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Centro Cultural Português acolhe debate sobre literatura infantil bilingue em Maputo

Reportagem: Redação

No âmbito das celebrações do Dia Internacional do Livro Infantil, o Centro Cultural Português em Maputo promove, no próximo dia 14 de Abril, às 17h30, uma mesa-redonda subordinada ao tema “Escrever, Traduzir e Ilustrar para a Infância”, com enfoque na produção de literatura infantil bilingue em Moçambique.

A iniciativa, dinamizada pela organização AIDGLOBAL, visa estimular o debate em torno da importância de obras acessíveis às crianças em línguas nacionais e em português, promovendo a inclusão e o desenvolvimento educacional desde a primeira infância.

O evento será igualmente marcado pelo lançamento do livro “Os Sapatos Sonhadores” / “Svifambu Svavalorhi”, da autoria de Vandy Cambula, com ilustrações de Cerina do Rosário e tradução de Mabjeca Tingana. A obra constitui o sexto título da colecção Livros para Começar, dedicada à literatura infantil moçambicana.

A mesa-redonda contará com a participação de várias figuras ligadas ao sector literário e cultural, entre as quais o presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, Nataniel Ngomane, bem como o tradutor William Muchanga, o escritor Venâncio Calisto e o ilustrador Ventura Mulalene. A moderação estará a cargo de Mélio Tinga.

Paralelamente ao debate, o público poderá visitar uma exposição que reúne trabalhos da equipa artística responsável pela colecção, oferecendo uma visão mais ampla do processo criativo por detrás das obras.

A AIDGLOBAL, organização promotora do evento, actua em Moçambique desde 2009, desenvolvendo projectos centrados na promoção da leitura, com destaque para a criação de bibliotecas e o apoio a escolinhas comunitárias em zonas rurais.

A colecção Livros para Começar integra histórias culturalmente relevantes, escritas em línguas nacionais, com o objectivo de incentivar o gosto pela leitura, valorizar as línguas locais e facilitar o contacto precoce com o português, língua oficial do país.

A iniciativa insere-se no projecto “Educadores em Movimento – Uma Educação Itinerante para a Primeira Infância”, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e co-financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.

 

O REGRESSO DO “HOMEM DAS ASSINATURAS”: Manuel Chang deportado para Moçambique após sete anos de périplo judiciário

Sete anos depois de ter sido algemado no Aeroporto de Joanesburgo, Manuel Chang, o antigo “super-ministro” das Finanças de Armando Guebuza, pisou finalmente solo moçambicano. A deportação, concluída esta terça-feira, encerra um capítulo de extradições falhadas e condenações nos EUA, mas abre uma “caixa de Pandora” jurídica em Maputo: estará a justiça nacional preparada para enfrentar o homem que avalizou as dívidas ocultas?

Após cumprir uma pena reduzida nos Estados Unidos da América (EUA) por conspiração para fraude eletrónica e branqueamento de capitais, o antigo governante deixou oficialmente a custódia das autoridades norte-americanas para ser entregue às autoridades de Maputo.

A operação de regresso, que deveria ter ocorrido a 26 de Março, sofreu um percalço digno de um thriller diplomático. Com bilhete emitido na TAP via Boston-Lisboa-Maputo, Chang chegou a ser levado ao aeroporto, mas foi impedido de embarcar. O entrave? As autoridades portuguesas não autorizaram o trânsito do antigo ministro em solo luso devido a irregularidades no documento de viagem de emergência emitido pela Embaixada de Moçambique em Washington.

Este contratempo obrigou Chang a passar mais dez dias sob custódia do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas (ICE) em Massachusetts, enquanto a sua defesa pressionava o Tribunal do Distrito Leste de Nova Iorque para garantir a sua “deportação imediata” e o fornecimento de medicação necessária.

De 102 meses a 14 meses: A aritmética da liberdade

Embora tenha sido condenado em Janeiro de 2025 a uma pena de 102 meses (oito anos e meio) pelo juiz Nicholas Garaufis, a estadia de Chang nas prisões americanas foi curta. Beneficiando de créditos administrativos pelo tempo passado em prisão preventiva na África do Sul (desde 2018) e por “bom comportamento” no FCI Danbury, a sentença efectiva foi reduzida para cerca de 14 meses.

