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Chapo lança fundo “EMPODERA” para reforçar autonomia económica das mulheres

Iniciativa marca celebrações do Dia da Mulher Moçambicana e aposta no empreendedorismo feminino

Reportagem: Redação

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, anunciou esta segunda-feira, em Maputo, o lançamento do Fundo de Empoderamento Económico da Mulher (EMPODERA), uma iniciativa destinada a promover a autonomia financeira feminina e estimular o empreendedorismo no país.

O anúncio foi feito durante a cerimónia central das celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, que marcou igualmente o encerramento do Mês da Mulher.

Segundo o Chefe do Estado, o fundo surge como uma resposta concreta aos compromissos nacionais e internacionais de promoção da igualdade de género e inclusão económica.

O EMPODERA tem como principal objectivo financiar iniciativas produtivas lideradas por mulheres, criando condições para que possam sair de situações de vulnerabilidade e alcançar estabilidade económica.

Para o Presidente, investir na mulher é uma estratégia central para o desenvolvimento do país.

Legado histórico e compromisso com a igualdade

Durante o discurso, Daniel Francisco Chapo evocou o papel do Destacamento Feminino na luta de libertação nacional, destacando a contribuição histórica da mulher na construção do Estado moçambicano.

O estadista recordou ainda o pensamento de Samora Machel, sublinhando que a emancipação feminina é essencial para o progresso da nação.

No balanço apresentado, o Presidente destacou progressos significativos: 49,9% de raparigas no ensino secundário, aproximando o país da paridade, 97% de partos institucionais em 2025, 38,8% de mulheres na Assembleia da República, reforçando a representatividade política.

Apesar destes avanços, o Chefe do Estado alertou para a persistência da Violência Baseada no Género, classificando-a como uma grave violação da dignidade humana.

Defendeu maior rigor na aplicação das leis, incluindo as que combatem as uniões prematuras e promovem a protecção da família.

O Presidente manifestou ainda solidariedade para com as famílias afectadas por calamidades naturais, reconhecendo que mulheres e idosos são os mais vulneráveis nestes contextos.

Na sua intervenção final, apelou a uma mudança cultural profunda, envolvendo famílias, escolas, líderes religiosos e o sector privado.

A criação do fundo EMPODERA surge, assim, como um novo instrumento de política pública, com o potencial de acelerar a inclusão económica das mulheres e reforçar o papel feminino no desenvolvimento sustentável de Moçambique.

O impacto da IA no ecossistema terrestre: uma leitura a partir de Moçambique

Por: Márcio Morais / Especialista em Ambiente e Desenvolvimento

A Inteligência Artificial (IA) consolidou-se como um dos principais motores da
transformação contemporânea. Da optimização de sistemas produtivos à previsão de
fenómenos climáticos, a sua capacidade de processamento redefine a forma como as
sociedades organizam o conhecimento e a tomada de decisão. No entanto, por detrás
desta narrativa de progresso, emerge uma dimensão ainda pouco discutida: o impacto
da IA sobre o ecossistema terrestre.

A percepção de que o digital é imaterial continua a prevalecer, mas revela-se ilusória. A
IA depende de uma infraestrutura física intensiva, composta por centros de dados,
redes de telecomunicações e cadeias produtivas que consomem energia, água e
recursos minerais. O funcionamento contínuo desses sistemas implica uma procura
crescente de eletricidade e uma pressão adicional sobre os ecossistemas.

Num contexto global, o crescimento da IA está a aumentar o consumo de energia, o
que levanta preocupações sobre a sua sustentabilidade. Em África, esta realidade
assume contornos particulares. O continente apresenta níveis relativamente baixos de
industrialização digital, o que se traduz numa contribuição direta mais reduzida para as
emissões tecnológicas. Ainda assim, é uma das regiões mais expostas aos efeitos das
mudanças climáticas.

Este é o paradoxo africano: participa menos na origem do problema, mas sofre
intensamente as suas consequências.

