A crise operacional da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) conheceu hoje um novo capítulo, com o cancelamento sucessivo de voos em pelo menos seis capitais provinciais, agravando o já frágil quadro da aviação civil no país e expondo os passageiros a constrangimentos sem precedentes.
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Fontes ligadas ao sector confirmaram ao Txopela que os voos programados para Beira, Quelimane, Chimoio, Nacala e Pemba foram cancelados esta segunda-feira, sem que houvesse comunicação pública prévia ou explicação detalhada por parte da companhia. O voo com destino a Nampula, que já havia sido suspenso ontem, está agora remarcado para as 21 horas de hoje, segundo promessas da transportadora, cuja fiabilidade tem sido cada vez mais questionada pelos utentes.
Nos terminais aeroportuários, o ambiente é de frustração e revolta. Passageiros que se preparavam para viajar nas primeiras horas do dia foram surpreendidos com o cancelamento abrupto dos voos, sem direito a alternativas imediatas, hospedagem ou reembolso rápido. Em Maputo, a situação gerou filas nos balcões de atendimento da LAM, onde os funcionários, visivelmente constrangidos, limitam-se a informar que “as ordens vêm da direcção”.
O Jornal Txopela apurou junto de fontes internas que os cancelamentos estão relacionados com dificuldades técnicas nas aeronaves e alegada má gestão logística, num contexto em que a LAM enfrenta uma profunda crise financeira e de confiança.
Até ao fecho desta edição, a direcção da LAM não havia emitido nenhum comunicado oficial explicando as razões dos cancelamentos em cadeia, alimentando rumores sobre a iminência de uma paralisação mais ampla.
Recorde-se que a transportadora aérea nacional tem sido alvo de sucessivas críticas pela sua fraca pontualidade, tarifas elevadas e falta de transparência na gestão. A presente situação poderá forçar o Governo, principal accionista da empresa, a intervir com medidas urgentes para evitar um colapso total.
Entretanto, os passageiros lesados exigem respostas. “Pagámos com antecedência, temos compromissos, mas ninguém nos dá explicações claras”, lamentou um empresário que devia embarcar para Quelimane, acrescentando que a LAM “transformou-se num pesadelo para quem precisa de voar dentro do país”.
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