Gueta Chapo defende descentralização dos serviços para reduzir pressão sobre o HCM
Reportagem: Redação
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, visitou o Hospital Central de Maputo e anunciou um plano de ação voltado para o reforço da oncologia pediátrica, num momento em que a maior unidade sanitária do país enfrenta forte pressão no atendimento a crianças com cancro vindas de várias províncias.
Durante a visita realizada a 11 de março, a Primeira-Dama destacou que o hospital continua a ser o principal centro nacional para tratamento oncológico infantil, situação que contribui para a saturação dos serviços.
Uma das propostas apresentadas pela Primeira-Dama passa pela regionalização dos serviços de oncologia pediátrica, permitindo que hospitais das regiões Centro e Norte também possam prestar atendimento especializado.
Segundo Gueta Chapo, esta medida poderá reduzir o fluxo de famílias que se deslocam para Maputo em busca de tratamento e aliviar a pressão sobre os recursos do Hospital Central de Maputo.
Outro desafio identificado é o abandono prematuro do tratamento. Muitas mães, sem rede de apoio na capital, acabam por regressar às suas províncias antes de os filhos concluírem as terapias, que frequentemente exigem acompanhamento prolongado.
Para enfrentar esta realidade, o Gabinete da Primeira-Dama anunciou a criação de um espaço de acolhimento para mães e acompanhantes nas proximidades do hospital.
Reconhecendo as limitações do orçamento público e os elevados custos de tratamento no exterior, Gueta Chapo prometeu intensificar a mobilização de parceiros internacionais e do setor privado para apoiar o sistema de saúde.
Entre as medidas imediatas, a Primeira-Dama anunciou ainda a doação mensal de fraldas para a Unidade de Cuidados Intensivos pediátricos, utilizando excedentes de ajuda humanitária destinados às vítimas das recentes cheias.
A iniciativa pretende aliviar algumas necessidades básicas do hospital enquanto decorrem esforços para reforçar as condições de atendimento às crianças com doenças oncológicas no país.
Veja a reportagem no link abaixo:
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