A IA surge, neste contexto, como uma tecnologia ambivalente. Pode apoiar a previsão
de eventos extremos, melhorar a produtividade agrícola e contribuir para a gestão
eficiente de recursos. Mas, ao mesmo tempo, a sua expansão global intensifica a
procura energética e reforça dinâmicas de consumo que pressionam o ambiente.

No contexto moçambicano, esta questão torna-se ainda mais sensível. Os académicos
moçambicanos Filipe Mucavele e Carlos Serra oferecem leituras complementares
sobre este desafio: Mucavele defende que o desenvolvimento deve estar ancorado na
sustentabilidade, enquanto Serra alerta para os efeitos não previstos do progresso
tecnológico, sublinhando a necessidade de uma abordagem crítica e responsável. A
expansão da Inteligência Artificial, nesse sentido, exige equilíbrio entre inovação e

responsabilidade ambiental. No caso da IA, essa tensão torna-se evidente entre o
potencial de solução e o impacto ambiental associado.

Moçambique insere-se diretamente nesta equação.
Com cerca de 20% da população com acesso à Internet, o país ainda enfrenta
limitações significativas de conectividade. A maioria dos utilizadores depende de redes
móveis, com desigualdades marcantes entre zonas urbanas e rurais. Ainda assim, essa
limitação digital não reduz a exposição aos efeitos das mudanças climáticas.

Ciclones, cheias e secas fazem parte de uma realidade recorrente, afetando
comunidades e sistemas produtivos. Este cruzamento entre baixa digitalização e alta
vulnerabilidade climática cria um cenário particularmente sensível.

A Inteligência Artificial pode ser uma ferramenta relevante para enfrentar estes
desafios, desde que orientada para aplicações concretas e úteis. O seu valor
dependerá menos da tecnologia em si e mais da forma como é integrada no contexto
local.

Existe, contudo, um elemento frequentemente ignorado: o padrão de utilização. Mesmo
em contextos de acesso limitado, o uso crescente de tecnologias tende a reproduzir
comportamentos globais. A utilização automática e pouco crítica da IA, especialmente
para tarefas simples, contribui para um aumento cumulativo da procura energética à
escala global.

O problema não está apenas na produção da tecnologia, mas no seu uso quotidiano, o
que exige uma mudança de abordagem. A adoção da Inteligência Artificial em África
não deve replicar modelos de consumo intensivo, mas priorizar aplicações com impacto
social e ambiental positivo. No fundo, a questão não é usar mais tecnologia, mas usá-la
melhor, com critério e responsabilidade.

“Quelimane existe porque as suas mulheres não desistem”, escreve Manuel de Araújo

MENSAGEM OFICIAL

7 de Abril de 2026 — Dia da Mulher Moçambicana

Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane

Quelimane, 7 de Abril de 2026

Minhas queridas munícipes,

Queridas mulheres de Quelimane e de todo Moçambique,

Há 51 anos, neste dia, Josina Machel morreu em Dar-es-Salaam, longe da terra que amava, mas perto da causa pela qual viveu. Tinha apenas 25 anos. Era guerrilheira, era pensadora, era mulher — e foi o espelho no qual Moçambique aprendeu a ver-se como nação capaz de se libertar. A sua vida curta teve a densidade de muitas vidas longas.

Mas Josina não esteve sozinha nessa geração de mulheres que recusaram a sujeição. Antes dela, ainda no tempo colonial, Joana Simeão ousou o que poucos homens ousaram: sonhou com a democracia, organizou-se politicamente, apresentou-se como candidata, defendeu a participação das mulheres na construção do país. Pagou esse sonho com a vida — foi assassinada. O seu nome ficou durante décadas nas sombras da história oficial, mas a sua coragem não desapareceu. Joana Simeão merece ser lembrada hoje, aqui, em voz alta, porque o silêncio à volta do seu nome foi ele próprio uma forma de injustiça.

São estas mulheres — Josina, Joana, e tantas outras cujos nomes não ficaram nos livros — que dão ao 7 de Abril o seu peso real. Não é uma data de celebração. É um dia de dívida. Uma dívida que esta geração tem para com as que vieram antes, e que só se paga continuando a lutar.