O tribunal de Brooklyn provou que Chang aceitou subornos e conspirou para desviar fundos destinados à protecção da Zona Económica Exclusiva (Ematum, Proindicus e MAM), num esquema que lesou o Estado moçambicano em cerca de 2,7 mil milhões de dólares.

O que espera Chang em Maputo?

O regresso de Manuel Chang não é apenas um acto administrativo de deportação; é um teste de fogo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para o sistema judicial moçambicano.

A Questão Central: Com Chang em território nacional, a justiça moçambicana terá agora de decidir como integrar o antigo ministro nos processos que ainda correm os seus trâmites internamente. Resta saber se o “Homem das Assinaturas” será uma peça-chave para o esclarecimento total do destino dos subornos ou se o seu regresso servirá para um “fechar de fileiras” político.

Após sete anos de uma batalha legal que envolveu três países (África do Sul, EUA e Moçambique), o homem que outrora detinha as chaves do tesouro público regressa a casa, não como o ministro influente de 2014, mas como um condenado internacional cuja presença em Maputo promete agitar as águas, já de si turvas, da política nacional.

CRONOLOGIA DO CASO:

Dezembro 2018: Detido na África do Sul a pedido dos EUA.

Julho 2023: Extraditado para Nova Iorque após anos de disputa legal.

Janeiro 2025: Condenado a 102 meses de prisão.

7 de Abril 2026: Concluída a deportação para Moçambique.

Dívida ao FMI: O “golpe de mestre” de Loveira com as poupanças do Estado

Numa jogada que visa reconquistar a confiança de Washington, Maputo decidiu esvaziar parte do “cofre” das reservas internacionais para liquidar, de uma só vez, 630 milhões de euros ao FMI. O Governo sorri para o exterior, mas o sector privado recorda: a dívida interna continua a ser um cancro sem cura à vista.

 

A ministra das Finanças, Carla Loveira, aproveitou o simbolismo do 7 de Abril para anunciar o que o Executivo considera um “feito histórico”: Moçambique já não deve um centavo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT). A liquidação integral e antecipada de 630 milhões de euros foi feita com recurso às Reservas Internacionais Líquidas (RIL), uma espécie de almofada financeira que, em janeiro, atingiu o recorde de 4.152 milhões de dólares.

Para a governante, a operação foi “limpa”. Ao usar activos depositados em instituições financeiras internacionais, o Governo evitou o desgaste de mexer no Orçamento do Estado e afastou o fantasma de uma crise de liquidez imediata nas instituições públicas. Contudo, a estratégia levanta debates sobre o custo de oportunidade de tal “generosidade” para com o Bretton Woods.

 

A Confederação das Associações Económicas (CTA) não tardou a reagir. CTA reconhece que o pagamento limpa a imagem de Moçambique no mercado financeiro global, por outro, o tom é de aviso. Os empresários, que lidam diariamente com o atraso de pagamentos do Estado e com taxas de juro domésticas proibitivas, lembram que a “credibilidade internacional” não põe comida na mesa se a dívida interna continuar a galopar.

“É um sinal relevante, mas a estabilidade macroeconómica deve ser acompanhada por medidas internas consistentes”, alertou a agremiação patronal, sublinhando que o país não pode viver apenas de “boa nota” junto dos parceiros de Washington.

 

Embora as reservas internacionais garantam pouco mais de três meses de importações, o uso agressivo destes activos para amortizações antecipadas é visto por analistas como uma faca de dois gumes. Se o metical ganha fôlego psicológico, o país perde margem de manobra para choques externos num contexto de incerteza global.

Com este pagamento, o Governo de Maputo tenta fechar um ciclo de dependência direta e escrutínio apertado, mas a questão que fica no ar das Redacções é: quando é que o Executivo usará a mesma celeridade para liquidar as “avultadas dívidas” que tem com os fornecedores nacionais, que continuam a financiar o Estado à força?

