QUELIMANE, 6 de Agosto de 2025 – O Hospital Central de Quelimane (HCQ), uma das mais importantes referências hospitalares da região centro, está a operar com restrições no fornecimento de reagentes laboratoriais, afectando sobretudo os exames de função renal e hepática. A escassez, que persiste desde o mês passado, tem obrigado a unidade sanitária a adoptar critérios de priorização, focando-se em casos urgentes, pacientes internados e encaminhados de outras unidades.
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Apesar do cenário, a direcção do hospital garante que os serviços continuam operacionais, assegurando à população que “não há implicações graves na prestação dos cuidados”. A afirmação foi feita por Palmira Nascimento, Directora dos Serviços de Urgência, que reiterou a capacidade de resposta da equipa médica, mesmo num contexto adverso. “Os exames continuam a ser feitos com critério e responsabilidade. Estamos atentos e a trabalhar para que não haja ruptura total”, afirmou.
De acordo com a responsável, o restabelecimento do fornecimento está previsto para a próxima semana, e os canais logísticos já foram activados para garantir o reabastecimento atempado. No entanto, Palmira Nascimento admite que a situação impôs desafios acrescidos à rotina hospitalar, obrigando os profissionais a uma gestão rigorosa dos recursos disponíveis.
O HCQ continua a registar uma média de 200 atendimentos por dia, acolhendo doentes provenientes de vários distritos da Zambézia e de províncias vizinhas. “Estamos aqui para receber e tratar. Mesmo com limitações, a nossa missão é garantir análises clínicas eficazes e seguras aos nossos utentes”, vincou Nascimento, deixando um apelo à calma e à confiança nos serviços.
Fontes do hospital indicam que as restrições no fornecimento de reagentes não são um fenómeno isolado, e reflectem fragilidades recorrentes na cadeia de abastecimento do sistema nacional de saúde. No entanto, a direcção do HCQ diz estar a monitorar a situação de perto e assegura que nenhuma urgência será desassistida.
Num tempo em que a procura por serviços de saúde de qualidade cresce exponencialmente, a escassez de insumos laboratoriais vem testar a resiliência do HCQ e a confiança dos utentes. Por agora, a resposta é pragmática: garantir o essencial e manter o compromisso com a saúde pública, mesmo quando os meios escasseiam.
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