“A luta pela emancipação da mulher não é separada da luta pela libertação do povo.” — Josina Machel

AS QUE CONTINUAM A LUTA HOJE

 

Essa luta não terminou com a independência. Ela continua — e continua, em grande parte, porque há organizações e mulheres que não se conformam com o que ainda falta.

Quero aqui reconhecer e saudar a NAFEZA —, uma organização que tem trabalhado incansavelmente na defesa dos direitos das mulheres na nossa cidade. A NAFEZA é a prova de que a mudança não vem apenas de cima, não vem apenas dos governos — vem também das comunidades que se organizam, que educam, que denunciam e que amparam. Às suas dirigentes e membros, o meu reconhecimento sincero.

Da mesma forma, saúdo todas as organizações da sociedade civil, os grupos de mulheres nos bairros, as líderes comunitárias e as activistas que, muitas vezes sem recursos e sem holofotes, fazem o trabalho mais difícil e mais necessário: o trabalho de base, o trabalho de consciência, o trabalho que transforma pessoas antes de transformar leis.

Mas a luta não se faz apenas nas salas de reunião ou nos manifestos. Faz-se também — e sobretudo — no dia-a-dia desta cidade. E é esse dia-a-dia que eu quero hoje nomear, porque nomear é uma forma de ver, e ver é uma forma de respeitar.

Quando a cidade ainda dorme, e as estrelas ainda não se apagaram sobre o Bons Sinais, há mulheres que já estão nas ruas — vassoura na mão, pé no chão, a limpar os passeios e as avenidas para que Quelimane acorde bonita e digna. São invisíveis para muitos. Para mim, são essenciais.

Nos mercados — no Central, no Chabeco, em cada bairro desta cidade — são as nossas vendedeiras que garantem que as famílias têm o que comer. Com sol forte, com chuva, com o cansaço acumulado de dias que começam cedo e acabam tarde, elas estão lá. Com uma criança amarrada às costas e uma balança na mão, fazem girar a economia local de uma forma que nenhum indicador macroeconómico consegue medir com justiça.

Nos centros de saúde e no Hospital Geral de Quelimane, são as nossas enfermeiras, médicas e técnicas de saúde que amparam a vida quando ela mais precisa de amparo. São elas que seguram a mão de quem sofre, que trabalham turnos que a maioria de nós nunca viveu, e que carregam a responsabilidade de decisões que não admitem erro.

Nas esquinas, nas estradas, nos postos de controlo da nossa cidade — as nossas agentes de polícia garantem a segurança de todos. Com firmeza, com profissionalismo, com uma presença que muitas vezes é subestimada, são parte indispensável da ordem e da paz que queremos construir.

Nas salas de aula, desde o ensino primário até às instituições superiores, as nossas professoras moldam o futuro. Cada criança que aprende a ler, cada jovem que descobre o mundo através de um livro, leva consigo uma parte da dedicação e da vocação dessas mulheres extraordinárias. Ensinar é um acto político. Ensinar uma rapariga é um acto revolucionário.

Nas secretarias, nas repartições, nos serviços públicos — as funcionárias do Estado são a espinha dorsal da administração. São elas que atendem, que processam, que resolvem, muitas vezes em condições difíceis e com poucos recursos.

E nas nossas casas — o lugar onde tudo começa e tudo termina — são as mães e chefes de família que constroem o alicerce invisível da sociedade. Criam, educam, alimentam, consolam, ensinam e rezam. Fazem-no muitas vezes a sós, sem reconhecimento, sem descanso, com uma força que desafia toda a lógica e que devia envergonhar qualquer discurso que ainda trate a mulher como secundária.

 

Quelimane existe porque as suas mulheres não desistem. E Quelimane há-de crescer porque as suas mulheres continuam — teimosamente, corajosamente — a construir.

O QUE AINDA FALTA E O QUE NOS COMPROMETEMOS A FAZER

 

Seria desonesto da minha parte falar hoje apenas de celebração. Sei que o caminho ainda não é fácil. Sei que há mulheres nesta cidade que vivem sob ameaça de violência doméstica, que há raparigas que abandonam a escola cedo demais, que há desigualdades salariais, que há decisões tomadas sem a presença das mulheres nas mesas onde essas decisões deveriam ser partilhadas.

