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Suspensa por 15 dias a greve dos professores da Samora Machel em Mocuba

A escola secundária Samora Machel de Mocuba, na média Zambézia, que esteve com as portas fechadas por cerca de duas semanas, devido a greve dos professores daquele estabelecimento de ensino, que reivindicavam o pagamento de ordenados referentes a horas extraordinárias dos anos passados, voltou a ter aulas a partir desta sexta-feira.

O facto resulta de um comunicado emitido por aquela classe de profissionais que, depois de muito ´barulho´, o que resultou no pronunciamento do director dos serviços distritais de educação, juventude e tecnologia daquela circunscrição geográfica Faria Manuel, trazendo a máxima de sempre ´estamos a trabalhar´, anunciando a suspensão da greve por quinze dias.

Segundo o documento em nossa posse ´Depois de uma analise exaustiva, os professores decidiram por unanimidade, suspender temporariamente a greve num período de quinze dias, devendo retomar as aulas a partir do dia 20 de Junho em curso, portanto, esta sexta-feira, aguardando pela resposta satisfatória´.

No mesmo documento, os professores garantem que retomarão a greve, caso as suas exigências não sejam satisfeitas dentro do prazo estipulado. ´Findo o prazo estabelecido e não se verificando o pagamento de Horas Extras exigidas, os professores voltarão a greve, num modelo de passeata´ – lê-se.

Se fosse vivo, Eduardo Mondlane completaria hoje 105 anos de idade

Eduardo Chivambo Mondlane, ´arquitecto da unidade nacional, tal como tem sido carinhosamente tratado pelos moçambicanos, devido ao seu papel preponderante na criação do movimento independentista FRELIMO, como resultado da união dos três movimentos nacionalistas, nasceu a 20 de Junho de 1020 no distrito de Manjacaze, província de Gaza.

De acordo com alguns manuais de história, Devido à sua inteligência e desejo de aprender, recebeu uma educação formal, incluindo estudos em missões religiosas e em universidades na África do Sul e nos Estados Unidos. Obteve um doutoramento em sociologia pela Universidade de Syracuse, nos EUA, onde também lecionou história e sociologia.

Eduardo Mondlane trabalhou para as Nações Unidas, no Departamento de Curadoria, investigando a independência de países africanos

A FRELIMO tinha como objetivo a luta armada pela independência de Moçambique face ao domínio colonial português.

Mondlane tornou-se o primeiro presidente da FRELIMO, liderando a organização e a luta pela independência.

A sua visão para Moçambique incluía a criação de um regime socialista, que compartilhou com outros líderes da FRELIMO até a data em foi assassinado em 1969, com um livro-bomba que recebeu no secretariado da FRELIMO na Tanzânia. Apesar da sua morte precoce, o seu legado como líder da luta pela independência de Moçambique e fundador da FRELIMO permanece.

A Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, foi batizada em sua homenagem.

Presidente Chapo convoca Venâncio Mondlane para reunião do Conselho de Estado

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O Presidente da república, Daniel Francisco Chapo, convocou Venâncio António Bila Mondlane para a primeira reunião do conselho de estado, agendada para o dia 24 de junho de 2025, às 11 horas, na sala de reuniões da Presidência da República.

A convocatória, datada de 18 de junho, baseia-se nas competências constitucionais atribuídas ao Chefe do Estado, nomeadamente o artigo 163, n.º 2, o artigo 165 e o artigo 4, n.º 1, do regimento do conselho de estado.

No encontro, que marca o início oficial dos trabalhos deste órgão consultivo, serão discutidos temas como a aprovação da agenda, apresentação dos membros, informações sobre o funcionamento do conselho, além do planeamento das comemorações dos 50 anos da independência nacional.

Esta reunião simboliza a importância da coordenação entre o presidente da república e o conselho de estado no processo de governação, sobretudo num momento em que o país se prepara para celebrar meio século de independência.

Frelimo pede ao Governo moçambicano mais medidas após redução do preço dos combustíveis

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A comissão política da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) saudou hoje o Governo pela redução do preço dos combustíveis e pediu medidas para o alívio do custo de vida no país.

A posição foi assumida em comunicado divulgado hoje, sobre a 49.ª sessão ordinária da comissão política, que analisou a situação política, económica e sócio-cultural do país, além de ter avaliado, entre outros assuntos, o desempenho das Forças de Defesa e Segurança.