Para já, Loveira respira de alívio. O FMI recebeu o seu. O povo, esse, continua a esperar que a “folga” chegue ao mercado de consumo.

Médio Oriente: Trump trava «força destrutiva» e aceita tréguas de duas semanas

Numa reviravolta diplomática de última hora, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a suspensão de um ataque iminente contra o Irão. A decisão surge após mediação paquistanesa e a aceitação de uma proposta de 10 pontos de Teerão, condicionada à reabertura do Estreito de Hormuz.

 

O mundo respirou de alívio — pelo menos por 14 dias. Através de um comunicado invulgar publicado na sua página oficial, o Presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, confirmou ter ordenado o adiamento da «força destrutiva» que seria lançada contra a República Islâmica do Irão na noite de ontem. O recuo da Casa Branca não é, contudo, incondicional: exige a abertura «completa, imediata e segura» do Estreito de Hormuz, a artéria vital do comércio petrolífero mundial.

 

A travagem no tabuleiro de guerra parece ter sido lubrificada pela diplomacia de Islamabad. Trump revelou que a decisão foi tomada após conversas directas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir. Os líderes paquistaneses terão intercedido junto de Washington para evitar uma escalada que prometia consequências imprevisíveis para a região e para a economia global.

Paz em 10 pontos?

Segundo o Chefe de Estado norte-americano, os objectivos militares de curto prazo dos EUA foram «alcançados e ultrapassados», o que abre espaço para a via política. O optimismo de Trump fundamenta-se numa proposta de 10 pontos apresentada por Teerão, que Washington considera agora uma «base viável para negociar».

«Quase todos os vários pontos de disputa passada foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o Acordo seja finalizado e consumado», afirmou o Presidente, assumindo-se como representante não só dos interesses americanos, mas também dos países do Médio Oriente.

Cessar-fogo bilateral

O acordo prevê um cessar-fogo de «dupla face», o que implica que o Irão deverá igualmente cessar qualquer actividade hostil ou de bloqueio naval. Embora Trump fale numa resolução «perto da consumação», analistas internacionais olham para este prazo de 15 dias com cautela, dado o histórico de desconfiança mútua e a complexidade dos dossiers em jogo, que vão desde o programa nuclear à influência regional das milícias pró-Irão.

Para já, os canhões calam-se. Resta saber se o papel onde se escreverá a «Paz a longo prazo» terá mais força do que a pólvora que, por poucas horas, não incendiou o Golfo Pérsico.

Mais um caso de tráfico de fármacos do SNS registado na Zambézia

Reportagem: Marcelino Voabil

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província da Zambézia, deteve um cidadão indiciado no crime de tráfico de medicamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa operação que culminou com a apreensão de diversos fármacos desviados na cidade de Mocuba.

De acordo com a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, o indivíduo foi interceptado na posse de medicamentos acondicionados em dois sacos, misturados com farelo de milho, numa tentativa de ocultação, tendo como destino final a República do Malawi, onde seriam comercializados ilegalmente.

Segundo a responsável, a detenção foi possível graças ao trabalho operativo da polícia, que mandou parar uma viatura suspeita da marca Guantam, conduzida pelo próprio indiciado, que acabou por confessar o crime. O cidadão declarou ser moçambicano, mas residente no Malawi.

Durante a operação, as autoridades apreenderam um total de 95 kits de medicamentos diversos, alegadamente pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde, que teriam sido adquiridos de forma ilícita na cidade de Mocuba.

A PRM indica que decorrem diligências para apurar a proveniência exacta dos fármacos e identificar outros possíveis envolvidos na rede de desvio e comercialização ilegal de medicamentos.

Este é o segundo caso de tráfico de medicamentos tornado público na província da Zambézia no presente ano, numa altura em que as autoridades consideravam haver uma redução deste tipo de crime.

A polícia reitera o apelo à denúncia de práticas ilegais que colocam em risco a saúde pública e comprometam o funcionamento do sistema nacional de saúde.