Sei também que organizações como a NAFEZA não existiriam se tudo estivesse bem. Elas existem porque há trabalho por fazer. E o facto de existirem, de resistirem, de continuarem — isso é em si mesmo uma mensagem para todos nós.

Como Presidente deste Conselho Autárquico, renovo hoje o compromisso de que a igualdade de género não é um slogan nesta autarquia — é uma orientação de governação. Queremos mais mulheres em lugares de liderança, mais raparigas a completar o ciclo escolar, mais mecanismos de protecção para as que são vítimas de violência, e mais espaços de participação para as que querem contribuir para o desenvolvimento da cidade.

Não o faremos sozinhos. Faremos em parceria com as organizações da sociedade civil, com as comunidades, com as famílias, com cada cidadão e cidadã que acredita que uma cidade justa é uma cidade onde ninguém é deixado para trás por causa do seu género.

 

 

 

Neste 7 de Abril, olho para Quelimane e vejo uma cidade que tem muito por agradecer às suas mulheres. E olho para o futuro e vejo uma cidade que tem muito por fazer por elas.

Que este dia seja mais do que uma pausa no calendário. Que seja um ponto de partida. Que a memória de Josina e de Joana, e de todas as que lutaram, nos obrigue a ser melhores — não apenas hoje, mas todos os dias.

Feliz Dia da Mulher Moçambicana. Com respeito, com admiração e com gratidão profunda.

 

Dr. Manuel de Araújo

Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Quelimane

Quelimane, 7 de Abril de 2026

Chapo entrega 100 autocarros e aposta na mobilidade como motor de desenvolvimento

Governo prevê beneficiar cerca de 780 mil passageiros por mês com reforço do transporte público

Reportagem: Redação

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, afirmou esta segunda-feira, na cidade de Nampula, que o reforço do transporte público urbano constitui uma aposta estratégica para melhorar a mobilidade, dinamizar a economia e elevar a qualidade de vida dos cidadãos.

A declaração foi feita durante a cerimónia de entrega de 100 autocarros para transporte público de passageiros, no âmbito do programa governamental de expansão do sistema nacional de transportes.

Na ocasião, o Presidente destacou a importância da escolha de Nampula para acolher o evento, descrevendo a cidade como um dos principais polos de dinamismo económico do país e um eixo central de mobilidade no Norte.

Segundo Chapo, a iniciativa visa reduzir assimetrias regionais e fortalecer os municípios como motores de crescimento económico local e regional.

Transporte como instrumento de integração

O estadista sublinhou que os novos autocarros vão além da função de transporte, assumindo-se como instrumentos de inclusão social e desenvolvimento económico.

 

Com a introdução dos novos veículos, o Executivo espera: reduzir o tempo de espera nas paragens, aumentar a capacidade de transporte urbano, melhorar a segurança rodoviária e elevar a qualidade dos serviços prestados.

Estima-se que os autocarros venham a beneficiar cerca de 780 mil passageiros por mês, contribuindo para uma economia mais dinâmica e inclusiva.

Outro destaque vai para a aposta em soluções ambientalmente sustentáveis, com parte da frota movida a gás natural veicular, bem como a introdução de um sistema de transporte escolar com tarifas acessíveis.

Dirigindo-se às autoridades municipais e aos utentes, o Presidente apelou à gestão responsável dos meios, com foco na conservação, segurança e qualidade do serviço.

Nesta fase inicial, os autocarros foram distribuídos por vários municípios das regiões Centro e Norte, nomeadamente: Nampula e Nacala (Nampula), Pemba e Montepuez (Cabo Delgado), Lichinga e Cuamba (Niassa), Mocuba e Gurué (Zambézia), Chimoio e Manica (Manica), Beira, Dondo e Nhamatanda (Sofala), Tete e Moatize (Tete).

