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MAPUTO, 6 de Agosto de 2025 – O Governo moçambicano reconhece a complexidade do actual contexto de violência em Cabo Delgado, onde grupos armados continuam a semear o pânico entre civis. O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, admitiu esta terça-feira que não está claro se os recentes ataques são perpetrados por grupos terroristas ou pelos naparamas, mas assegurou que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a agir para conter os movimentos e neutralizar os agressores.
“É difícil dizer se sim, se são terroristas ou são naparamas”, declarou Impissa, acrescentando que ambos os grupos têm estado a movimentar-se ou a tentar mobilizar-se entre diferentes pontos da província. Segundo o porta-voz, as FDS têm impedido que estas movimentações se concretizem em novos focos de violência, embora o risco persista em diversas áreas, particularmente nos distritos de Chiúre e Muidumbe.
As declarações de Impissa foram prestadas em Maputo, no final da 27.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, numa altura em que se acumula a pressão pública para que o Executivo tome medidas mais eficazes face ao recrudescimento da violência armada no norte do país.
Questionado sobre o impacto humanitário das últimas incursões, Impissa informou que o Governo continua a mobilizar apoios para reforçar a ajuda às populações afectadas, numa altura em que milhares de deslocados se acumulam em centros de acolhimento precários, e as condições de assistência são cada vez mais desafiadoras.
Nos bastidores, cresce o mal-estar com a aparente incapacidade das autoridades em distinguir com clareza os actores da violência no terreno, numa província onde as linhas entre insurgentes, milícias paramilitares e populações armadas são cada vez mais ténues. A ausência de informação precisa alimenta um ambiente de incerteza e insegurança, enquanto comunidades inteiras vivem sob ameaça constante.
Impissa, no entanto, manteve o discurso de que o Governo “continua a trabalhar”, sem avançar prazos ou estratégias claras para o restabelecimento da ordem pública e o retorno seguro das populações às zonas de origem.
Face a um conflito que se arrasta desde 2017 e já provocou mais de um milhão de deslocados, o Executivo reafirma a sua determinação em conter a violência, mas a realidade no terreno continua a desafiar esse compromisso, deixando dúvidas quanto à eficácia dos esforços em curso.
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