“A comissão política saúda o Governo pela redução de preços dos combustíveis, no quadro da necessidade de ajustar os produtos petrolíferos comercializados no país”, lê-se no comunicado da comissão política da Frelimo.

Ainda na componente da ação governativa, aquele órgão encorajou a governação a continuar a implementar medidas de “alívio” ao custo de vida, “visando melhorar a prestação de servir aos moçambicanos”.

A Autoridade Reguladora de Energia (Arene) de Moçambique anunciou, na quarta-feira, o reajuste, em baixa, dos preços dos combustíveis a partir de hoje em todo país.

A gasolina baixa de 85,82 meticais (1,15 euros) para 83,57 meticais (1,12 euros) por litro, o gasóleo passa de 86,79 meticais (1,17 euros) para 79,88 meticais (1,07 euros) por litro, e o petróleo de iluminação também desce de 69,35 meticais (0,93 cêntimos de euro) para 66,86 meticais (0,89 cêntimos de euro) por litro, indicou a Arene em comunicado.

O gás natural veicular baixa de 43,40 meticais (0,58 cêntimos de euro) para 41,11 meticais (55 cêntimos de euros), sendo o gás doméstico o único que se manteve em 86,05 meticais (1,17 euros) por quilo.

 

LUSA

Autoridades de saúde dos Estados Unidos aprovam primeira vacina contra HIV-SIDA

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A administração norte-americana para a Alimentação e Medicamentos (FDA) aprovou esta quarta-feira (18) o primeiro tratamento preventivo contra o HIV no país, revelou o fabricante do medicamento, a Gilead Sciences, escreve a Lusa.

O medicamento, denominado Yeztugo (lenacapavir), destina-se a reduzir o risco de contracção do Vírus da Imunodeficiência Humana — causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) – por via sexual em adultos e adolescentes com um peso mínimo de 35 quilos.

O inibidor injectável bianualmente é a primeira e única opção disponível nos Estados Unidos para pessoas que necessitem ou queiram esse tratamento.

Daniel O’Day, presidente e director executivo da Gilead, considerou a aprovação um “momento decisivo na luta de décadas contra o HIV”, afirmou num comunicado.

Os ensaios clínicos mostraram que 99,9% dos participantes que receberam o tratamento permaneceram seronegativos, afirmou.

“O Yeztugo vai ajudar-nos a prevenir o HIV a uma escala nunca antes vista. Temos agora uma forma de acabar com a epidemia do HIV de uma vez por todas”, acrescentou O’Day.

O médico Carlos del Rio, co-director do Centro Emory para a Investigação da SIDA em Atlanta, Geórgia, afirmou que a injecção bianual poderá permitir ultrapassar “largamente” as principais barreiras, entre as quais o estigma, que as pessoas com regimes de dosagem frequentes, especialmente a medicação oral diária, enfrentam.

(AIM)

CDD exige investigação criminal a gestores da LAM na PGR após denúncia de Chapo

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O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) apresentou, esta quarta-feira, uma denúncia formal junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra membros do Conselho de Administração e gestores da empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), na sequência das declarações feitas pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que apontam para uma alegada gestão criminosa da companhia aérea nacional.

A acção do CDD surge após as revelações tornadas públicas por Chapo durante o balanço dos seus primeiros 100 dias de governação, a 28 de Abril, em que denunciou actos de corrupção, sabotagem institucional e administração danosa dentro da LAM, resultando, segundo disse, em prejuízos significativos para o erário público e no favorecimento de interesses privados.

Segundo o Presidente, houve sabotagem intencional por parte de dirigentes e funcionários da companhia no processo de aquisição de aeronaves próprias, com o objectivo de beneficiar empresas estrangeiras através de contratos de aluguer, mediante pagamento de comissões ilícitas. Uma comissão técnica enviada à Europa terá regressado sem realizar qualquer inspecção, o que, para o Chefe de Estado, constitui evidência de acção dolosa para inviabilizar a compra directa de aviões.

Outro ponto crítico denunciado por Chapo foi o cancelamento “injustificado” de um concurso público internacional para a aquisição de três aeronaves. O Presidente usou metáforas duras, afirmando que “as raposas estão a cuidar das galinhas” e “os gatos a guardar os ratos”, numa crítica directa aos actuais gestores da companhia, a quem acusou de colocar interesses privados acima do bem público.

Na sua denúncia, o CDD invoca indícios suficientes para que seja aberta uma investigação criminal com base em vários artigos do Código Penal, nomeadamente:

  • Corrupção passiva (art. 425),
  • Abuso de cargo ou função (art. 431),
  • Peculato (art. 434),
  • Administração danosa (art. 286).