A entrega marca o arranque de um ciclo de investimentos no sector dos transportes, com o Governo a posicionar a mobilidade urbana como um dos pilares para o desenvolvimento sustentável e inclusivo de Moçambique.

 

Elite europeia entra em campo em busca da glória nos quartos-de-final da Liga dos Campeões

Confrontos de gigantes marcam fase decisiva das competições da UEFA

Reportagem: Redação

A temporada europeia de futebol entra numa fase decisiva, com os jogos da primeira mão dos quartos-de-final das competições da UEFA, agendados para os dias 7 e 8 de Abril, prometendo emoção, rivalidades históricas e duelos de alto nível competitivo.

Na Liga dos Campeões da UEFA, o destaque recai sobre o clássico europeu entre Real Madrid e Bayern de Munique, duas das equipas mais tituladas do continente. O confronto coloca frente-a-frente plantéis experientes e altamente ofensivos, onde os detalhes poderão ser determinantes.

O avançado do Bayern, Harry Kane, anteviu um duelo exigente, sublinhando a preparação rigorosa da equipa alemã e a confiança no seu modelo de jogo, independentemente do adversário.

Duelo táctico em Lisboa e clássico espanhol

Em Sporting CP, a equipa portuguesa mede forças com o Arsenal FC, num confronto que se antevê equilibrado, combinando disciplina táctica dos ingleses com o dinamismo ofensivo dos leões.

Já em Espanha, FC Barcelona e Atlético de Madrid protagonizam mais um capítulo de uma rivalidade intensa. O técnico do Barcelona, Hansi Flick, alertou para a dificuldade da eliminatória, defendendo uma abordagem jogo a jogo.

PSG e Liverpool reacendem rivalidade

O Paris Saint-Germain, actual campeão, enfrenta o Liverpool FC numa eliminatória marcada por histórico recente. Os franceses procuram repetir o sucesso da época passada, enquanto os ingleses entram motivados para inverter o desfecho anterior.

Liga Europa e Liga Conferência também prometem emoção

Na Liga Europa da UEFA, o Bologna FC enfrenta o Aston Villa FC, num duelo que contrapõe a surpresa italiana à consistência inglesa.

Outro embate de destaque opõe o FC Porto ao Nottingham Forest FC. Apesar das dificuldades internas, o técnico Vítor Pereira acredita na capacidade da sua equipa para alcançar os objectivos europeus.

Já na Liga Conferência da UEFA, o Crystal Palace FC defronta a ACF Fiorentina. Enquanto os ingleses vivem uma campanha histórica, os italianos entram pressionados pelo desempenho interno. O treinador Oliver Glasner reconhece o desafio, mas mantém a ambição de prolongar a caminhada europeia.

Com confrontos equilibrados e equipas recheadas de talento, os quartos-de-final das competições europeias prometem jogos intensos, decisões no limite e momentos de grande espectáculo.

À medida que a corrida para as meias-finais se intensifica, a elite do futebol europeu entra em campo com um único objectivo: conquistar a glória continental.

11 de Abril: O dia “D” para o futebol zambeziano

A província da Zambézia prepara-se para voltar a vibrar com o desporto-rei. A Associação Provincial de Futebol da Zambézia (APFZ) tornou público o Comunicado Oficial 02/APFZ/2026, que dita o figurino do Campeonato Provincial de Futebol em Seniores Masculinos, dividindo os holofotes entre Quelimane e o Gurué.

O sorteio, que definiu o destino de dez coletividades divididas em duas séries, promete reaquecer as bancadas já a partir do próximo fim-de-semana, 11 e 12 de Abril.

A Série A, com base operacional em Quelimane, apresenta um figurino de seis equipas, onde pontificam nomes históricos como o Ferroviário de Quelimane, Sporting de Quelimane e o 1º de Maio. O arranque desta série está marcado para sábado, com o embate entre o Ferroviário de Quelimane e a Associação Desportiva 3 de Fevereiro.

Já a Série B — que terá o privilégio de acolher as cerimónias centrais no Campo Municipal de Gurué — conta com quatro formações. O destaque vai para o Sporting do Gurué, que recebe os MM Legends (ex-Sumeia) no sábado, enquanto o Matchedje de Mocuba mede forças com os Mutupis do Gurué no domingo.

