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Criança com deficiência vive abandono após morte da mãe

Reportagem: Taibo Ajape

Moradores denunciam pai por negligência e pedem intervenção urgente das autoridades

Uma história que está a comover moradores do bairro Samora Machel, na cidade de Chimoio, província de Manica. Uma criança de apenas cinco anos, portadora de deficiência, estaria a viver em condições consideradas desumanas depois da morte da mãe.

Segundo relatos da comunidade, o menor ficou sob responsabilidade do pai, mas tem sido frequentemente deixado sozinho durante um ou mais dias, sem alimentação adequada e sem cuidados básicos.

“É uma violação clara dos direitos da criança. Já tentámos aconselhá-lo várias vezes, mas ele não aceita conversar”, contam vizinhos, que decidiram tornar o caso público para salvar o menor“.

Alguns moradores admitem que o pai, por vezes, deixa comida antes de sair de casa. Ainda assim, reconhecem que a criança vive em condições impróprias para qualquer ser humano — e ainda mais delicadas tratando-se de um menor com necessidades especiais.

A liderança comunitária garante já ter comunicado o caso à polícia, porém até ao momento nenhuma medida concreta foi tomada.

Morreu o Edil de Alto Molócuè, Otílio Munequele

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Reportagem: Redação

A vila de Alto Molócuè, na província da Zambézia, está de luto. Morreu na manhã desta quinta-feira o presidente do Conselho Autárquico local, Otílio Munequele, eleito pela Renamo. O autarca terá sofrido um mal-estar súbito e acabou por não resistir antes de receber assistência médica. As circunstâncias da sua morte ainda não foram oficialmente esclarecidas.

De acordo com fontes locais contactadas pela nossa reportagem, Otílio Munequele sentiu-se mal nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira. O edil foi rapidamente encaminhado ao Hospital Distrital de Alto Molócuè, mas, segundo as mesmas fontes, acabou por perder a vida à entrada daquela unidade sanitária.

A notícia espalhou-se rapidamente pela vila, gerando consternação entre munícipes, funcionários da autarquia e membros do partido que o elegeu. Vários cidadãos manifestaram surpresa e tristeza, descrevendo o momento como inesperado.

Otílio Munequele exercia funções num contexto marcado por desafios administrativos e políticos próprios da governação autárquica. Durante o seu mandato, esteve à frente da gestão municipal, lidando com questões ligadas à prestação de serviços básicos, infraestruturas e organização urbana.

Até ao momento, as autoridades de saúde e a família ainda não divulgaram informações oficiais detalhadas sobre as causas do falecimento. Também se aguarda um posicionamento formal do partido Renamo e das entidades governamentais da província da Zambézia.

Entretanto, a edilidade de Alto Molócuè deverá, nos próximos dias, avançar com os procedimentos legais previstos para situações desta natureza, enquanto a população acompanha com expectativa os desdobramentos.

A morte de Otílio Munequele deixa um vazio na liderança do município de Alto Molócuè e abre um novo capítulo na governação autárquica local. Nas próximas horas, deverão ser anunciadas informações sobre as cerimónias fúnebres e os passos institucionais subsequentes. Alto Molócuè vive, neste momento, um clima de luto e reflexão.

Gestão do lixo, crescimento populacional e investimento no CMCQ: um desequilíbrio estrutural em Quelimane

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Por: Márcio Morais / Especialista em Ambiente e Desenvolvimento