O centro sublinha que, tratando-se de crimes de natureza pública, a investigação deve ser iniciada oficiosamente, mas reforça o direito de qualquer cidadão ou organização de apresentar denúncia, tal como previsto no Código de Processo Penal.

A queixa apresentada pelo CDD inclui como elemento de prova um vídeo com as declarações públicas do Presidente da República, entregue à PGR em suporte digital.

Fontes próximas à sociedade civil admitem que esta acção poderá aumentar a pressão sobre o Ministério Público para agir, num dos casos mais ruidosos de presumível má gestão numa empresa pública desde os escândalos do caso EMATUM.

Governador de Nampula “corteja” gigante japonesa itochu para investimentos estratégicos na província

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O Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, reforçou esta quarta-feira (18) o seu esforço de diplomacia económica, ao visitar a sede da multinacional japonesa Itochu Corporation. No encontro com os gestores da empresa, o dirigente moçambicano apresentou o portfólio de oportunidades de investimento disponíveis na província, com destaque para sectores como aviação, logística, agricultura e energia sustentável.

A reunião contou com a presença de empresários moçambicanos que integram a missão de prospecção liderada por Abdula, bem como do presidente do Conselho Municipal da Cidade de Nacala, Faruk Nuro, cuja presença se justificou pela importância estratégica do Porto e do Aeroporto Internacional de Nacala nos planos de expansão da empresa nipónica.

De acordo com o governador, Nampula quer deixar de ser apenas um território promissor para passar a ser uma realidade palpável de investimento estrangeiro directo. “Estamos aqui para abrir caminhos. O futuro de Moçambique passa por províncias como Nampula, e queremos parceiros sérios e sustentáveis”, terá dito Abdula, segundo fonte que acompanhou o encontro.

O responsável provincial apontou a exploração do mercado aéreo da região e a valorização do Aeroporto de Nacala como áreas prioritárias para a cooperação com a Itochu, com ênfase no fornecimento de combustíveis sustentáveis destinados a aeronaves e embarcações de grande porte. A aposta visa colocar Nacala como um dos principais corredores logísticos verdes da África Austral.

Por sua vez, os representantes da Itochu manifestaram interesse na fileira do gergelim, cultura de elevada expressão no corredor agrícola de Nampula. A multinacional japonesa estuda a viabilidade da produção de óleo vegetal a partir do gergelim moçambicano, aproveitando as condições agroecológicas favoráveis da região.

Outro ponto abordado com ênfase foi a necessidade de políticas activas para reduzir o uso de combustíveis lenhosos, cujo consumo descontrolado agrava os níveis de desflorestação e compromete a sustentabilidade ambiental. Para Abdula, essa transição energética deve ser acompanhada por investimentos externos direccionados e por soluções tecnológicas adaptadas à realidade das comunidades rurais.

Pomene reforça protecção com novos fiscais de floresta e fauna bravia

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A Reserva Nacional de Pomene, localizada no distrito de Massinga, província de Inhambane, passa a contar com novos fiscais de floresta e fauna bravia, formados para reforçar o combate à caça furtiva e garantir a integridade dos ecossistemas sob sua protecção.

O acto de encerramento do curso de formação decorreu esta terça-feira, 17 de Junho, no distrito de Magude (província de Maputo), e foi presidido pelo Director-Geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Pejul Calenga, que destacou a importância estratégica do reforço do corpo de fiscalização em áreas protegidas, particularmente numa reserva com elevado potencial ecológico e turístico como Pomene.

A formação foi financiada pelo Programa de Conservação da Biodiversidade, sob liderança da Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), com apoio financeiro do governo da Suécia e do Projecto ProBio – iniciativa voltada ao fortalecimento da conservação de espécies globalmente ameaçadas em Moçambique, implementada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Coordenado pela Divisão de Protecção e Fiscalização da ANAC, o curso contou com a colaboração activa da Polícia da República de Moçambique e de outras instituições operativas da província de Maputo, num esforço conjunto para garantir que os novos fiscais estejam tecnicamente preparados e legalmente mandatados para enfrentar os crescentes desafios de protecção ambiental.

Pomene, uma das reservas menos exploradas do país, enfrenta riscos crescentes relacionados à pressão humana, tráfico de espécies e degradação do habitat. Com este reforço, espera-se uma acção fiscalizadora mais robusta, bem como maior dissuasão das actividades ilegais em áreas sensíveis.