Calendário da 1ª Jornada (11 e 12 de Abril)

Série A (Quelimane)

 

 

Sábado: Ferroviário de Quelimane vs. 3 de Fevereiro (15:00h).

Domingo: 1º de Maio vs. Sporting de Quelimane (13:00h).

Domingo: Academia Só Protecção vs. Djerre FC (15:00h).

Série B (Gurué e arredores)

Sábado: Sporting do Gurué vs. MM Legends (14:30h).

Domingo: Matchedje de Mocuba vs. Mutupis do Gurué (14:30h).

Disciplina no Banco: “Chinelos Não Entram”

Numa nota que reforça a tentativa de profissionalização da prova, a APFZ introduziu directivas claras quanto à postura e indumentária no banco técnico. Está terminantemente proibido o uso de chinelos e calções que não sejam do clube por parte de treinadores e dirigentes. A mensagem é clara: o rigor fora das quatro linhas deve espelhar a competitividade que se espera dentro delas.

O modelo de competição prevê uma fase de grupos seguida de “Finais Zonais”, onde o primeiro classificado de cada série cruzará com o segundo da série oposta, culminando numa “Finalíssima” que ditará o novo rei do futebol zambeziano.

Com o comunicado assinado pelo Secretário-Geral Fernando Sulemane, a Zambézia dá o pontapé de saída num campeonato que se espera de afirmação para os talentos locais e de reconciliação do público com os estádios provinciais.

ANE mobiliza empreiteiro para reconstrução do troço da Estrada N260 em Manica

Saturação do solo danifica ligação entre Chimoio e Mossurize

Reportagem: Taibo Ajape

A Administração Nacional de Estradas (ANE) iniciou a reconstrução de um troço da Estrada Nacional Número 260, afetado por um fenómeno de saturação do solo, no posto administrativo de Dacata, que liga a cidade de Chimoio ao distrito de Mossurize, na província de Manica.

O incidente ocorreu aproximadamente há um mês, no dia 17 de março de 2026, quando a saturação do solo provocou danos significativos no pavimento, exigindo intervenção imediata das autoridades rodoviárias.

De acordo com o delegado provincial da ANE em Manica, Moisés Dzimba, os trabalhos de reconstrução já se encontram em andamento, contando com a mobilização de um empreiteiro especializado para garantir a recuperação rápida e segura do troço afetado.

Questionado sobre os custos da obra e prazo de conclusão, Moisés Dzimba explicou que os detalhes estão a ser geridos pela ANE em coordenação com os parceiros técnicos, garantindo transparência e eficiência na execução.

Importa salientar que, apesar dos danos, não houve interrupção da circulação de pessoas e bens na Estrada Nacional N260. A via continua a ser utilizada normalmente, assegurando a ligação entre Chimoio e Mossurize.

A ANE reforça o compromisso com a manutenção das infraestruturas rodoviárias e apela aos utentes para a condução com precaução nas zonas afetadas, garantindo a segurança durante o período das obras.

Veja a reportagem no link abaixo:

Edil de Inhambane faz balanço positivo da Liga dos Campeões Municipal

Competição termina com sucesso e reforça aposta na juventude

Reportagem: David Dambuze

O Presidente do Conselho Municipal da cidade de Inhambane, Benedito Guimino, fez um balanço positivo do término da Liga dos Campeões Municipal, destacando a organização e o impacto social da competição.

A prova foi conquistada pelo Costa do Sol de Nhamua, que venceu o Costa do Mar de Conguiana por 3-1 nas grandes penalidades, após empate sem golos no tempo regulamentar, numa final disputada no campo do Mar Clube Salela.

Falando momentos após o encerramento da competição, Benedito Guimino sublinhou que o torneio decorreu sem sobressaltos desde o início, o que, segundo disse, demonstra a capacidade organizativa do município.

O edil destacou ainda o envolvimento da juventude e o ambiente de convivência saudável registado ao longo da prova.