A cidade de Quelimane vive um momento crítico no que diz respeito à gestão de
resíduos sólidos urbanos. O crescimento populacional acelerado das últimas duas
décadas não foi acompanhado por um reforço proporcional da capacidade institucional
e logística do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane (CMCQ), criando um
desequilíbrio estrutural entre o lixo gerado diariamente e a capacidade efetiva de
recolha. O problema já não é apenas estético ou pontual; tornou-se uma questão
ambiental, sanitária e económica com impacto direto na qualidade de vida urbana.
Os dados demográficos disponíveis indicam que Quelimane registou um crescimento
significativo desde o último censo, com projeções recentes apontando para uma
população que pode ultrapassar meio milhão de habitantes. Este aumento populacional
tem implicações diretas na geração de resíduos. Estudos técnicos realizados na cidade
indicam uma produção média de cerca de 0,31 quilogramas de resíduos por habitante
por dia. Multiplicado por uma população estimada em 500 mil habitantes, esse valor
traduz-se em aproximadamente 155 toneladas de lixo produzidas diariamente, ou mais
de 56 mil toneladas por ano a necessitar de recolha, transporte e disposição final
adequada.
Mesmo considerando estimativas mais conservadoras, acima de 100 toneladas diárias,
o volume permanece elevado para uma estrutura municipal com limitações evidentes
de frota, equipamentos e recursos financeiros. A capacidade operacional depende
diretamente da disponibilidade de meios circulantes, particularmente camiões de
recolha compactadores. Para absorver um volume diário dessa magnitude seriam
necessários vários veículos plenamente operacionais, com rotas otimizadas e

manutenção regular. A realidade, contudo, é marcada por uma frota reduzida,
envelhecida e com frequentes paralisações por avaria.
A literatura especializada reforça a centralidade dessa dimensão logística. Conforme
defende George Tchobanoglous, referência mundial em gestão integrada de resíduos
sólidos urbanos, a recolha e o transporte representam a componente mais onerosa e
estratégica do sistema, podendo absorver entre 60% e 80% dos custos totais
operacionais. Segundo o autor, sem uma frota adequada e funcional, todo o sistema
entra em colapso, independentemente da existência de planos, regulamentos ou locais
de disposição final. Em termos práticos, o resíduo deixa de ser um problema de aterro
e passa a ser um problema urbano visível e persistente.
O baixo investimento em meios circulantes constitui, assim, o principal gargalo
estrutural da gestão de resíduos em Quelimane. Sem renovação periódica da frota e
sem manutenção preventiva estruturada, os veículos passam mais tempo imobilizados
do que em operação. A inexistência de estações de transferência próximas dos bairros
periféricos aumenta o tempo de deslocação até ao local de descarga, reduz o número
de viagens diárias e eleva os custos com combustível e desgaste mecânico.
Consequentemente, a cobertura territorial torna-se irregular, com bairros a registarem
intervalos prolongados sem recolha.
O impacto dessa insuficiência operacional manifesta-se em múltiplas dimensões.
Ambientalmente, a acumulação de resíduos nas vias públicas e em espaços baldios
contribui para a obstrução de valas de drenagem, agravando inundações numa cidade
já vulnerável a cheias sazonais. Do ponto de vista sanitário, a exposição prolongada de
lixo favorece a proliferação de vetores de doenças, aumentando riscos de infeções
gastrointestinais, dermatológicas e respiratórias. Há igualmente consequências
económicas indiretas: despesas adicionais com limpezas emergenciais, aumento de
custos em saúde pública, desvalorização imobiliária e redução da atratividade
comercial.
Importa sublinhar que o CMCQ opera num contexto fiscal limitado, com base tributária
reduzida e elevada informalidade económica. Contudo, a restrição financeira não
elimina a necessidade de reorientação estratégica. A gestão de resíduos deve ser
tratada como investimento estruturante em saúde pública, resiliência climática e
desenvolvimento urbano sustentável, e não apenas como despesa corrente.
A análise cruzada entre crescimento populacional, geração per capita de resíduos e
capacidade operacional disponível evidencia um desajuste claro: a produção de lixo
cresce a ritmo superior à expansão da capacidade de recolha. O debate público,
porém, muitas vezes reduz o problema à conduta dos cidadãos. É legítimo exigir
responsabilidade individual, mas a questão central impõe-se com maior profundidade:

estamos diante de um problema de comportamento dos cidadãos ou de uma falha
estrutural de planeamento e investimento público?
Quelimane enfrenta, portanto, um desafio estrutural. O problema do lixo não decorre
apenas de atitudes individuais inadequadas, mas sobretudo de um desequilíbrio
sistémico entre urbanização acelerada e investimento em infraestrutura logística.
Enquanto a cidade continua a crescer demográfica e territorialmente, a resposta
institucional precisa crescer na mesma proporção. Caso contrário, o lixo continuará a
ser não apenas um resíduo urbano, mas um sintoma visível de fragilidade estrutural.