 

Ile celebra Dia da Mulher Moçambicana com foco na igualdade e empoderamento

Reportagem: Redação

Celebra-se esta terça-feira, 7 de Abril, em todo o território nacional, o Dia da Mulher Moçambicana, este ano sob o lema “Direitos, justiça e acção para todas as mulheres e raparigas!”.

No distrito de Ile, na província da Zambézia, as cerimónias centrais foram dirigidas pela administradora distrital, Clarina Roque Amado Mataia, que destacou o papel determinante da mulher no desenvolvimento socioeconómico da região.

Durante a sua intervenção, a dirigente sublinhou que a mulher constitui um verdadeiro motor da economia local, evidenciando a sua contribuição activa nos sectores produtivos, no empreendedorismo e na sustentabilidade das famílias.

Clarina Mataia defendeu ainda a necessidade de reforçar políticas e acções que promovam a igualdade de género, apelando à criação de mais oportunidades para mulheres e raparigas, sobretudo nas áreas da educação, emprego e participação nos processos de tomada de decisão.

“Assegurar a inclusão plena da mulher é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e desenvolvida”, frisou.

As celebrações no distrito de Ile foram marcadas por diversas actividades culturais e recreativas, com destaque para a realização da Feira da Mulher, onde estão expostos produtos de gastronomia e artesanato local, numa iniciativa que valoriza o talento e incentiva o empreendedorismo feminino.

O programa inclui igualmente a realização de uma partida de futebol feminino, simbolizando a crescente valorização da mulher em diferentes esferas da vida social, incluindo o desporto.

A efeméride constitui, anualmente, um momento de reflexão sobre os avanços alcançados e os desafios que ainda persistem na promoção dos direitos da mulher em Moçambique.

Desporto e empoderamento marcam celebrações do 7 de Abril no Derre

Reportagem: Redacção

O distrito de Derre viveu, na tarde desta segunda-feira (06 de Abril), um momento de celebração marcado pela união, desporto e valorização da mulher, no âmbito das comemorações do Dia da Mulher Moçambicana.

A efeméride foi assinalada com a realização de um jogo de futebol recreativo que colocou frente-a-frente profissionais dos sectores da Saúde e da Educação, num ambiente de confraternização e espírito desportivo.

O evento contou com a presença da administradora distrital, Benilde Lucília Jonimeia Pequite Laúde, que procedeu ao pontapé de saída e acompanhou a partida do início ao fim, demonstrando apoio ao desporto feminino e às iniciativas de inclusão social.

A cerimónia reuniu igualmente membros do Governo Distrital, que, num ambiente descontraído, dividiram o apoio entre as duas equipas, reforçando a importância da coesão entre os diferentes sectores da administração pública.

Apesar do empate sem golos (0-0) registado no final do encontro, o destaque foi para o desempenho das atletas, que protagonizaram uma exibição marcada por qualidade técnica, entrega e espírito de equipa.

A população local aderiu em massa ao evento, criando um ambiente vibrante e festivo nas bancadas, num claro sinal de valorização da mulher e do desporto feminino no distrito.

Mais do que o resultado, a iniciativa serviu como uma homenagem à mulher do Derre, evidenciando o seu papel dinâmico, resiliente e activo não só nas suas áreas profissionais, mas também na promoção da união comunitária e do entretenimento saudável.

 

Quelimane assinala Dia da Mulher Moçambicana com apelo à valorização e igualdade

Reportagem: Marcelino Voabil

As celebrações do 07 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, ficaram marcadas por momentos de reflexão, homenagem e reconhecimento do papel da mulher na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Durante a cerimónia, representantes femininas destacaram a coragem, determinação e o contributo activo da mulher moçambicana no desenvolvimento do país.

Em representação das mulheres de Quelimane, a directora da Escola Básica 07 de Abril de Cololo, Antónia Mataca, afirmou que a efeméride constitui um momento de exaltação da figura da mulher, com destaque para a heroína nacional Josina Machel, considerada uma fonte de inspiração para várias gerações.