Guimino reafirmou o compromisso da edilidade com a promoção do desporto, considerando-o um instrumento importante para a inclusão social e ocupação dos jovens nos diferentes bairros da cidade.

Segundo o dirigente, iniciativas desta natureza vão continuar a ser promovidas, reforçando o papel do desporto no desenvolvimento local.

Na ocasião, o presidente do município anunciou que as obras de reabilitação do Estádio Municipal de Muele deverão arrancar nos próximos dias.

A intervenção visa melhorar as condições da infraestrutura, permitindo que venha a acolher os Jogos Desportivos Escolares e outras competições.

O município considera que a Liga dos Campeões Municipal se afirmou como uma iniciativa de sucesso, com potencial para se consolidar no calendário desportivo da cidade de Inhambane.

Veja a reportagem no link abaixo:

Mulheres de Namarroi sentem-se excluídas na distribuição de capulanas

Beneficiárias dizem não ter sido abrangidas pela iniciativa da Primeira-Dama

Reportagem: Gildo dos Santos

Mulheres do distrito de Namarroi, na província da Zambézia, manifestam descontentamento por alegadamente não terem sido contempladas no processo de distribuição de capulanas promovido pelo Gabinete da Esposa do Presidente da República, Gueta Chapo.

Segundo relatos recolhidos junto de residentes locais, várias mulheres afirmam sentir-se esquecidas numa iniciativa que, segundo indicam, foi anunciada como abrangente para diferentes comunidades do país.

As mulheres referem que aguardavam com expectativa pela distribuição das capulanas, mas dizem não ter recebido qualquer apoio até ao momento.

Algumas defendem que a selecção dos beneficiários deve ser mais inclusiva e transparente, de modo a evitar desigualdades entre distritos.

Perante a situação, as residentes apelam às autoridades competentes para que olhem para o distrito de Namarroi, garantindo que também possam beneficiar da iniciativa.

As mulheres sublinham que acções desta natureza são importantes para o apoio social e valorização da mulher, sobretudo em comunidades com maiores dificuldades económicas.

A distribuição de capulanas insere-se num programa de carácter social promovido pelo Gabinete da Esposa do Presidente da República, que tem vindo a ser implementado em várias províncias do país.

Contudo, em Namarroi, o sentimento predominante entre as mulheres ouvidas é de que a iniciativa ainda não chegou à comunidade, levantando preocupações sobre a equidade na sua implementação.

Mamanas de Chalambe 2 recebem capulanas em gesto solidário

Iniciativa do Gabinete da Esposa do Presidente reforça apoio às mulheres

Reportagem: David Dambuze

Cânticos, dança e manifestações de alegria marcaram a tarde deste domingo no bairro de Chalambe 2, na cidade de Inhambane, durante a entrega de capulanas a dezenas de mulheres, numa iniciativa do Gabinete da Esposa do Presidente da República, Gueta Chapo.

A acção simboliza o cumprimento de uma promessa anteriormente feita à comunidade, gesto que foi recebido com entusiasmo pelas beneficiárias, que destacaram a importância do apoio num contexto de dificuldades sociais.

Em declarações à reportagem, várias mulheres manifestaram satisfação e gratidão pela iniciativa, sublinhando o impacto positivo que a oferta representa no seu dia-a-dia.

As beneficiárias apelaram ainda à continuidade de acções semelhantes, sobretudo em benefício das camadas mais vulneráveis da população.

Por sua vez, a Secretária Provincial da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) em Inhambane revelou que a província recebeu mais de três mil capulanas, actualmente em processo de distribuição por todos os distritos.

A cidade de Inhambane acolheu a cerimónia central da entrega, que está a ser replicada a nível nacional.

A iniciativa enquadra-se nos esforços de valorização e empoderamento da mulher moçambicana, numa altura em que o país se prepara para assinalar mais um aniversário do desaparecimento físico da heroína nacional Josina Machel.

O gesto reforça o compromisso institucional com a promoção da dignidade e do bem-estar das mulheres em diferentes comunidades do país.

Veja a reportagem no link abaixo: