As águas não deram tréguas. No Paquistão, o calendário das monções voltou a vestir-se de luto: mais de seis centenas de vidas ceifadas em menos de uma semana e, agora, cerca de 150 pessoas continuam engolidas pelo silêncio das enxurradas.
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Entre destroços e lama, as equipas de resgate avançam num território que já não se reconhece, procurando nomes, rostos e histórias que a corrente arrastou. Cada corpo recuperado é uma sentença, cada sobrevivente encontrado uma raridade.
O país, habituado a conviver com as estações impiedosas, vê-se novamente confrontado com a fragilidade das suas infraestruturas e a impotência do seu sistema de socorro. E enquanto os rios se alargam sem pedir licença, a nação contabiliza perdas humanas que, mais do que números, são sinais de um Estado em permanente ensaio de tragédia.
A tragédia é também um espelho político: ano após ano, a narrativa repete-se, e os governos sucessivos limitam-se a contar mortos e prometer planos que nunca saem do papel. As monções revelam, com brutalidade, a precariedade de um país onde os recursos para resgatar os vivos são tão frágeis quanto a vontade política de preparar o amanhã.
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