Por uma Zambézia que se constrói…

Gestão do lixo, crescimento populacional e investimento no CMCQ: um desequilíbrio estrutural em Quelimane

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Por: Márcio Morais / Especialista em Ambiente e Desenvolvimento

A cidade de Quelimane vive um momento crítico no que diz respeito à gestão de
resíduos sólidos urbanos. O crescimento populacional acelerado das últimas duas
décadas não foi acompanhado por um reforço proporcional da capacidade institucional
e logística do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane (CMCQ), criando um
desequilíbrio estrutural entre o lixo gerado diariamente e a capacidade efetiva de
recolha. O problema já não é apenas estético ou pontual; tornou-se uma questão
ambiental, sanitária e económica com impacto direto na qualidade de vida urbana.
Os dados demográficos disponíveis indicam que Quelimane registou um crescimento
significativo desde o último censo, com projeções recentes apontando para uma
população que pode ultrapassar meio milhão de habitantes. Este aumento populacional
tem implicações diretas na geração de resíduos. Estudos técnicos realizados na cidade
indicam uma produção média de cerca de 0,31 quilogramas de resíduos por habitante
por dia. Multiplicado por uma população estimada em 500 mil habitantes, esse valor
traduz-se em aproximadamente 155 toneladas de lixo produzidas diariamente, ou mais
de 56 mil toneladas por ano a necessitar de recolha, transporte e disposição final
adequada.
Mesmo considerando estimativas mais conservadoras, acima de 100 toneladas diárias,
o volume permanece elevado para uma estrutura municipal com limitações evidentes
de frota, equipamentos e recursos financeiros. A capacidade operacional depende
diretamente da disponibilidade de meios circulantes, particularmente camiões de
recolha compactadores. Para absorver um volume diário dessa magnitude seriam
necessários vários veículos plenamente operacionais, com rotas otimizadas e

manutenção regular. A realidade, contudo, é marcada por uma frota reduzida,
envelhecida e com frequentes paralisações por avaria.
A literatura especializada reforça a centralidade dessa dimensão logística. Conforme
defende George Tchobanoglous, referência mundial em gestão integrada de resíduos
sólidos urbanos, a recolha e o transporte representam a componente mais onerosa e
estratégica do sistema, podendo absorver entre 60% e 80% dos custos totais
operacionais. Segundo o autor, sem uma frota adequada e funcional, todo o sistema
entra em colapso, independentemente da existência de planos, regulamentos ou locais
de disposição final. Em termos práticos, o resíduo deixa de ser um problema de aterro
e passa a ser um problema urbano visível e persistente.
O baixo investimento em meios circulantes constitui, assim, o principal gargalo
estrutural da gestão de resíduos em Quelimane. Sem renovação periódica da frota e
sem manutenção preventiva estruturada, os veículos passam mais tempo imobilizados
do que em operação. A inexistência de estações de transferência próximas dos bairros
periféricos aumenta o tempo de deslocação até ao local de descarga, reduz o número
de viagens diárias e eleva os custos com combustível e desgaste mecânico.
Consequentemente, a cobertura territorial torna-se irregular, com bairros a registarem
intervalos prolongados sem recolha.
O impacto dessa insuficiência operacional manifesta-se em múltiplas dimensões.
Ambientalmente, a acumulação de resíduos nas vias públicas e em espaços baldios
contribui para a obstrução de valas de drenagem, agravando inundações numa cidade
já vulnerável a cheias sazonais. Do ponto de vista sanitário, a exposição prolongada de
lixo favorece a proliferação de vetores de doenças, aumentando riscos de infeções
gastrointestinais, dermatológicas e respiratórias. Há igualmente consequências
económicas indiretas: despesas adicionais com limpezas emergenciais, aumento de
custos em saúde pública, desvalorização imobiliária e redução da atratividade
comercial.
Importa sublinhar que o CMCQ opera num contexto fiscal limitado, com base tributária
reduzida e elevada informalidade económica. Contudo, a restrição financeira não
elimina a necessidade de reorientação estratégica. A gestão de resíduos deve ser
tratada como investimento estruturante em saúde pública, resiliência climática e
desenvolvimento urbano sustentável, e não apenas como despesa corrente.
A análise cruzada entre crescimento populacional, geração per capita de resíduos e
capacidade operacional disponível evidencia um desajuste claro: a produção de lixo
cresce a ritmo superior à expansão da capacidade de recolha. O debate público,
porém, muitas vezes reduz o problema à conduta dos cidadãos. É legítimo exigir
responsabilidade individual, mas a questão central impõe-se com maior profundidade:

estamos diante de um problema de comportamento dos cidadãos ou de uma falha
estrutural de planeamento e investimento público?
Quelimane enfrenta, portanto, um desafio estrutural. O problema do lixo não decorre
apenas de atitudes individuais inadequadas, mas sobretudo de um desequilíbrio
sistémico entre urbanização acelerada e investimento em infraestrutura logística.
Enquanto a cidade continua a crescer demográfica e territorialmente, a resposta
institucional precisa crescer na mesma proporção. Caso contrário, o lixo continuará a
ser não apenas um resíduo urbano, mas um sintoma visível de fragilidade estrutural.

Por uma Zambézia que se constrói…

Quelimane Inicia com o Melhoramento da Estrada Eduardo Mondlane – Micajune

Reportagem: Redação

O Conselho Autárquico de Quelimane, por meio da Vereação de Infraestruturas, deu início nesta segunda-feira (9) aos trabalhos de nivelamento da estrada que liga a Avenida Eduardo Mondlane ao bairro de Micajune, passando pela Escola Secundária Eduardo Mondlane.

O vereador de Infraestruturas, Egídio Mário Mangoma, explicou que a iniciativa visa melhorar a circulação de alunos, doentes que se dirigem ao Centro de Saúde de Micajune, crianças da escola primária, comerciantes do mercado local e a população em geral.

“Estamos a trabalhar com a motoniveladora para deixar a estrada em melhores condições. Nos pontos mais baixos colocamos terra para nivelar a via e, em breve, outras ruas também vão beneficiar deste trabalho”, afirmou Mangoma.

Com a intervenção, cerca de 15 mil habitantes dos bairros de Micajune, 17 de Setembro e arredores passarão a circular com mais segurança e conforto, reduzindo os transtornos provocados pelas chuvas e os solavancos durante o percurso.

Estas ações integram o plano contínuo da autarquia para manutenção das vias urbanas, com o objetivo de melhorar a mobilidade, facilitar o acesso aos serviços básicos e garantir melhor qualidade de vida à população de Quelimane.

Futebol Solidário em Quelimane Arrecada Donativos para Vítimas das Cheias

Reportagem: Marcelino Voabil

Um torneio de futebol recreativo realizado em Quelimane conseguiu arrecadar alimentos, roupas e 500 pares de uniformes escolares para apoiar famílias afetadas pelas cheias e inundações na província da Zambézia.

A iniciativa foi organizada pela Direção Provincial da Juventude e Desportos, em parceria com a Comissão de Futebol Recreativo e a ONG Anamuzi, envolvendo quatro equipes locais. O torneio começou no sábado e terminou no domingo, com grande adesão da comunidade e entusiasmo dos participantes.

Segundo o Diretor Provincial da Juventude e Desportos, José Lobo, o gesto simboliza a solidariedade e o amor ao próximo, e a ação não ficará apenas em Quelimane, mas será replicada nos próximos dias no distrito da Maganja da Costa, beneficiando ainda mais famílias necessitadas.

Zambézia: 14 Imigrantes em Situação Irregular Retidos pelas Autoridades

Reportagem: Juenta Jorge

Ação policial identifica entrada ilegal de cidadãos estrangeiros na província

As autoridades da Zambézia retiveram 14 cidadãos estrangeiros por entrada irregular em Moçambique, entre os quais 10 etíopes e 4 paquistaneses.

Dois grupos foram detidos: 12 no distrito de Gurué, escondidos numa mata enquanto aguardavam transporte, e 2 em Mocuba, em situações semelhantes.