Pejul Calenga sublinhou que a protecção ambiental não se faz apenas com presença física nas matas, mas também com integração comunitária e actuação coordenada. “É fundamental que os fiscais sejam vistos como aliados do desenvolvimento sustentável, e não como figuras de repressão”, frisou.

Governador de Tete desafia o novo administrador de Marara a responder com soluções às exigências do povo.

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O novo administrador do distrito de Marara, Américo Lavo, foi oficialmente apresentado esta quinta-feira (19), pelo governador da província de Tete, Domingos Viola, num acto público que marcou o início de um novo ciclo político e administrativo num dos distritos mais negligenciados da região.

Durante a cerimónia, marcada por apelos directos e tom de cobrança, Domingos Viola desafiou o recém-nomeado administrador a romper com a gestão acomodada e a traduzir a sua experiência em resultados concretos. “Use o conhecimento que traz e as potencialidades deste distrito para encontrar soluções reais. Marara precisa de acção e liderança comprometida com as necessidades do povo”, disse o governador, num discurso que deixou claro que o tempo da complacência acabou.

Viola, que tem adoptado uma postura de exigência junto aos administradores distritais, insistiu na importância de governar com os olhos postos nos problemas locais, ouvindo a população e mobilizando recursos, tanto internos como externos. “A população não pode continuar a esperar promessas. Precisa de ver mudanças no seu dia-a-dia”, sublinhou.

Ao mesmo tempo, o chefe do executivo provincial apelou à população para acolher e apoiar o novo dirigente, reforçando que o desenvolvimento distrital só será possível com unidade e participação cidadã. “Não basta termos bons planos. Precisamos de colaboração de todos os sectores e da comunidade para transformar Marara”, disse.

Viola aproveitou ainda o momento para reconhecer publicamente o trabalho do administrador cessante, Cláudio Hoda, a quem atribuiu méritos na gestão de transição e estabilidade institucional.

Para Américo Lavo, o caminho que se avizinha será de pressão e exigência. Marara continua a enfrentar desafios graves no acesso à água, serviços de saúde, educação e vias de acesso. Observadores locais ouvidos pelo Txopela alertam que, sem mudanças estruturais e sem capacidade de articulação com os níveis central e provincial, o novo administrador poderá tornar-se apenas mais um rosto numa lista de gestores que passaram sem deixar marcas.

Mutoroma é o novo administrador do Búzi e assume a reconstrução pós-idai

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José Mutoroma é, desde esta quarta-feira (19), o novo administrador do distrito do Búzi, província de Sofala, em substituição de João Saíze, agora fora do aparelho do Estado por via da reforma. A nomeação, anunciada pelo governador Lourenço Bulha, ocorre num contexto de urgência, onde o distrito continua a enfrentar os impactos estruturais do ciclone Idai, ocorrido há cinco anos.

Transferido da cidade da Beira, Mutoroma chega a um território com cicatrizes profundas, onde a reconstrução continua marcada por lentidão, promessas incumpridas e comunidades à margem das decisões centrais. A tarefa é tudo menos simbólica: reabilitar escolas, centros de saúde, estradas e devolver alguma normalidade às populações que perderam quase tudo.

Durante a cerimónia de apresentação, o governador de Sofala não poupou nas exigências. Pediu celeridade na recuperação das infraestruturas sociais e económicas, combate directo à corrupção e ao nepotismo, e valorização dos quadros locais. “A liderança distrital tem de ser funcional, presente e com capacidade de resposta. A população do Búzi não pode continuar à espera”, advertiu Bulha.

O chefe do executivo provincial garantiu o apoio institucional à nova liderança, frisando que os investimentos do Governo Central na zona continuarão, mas que a eficácia dependerá da coordenação local e da responsabilização dos gestores públicos.

Num gesto de reconhecimento, Bulha agradeceu a João Saíze pelo que classificou como “resistência firme” durante os dias de caos provocados pelo Idai, e pela entrega à causa pública mesmo em condições extremas.

O Txopela apurou junto de fontes locais que as expectativas em torno da gestão de Mutoroma são altas, embora persistam dúvidas quanto à capacidade real de mobilização de recursos, face ao desgaste do tecido económico e à burocracia que ainda reina nos programas de reconstrução. Observadores sublinham que o novo administrador terá de provar que não é apenas mais um nome num cargo, mas sim uma resposta concreta aos problemas acumulados no Búzi.