Segundo Mataca, apesar dos progressos já alcançados, ainda há desafios a superar, sobretudo no que diz respeito ao empoderamento feminino, que deve continuar a ser reforçado com novas iniciativas e maior inclusão.

Por sua vez, o Secretário de Estado na Zambézia, Avelino Muchine, apelou à união e respeito durante as celebrações, sublinhando que a data deve ser comemorada sem distinções de ordem política, religiosa ou social.

O governante destacou ainda o papel determinante da mulher moçambicana na actualidade, encorajando-a a continuar a contribuir activamente para o desenvolvimento do país, com foco na educação, economia e coesão social.

As celebrações decorreram sob o lema “Direito, Justiça e Acção para Todas as Mulheres e Raparigas”, tendo contado com forte adesão popular e diversas manifestações culturais, num ambiente de festa e reconhecimento.

DPJDZ organiza torneio de futebol feminino alusivo ao 7 de Abril

Competição reuniu equipas de Quelimane e arredores para celebrar o Dia da Mulher Moçambicana

Reportagem: Marcelino Voabil

A Direcção Provincial da Juventude e Desportos da Zambézia (DPJDZ) organizou, na cidade de Quelimane, um torneio de futebol 11 feminino em alusão ao Dia da Mulher Moçambicana, envolvendo equipas provenientes de diferentes bairros e pontos do distrito.

A competição contou com a participação de quatro equipas femininas, num ambiente marcado pela celebração, inclusão e valorização do desporto feminino na província.

Promoção do desporto e valorização da mulher

Segundo o director provincial da Juventude e Desportos na Zambézia, José Lobo, a iniciativa teve como principal objectivo homenagear a mulher moçambicana, ao mesmo tempo que promove a prática desportiva e a descoberta de talentos locais.

No final do torneio, as capitãs das equipas vencedoras manifestaram satisfação com a organização e os prémios atribuídos, apelando à continuidade de eventos semelhantes para fortalecer o futebol feminino na região.

Das quatro equipas participantes, três ocuparam o pódio, sendo que duas são provenientes de bairros da cidade de Quelimane e uma do posto administrativo de Maquival, no distrito de Quelimane.

A premiação foi distribuída da seguinte forma: 1.º lugar: 4.000 meticais e uma taça, 2.º lugar: 3.000 meticais e uma taça, 3.º lugar: 2.000 meticais e equipa de arbitragem: 1.000 meticais.

A iniciativa reforça o compromisso das autoridades desportivas em promover a inclusão, igualdade de género e desenvolvimento do desporto feminino, numa altura em que se intensificam as acções de valorização da mulher moçambicana.

 

Governo garante normal funcionamento do INSS após detenção de quadros

 

Ministério do Trabalho assegura estabilidade do sistema de pensões e colaboração com a justiça

Reportagem: Redação

O Governo moçambicano garantiu que o funcionamento do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) não foi afectado, apesar da detenção de alguns quadros da instituição, no âmbito de um processo judicial relacionado com suspeitas de corrupção.

Em comunicado oficial, o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social confirmou ter tomado conhecimento do caso e reafirmou o seu compromisso com a legalidade e a boa gestão da coisa pública.

Segundo o Ministério, todos os serviços do INSS continuam a operar sem constrangimentos, assegurando o atendimento regular aos utentes em todo o país.

O comunicado sublinha ainda que o sistema de pensões permanece estável e plenamente operacional, garantindo o cumprimento das obrigações para com beneficiários e pensionistas.

O Executivo assegura estar a colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento célere e rigoroso dos factos, manifestando confiança nas instituições de justiça.

Ao mesmo tempo, o Ministério reforça a confiança na robustez do sistema de protecção social, considerado essencial para a segurança económica dos cidadãos.

As autoridades indicam que novos desenvolvimentos serão tornados públicos à medida que o processo evoluir, respeitando os limites legais e a necessidade de salvaguardar a investigação em curso.

A posição do Governo surge numa altura em que o combate à corrupção continua a ser apontado como um dos principais desafios para a consolidação da transparência e da confiança nas instituições públicas em Moçambique.