Reportagem: Marcelino Voabil
Edição e Imagens: Londrez Martinho
Durante um encontro público promovido no âmbito do Compacto II do Millennium Challenge Account Moçambique (MCC), várias vozes levantaram preocupações, sobretudo relacionadas com a possível cedência dos seus espaços habitacionais para a implementação do projecto. As dúvidas surgiram após a apresentação feita pela directora do MCC, Augusta Maita, que explicou os contornos gerais da intervenção prevista para Mocuba.
Segundo a responsável, o processo encontra-se ainda numa fase preliminar e visa recolher contributos das comunidades antes da tomada de decisões finais.
Entretanto, parte da população presente aproveitou a ocasião para questionar os critérios que irão nortear o reassentamento, as compensações a serem atribuídas e os prazos previstos para a execução efectiva das obras.
Perante as inquietações, o representante da empresa Scott Wilson, responsável pela consultoria técnica no processo de auscultação comunitária, Osvaldo Banze, prestou esclarecimentos, sublinhando que o reassentamento seguirá padrões definidos e será conduzido de forma participativa, garantindo o envolvimento directo das famílias afectadas.
No quadro da retoma do projecto, está igualmente previsto o início, ainda este ano, da construção de duas casas-modelo, que servirão como referência para as futuras habitações destinadas às populações reassentadas, conforme avançou Augusta Maita. Já o arranque das obras principais da ponte sobre o rio Licungo e da estrada circular de Mocuba está programado para 2027.
O Jornal Txopela, Rádio Chuabo e TV Zambézia continuarão a acompanhar o desenrolar deste processo que promete transformar a mobilidade e a dinâmica socioeconómica da região, mas que, para já, decorre sob o olhar atento e expectante das comunidades locais.
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