Samora Machel, que proclamou a independência em 1975 e morreu num acidente aéreo em 1986, e foi também o primeiro Presidente da República de Moçambique eleito democraticamente, nas eleições multipartidárias de 1994, e fez vários apelos ao diálogo durante a crise pós-eleitoral, que de 21 de outubro do ano passado a março provocou cerca de 400 mortos, em protestos, manifestações, paralisações e saques no país.
Agora, sublinha a importância da pacificação que começa a surgir no país: “Felizmente, estamos a conseguir acalmar, para que realmente falemos uns com os outros, e não falamos cada um para si próprio. E falamos uns com os outros e encontramos soluções”.
Após meses de violência, Daniel Chapo assinou em 05 de março um acordo político para pacificação de Moçambique com todos os partidos políticos, que descreveu como uma “nova era” para o país, prevendo várias reformas estruturantes, em 23 de março reuniu-se pela primeira vez com Venâncio Mondlane, candidato presidencial que não reconhece os resultados das eleições gerais de outubro, encontro que repetiu na terça-feira, já com o cenário de pacificação nacional.
Joaquim Chissano, 85 anos, o mais antigo dos três presidentes honorários da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que se envolveu na guerrilha desde 1963, assistiu em 2024 à escolha de Daniel Chapo pelo Comité Central como candidato do partido no poder desde 1975 a Presidente da República nas eleições gerais de 09 de outubro. Ao fim de cinco meses de presidência de Chapo, assume-se surpreendido.
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