O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou hoje, em Vilankulo, os administradores distritais de todo o país a assumirem um papel activo e transformador na promoção do desenvolvimento local, orientado pela valorização dos recursos endógenos, pela mobilização comunitária e pela criação de bases sólidas para a independência económica nacional.
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Ao intervir na abertura da IX Reunião Nacional dos Administradores Distritais, o Chefe do Estado sublinhou que os 154 distritos moçambicanos devem ser transformados em centros de liderança local, inovação e decisão pública, alinhados com as reais necessidades das comunidades e com a visão estratégica do país para o ciclo de governação 2025–2029.
“O administrador distrital deve ser o rosto do Estado no território, promotor de soluções concretas, mobilizador de recursos e facilitador de parcerias público-privadas”, afirmou o Presidente Chapo, defendendo uma governação territorial transparente, orientada por dados concretos e com foco no impacto comunitário.

Enaltecendo o contributo dos administradores na condução das comemorações dos 50 anos da independência nacional, o estadista referiu que o distrito será o centro operativo do novo ciclo de governação, com destaque para sectores como agro-negócio, turismo, formação técnico-profissional, industrialização e emprego jovem.
No seu discurso, o Chefe do Executivo moçambicano encorajou a apropriação efectiva do Programa Nacional de Industrialização (PRONAI), através da criação de parques industriais, transformação local de produtos e revitalização de infra-estruturas económicas.
Foi igualmente lançado oficialmente, no mesmo evento, o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), aprovado em Março deste ano, que visa financiar projectos distritais e iniciativas empreendedoras comunitárias. O Presidente apelou à “seriedade e transparência” na gestão do fundo, sublinhando a necessidade de “aprender com os erros do passado”.
Chapo realçou que o novo ciclo de governação será pautado por escuta activa, responsabilização e escrutínio local, com maior envolvimento das comunidades nos processos de decisão e implementação de políticas públicas. “Esperamos administradores com ética, visão, humildade e integridade, capazes de dialogar com todos os actores locais”, afirmou.
Ao reforçar a importância do diálogo nacional inclusivo ao nível local, o Presidente apelou à escuta de todas as vozes da sociedade, exemplificando: “Do pescador de Mogincual ao artesão de Marromeu, do professor de Guijá à vendedora do Zimpeto — o distrito deve ser o palco deste processo”.
No encerramento, o estadista apelou a uma liderança de proximidade, desafiando os administradores a saírem dos gabinetes e a ouvirem as preocupações das populações no terreno. “Façamos do distrito um verdadeiro pólo de esperança, inovação e progresso. O administrador distrital não é um dirigente de gabinete, mas sim um líder do terreno”, concluiu.
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