A Direção Provincial de Migração alerta que este tipo de migração clandestina tem sido recorrente na província ao longo do ano, reforçando a necessidade de vigilância e fiscalização das fronteiras.

Escola Secundária Geral de Coalane promove coleta de donativos para vítimas das cheias na Zambézia

Reportagem: Marcelino Voabil

Direção da escola junta-se à iniciativa presidencial para apoiar famílias afetadas pelas inundações

A Escola Secundária Geral de Coalane, em resposta ao apelo do Presidente da República, lançou uma campanha de coleta de víveres e utensílios domésticos para apoiar as vítimas das cheias e inundações na província da Zambézia.

Segundo Jaime Mário, diretor da escola, a iniciativa visa oferecer apoio concreto às famílias mais afetadas, mobilizando toda a comunidade escolar para solidariedade e ação social.

O diretor destacou ainda a adesão positiva da comunidade e aproveitou para lembrar os encarregados de educação sobre as inscrições escolares, reforçando que o espaço disponibilizado pelo Ministério da Educação deve ser utilizado para garantir a matrícula dos alunos.

A Escola Secundária Geral de Coalane será também o local das cerimônias de abertura do ano letivo no distrito de Quelimane, reforçando seu papel central na educação e mobilização comunitária.

PRM detém quatro suspeitos por roubo com catanas e facas em Manica

Os envolvidos admitiram assaltos a motorizadas, mas negam pertencer ao grupo “homens catana”

A Polícia da República de Moçambique, em Manica, deteve quatro indivíduos suspeitos de praticar roubos usando catanas, martelos e facas. Embora neguem ligação ao grupo conhecido como “homens catana”, os detidos confessaram envolvimento em assaltos a motorizadas em vias públicas.

O porta-voz da PRM na província, Mouzinho Manasse, destacou que a ação faz parte do combate contínuo à criminalidade violenta, e apelou à população para colaborar com informações que ajudem a prevenir novos crimes.

Gueta Chapo reforça assistência humanitária em Marracuene

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Primeira-Dama visitou vítimas das cheias em Gwaza Muthini e Bobole, garantindo apoio contínuo a mulheres e crianças

Reportagem: Juenta
Imagens: Presidência

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, visitou esta segunda-feira os centros de acolhimento no distrito de Marracuene, província de Maputo. Durante o contacto direto com as famílias alojadas na Escola Secundária Gwaza Muthuni e em Bobole, a Primeira-Dama reafirmou o compromisso do seu gabinete e dos parceiros em assegurar que nenhuma família afetada pelas recentes intempéries fique sem assistência básica.

O cenário em Marracuene é de recuperação, mas a urgência ainda dita o ritmo das operações. A chegada de Gueta Selemane Chapo trouxe mais do que bens materiais; trouxe o conforto da presença institucional. No centro de Gwaza Muthuni, a Primeira-Dama ouviu as preocupações das famílias que perderam bens e habitações devido à subida das águas.

“Estamos aqui para dizer que não estão sozinhos. O nosso compromisso, junto dos nossos parceiros, é garantir que a assistência humanitária chegue de forma contínua e digna a cada um de vós”, disse Gueta Selemane Chapo.

A logística de apoio prioriza os grupos mais vulneráveis. Sob orientação da Primeira-Dama, a distribuição de kits de primeira necessidade — que incluem produtos alimentares, de higiene e abrigo — está a ser feita com atenção especial a mulheres e crianças, que constituem a maioria nos centros de acolhimento.

Gueta Chapo destacou que esta corrente de auxílio é alimentada pela solidariedade de parceiros institucionais e de cidadãos anónimos. A governante visitou ainda Bobole, onde monitorou a qualidade das infraestruturas temporárias e a prontidão das equipas de saúde no terreno.

“Este apoio é fruto da união de todos os moçambicanos e parceiros. É importante que a proximidade com as comunidades seja constante, para que possamos responder em tempo real às necessidades que vão surgindo”, afirmou a Primeira-Dama.

A visita terminou com um apelo à resiliência e ao cumprimento das normas de segurança, enquanto o Governo e as organizações humanitárias trabalham na estratégia de pós-emergência para o retorno seguro das famílias às suas zonas de origem ou reassentamento.